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sábado, 25 de outubro de 2025

Estar Sozinho

Estar sozinho.
Nao quero dizer nao ter ninguém ao seu lado.
Nao ter pessoas do lado ou estar rodeado.

Estar sozinho
É um pouco como se ver fora do ninho.
Fora da estrada em um novo caminho.

Estar sozinho.
É um pouco de se sentir pelado 
De estar presente mas ignorado.

Estar sozinho.
É um pouco de estar amargurado.
Ou mesmo ficar quieto e cansado.

É estar sem um lugar.
Tentar fugir sem se esconder.
Abanar os braços e ninguém te ver.
A imensa distância pra nadar.

E morrer na praia.
Perder a razão. 
Esconder seu brasão.
Pra nao fugir da raia.

Estar sozinho.
É não ter sua voz ouvida.
Nem pra ser contradita. 

É esperar o que não virá.
Ter saudade do que será.
Se fosse um outro dia.
Estar do lado da cama fria.

Estar sozinho.
É perder a chance de ignorar.
Ganhar a vantagem do nada.
Dirigir sem um lugar pra alcançar.
Perder o caminho na estrada.

Estar sozinho.
É estar ainda mais perto.
De ninguém que é certo. 
Ou de viver num novo mar.
Sem céu, sem praia, aberto.

Sozinho.
Estou pobre.
Mesmo nobre.
Estou sem sorte.

Estar sozinho.
Pode ser a morte!

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Saindo da rotina...

Durante 25 anos eu folguei no dia do meu aniversário, desde 1999 quando eu ainda era estagiário, tinha apenas 19 anos eu folgo, era o meu dia de paz, um dia pra ficar de boa, sem stress, sem correria. As vezes por escolha estive com meu pessoal, mas nunca por necessidade ou qualquer outro sentimento de obrigação.

E isso se quebrou. Mais um encanto que se perde, mais uma rotina que se vai. A tradição termina e nem ligo mais, virou um dia comum!

E assim percebemos o quanto abro mão de mim mesmo, por uma aceitação que não virá.  Por uma ilusão difusa de que se eu me esforço mais issozinho eu consigo, vai dar certo, vão perceber...

Não, não vão. E como não falo com todas as letras, todas as palavras, com uma sentença objetiva e retumbante. Não sabem da insatisfação. Não percebemos o descontentamento.

Vivo um teatro, dia após dia, esperando que a plateia perceba que o palhaço está triste, que a alegria morreu, que o sarcasmo na verdade é um grito mudo de desespero angustiado.

Durmo cedo e acordo antes do necessário. Mas o que né necessário se o sono não aparece, se o corpo não obedece, se tudo que cresce é o vazio no peito. Desse jeito! Incessante,  impotente, deslizante, inconsequente, consciente, delirante...

Um não sei o que,  preso não sei onde, por não sei quem.

A busca por energia num gole em alumínio retorcido. Eletrólitos sem movimento. Desistência, insegurança e sequência de ações desnecessárias.

A área que não absorve nada. A luz que não reflete,  o estado inerte do movimento parado. Um estado de coma, prum não alcoolizado. A falta de escolha, também é opção, também está adulterado. Um momento de tiro antes do assalto. 

Um bom fim, sem recomeço, sem distrato...


segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Dois focos no mesmo objeto

Em cada passo,
um movimento.
Em cada perda,
um lamento.
Em cada mar,
um tormento.
Em cada Amar,
sofrimento!

Se for a frente,
um momento.
Se for pra trás,
um sustento.
Se for o fim,
dezembro
Se setembro,
não lembro.

Em cada passo,
uma dança.
Em cada perda,
alternância.
Em cada mar,
uma criança.
Em cada Amar,
esperança!

Se for a frente,
mudança.
Se for pra trás,
descansa.
Se for o fim,
me alcança.
Se setembro,
lembrança...

Em cada passo,
pra frente.
Uma lembrança,
da gente.
Se for o fim,
um momento.
Se for setembro,
me acorda...

...Que eu quero viver de novo, sentir de novo, brincar de novo e recomeçar...