quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Quantas vezes ainda vou chorar com você? E sorrir? E cantar? Amar e viver?

Quantas vezes ela chorou,
Pois não tinha entrado.
A duvida do meio do ano.
Por ntalvez não ter tentado.

Quantas vezes ela chorou.
Pra achar que não dava mais conta.
Mal sabia que por conseguir chorar.
Era ainda mais durona.

Quantas vezes ela ficou inibida.
Perdida, zonza ou cansada. 
Correndo de lado a lado.
Pra não chegar atrasada.

Quantas vezes o cansaço bateu.
Um trabalho, o trabalho ou uma nota.
Mas andou num caminho só seu
Uma trilha, um rua, uma rota.

Quantas vezes o choro foi meu.
Por te ver tão aflita com a vida.
O orgulho que você me deu.
Tão altiva, feliz e festiva.

Quantos colos e risos terei.
E você frente a frente a olhar.
Realizando tudo que sonhei.
E ainda poder te Amar!


terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

sono

só não durmo pois me falta o
sono!
som, o grande vilão do
sono!
sonho que não cessa sem
sono!
sondo no fundo, treino e testo o
sono!
sou menos eu quando estou com
sono!
sonar das noites inglória por ausência de
sono!
somando ansiedade com depressão me tira o
sono!
sorrateiro destino de angústia com pouco
sono!
solitário na madrugada quente como cão sem
sono!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

De todas as formas, a pior!

De todas as forma que tenho pra dizer algo.
A pior é sempre a escolha feita.
Do boa noite atravessado, quando você se deita.
Ao obrigado cínico, da cama desfeita.
A crítica ao perfume de flor de colheita.
Ou o beijo na testa que tira a ausência.

E quando estou com pressa é ainda mais grave.
O café sem gosto na tarde.
O sol que nasce, não esquenta mas arde.
O oi despretensioso pra marcar passagem.
A preguiça que esconde a vadiagem.

E se for desculpa não melhora em nada.
O atraso é justificado de forma esfarrapada.
A comida sem gosto é muito salgada.
A viagem cansativa com horas de estrada.
A fala que ataca de forma malvada.

Então não tem mais jeito.
Não sou nem perto de perfeito.
Sou um suplente e não.um eleito.
O catarro que entope seu peito.
A mão que te afaga e da um.tapa no beiço. 

E ainda assim sou o mesmo que foge.
Que evita falar pois sempre explode.
Aquele que só se estressa e some.
Um balão apagado que não sobe.
Um amante ruim que não fode!

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Desistindo de tudo!

As vezes pensamentos estranhos correm pelos conjuntos de neurônios. 
Sinapses ruins e pessimistas questionam minha existência.
Sem resposta, me sinto preso cercado por diversos demônios. 
E continuar nesse mundo, sem sentido, sem motivo se torna insistência. 

Talvez seja fruto de uma saúde mental precária, uma doença. 
Ou quem sabe ainda, uma seita macabra que me torna errante.
Se sou mais um perdido, sem futuro, sem causa e sem crença...
Também sou um troféu, esquecido no alto de uma velha estante. 

Me lembro de um dia, onde monotonia era algo distante.
Tanta atividade, que o corpo até arde de lembrar o vivido.
O estranho é que agora, não tenho a vontade de ser mais constante.
E o que agora não presta, é tudo que me resta, um mosquito no ouvido.

Me entrego ao desprezo já não tenho mais medo de ficar abatido.
Sou só mais um trapo, um treco, um caco, que não liga pra dor.
Não me importa o que dizem, se me doe, se me corta ou me firo.
E nesse guardanapo, com um copo me acabo, por viver sem Amor!!!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Quanto mais eu entrego, mais me distraio.

Quanto mais eu entrego.
Muito mais eu me distraio.
Corro, me viro, excluo meu ego.
Respiro, enfrento e me traio.
De tanto destempero.
Me desespero.
Caio.
Treinando meu anseio.
Quando vejo.
Falho.
Ignoro a vontade.
Escondo o desejo.
Trabalho até tarde.
E assim é me perco.
Ouço mentiras espúrias.
Tão duras.
E rasas.
E a farsa não cessa.
Depressa.
Se alastra.
Então fúria exposta.
Que cega é não erra.
Facada nas costas
Cabeça na pedra.
E assim vou vivendo.
De enganos.
E desatinos.
Perdi os meus anos.
Em insanos
Delirios!