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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

O Desapego

Tiro o time.
Paro o filme.
Saio de campo.
Dou um tranco.
Solto a bola.
Bato de sola.
Escoro o barranco.
Em qualquer canto.

Me apequena.
Largo a cena.
Sem um remorso. 
Perco o foco.
Não se desdenha.
Dessa morena.
Foi para o poço.
O Amor nosso.

Fim do período.
Já não divido.
Os meus anseios.
Nenhum desejo.
E até duvido.
Do que foi dito.
Dos galanteios.
Tudo devaneio.

Me entrego ao céu.
Meio que ao léu.
Perdi meu sossego.
Fugi do seu ego.
Desisto do mel.
E que fui só seu.
Errei não nego.
E me desapego!

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Perdidos na corte ao norte

Era tanta vontade,
que passou!
Era tanta bondade,
que acabou!
Eram meias verdades,
quando se revelou!
Que não existe idade,
pra encontrar o Amor!

E de tanta tristeza,
o mundo ruiu.
De tanta esperteza,
você me traiu.
Recebo aspereza,
e ainda sou o vil!
Terminou a beleza,
a casa caiu!

E foi essa sua arte,
tudo o que ficou.
Essa hora já é tarde,
pra dizer que errou!
Já não há estandarte,
o encanto sessou.
A janela saudade,
essa porta fechou!

Pôs as cartas na mesa,
apostou, me feriu!
Perdeu toda a grandeza,
que junto construiu.
Foi por mera avareza,
se perdeu e partiu.
Se só tenho certezas,
foi tu que conduziu!

E agora eu me despeço,
me despacho, me despenco.
Saio dessa, não aguento,
viver só em sofrimento!
E se nunca foi sorte,
Fazer parte de sua corte.
Nos perdemos no norte.
Pois esse Amar não foi forte.