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sábado, 22 de novembro de 2025

Separação

Inevitável (acontecer)
Insuportável (assim viver)
Indescritível (o que vejo acontecer)
Intransponível (essa barreira eu e voce)
Desisto (nem quero mais)
Minto (ter um dia de paz)
Preciso (me Amar mais)
Insisto (agora jaz)
Desperto (pra outra vida)
Incerto (como tentativa)
Percebo (aberta ferida)
Despeço (perdida)
Insulto (a minha existencia)
Empurro (minhandesistenxia)
Enxugo (com muita tristeza)
Expurgo (a minha aparência)
Estrago (o que ainda existia)
Trago (a fumaça líquida vazia)
Amargo (de barriga vazia)
Largo (minhas fantasias)
Saio (desse longo Amor)
Corto (como um espinho de flor)
Esmago (a magoa que for)
Apago (finjo nao sentir dor)

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Se acabar a beleza...

Se acabar toda beleza.
E só restar amargura.
Lembre que teve leveza.
Mas teve muita armadura.
Não por causa de uma mesa.
Ou do cotidiano suas agruras.
Não foi o dinheiro ou avareza. 
Mas sim a trilha escura.
De fugir de nossa natureza.
Pra viver fantasias imaturas.
Mentimos com clareza.
E escondemos as verdades nuas.
Caminhamos vias estreitas.
E muitas vezes erramos as ruas. 
Não era só mais uma fraqueza.
Mas a fase errada da lua.
Ficamos com a dura certeza.
Que desistimos do objetivo por figura.
Não priorizamos nossa destreza.
Mas o dedo que aponta a culpa.
Que seja nossa última sobremesa.
Doce, daquelas que tem cura.
Pra viver novas incertezas.
Cada um na sua!

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Quando te vi com outro...

Acordei e estava tudo bem.
Mais um dia pra passar .
So que a verdade estoura a mais de cem.
Na minha cara pra não dividir.
Você estava com outro alguém.
Naquele que seria meu lugar.

Parem, parem esse trem.
Não sei pra onde aportar.
Você roubou sem porém.
Me traiu e me jogou ao mar.
Como um corpo frio, com desdém.
Estou tentando acordar.

E esse pesadelo medonho.
Que parecia um sonho.
Já não sei onde vai dar.
Você tirou o meu chão. 
Me jogou em um porão.
Com ódio por ainda te Amar.

E tudo que já foi bom.
Do cheiro, do gosto e do som.
Passo a duvidar.
Se eu que era o vilão.
Que não te dei mais tesão. 
Pra em outro lugar procurar.

Desisto, me devolva o que te dei.
Meus beijos, desejos, minhas vontades.
Tenha um pouco de piedade.
E apague os versos que te dediquei. 
Rasure as cartas, delete as notas.
Esqueça quem sou, isso não mais.importa.

Siga seu caminho.
Com suas novas escolhas.
Deixa que eu me recolha.
E não mais estrague.
Pois viver perto será uma masmorra.
Apagando o que resta da minha sanidade!

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Onde termina a falsidade?

A preocupação começa com um motivo.
Geralmente uma falta de controle.
Como uma chama de um fósforo. 
Pode se manter constante em uma vela.
Ou se apagar num chacoalhou de dedos.

Na falsidade a chama se apaga.
Finge vez por outra a atencao.
Principalmente ao sentir uma brasa alheia.
Mas se acomoda é espera passar.
Porque a intenção foi só de atuar.

Simula uma briga, uma discussão.
Pede coisas que nem quer.
As vezes só pra ouvir o não. 
E corroborar sua tese estúpida.
De que o motivo está no outro.

Nunca em si mesmo, sempre além. 
E se for no plural muito que bem.
Mais uma tragicomédia no palco da vida.
Mais um caso de Amor suicida.
A mesma história, só muda a torcida.

Cansa achar que vai ser diferente.
Que foi passageiro, seguimos em frente.
Nem quem se beneficia acredita.
A voz ecoa, a aparência destoa o cheiro irrita.
Fadados ao fim, não há quem evita.

Por mais que insista.
Por mais que se repita.
Ainda serão as palavras não ditas.
Que servirão de exemplo ao que remonta.
A vida a dois não é um faz de conta...

quinta-feira, 9 de maio de 2024

o fim de toda esperança

O normal da vida é ser triste. 
Chorar, sentir, sofrer.
Felicidade até existe.
Assim como momentos de prazer.

Não dou presente, eu sou.
Minha dedicação foi a escolha.
Não sou outra pessoa.
Foi você que mudou.

E assim como a lua.
Aparece reluzente e nua.
Mas não se deixa tocar.
Foge e se esconde no mar.

Me evita e finge quem pode ser.
Se engana, me engana e cadê?
Diz que fez mudanças no viver.
Mas não passa de uma moça blasé.

É o fim, eu desisto então.
Me roubou, retirou o meu chão. 
Passa ao largo, deixa a vida em vão.
E me resta desamor sem paixão. 

Vou embora pro meu canto voltar.
Deu a hora, já não saio do bar.
Me afogo, sem mais saber nadar.
Acabou a vontade de Amar!


sexta-feira, 19 de abril de 2024

O que não começa, também termina!

Mesmo quando tudo der certo.
Ainda assim
Está mais perto do fim!

Quando tudo é deserto.
Eu vejo te.
Longe de mim.

Não tem mais salvação. 
Não há alma, nem há calma.
Nessa estrada, longa e calva.

Sai do meu eixo, perdi meu chão.
Que os pés desbrava.
Sem justa causa.

Foi sem pensar,
Falta de altar.
E a comunhão. 
Pro Amor selar.

Então descanso.
Me encosto manso.
Pois tradição.
Não sei mudar.

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Crise conjugal (A eterna falta de comunicação de qualidade)

Ela depressiva, ele angustiado.
Ele quer atitudes ela saber pra que lado.

Ela não esperava, ele ter transbordado.
Ele já não se calava e ela não tinha falado.

Ela se desespera, ele se sente afetado.
Ele se irrita com tudo, ela o sente afastado.

Ainda que falte uma plena comunicação.
Se perdem no passado, com futuro em suspensão.

Ele quer mais vida, ela padece.
Ela não haje, se cala, ele não se esquece.

Ele quer mais pimenta, ela só quer o que aquece.
Ela só se alimenta, ele quer salgado e doce.

Ele quer troca e conversa, ela só que sua prece.
Ela se encolhe e esconde, ele se estica e cresce.

E mesmo que digam que não.
Precisam de sã discussão.

Eles já se conhecem.
Se amam, mas se esquecem.

Eles se perdem na narrativa.
E precisam de uma vida ativa.

Eles teimosos como criança.
Demandam alguma mudança

Enfim, precisam de uma solução.
Talvez numa melhor comunicação.

sábado, 23 de outubro de 2021

Não se deve viver sem Amor ou Humor (Soneto do Antes Tarde...)

Se o sexo não for um arraso.
Que o bom humor assim o seja.
Não se vive por um longo prazo.
Por muito dinheiro ou beleza.

Não se sinta fraco ou errado.
Nem esconda a sua fraqueza
O Amor constrói o telhado.
O humor mantém chama acesa.

Se for pra ficar só emburrado.
Cultivando a dita tristeza.
Seja seu principal aliado.

E haja com maior natureza.
Separe cada um pro seu lado.
E viva uma nova certeza!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Soneto da Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
 
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
 
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinicius de Moraes