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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Ciclos de Amor eterno.

A ansiedade é o frio do desconhecido.
Era só a amiga de um amigo.
E virou tão logo e hoje.
Passamos a querer estar agora.
A vontade de estar toda hora.
De te ter pra todo sempre.
Mas pra sempre, sempre cansa.
E passa com a temperança,
a ser só quando que der.
Mesmo morando junto.
Perde-se chãos e assuntos.
E vira um quem sabe as vezes.
Quase querendo ser bem menos.
O que era farto, ficou pequeno.
E passa de vontade a não querer.
Some o que era paz.
Chega ao nunca mais.
Por lamurias e lamentos.
Vai da decepção ao fingimento.
E se antes era tudo pra você. 
A torcida agora é pra esquecer.
E a lembrança já não existe. 
Do que houve, foi ou viste.
Nem do que aconteceu.
É o fim de um caminho.
Cada qual em seu sozinho.
Foi assim que o Amor morreu...

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Fim de semana em ciclo

Guardo chega a noite.
E escurece o céu azulado.
Surge como um véu. 
Estrelas num tom usado.

Quero muito seu mel.
Lambuzando meus lábios.
Roubando o que é meu.
Quebrando um lado abusado.

E se tudo for vil.
Triste em modo afobado.
Fico então por um fio.
Solto, perdido, avoado...

E quando na manhã acordo.
O acordo de estar mais presente.
Doum um beijo e no fim mordo.
Calado, mas não carente.

Enfim no início da tarde.
O sol sobe, ficando a pino.
Me recobre, me esquenta, me arde.
E aflige no fim do domingo!