Cheguei atrasado no trabalho, entrei correndo, caminhando firme pra minha mesa, quase sem olhar pros lados, de fone e antolhos e quando me sentei, num ufa, abri verdadeiramente os olhos.
Gritei: PQP
Era domingo!
Tudo estava vazio!
Perdi meu dia de Home Office.
Porque em tempos de trabalho híbrido.
Me divido em ter um canto.
Ter uma rede de contato e uma de balanço.
E ouvir reclamações sem dó, sustenido.
A campainha que toca pra levar o canino.
A call que me chama prum nada resolvido.
E ao fundo uma cama, quando tiver desistido.
Não diferente é meu posto de trabalho.
Num salão cheio com um monte de mesário.
Que mais passa os dias a esperar dar o horário.
Do café, do almoço, do papinho arbitrário.
A se ver canarinho pra fugir apressado.
Ser o líder padrão que seduz funcionário.
Ou mentor consultor que só olha o retalho.
Quando muda o papel e se faz de otário.
Pra seguir risca linha, não perder o salário.
A ilusão de que alguém se importa.
A bonita missão, pendurada na porta.
O processo, o expresso, o regresso em demora.
A cortina, a fumaça e a desgraça de outrora.
Quando menos se espera outro assunto urgente.
A visita na casa de um amigo ou de um ente.
Pentear um macaco, sem escova ou pente.
Usurpar sua alcova, te deixando dormente.
É o traço da I A - que se exibe vistoso -.
Outro texto imbecil de um cara raivoso.
Que não sabe pedir, mas implora nervoso.
Não acione TI por mais tokens tinhosos.
O inferno da fila no banho matinal.
O deserto de cadeiras, de setores, social.
A justiça fajuta, a briga, a luta sem uma inicial.
A criança na escola esperando o sinal.
É o não atingido lucro, manipulado.
O lá ir, o cair, outro pós resultado.
A fatura, a loucura, que atura o meu lado.
Outra sorte, outro norte mais deslumbrado.
A pintura aplaudida, dita sensacional.
Nossos fatos alastrados em rede nacional
Apanhado de dados sem referencial.
A campanha, a senha que se assanha, sem ser racional.
Uma dash, uma hash, outro trash, internacional.
Abre aspas, explica, algo proposital.
A carta de fiança em psicografia autoral.
E a virgula fingindo ser ponto decimal.
Nessa estrada tão longa sem um ponto final.
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terça-feira, 28 de abril de 2026
sexta-feira, 17 de maio de 2024
Fim de semana em ciclo
Guardo chega a noite.
E escurece o céu azulado.
Surge como um véu.
Estrelas num tom usado.
Quero muito seu mel.
Lambuzando meus lábios.
Roubando o que é meu.
Quebrando um lado abusado.
E se tudo for vil.
Triste em modo afobado.
Fico então por um fio.
Solto, perdido, avoado...
E quando na manhã acordo.
O acordo de estar mais presente.
Doum um beijo e no fim mordo.
Calado, mas não carente.
Enfim no início da tarde.
O sol sobe, ficando a pino.
Me recobre, me esquenta, me arde.
E aflige no fim do domingo!
domingo, 5 de julho de 2020
Uma manhã de domingo em julho...
No alvorecer de um domingo.
Com o sol escondido.
Por um templo nublado.
Não acordamos, viramos de lado
E voltamos a dormir.
Luz chata entrando pela fresta.
Iluminando o relusente da testa.
O mal humor acelera o seu dia
Cadê a blackout que eu tanto queria.
Nem adianta me cobrir.
Levanto! Puto ponho a roupa.
Tá frio, moleton, blusa e toca.
Alguém se apressa, banheiro ocupado.
O dia será mesmo complicado.
Preciso logo fazer meu xixi.
Tomo a vitamina correndo.
Na geladeira pego meu veneno.
Sento e espero paciente no sofá.
Logo, logo meu Amor vai se arrumar.
E vamos finalmente sorrir.
Chega a lista do mercado.
Whatsapp veio zerado!
Tá atrasado, não precisa mais.
Já fizeram o pedido seu pais.
Desculpe por ontem não ir!
Cheiro de café com decepção.
Quando posso ajudo, ontem não!
Vamos tocar nosso dia agora.
Tirar do carro, a sobra da obra!
Dar espaço pras coisas por vir.
Provolone fatiado inteiro.
Queijo Minas padrão brasileiro.
Presunto, copa, salame, quitutes.
Pães, sementes, sucos, saúde.
Levar pra casa, guardar ou servir.
Música, saudade, João e Maria.
Uma boa forma pra alegrar o dia!
Amigas, primas, filha, madrinha e matriarca!
Que gostam do Seu Buarque de longa data!
E ficamos aqui a ouvir...
Blues pra Bia e sua melodia distorcida.
Apesar de você e a nossa torcida (de uma suposta saída)
Mas o que será que não tem tamanho? Ou juizo até!?
Se todo dia ela me beija com a boca de café...
Pois no final vamos existir...
(Ou vamos fugir pra outros lugar... Isso é de tarde já...)
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sábado, 18 de maio de 2013
E.F.E.I.T.O. - A verdade sobre "Domingo de Ramos"
A muito, muito tempo atrás!
Em uma terra muito distante.
Um cara tinha o dom da palavra e levava muita gente no bico, com aquele ar de hippie, chinelão de dedo e túnica, cabelão desgrenhado e barba mal feita, mas falava boas verdades e doces mentiras para a galera que o louvava como um Deus.
O cara tinha ganho uma graninha, Roma cobrava um imposto fudido e ele precisava dar um jeito de sumir, mas rodou na mão da Legião Romana... Queriam atirá-lo aos Leões, mas eles estavam saciados com um tal de Daniel, resolveram então levá-lo pro alto da colina e colocar ele numa cruz, fazendo cócegas intermináveis até que ele desmaiou.
Todos disseram que ele era Santo porque como santo ele sabia morrer. Fizeram um enterro simbólico e não viram que ele estava vivo e sorrateiramente fugirá de lá...
Mas como todo bom pregador, foi curtir uma vida mais hedonista nas paradisíacas praias ibéricas e depois nas gregas, só que a grana acabou, a vida ficou custosa e sua pregação não pegava por lá... Mas as notícias que vinham de outras terras era que sua partida era fortemente sentida e seus seguidores, curtiam suas histórias (mesmo distorcendo fortemente) e retuitavam feito loucos suas palavras.
Ele pensou VOU VOLTAR...
Calculou com a ajuda do Sol e da Lua o dia ideal para a volta, viu um casal de coelhos e pensou vou num pulo e volto no outro. Junto uma grana e boas. Era pleno outono, o inverno tinha ficado para trás e os populares aravam a terra para prepara-la para o inicio das chuvas do verão que começaria no final de semana seguinte quando os aldeões com suas pás coavam a terra. Ele pensou já que as PÁS COA a terra então colherei o que puder um domingo antes.
E lá foi ele crente de que tudo ia dar certo.
Mas ledo engano, quando ele despontou no alto da colina, com aquele céu fechado se abrindo em um clarão de luz que só as prévias de chuva poderiam fazer, até Maria Madalena gritou, irmão, seu filho da mãe, onde esteve...
As pessoas pegaram galhos nas árvores para correr atrás dele, gritando Erramos, Erramos... E correram por dias a fio, só que no domingo (aquele antes das pás coarem) ele cansou de se esconder subiu no local que caia mais raios e segurou um pedaço de ferro fundido... Um raio não cai no mesmo lugar duas vezes, aquela foi a primeira vez que um raio saiu da terra para encontrar uma nuvem e pulverizou o cara.
Muitos ainda corriam com os galhos em sua direção e viram ele morrer, outros só ouviram a história que viram na telejornal do tambor na noite seguinte, dizendo que um cara havia subido aos céus do domingo que eles confirmaram que erraram a indicação de morte desse cara... O famoso domingo de erramos.
Alguns contam que ele realmente tinha morrido e que sendo o Sr. das palavras voltou para seu pai em uma nuvem branca (balela pois na época as nuvens são pesadíssimas).
Para as crianças não lembrarem deram uns chocolatinhos para elas e contaram histórias fictícias.
Mas é isso que aconteceu. No famoso Domingo de Erramos, com o tempo o ER sumiu (assim como a série) e para lembrar que correram atrás daquele cara com os galinhos eles se reúnem e ficam abanando os galinhos em direção a imagem do cara.
Em tempo, esse cara não é o Roberto Carlos, nem eu.
Trecho tirado do Livro: A história como deveria ser contada.
Mais um fascículo da coleção: Histórias pra Boi Dormir
Da Editora: Lunática
Autor: Danibron Barbosa
ISBN: Ainda não disponível
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