Das brincadeiras de rua.
De ver a moça banhando-se nua.
De bagunçar com toda vizinhança.
Penso em todas as estripulias.
Da algazarra no terreno ao lado.
De ficar horas no asfalto.
De contar pequenas mentiras.
E hoje a arte é no nosso quarto.
Se enrolando num branco lençol.
Se contorcendo como peixe (na rede ou) no anzol.
Deitados, de lado, de frente ou de quatro.
Fazendo o tempo correr e o peito disparar.
No movimento e no barulho do grito.
No suado do corpo e o abafado do gemido.
Tentando outra vez, brincar de Amar.