quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Resoluções (ou tentativas)

Tenho uma resolução pra fazer comigo mesmo.

Só aceite das pessoas o que elas querem te dar.

Se for bom agradeça, use e aproveite.

Se não for arruma uma forma de se livrar e esquecer.

Se não receber, não reclame, não julgue e não exija.

Se tiver vontade de pedir, pense se precisa ou se realmente quer muito. Mas no máximo peça se passar no seu filtro interno. E aceite a resposta que vier, sem julgar, sem mágoas, sem stress.

Faça isso para tudo, coisas físicas e imateriais. De uma colher de chá até um gesto de carinho. De uma ajuda até um empréstimo material.

Esteja em paz com você em primeiro lugar. Com quem você Ama na sequência, com o mundo depois.

Acho que esse seria um bom caminho, sem destino e sem limite pra chegar.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Eu acho que mereço...

Eu acho que mereço seu perdão.
Sou um bom marido.
Pai, amante e amigo.
Te dei meu coração.
Se erro é por Amor, por paixão!

Eu acho que mereço sua confiança.
Já te mostrei meu idealismo.
Meu foco, minha fé e meu ceticismo.
Meus tramas de adulto e criança.
Não peço pena, apenas esperança.

Eu acho que mereço seu carinho.
Um abraço, um beijo e um bom dia.
Um "queria você nessa tarde fria!"
Pra deixar o pé o corpo quentinho.
Tô com saudade do nosso ninho!

Eu acho que mereço seu Amor.
E te peço que aceite o meu.
Pois de tudo que aconteceu. 
Nada foi feito pra causar temor
Muito menos pra dar dor.

Eu acho que mereço Você.
Que nos fazemos muito bem.
Se conversarmos não dá pra ninguém (mais).
E mesmo de longe consigo te ver.
E dizer bem alto: Eu Amo Você!

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Prosopopeia ou Presepada

O dia feliz cobre meu corpo.
Você me ignora de novo.
Os pássaros e as flores me dão bom dia!
Você nem se lembra que eu existia. 
O carro cantando me leva pra lá.
Você nem nota o meu caminhar. 
O sol fasceiro me aquece inteiro.
Você sai de perto, os outros primeiro.
A lua sorrindo ilumina meu caminho. 
Você se recolhe só ao seu mundinho.
A cama se ajeita gostosa pra mim. 
Você deita, mexe no celular e fim!
O quarto que um disse foi feliz. 
Hoje é etéreo, estéril, sem luz.
E se a noite te dei meu Amor.
Hoje convivo, com insônia e dor!

Pai

Sou pai a vinte seis anos e vivo essa paternidade em plenitude
Tenho pai a meio século e isso me deu segurança pra alguns atos e vantagens em muitos outros.

Com erros.
Com acertos.
Com Amor.
E as vezes com desespero.

É tudo isso que falam por ai.

Obrigado Vida, por tudo que me deu!

sábado, 8 de agosto de 2026

Indiferença que tortura

Nada doi mais que a indiferença.
Quando você Ama e confia.
Quando em alguém você tem crença.
Doi sempre, noite e dia.
Não tem como medir latência.
Nem o pulsar das batidas.
Sinto extrema incompetência. 
Nunca entende o que eu dizia. 
Como uma grande incoerência. 
Na verdade, nem percebia.
Pois nega minha existência.
Que um dia Amor me tinha.

Busca a vida em outros lugares.
Troca o que pode, mais que devia.
Faz de tudo pra respirar outros ares.
Pois onde esta te sufoca, asfixia.
Inquieta, luta contra falsos males.
Gosta da correria e foge da rotina.
Mas conta sempre com o contraste. 
De uma pessoa agitada e outra passiva.
Se sente segura que só vivo em pares.
Que numa aventura não me atiraria.
Mas se engana, pois existem outros mares.
Outros lares, novas historias, outras vidas...

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Nem tudo que se pensa é o que se vê

Estou cansado de ser.
Frágil e forte.
Estou cansado de ter.
Azar e sorte.
Não sei o que mais pareço.
A plebe ou a corte.
Nem sei se ainda sinto.
O Amor ou a Morte.

Entregue ao desmazelo. 
Atirando a cada parto.
Sem um pingo de exagero.
Controlando o encher do lago.
Sou puro desespero.
De quem parte pro outro lado.
No fim sol de janeiro.
Depois de um céu nublado.

O afago, o feno e o fosso.
Procuro mais um trago.
Do puro fel não posso.
Rancor em cada braço.
Eu paro esse moço.
Do espelho que me faço.
O trem primeiro eu ouço.
No trilho me desfaço.

Não quero mais fazer. 
O doce e o amargo.
Seu cheiro de prazer.
Lembranças de um abraço.
Ja foi meu bem dizer. 
E outrora fui seu caso. 
Meu sonhou e meu querer.
Acabou, foi pelo espaço!



quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Quando tudo parece...

Quando tudo parece perdido,
eu me encontro.
Quando tudo parece esculpido,
corto o tronco.
Quanto tudo já foi exigido,
me desmonto.
Quando tudo anda escondido,
fico pronto.

Quando todos parecem bandido,
é que eu roubo.
Quando o choro parece ganido,
eu ronrono. 
Quando parece que serei demitido,
gasto o trono.
Quando pareço cansado e moido,
faço pouco.

A verdade no ser destemido,
coragem sem dono. 
A vantagem de não ter mentido,
é ter sono!
A esperança na mão do menino,
puro engodo.
As palavras do Amor não ser dito,
abandono.

Não sirvo mais...

Eu não sirvo mais pra nada.
Nem que a sorte me alcance.
Não sou o ser que brilhava.
Muito menos como antes.

Não sirvo pra ser marido.
Por não dou suporte.
Quando ciúme não é contido.
Desabo a controlar aos montes.

Não sirvo mais pra ser pai.
Afasto a presença e cesso o carinho.
E quando perguntam "o que você faz?"
Digo que sigo o meu caminho.

Não sirvo pra ser filho.
Meus pais não me reconhecem.
Evito o cuidado excessivo.
As vezes porque ela esquece. 

Não sirvo pra ser bom irmão.
Sou cheio de maus exemplos.
E mesmo que pareça que não.
Abusei e só apontei defeitos. 

Não sirvo pra ser amigo.
A distância é minha desculpa.
Não tentei estar contigo.
Até comemorar ficou uma luta.

Não sirvo pra ser colega.
Pois sou forçado a mentir.
E até quem mais de mim espera.
Vai uma hora explodir.

Não sirvo como profissional.
Parece que parei no tempo.
Falo que sou tradicional. 
Mas a verdade é que não aguento.

Não sirvo pra ser um líder. 
Pois líder da exemplos.
Sou um fantasma que anda ocupado.
No meio de tanto excremento. 

Não sirvo mais pra ser amante.
Nem ao menos despero o desejo.
Me vejo cansado a todo instante.
Desvio de um pedido de beijo¿

Não sirvo pra ser Amado.
Sou um resto do que já fui.
Me sinto por mim humilhado.
Sinto que chegou meu fim!

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Um fio de esperança

E se fez luz!
Mas por mais que isso seduz.
Ainda estou me completando.
Procurando e me tratando.

Não com pesar ou auto-piedade.
Não sou um.jovem, passei da idade
De não ter o auto-cuidado.
Ou de chamar de preguiça e deixar de lado.

Tudo o que me cabe é o fazer.
Minhas atitudes, meu querer.
Achar quem me cure, me cuide e me suporte. 
Do dia um até o separar da morte.

Afinal todos podemos ser felizes.
Momentos de insegurança em matizes.
Mas acima de tudo saber com quem andar.
E principalmente ter alguem pra Amar!

Você


sábado, 1 de agosto de 2026

Ansiedade do que pode acontecer...

Tá na hora de calar. 
Apenas me desculpar. 
Só ouvir o que tens a dizer. 
E pra aceitar vou torcer. 
Querendo continuar a te Amar.

Mas se não for assim. 
Não será meu fim. 
Pelo menos não dá minha parte. 
Mesmo que o corpo mate.
Restará Amor em mim.

Se assim for tentarei melhorar.
Nossos melhores momento lembrar.
Apostar no relacionamento. 
Fortalecer nosso casamento.
Sedento de Amor pra dar.

Nos dias frios nos aquecemos.
Nos dias quentes juntos ardemos.
Na primavera verei sua flor se abri.
No outono serei eu a cair em si.
Numa nova paixão por quem queremos (nós).

Na chuva serei a gota surpresa.
Serei de você (sereia) uma presa.
Me enfeitiçar pelo seu cantar.
Mergulharem no seu olhar.
E descansarei em seu colo, sem pressa.

Esse é meu desejo.
Minha eterna vontade de receber seu beijo.
Mas se carinho não tiver mais jeito. 
Te darei meu profundo respeito. 
E me retirarei mansinho.

Seja o que a deusa mãe quiser.
Que ela, esteja onde estiver.
Ore por nós e nos abençoe.
Que um dia a vida me perdoe.
E me ensine outro jeito de Amar!

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Dia do Orgaaaasmoufff

Queria você aqui comigo.
Me provocando e falando putaria.
Que a bucetinha esfregaria.
Na careca do seu marido.
Seria meu gel mais perfumado.
Com seu delicioso cheirinho.
Ia lembrar com muito carinho.
E ficaria muito excitado.
Mordida na orelha e beijinho na nuca.
Abraço apertado de braços e pernas.
Sua bunda macia, suas tetas belas.
Minha mão que passeia e te deixa maluca.
Me pede o que quer, te chupo inteira.
A boca que desce, no umbigo e cintura.
Minha cueca esta cheia minha pica dura.
Eu roço na perna e lambo a rabeira.
Está bem melada e um duro botãozinho. 
Fico de joelhos te mostro inteiro.
E levo em sua boca cabecinha primeiro.
Você se lambuza e se toca rapidinho.
Antes que eu goze saio em um movimento.
Pega o sugador e aproxima lá embaixo.
Fica de ladinho que logo eu encaixo.
Escorrego pra dentro de um jeito lento.
Agarro seus peitos e aperto o bico.
E no vai e vem seu corpo eu sinto.
Seu corpo me puxa, acelero o meu ritmo.
Num gesto discreto te puxo e te viro.
Estou quase lá mais um pouco eu consigo. 
Abro firme sua bunda pra ver seu cuzinho.
O dedo molhado sente de leve o lisinho.
Eu jorro lá dentro meu gozo quentinho.
Você se aperta e chega comigo.
Eu deito ao seu lado, pingando molhado.
Você quer mais um pouco e ainda tem tempo.
Me pede ajuda e te mexo com os dedos.
Você aperta e geme, e goza pro seu amado.
Que delicia nós dois molhados e suados.
Nossos corpos descansam pelados.
E num breve suspiro essa deusa ao meu lado!

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Saudade é como uma Nuvem

Saudade é como uma nuvem surpresa
Que quando chega muda seu tempo.
Chove lágrimas de sentimentos.
Sem que você ao menos perceba.

Pode ser escura e pesada.
Toda cheia de razão.
Solta grandes pingos d'água.
Que transborda o coração.

Uma saudade passageira.
Que se dissipa na imensidão.
A mais simples brincadeira.
No mais duro sermão.

Ou até uma nuvem de Amor.
Com rajadas de trovão.
Seja a graça do tremor.
Ou a lembrança de um irmão.

Uma saudade com uma forma.
De elefantes e castores.
Uma parada fora da norma.
Uma cena sem atores.

Uma nuvem carregada.
De força, fé e energia.
Uma sempre atenta guia.
A mover na madrugada.

A saudade noite e dia.
Faz na selva revogada.
Tem a graça alcançada.
E uma aura de magia.

A saudade é uma nuvem.
Que faz sombra quando passa.
Faz chorar o grande homem.
Faz sorrir a linda moça.

Faz o triste ficar rindo.
Novo mundo e novas dores.
Faz o nada virar tudo
E manter muitos Amores!


segunda-feira, 27 de julho de 2026

O lado errado de encobrir uma vergonha...

Tem coisas que não falamos e a forma de encobrir é pior do que a vergonha de falar a real.
Quando bate tesão e quero me masturbar, tento sentir seu cheiro, no fundo de uma calcinha, na calça de pijama, na pontinha do vibrador.
Pois bem, o gatilho foi o vibrador não estar aqui. O motivo não é que eu vejo se você leva o vibrador todas as vezes em viagem, nem devo.olhar como você mesmo provou, mas peguei, pois levantei um pouco cedo, com tesão e fui sentir seu cheirinho na ponta do vibrador.
Não estava lá e me bateu toda a encanação.
Talvez o maior erro foi duvidar de você, questionar sua inabalável lealdade, tanto que depois de falar com você, me bateu uma tranquilidade, toda a duvida passou num piscar de olhos, num simples conversar e pude ver o papel de palhaço que fiz.

domingo, 26 de julho de 2026

não faço falta

Não faço falta nesses mundo. 
Meus pais estão no fim da vida, não precisam de mim, nem querem minha ajuda.
Sou um monstro pra minha esposa, que manipula, corroe e maltrata. 
A Beatriz ja foi, tem a vida dela e não precisa de nada de mim.
O Pedro está encaminhado, tranquilo, ajustado, melhor do que eu pude prever.
Assim como a Catarina também tem caminho, estudou, cresceu e se torna independente.
Meu irmão tem muita merda pra se preocupar, meu sobrinho, nossos pais sua vida.
E todos tem um quadro grande de suporte. 
Não sirvo pra nada mais no trabalho, não faço falta lá também, qualquer um faz o que faço, vê o que vejo e pode exercer a sua forma meu papel. E não tenho nenhuma perspectiva de mudar.
Devo ser narcisista. 
Devo ser controlador, manipulador e abusador inconsciente. Embora não consigo ver isso,  não acho que seja maquiavélico ou ardiloso,  mas deve ter algum fundo nessas verdades.
Acho que fiz muito mal pro Pedro e pro meu irmão quando eram novos. No sentido de abuso psicologico, não acho que proposital, mas chamar de burro quando estava irritado, que não merecia o que tinha quando fazia corpo mole... desmerecer, pedir coisas alem do possível...
Aquela inteligência que falam é um teatro só. 
Me sinto extremamente cansado, extenuado. 
Me sinto dependente emocionalmente de alguém, como se fosse minha vida na mão de quem pode abrir no vento a qualquer hora.
Acho que estou deprimido.

Meu eu verdadeiro se esconde...

Minha personalidade é falha.
Quando tem presença sai de cena.
Se afasta e se apequena.
Faz do outro a sua casa.

No trabalho me sinto um fracasso.
Em tons ácidos eu evito.
Me afasto, me escondo e omito.
Um caso clássico de atraso.

Tenho inveja e invento histórias. 
Sou mais um ser sem memórias. 
Um monte de dúvidas com retóricas. 
Alguém que se anula pra viver.
Que se deixa aos poucos morrer.
Sem vontade, sem força e sem querer.

Eu não fico parado no fundo do poço.
Eu passo a cavar, disfarço, distorço.
Imito e duvido de tudo que eu ouço.
Procuro abrigo em pouco controle.
E de mim o que tenho é o primeiro que some.
Me sinto ferido, menos pai, menos marido, menos homem.

E assim levo os dias sem ter um porvir.
Recordo que um dia gostei mais de mim.
Sou um prático, apático, que nunca diz sim.
Nem posso me perder, se nao sei onde ir.

Da vida só quero viver pelos cantos.
Em prantos, em anos, jogados aos tantos.
Desisto e invisto em formas do fim.
Espero o bem de você, no pior de mim!

Não sei o que penso ou onde estamos.
Virei contrabando em panos imundos.
Mundanos sem fundos tutanos difusos.
Nem sei se é costume ou se ainda Amamos.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

O Amor e as provas

O Amor não deveria pedir provas.
Não deveria precisar de concessões. 
De mão dupla existiria troca.
Sem desculpas ou muitos senões. 

O Amor tem muitas vertentes.
E na ausência só é uma saudade.
Quando se esforça vale o que sente.
Se for mentira perde a lealdade.

Não desistiria tão fácil do Amor.
Nem resistiria as duras verdades.
Eu fugiria contigo onde for.
Pra Amar e fazer todas nossas vontades.

Eu quero te ver e ouvir todo dia.
Acordos de vida pro nosso casal.
Meu anjo secreto, pilars, poesia.
De todo concreto me faço real. 

A quebra do acerto o erro de rota.
Um triste desfecho onde fica a dor.
Caminho que leva pro fim do que gosta.
Sem destino, sem sentido, sem Amor!

quarta-feira, 22 de julho de 2026

A ideia etérea do desejo

Nem toda ideia é etérea. 
Mas no geral são. 
Se perdem na matéria. 
Se livram em ilusão. 

Queria te ver, te ouvir. 
E você fingiu que não. 
Quando está a compartir. 
Me ignora sem razão.

Quando quero teu carinho. 
Se eu não peço, não recebo.
Nem com gesto, nem com beijo.
Fico seco no caminho.

Perco tempo insistindo.
Implorando atenção.
Mas não falo, nem exprimo.
Fico só com meu tesão.

Me confundo um pouco em ti.
Sinto seu leve torpor.
A renúncia de fingir.
E que cega meu Amor!

eu nao quero desistir de você

Sou errado.
Tenho traumas.
Me equívoco. 
Não sou perfeito.
Me anulo.
Mas me dedico.
Eu quero ficar.
Bem mais por perto.
Eu não desisto.
Mas reconheço.
Que o meu jeito.
E desconexo.
Eu atrapalho.
Confundo muito.
Me perco fundo.
Viajo longe.
E assim defronte.
Minha natureza.
É com certeza.
Estapafúrdia.
Ninguém pediu.
Tambem não falo.
Tenho intenção.
Mas eu me calo.
Assumo o erro.
Me fiz contido.
Fui explicado.
Agora ardo.
Com muita angústia.
Na espera em vista.
De um comunicado.
Viver assim.
É ruim de mais.
Mas resolvemos.
Pois quero mais!

O fim lento no leito do Amor

Quero me afogar,
nas lágrimas que caem em meu peito.
Me aprofundar,
no poço escuro de meu leito.
Ir de bar em bar,
só saltando em travesseiros. 
Me enebriar 
com o que resta de seu cheiro. 
Se não te bastar, 
ficar com o ar que respiro
Busque o étereo sopro,
de meu último suspiro.
Sustento em seu pensar,
a dor de meu suplício. 
A visita está a chegar,
pra me levar pro hospício.
E deixe sem avisar,
meus sonhos, quereres, delírios. 
Sempre hei de lembrar, 
do Amor que vivi contigo.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Perdi meu Amor...

Perdi meu Amor,
Próprio!
De mim não espero,
Óbvio!
Se um dia ainda quero,
Ópio!
Me drogaria do seu veneo,
Tácito!

Deixei de fazer,
Juras!
Sorvir a mistura,
Impura!
Espuma que sai quando,
Urra!
Ao seu bel prazer,
Nua!

Virando os olhos,
Tento!
Alcançar as amarras,
Dentro!
Me livrar das cigarras,
Antro!
Segurar o soluço e o,
Pranto!

Uma volta e meia,
Lua!
Uma taça e ainda sou,
Tua!
Essa alma que caça,
Tortura!
Essa lama que laça,
Cura!

Ainda falta viver sem,
Fervor!
Seu sorriso me causa,
Pavor!
Me roubei e levei a,
Penhor!
Eu insisto de ser seu,
Amor!