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domingo, 21 de dezembro de 2025

verdades que apavoram

Das verdades que mais me assusta.
A que me deixa mais puta.
É saber que tudo um dia vai embora.

Talvez essa seja a verdade que me apavora.
Da incompetência de perder a atração.
De não sustentar o qué bom.
E de deixar tudo pra última hora.

A vida que passa e nao se vive.
A história que contamos pra se ver livre.
A versão piorada da memória. 

Um não ser nada, nem perda, nem vitória. 
Um anseio de vestir-se de terceiro.
Pra nao ser segundo, nem primeiro.
Ser esquecido na prática da retórica.

E ainda que tudo chegue ao fim.
O que será ou sentirei de mim.
No passar dos anos, meses dias.

Será que a casa ficará vazia.
Ou entao que o mato cresça no terreno.
Será possivel.me sentir ainda mais pequeno.
Será que eu deixo sobrar agonia.

Onde fico na tarde fria.
O que coloco pra mais um veneno.
Será que sou cavalo atrás de feno.
E assim na baia preso com manias.

São verdades que muito me custa.
Que queima a vela e reza a arruda.
Diante de tudo que ja foi um ente.

Prende a mão nas costas e leva uma blusa.
Me ofende com essa insistente busca.
De saber que Amar demais é um perigo.

E assim, Amando e vivendo comigo.
Vou criando afastamento.
E me afundo em mil lamentos.
Desse sono em tormentos.

De um mundo sofisticado.
A distância que ja falamos.
O caos ja esta dado.
Se despedindo como estranhos.

sábado, 6 de julho de 2024

consideração pelo fim

Sempre prezei a consideração.
Ou o fazer algo por alguém.
Sem querer nada em troca.
Sem criar dependência.
Fazer quando se sentir a vontade.
Não é pra ser forçado.
Não é por obrigação. 
Nem mesmo algo que se considere.
Pra tomar uma ação.
Mas sim considerar que aquilo pode te fazer feliz.
Pelo outro estar feliz.
A realização por tabela.
Uma satisfação em satisfazer.
E fica difícil sustentar isso.
Quando se faz por fingimento.
Por simples sedução ou encantamento.
Cansa.
Tem uma mudança.
Não queremos mais aquilo.
E a máscara cai.
Tudo o que se era.
Já não é mais.
O que se queria.
Não quer mais.
Quando se fazia, com isso adoecia.
Entrava numa vibração de mentira.
E agora não tem mais fantasia.
O que era compatível. 
Sumiu!
E assim, perde-se o respeito.
O carinho. O desejo.
O Amor.
Se perde e deixa todos perdidos.
O fim foi dado.
Agora precisa amadurecer.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Na estrada.

De um lado da estrada.
Não vejo, nem ouço nada.
Olho pra direita e vejo o por do sol.
Olho pra esquerda e tudo está escuro.
Em vez de gritar, apenas sussurro...
"Tem alguém aí???"
Num susto súbito chega a resposta.
"Não, alguém não, apenas solidão"
Piso na pista, pé ante pé.
Não acredito em muitas coisas.
Mas sabe como é...
Quero saber quem responde?
Essa voz vem de onde?
E de um pensamento outra afirmação.
"De onde? Responde? Não..."
Falo mais alto: "Quem está aí?"
"Saia, mostre a cara, não adianta fugir!"
Silêncio.
Sol posto.
Vejo meu rosto na sombra da lua.
A sombra se mexe.
Mas eu estou parado!
E agora? O que é isso?
Olho pra lua, será que ela está caindo.
Imóvel.
Olha na estrada, de novo, nada.
Olho pro outro lado.
Um futuro atrasado.
Estou lá a conversar comigo.
Me perguntando, tem alguém aí?
E de pronto penso, não respondo.
Vai começar de novo...
"Sim!"
Fim.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Desculpe a brincadeira aMIga.

Ela diz:
sim+não= indecisão

Ele diz:
Indecisão é ser livre de resposta...
depende da situação
depende do nível da aposta

Ela diz:
Você é um poeta

Ele diz:
Só na sua mente secreta
Prefiro me achar um metido
do que ficar pensando em zumbido
e perder muito rápido a cabeça.

Ela diz:
olha só como sai fluido
faz com que a gente não enlouqueça

Ele diz:
A loucura é um bem.
Só sabe quem tem
Não se chame de louca
Ouça minha voz rouca

Ela diz:
ai sim

Ele diz:
vem ni mim (brincadeirinha...)

Ela diz:
sério que é brincadeira?
podia ter sido uma frase verdadeira
me deixaria muito mais faceira

Ele diz:
Se for brincadeira ou não...
deitaria você no asfalto molhado,
na tempestade com raio e trovão.
Te beijaria todo suado
E ficaria morrendo de tesão
Também estaria ligado
Como um trem ou um avião.
Viajando desgovernado
Por toda a imensidão

Ela diz:
Estou sem palavras...

Ele diz:
Então não pare de procurar, não se iluda.
O Mundo está cheio de gente interessante.
Não fique com o primeiro livro de capa dura.
Enquanto existem outros tão bons na estante.