quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Resoluções (ou tentativas)

Tenho uma resolução pra fazer comigo mesmo.

Só aceite das pessoas o que elas querem te dar.

Se for bom agradeça, use e aproveite.

Se não for arruma uma forma de se livrar e esquecer.

Se não receber, não reclame, não julgue e não exija.

Se tiver vontade de pedir, pense se precisa ou se realmente quer muito. Mas no máximo peça se passar no seu filtro interno. E aceite a resposta que vier, sem julgar, sem mágoas, sem stress.

Faça isso para tudo, coisas físicas e imateriais. De uma colher de chá até um gesto de carinho. De uma ajuda até um empréstimo material.

Esteja em paz com você em primeiro lugar. Com quem você Ama na sequência, com o mundo depois.

Acho que esse seria um bom caminho, sem destino e sem limite pra chegar.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Eu acho que mereço...

Eu acho que mereço seu perdão.
Sou um bom marido.
Pai, amante e amigo.
Te dei meu coração.
Se erro é por Amor, por paixão!

Eu acho que mereço sua confiança.
Já te mostrei meu idealismo.
Meu foco, minha fé e meu ceticismo.
Meus tramas de adulto e criança.
Não peço pena, apenas esperança.

Eu acho que mereço seu carinho.
Um abraço, um beijo e um bom dia.
Um "queria você nessa tarde fria!"
Pra deixar o pé o corpo quentinho.
Tô com saudade do nosso ninho!

Eu acho que mereço seu Amor.
E te peço que aceite o meu.
Pois de tudo que aconteceu. 
Nada foi feito pra causar temor
Muito menos pra dar dor.

Eu acho que mereço Você.
Que nos fazemos muito bem.
Se conversarmos não dá pra ninguém (mais).
E mesmo de longe consigo te ver.
E dizer bem alto: Eu Amo Você!

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Prosopopeia ou Presepada

O dia feliz cobre meu corpo.
Você me ignora de novo.
Os pássaros e as flores me dão bom dia!
Você nem se lembra que eu existia. 
O carro cantando me leva pra lá.
Você nem nota o meu caminhar. 
O sol fasceiro me aquece inteiro.
Você sai de perto, os outros primeiro.
A lua sorrindo ilumina meu caminho. 
Você se recolhe só ao seu mundinho.
A cama se ajeita gostosa pra mim. 
Você deita, mexe no celular e fim!
O quarto que um disse foi feliz. 
Hoje é etéreo, estéril, sem luz.
E se a noite te dei meu Amor.
Hoje convivo, com insônia e dor!

Pai

Sou pai a vinte seis anos e vivo essa paternidade em plenitude
Tenho pai a meio século e isso me deu segurança pra alguns atos e vantagens em muitos outros.

Com erros.
Com acertos.
Com Amor.
E as vezes com desespero.

É tudo isso que falam por ai.

Obrigado Vida, por tudo que me deu!

sábado, 8 de agosto de 2026

Indiferença que tortura

Nada doi mais que a indiferença.
Quando você Ama e confia.
Quando em alguém você tem crença.
Doi sempre, noite e dia.
Não tem como medir latência.
Nem o pulsar das batidas.
Sinto extrema incompetência. 
Nunca entende o que eu dizia. 
Como uma grande incoerência. 
Na verdade, nem percebia.
Pois nega minha existência.
Que um dia Amor me tinha.

Busca a vida em outros lugares.
Troca o que pode, mais que devia.
Faz de tudo pra respirar outros ares.
Pois onde esta te sufoca, asfixia.
Inquieta, luta contra falsos males.
Gosta da correria e foge da rotina.
Mas conta sempre com o contraste. 
De uma pessoa agitada e outra passiva.
Se sente segura que só vivo em pares.
Que numa aventura não me atiraria.
Mas se engana, pois existem outros mares.
Outros lares, novas historias, outras vidas...

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Nem tudo que se pensa é o que se vê

Estou cansado de ser.
Frágil e forte.
Estou cansado de ter.
Azar e sorte.
Não sei o que mais pareço.
A plebe ou a corte.
Nem sei se ainda sinto.
O Amor ou a Morte.

Entregue ao desmazelo. 
Atirando a cada parto.
Sem um pingo de exagero.
Controlando o encher do lago.
Sou puro desespero.
De quem parte pro outro lado.
No fim sol de janeiro.
Depois de um céu nublado.

O afago, o feno e o fosso.
Procuro mais um trago.
Do puro fel não posso.
Rancor em cada braço.
Eu paro esse moço.
Do espelho que me faço.
O trem primeiro eu ouço.
No trilho me desfaço.

Não quero mais fazer. 
O doce e o amargo.
Seu cheiro de prazer.
Lembranças de um abraço.
Ja foi meu bem dizer. 
E outrora fui seu caso. 
Meu sonhou e meu querer.
Acabou, foi pelo espaço!



quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Quando tudo parece...

Quando tudo parece perdido,
eu me encontro.
Quando tudo parece esculpido,
corto o tronco.
Quanto tudo já foi exigido,
me desmonto.
Quando tudo anda escondido,
fico pronto.

Quando todos parecem bandido,
é que eu roubo.
Quando o choro parece ganido,
eu ronrono. 
Quando parece que serei demitido,
gasto o trono.
Quando pareço cansado e moido,
faço pouco.

A verdade no ser destemido,
coragem sem dono. 
A vantagem de não ter mentido,
é ter sono!
A esperança na mão do menino,
puro engodo.
As palavras do Amor não ser dito,
abandono.

Não sirvo mais...

Eu não sirvo mais pra nada.
Nem que a sorte me alcance.
Não sou o ser que brilhava.
Muito menos como antes.

Não sirvo pra ser marido.
Por não dou suporte.
Quando ciúme não é contido.
Desabo a controlar aos montes.

Não sirvo mais pra ser pai.
Afasto a presença e cesso o carinho.
E quando perguntam "o que você faz?"
Digo que sigo o meu caminho.

Não sirvo pra ser filho.
Meus pais não me reconhecem.
Evito o cuidado excessivo.
As vezes porque ela esquece. 

Não sirvo pra ser bom irmão.
Sou cheio de maus exemplos.
E mesmo que pareça que não.
Abusei e só apontei defeitos. 

Não sirvo pra ser amigo.
A distância é minha desculpa.
Não tentei estar contigo.
Até comemorar ficou uma luta.

Não sirvo pra ser colega.
Pois sou forçado a mentir.
E até quem mais de mim espera.
Vai uma hora explodir.

Não sirvo como profissional.
Parece que parei no tempo.
Falo que sou tradicional. 
Mas a verdade é que não aguento.

Não sirvo pra ser um líder. 
Pois líder da exemplos.
Sou um fantasma que anda ocupado.
No meio de tanto excremento. 

Não sirvo mais pra ser amante.
Nem ao menos despero o desejo.
Me vejo cansado a todo instante.
Desvio de um pedido de beijo¿

Não sirvo pra ser Amado.
Sou um resto do que já fui.
Me sinto por mim humilhado.
Sinto que chegou meu fim!

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Um fio de esperança

E se fez luz!
Mas por mais que isso seduz.
Ainda estou me completando.
Procurando e me tratando.

Não com pesar ou auto-piedade.
Não sou um.jovem, passei da idade
De não ter o auto-cuidado.
Ou de chamar de preguiça e deixar de lado.

Tudo o que me cabe é o fazer.
Minhas atitudes, meu querer.
Achar quem me cure, me cuide e me suporte. 
Do dia um até o separar da morte.

Afinal todos podemos ser felizes.
Momentos de insegurança em matizes.
Mas acima de tudo saber com quem andar.
E principalmente ter alguem pra Amar!

Você


sábado, 1 de agosto de 2026

Ansiedade do que pode acontecer...

Tá na hora de calar. 
Apenas me desculpar. 
Só ouvir o que tens a dizer. 
E pra aceitar vou torcer. 
Querendo continuar a te Amar.

Mas se não for assim. 
Não será meu fim. 
Pelo menos não dá minha parte. 
Mesmo que o corpo mate.
Restará Amor em mim.

Se assim for tentarei melhorar.
Nossos melhores momento lembrar.
Apostar no relacionamento. 
Fortalecer nosso casamento.
Sedento de Amor pra dar.

Nos dias frios nos aquecemos.
Nos dias quentes juntos ardemos.
Na primavera verei sua flor se abri.
No outono serei eu a cair em si.
Numa nova paixão por quem queremos (nós).

Na chuva serei a gota surpresa.
Serei de você (sereia) uma presa.
Me enfeitiçar pelo seu cantar.
Mergulharem no seu olhar.
E descansarei em seu colo, sem pressa.

Esse é meu desejo.
Minha eterna vontade de receber seu beijo.
Mas se carinho não tiver mais jeito. 
Te darei meu profundo respeito. 
E me retirarei mansinho.

Seja o que a deusa mãe quiser.
Que ela, esteja onde estiver.
Ore por nós e nos abençoe.
Que um dia a vida me perdoe.
E me ensine outro jeito de Amar!

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Dia do Orgaaaasmoufff

Queria você aqui comigo.
Me provocando e falando putaria.
Que a bucetinha esfregaria.
Na careca do seu marido.
Seria meu gel mais perfumado.
Com seu delicioso cheirinho.
Ia lembrar com muito carinho.
E ficaria muito excitado.
Mordida na orelha e beijinho na nuca.
Abraço apertado de braços e pernas.
Sua bunda macia, suas tetas belas.
Minha mão que passeia e te deixa maluca.
Me pede o que quer, te chupo inteira.
A boca que desce, no umbigo e cintura.
Minha cueca esta cheia minha pica dura.
Eu roço na perna e lambo a rabeira.
Está bem melada e um duro botãozinho. 
Fico de joelhos te mostro inteiro.
E levo em sua boca cabecinha primeiro.
Você se lambuza e se toca rapidinho.
Antes que eu goze saio em um movimento.
Pega o sugador e aproxima lá embaixo.
Fica de ladinho que logo eu encaixo.
Escorrego pra dentro de um jeito lento.
Agarro seus peitos e aperto o bico.
E no vai e vem seu corpo eu sinto.
Seu corpo me puxa, acelero o meu ritmo.
Num gesto discreto te puxo e te viro.
Estou quase lá mais um pouco eu consigo. 
Abro firme sua bunda pra ver seu cuzinho.
O dedo molhado sente de leve o lisinho.
Eu jorro lá dentro meu gozo quentinho.
Você se aperta e chega comigo.
Eu deito ao seu lado, pingando molhado.
Você quer mais um pouco e ainda tem tempo.
Me pede ajuda e te mexo com os dedos.
Você aperta e geme, e goza pro seu amado.
Que delicia nós dois molhados e suados.
Nossos corpos descansam pelados.
E num breve suspiro essa deusa ao meu lado!

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Saudade é como uma Nuvem

Saudade é como uma nuvem surpresa
Que quando chega muda seu tempo.
Chove lágrimas de sentimentos.
Sem que você ao menos perceba.

Pode ser escura e pesada.
Toda cheia de razão.
Solta grandes pingos d'água.
Que transborda o coração.

Uma saudade passageira.
Que se dissipa na imensidão.
A mais simples brincadeira.
No mais duro sermão.

Ou até uma nuvem de Amor.
Com rajadas de trovão.
Seja a graça do tremor.
Ou a lembrança de um irmão.

Uma saudade com uma forma.
De elefantes e castores.
Uma parada fora da norma.
Uma cena sem atores.

Uma nuvem carregada.
De força, fé e energia.
Uma sempre atenta guia.
A mover na madrugada.

A saudade noite e dia.
Faz na selva revogada.
Tem a graça alcançada.
E uma aura de magia.

A saudade é uma nuvem.
Que faz sombra quando passa.
Faz chorar o grande homem.
Faz sorrir a linda moça.

Faz o triste ficar rindo.
Novo mundo e novas dores.
Faz o nada virar tudo
E manter muitos Amores!


segunda-feira, 27 de julho de 2026

O lado errado de encobrir uma vergonha...

Tem coisas que não falamos e a forma de encobrir é pior do que a vergonha de falar a real.
Quando bate tesão e quero me masturbar, tento sentir seu cheiro, no fundo de uma calcinha, na calça de pijama, na pontinha do vibrador.
Pois bem, o gatilho foi o vibrador não estar aqui. O motivo não é que eu vejo se você leva o vibrador todas as vezes em viagem, nem devo.olhar como você mesmo provou, mas peguei, pois levantei um pouco cedo, com tesão e fui sentir seu cheirinho na ponta do vibrador.
Não estava lá e me bateu toda a encanação.
Talvez o maior erro foi duvidar de você, questionar sua inabalável lealdade, tanto que depois de falar com você, me bateu uma tranquilidade, toda a duvida passou num piscar de olhos, num simples conversar e pude ver o papel de palhaço que fiz.

domingo, 26 de julho de 2026

não faço falta

Não faço falta nesses mundo. 
Meus pais estão no fim da vida, não precisam de mim, nem querem minha ajuda.
Sou um monstro pra minha esposa, que manipula, corroe e maltrata. 
A Beatriz ja foi, tem a vida dela e não precisa de nada de mim.
O Pedro está encaminhado, tranquilo, ajustado, melhor do que eu pude prever.
Assim como a Catarina também tem caminho, estudou, cresceu e se torna independente.
Meu irmão tem muita merda pra se preocupar, meu sobrinho, nossos pais sua vida.
E todos tem um quadro grande de suporte. 
Não sirvo pra nada mais no trabalho, não faço falta lá também, qualquer um faz o que faço, vê o que vejo e pode exercer a sua forma meu papel. E não tenho nenhuma perspectiva de mudar.
Devo ser narcisista. 
Devo ser controlador, manipulador e abusador inconsciente. Embora não consigo ver isso,  não acho que seja maquiavélico ou ardiloso,  mas deve ter algum fundo nessas verdades.
Acho que fiz muito mal pro Pedro e pro meu irmão quando eram novos. No sentido de abuso psicologico, não acho que proposital, mas chamar de burro quando estava irritado, que não merecia o que tinha quando fazia corpo mole... desmerecer, pedir coisas alem do possível...
Aquela inteligência que falam é um teatro só. 
Me sinto extremamente cansado, extenuado. 
Me sinto dependente emocionalmente de alguém, como se fosse minha vida na mão de quem pode abrir no vento a qualquer hora.
Acho que estou deprimido.

Meu eu verdadeiro se esconde...

Minha personalidade é falha.
Quando tem presença sai de cena.
Se afasta e se apequena.
Faz do outro a sua casa.

No trabalho me sinto um fracasso.
Em tons ácidos eu evito.
Me afasto, me escondo e omito.
Um caso clássico de atraso.

Tenho inveja e invento histórias. 
Sou mais um ser sem memórias. 
Um monte de dúvidas com retóricas. 
Alguém que se anula pra viver.
Que se deixa aos poucos morrer.
Sem vontade, sem força e sem querer.

Eu não fico parado no fundo do poço.
Eu passo a cavar, disfarço, distorço.
Imito e duvido de tudo que eu ouço.
Procuro abrigo em pouco controle.
E de mim o que tenho é o primeiro que some.
Me sinto ferido, menos pai, menos marido, menos homem.

E assim levo os dias sem ter um porvir.
Recordo que um dia gostei mais de mim.
Sou um prático, apático, que nunca diz sim.
Nem posso me perder, se nao sei onde ir.

Da vida só quero viver pelos cantos.
Em prantos, em anos, jogados aos tantos.
Desisto e invisto em formas do fim.
Espero o bem de você, no pior de mim!

Não sei o que penso ou onde estamos.
Virei contrabando em panos imundos.
Mundanos sem fundos tutanos difusos.
Nem sei se é costume ou se ainda Amamos.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

O Amor e as provas

O Amor não deveria pedir provas.
Não deveria precisar de concessões. 
De mão dupla existiria troca.
Sem desculpas ou muitos senões. 

O Amor tem muitas vertentes.
E na ausência só é uma saudade.
Quando se esforça vale o que sente.
Se for mentira perde a lealdade.

Não desistiria tão fácil do Amor.
Nem resistiria as duras verdades.
Eu fugiria contigo onde for.
Pra Amar e fazer todas nossas vontades.

Eu quero te ver e ouvir todo dia.
Acordos de vida pro nosso casal.
Meu anjo secreto, pilars, poesia.
De todo concreto me faço real. 

A quebra do acerto o erro de rota.
Um triste desfecho onde fica a dor.
Caminho que leva pro fim do que gosta.
Sem destino, sem sentido, sem Amor!

quarta-feira, 22 de julho de 2026

A ideia etérea do desejo

Nem toda ideia é etérea. 
Mas no geral são. 
Se perdem na matéria. 
Se livram em ilusão. 

Queria te ver, te ouvir. 
E você fingiu que não. 
Quando está a compartir. 
Me ignora sem razão.

Quando quero teu carinho. 
Se eu não peço, não recebo.
Nem com gesto, nem com beijo.
Fico seco no caminho.

Perco tempo insistindo.
Implorando atenção.
Mas não falo, nem exprimo.
Fico só com meu tesão.

Me confundo um pouco em ti.
Sinto seu leve torpor.
A renúncia de fingir.
E que cega meu Amor!

eu nao quero desistir de você

Sou errado.
Tenho traumas.
Me equívoco. 
Não sou perfeito.
Me anulo.
Mas me dedico.
Eu quero ficar.
Bem mais por perto.
Eu não desisto.
Mas reconheço.
Que o meu jeito.
E desconexo.
Eu atrapalho.
Confundo muito.
Me perco fundo.
Viajo longe.
E assim defronte.
Minha natureza.
É com certeza.
Estapafúrdia.
Ninguém pediu.
Tambem não falo.
Tenho intenção.
Mas eu me calo.
Assumo o erro.
Me fiz contido.
Fui explicado.
Agora ardo.
Com muita angústia.
Na espera em vista.
De um comunicado.
Viver assim.
É ruim de mais.
Mas resolvemos.
Pois quero mais!

O fim lento no leito do Amor

Quero me afogar,
nas lágrimas que caem em meu peito.
Me aprofundar,
no poço escuro de meu leito.
Ir de bar em bar,
só saltando em travesseiros. 
Me enebriar 
com o que resta de seu cheiro. 
Se não te bastar, 
ficar com o ar que respiro
Busque o étereo sopro,
de meu último suspiro.
Sustento em seu pensar,
a dor de meu suplício. 
A visita está a chegar,
pra me levar pro hospício.
E deixe sem avisar,
meus sonhos, quereres, delírios. 
Sempre hei de lembrar, 
do Amor que vivi contigo.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Perdi meu Amor...

Perdi meu Amor,
Próprio!
De mim não espero,
Óbvio!
Se um dia ainda quero,
Ópio!
Me drogaria do seu veneo,
Tácito!

Deixei de fazer,
Juras!
Sorvir a mistura,
Impura!
Espuma que sai quando,
Urra!
Ao seu bel prazer,
Nua!

Virando os olhos,
Tento!
Alcançar as amarras,
Dentro!
Me livrar das cigarras,
Antro!
Segurar o soluço e o,
Pranto!

Uma volta e meia,
Lua!
Uma taça e ainda sou,
Tua!
Essa alma que caça,
Tortura!
Essa lama que laça,
Cura!

Ainda falta viver sem,
Fervor!
Seu sorriso me causa,
Pavor!
Me roubei e levei a,
Penhor!
Eu insisto de ser seu,
Amor!

domingo, 12 de julho de 2026

só duas formas

Existem duas formas de fazer as coisas.
Só dois jeitos mesmo.
O errado e o duvidoso.
Não tem um jeito certo.
Uma fórmula mágica.
Um como proveitoso.
Apenas duas formas de um modo pouco honroso.

Não se faz uma manobra.
Nem se deixa um ser exposto. 
Tem um truque de escada.
Num andar bem mais culposo.
Nem se vive a emboscada.
Ou se mata um poderoso.
Toda hora o tempo passa.
Toda mosca tem um pouso.
Seja na flor ou na bosta.
Não percebe o tal zeloso.
Que não perde sua estrada.
Com mais ranço e sangue novo.

A cortina esta aberta.
E meu pé não faz repouso.
Sobe muro, bate lata.
Num perfil tão desastroso.
Andorinha em madrugada.
Faz o poço não ter fundo.
Rosa branca e mão cansada.
Tem mais fogo nesse punho.

E se tudo parecer.
Que tem forma diferente.
Desperdice seu prazer.
Com mais tiros, menos pentes.
Nosso chefe vai tecer.
Comentários pertinentes.
Mas o que cê quer saber.
Não vão falar na sua frente. 
Pois a forma de perder.
É correr e ser decente.

E as duas formas de fazer.
Duvidoso e erroneamente. 
É o que vai acontecer.
Comigo, contigo, nós e eles!

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Fazer Tudo IA qualquer custo

 Em um determinado município de pouquíssimas pessoas, o prefeito queria juntar casais para fazer 10 bebes.

O primeiro filtro foi de proximidade sugerido pelo recursos humanos, quem gostava de quem.

Depois passou um filtro de eficiência e qualidade, quem eram os casais mais saudáveis e aparentavam uma maior possibilidade de engravidar.

Um gestor de RH que gostava de tecnologia e medicina entrou na conversa e sugeriu um exame de fertilidade para os homens e mulheres do grupo afim de propor um re-arranjo.

Para otimizar ainda mais, pegaram os 7 casais com alta possibilidade (e por alta possibilidade eram mais de 50% de chances) de ter gêmeos.

O prefeito CEO do município ouviu de muita gente que IA era o futuro e com IA resolveria muitos porblemas, então mesmo com tudo ajeitado quis otimizar ainda mais... dispensou todos os homens e com apenas uma mulher e 10 agentes está tentando criar 10 bebês.

Provável que seja bebê reborn, mas OK a ilusão do objetivo pode ser alcançada.


Notem que assim como aplicações de problemas e grupos do mundo real, complience, bom senso e ética foram atropelados, é o preço da inovação.


sábado, 30 de maio de 2026

o tempo e o foco

O tempo é um sabio com deficit de atenção. 
Ele conhece o caminho certo.
Mas prefere a ilusão. 

Vive nas sombras, um ouvinte calado.
Com foco, mas sem concentração. 
Se encontra perdido, um hiato.
No meio da multidão. 

As vezes olha pro alto.
Outras perde o rosto no chão.
Cai pra cima, rala o asfalto.
Seu joelho traz paixão.

Quando o tempo solta o pobre coração.
Chora, briga e perde o sono.
Faz saudade sem tradução. 

domingo, 10 de maio de 2026

misto ou mixto

Grand Royalle (04/maio/2024 9h)
O presunto fez algo pro queijo, pois ele estava fugindo do lanche. Até que estava bem assado o presunto, mas o queijo derreteu além da conta e sem fazer casquinha nas pontas, por isso deve ter fugido.
A quantidade é proporção estava ótima. Porém o pão veio sem uma passadinha leve (só pra dourar o centro) na chapa. E amassado, despedaçando num corte tradicional ao meio. Por sorte o pão é bom. Lanche bom!
Nota 6

Paris (01/junho/2024 11h)
Hoje as 3 fatias de presunto prenderam o queijo e me parece que com seu abraço quente e forte derreteu ele não muito, nem pouco, o queijo não viu a cor da chapa, mas estava saindo de dentro do abraço, o presunto viu a chapa e estava tostadinho numa fina manteiga. O pago não conheceu a manteiga, e nem a chapa, mas estava íntegro, fresco e crocante. Num corte moderno e levemente angulado, o lanche até acompanhou chips que veio tirada do saquinho e não descascada e frita (dispensável). O lanche estava bem bom.
Nota 7

Padaria Polar (26/junho/2024)
Pouco recheio, pouco gosto, cortado ao meio, quase em tira gosto. Era tanto anseio, pra te ver de novo, só restou receio, pelo pão do povo. Não sei se foi inteiro, ou se o horário morno, digo em seu respeito, minto não tem ovo.
Nota 4


porque estou aqui

Nao sei porque eu vivo
Ou se viver tem um motivo
Nao sei porque estou aqui
Se espero algo que esta por vir.
Diante dos meus olhos fechados.
Num sonho pesadelo pesado
Imaginei perder tudo.
Ficar cego surdo e mudo.
Fui forçado a ficar borracha.
E aquilo virou uma taxa.
Pra sair daquele lugar.
Que eu nem sei como fui chegar.
A menina que assim ja não era.
Os pais que faziam a guerra.
O caminho muito tortuoso.
Que me deixou mais penoso.
O mundo caindo em barranco.
E o que me restava era pranto. 
O medo o vazio de uma vida.
Com gente penosa e sofrida.
Nao tinha caminho a tomar.
Só o fim que estava por lá. 
Acordei e tão pouco esquecia.
Que a vida bonita ruia.
E entao pude enfim escrever.
Tudo isso que conto pra você. 
Do que vale ter longevidade
Sem sentido, sem honra e hombridade.
Quanto posso pedir de atenção. 
Se nem tenho a mesma missão 
Se mais vidas vier no futuro
Eu prefiro nascer obtuso 
Como aqueles que nao sofre em pensar.
E só pedem, só juram em rezar.
Pois assim cria algo em tração.
Paz de espírito e calma no coração

sábado, 9 de maio de 2026

O perigoso sorriso

Te observar dormindo é perigoso.
Perigo de me apaixonar de novo.
De me entregar sem esforço.
De perder meus dias e meus sonhos.

E o medo vira crescente.
De ser deixado subitamente.
Ser ignorado, largado premente.
Ficar chupanto o dedo, rangendo o dente.

Leria um novo obtuário recente.
Aqui jaz mais um romântico doente.
Alguém que deixaram ausente.
Um perdido, sofrido e carente.

E assim estaria no fundo do posso.
Na cova recente, em pelo e osso.
Alguém que não que viveu sem dolo.
Uma auto sabotagem de um dito culposo.

Volto a ser subserviente.
Procuro razão, pois perdi o jogo.
Sem regra, firmeza ou presente.
Como prego num chão arenoso.

E se passo no chão lustroso.
Joelhos pra suplicar seu aceite.
Me doo ao prazer de seu gozo.
Me faço amante, perdido ao deleite.

domingo, 3 de maio de 2026

Reunindo pensamentos...

Hoje tive o prazer de me reunir com uma turma das antigas, daqueles de onde nasceu boa parte da minha experiência. Os que me deram aprendizados com base na vivência, desde a época das brincadeiras e cantigas.
E no meio de tantas lembranças engraçadas, de contos, ficção, projetos e trabalhos.
Tinha histórias de Amor e algumas trapalhadas, estudos, negócios e planos de ação inacabados.
Pude resgatar propósitos esquecidos de quando tinha quinze e nenhum dependente.
Lembrar de mapas objetivos que com vinte e cinco apostava em ser persistente.
Ou quando ja proximo aos enta partia pra coisas novas e uma vida de carteira assinada.
Desenhos e linhas mal traçadas, escritos de um sonhador que me levaram a tudo que sou e do que tenho, nada!
E me fez pensar que quem espalha os sonhos vive e guardar muito fundo as vezes perde. Tirar do papel não é o primeiro passo, mas nao deve ser o último, nem o único.
Que inclusive não tem uma quantidade certa de passos. De atos, de acertos ou fracassos.
Tem quem nem sonhe. Quem deixe no papel. Tem os que fazem, os que persistem, os que compram por lote ou a granel.
Tem gente que faz crescer e alguns que florescem. Uns insistem outros esquecem.
Mas repito o que aprendemos então:
"Faça do seu jeito independente de geração, mesmo que sua escolha seja a não opção!"

terça-feira, 28 de abril de 2026

Visita na Padaria Viva

Fui visitar a padaria, já na entrada um grupo de pães franceses, estavam cacetinhos, com o pão de torresmo que tinha assado demais. O pão bengala estava saindo do armário e se assumindo, dali pra frente como baguethe.

O brigadeiro, delinquente, furou o olho de sogra com seu granulado e roubou um beijinho, deixando uma torta de limão no ar. O pão doce, falava passivamente, ensinando as eclairs, waffles e cookies como ser mais fofo, mas sem deixar de fofocar que o bem casado se separou do doce de leite, ficou ressentido, virou um sequilho, mas deu pra se engraçar com a geleia de amora.

O pão italiano estava redondo e de tanto ser zuado pelo bigodudo pão português, foi ao norte fez academia e ficou um pão em forma. O pão sovado, cansou de apanhar e saiu pulando com o pão australiano pra passar o maior rei dos queijo, o rei-queijão.

Na sessão de lacticínios todos choravam que nem manteiga e uma margarina esquecida num canto escuro que não mudou nada, mas estava preocupada discutindo com um queijo do reino que chamou um detetive pra descobrir quem matou o presunto, chegando lá queijo brie, disse, "desco-brie", estava aqui com meu amigo que estava investigando por conta propria, o provas-alone e como diria meu idolo, "ele-é-emental, meu caro Watson", foi o gouda que se sentiu duplamente ofendido pelo pão de cebola, achando que tinha chamado ele de obeso feminino. "Ahhh agora só faltava essa", no fundo gritou o queijo bola, "ta parecendo o queijo minas", "Mines" retrucou o queijo fresco, logo o queijo curado retrucou "ainda bem que eu criei casca" e o meia cura só pensou em sua julieta cascão.

Resolvido o caso, voltamos a prateleira onde estacionava em uma vaga reservada uma torta holandesa e um bolo inglês com um paiTEA que procurava torradas. O bolo ingles, confuso com aquele ambiente, já estava convidando o bolo indiano pra um chá ou uma coca. As carolinas, a samantha, e a russa pavlova, levaram uma palavra de força pra maria que estava mole depois da briga com o quindim, que por sua vez estava todo queimado por ter ficado com marcas de coco ralado de uma cocadinha safada.

Me encaminhando para a saída passei pela geladeira de bebidas que tinha alguns achocolatados com leite b e iogurtes a batidos, os refrigerantes estavam com todo gás, acelerados pelos falantes energéticos. Já os sorvetes, pelo contrario, estavam sem papo, todos duros e gelados. Fui embora levando apenas historias.

Domingo Laboral

Cheguei atrasado no trabalho, entrei correndo, caminhando firme pra minha mesa, quase sem olhar pros lados, de fone e antolhos e quando me sentei, num ufa, abri verdadeiramente os olhos.
Gritei: PQP
Era domingo!
Tudo estava vazio!

Perdi meu dia de Home Office.
Porque em tempos de trabalho híbrido.
Me divido em ter um canto.
Ter uma rede de contato e uma de balanço.

E ouvir reclamações sem dó, sustenido.
A campainha que toca pra levar o canino.
A call que me chama prum nada resolvido.
E ao fundo uma cama, quando tiver desistido.

Não diferente é meu posto de trabalho.
Num salão cheio com um monte de mesário.
Que mais passa os dias a esperar dar o horário.
Do café, do almoço, do papinho arbitrário.
A se ver canarinho pra fugir apressado.
Ser o líder padrão que seduz funcionário.
Ou mentor consultor que só olha o retalho.
Quando muda o papel e se faz de otário.
Pra seguir risca linha, não perder o salário.

A ilusão de que alguém se importa.
A bonita missão, pendurada na porta.
O processo, o expresso, o regresso em demora.
A cortina, a fumaça e a desgraça de outrora.

Quando menos se espera outro assunto urgente.
A visita na casa de um amigo ou de um ente.
Pentear um macaco, sem escova ou pente.
Usurpar sua alcova, te deixando dormente.

É o traço da I A - que se exibe vistoso -.
Outro texto imbecil de um cara raivoso.
Que não sabe pedir, mas implora nervoso.
Não acione TI por mais tokens tinhosos.

O inferno da fila no banho matinal.
O deserto de cadeiras, de setores, social.
A justiça fajuta, a briga, a luta sem uma inicial.
A criança na escola esperando o sinal.

É o não atingido lucro, manipulado.
O lá ir, o cair, outro pós resultado.
A fatura, a loucura, que atura o meu lado.
Outra sorte, outro norte mais deslumbrado.

A pintura aplaudida, dita sensacional.
Nossos fatos alastrados em rede nacional
Apanhado de dados sem referencial.
A campanha, a senha que se assanha, sem ser racional.
Uma dash, uma hash, outro trash, internacional.
Abre aspas, explica, algo proposital.
A carta de fiança em psicografia autoral.
E a virgula fingindo ser ponto decimal.
Nessa estrada tão longa sem um ponto final.

Experiências que ligam...

Hoje tive uma experiencia muito especial, quem me conhece sabe que sempre fui muito fã dessa maravilha matinal, que pode ser consumida a qualquer momento, o consagrado pãozinho francês com manteiga. Cortado inovadoramente na diagonal superior da direita pra esquerda, criando dois lindos casulos para colocar a manteiga, sem esmaga-lo na frigideira (que também pode ser na chapa), sem deixar passar muito para não queimar, mas cuidadosamente aguardando o tempo necessario para derreter a deliciosa iguaria de leite e gordura, com pitadas de sal do nosso querido nordeste. Ao me deliciar com esse prato simples mas inovador, comparo com grandes empresas que fazem pequenas mudanças no simples para inovar, renovar seu conceito, cobrar mais pelo mesmo produto ou serviço a partir de uma nova narrativa, mais rebuscada, mais encantadora, que conquista o desejo mais secreto do cliente. Faz daquilo uma experiencia única, que deve ser compartilhada, que precisa ser amplamente comunicada para gerar todo hype necessário pra ganhar o mundo. Não seria possivel fazer essa analise profunda sem a colaboração de Bernardo, o padeiro que faz esse pãozinho trabalhando em uma escala tranquila de trabalho. Tambem não posso deixar de mencionar Gertrudes, a vaquinha da fazenda que gera o leite necessário para o Zé do Leite produzir sua manteiguinha, vale tambem uma menção honrosa a toda cadeia logistica para buscar os itens e trazer em casa, a fornecedora de gás de cozinha e toda a cadeia de prestação de serviço dentro de casa. Enfim, é possivel deixar uma nota 8 de 10 na experiência como um todo, porque faltou a foto comprobatória, o sal foi aplicado com pitadas da ponta dos dedos em vez de um saleiro adequado e o porta guardanapo estava vazio o que me fez tirar outro meio ponto da nota. Fica de reflexão e aprendizado que todos temos como melhorar se alguma forma!

domingo, 26 de abril de 2026

Motivos pro veneno

Quando algo te atormenta. 
Sua trilha sonora é composta por músicas lentas. 
Tudo perde o sentido, 
o grito não é ouvido,
a saudade não ser aguenta. 

Tudo que se consome em exagero. 
Pode ser um veneno que te alimenta. 
A coisa no seu tempo se apequena.
E sem um esmero, 
gera erro 
e não sustenta.

A porta que fecha lenta.
Os olhos não se abrem.
As pessoas da sua vida saem.
O pé nao avança e a perna nem tenta.

Do lugar você ja não sai.
A vontade não existe, se esvai.
A tristeza te consome e já não mais...
Sua vida vira um trapo e jaz!

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Um Velho Desconhecido...

As vezes voce encontra.
Ao entrar no banheiro.
Um velho desconhecido.
Uma versão barata.
De seu meio eu inteiro.
Alguém que foi esquecido.
Desde o primeiro dia de janeiro.

E sem entender pede desculpas.
Por ser só um passageiro.
Entre passagens e ruas.
Entre ajustes e desmazelos.
Alguém que nao escuta.
As vozes de um dia inteiro.
E quando enfim repousa. 
Ouve os gritos do travesseiro.

Num pulo se afasta e gira.
Com ira de quem quer desfazê-lo.
A memoria que nao é mais sua.
O tom apressado.
O afago abafado.
O corpo suado.
E pleno e profundo destempero!

Seria mais um vespeiro.
A cutucar com vara curta.
E sair na frente e primeiro.
A agua que bate e a pedra que muda.
Nem fala, nem escuta.
Perde a pauta, faz a puta!
Ama o próximo ser.
E vive a morrer em desespero.

E quando para no chão cinzento.
Menos paga um bife sangrento.
Um purê de batata cozido lento.
No fim de tarde em setembro.

Parte em dois um sol de horror.
Imita a voz de um grande ator.
Mesmo o lençol que esconde a dor.
Passa a fingir que um dia, Amou!

sábado, 21 de março de 2026

cada um que trate seus anjos e demonios

Quando os demônios me perturbam.
Minha cabeça entao dispara.
Fico a ouvir pequenos sussurros.
Sinto em meus pulsos, amarras.

Nem é que isso me assusta.
Mas cansa o pensamento que não passa.
Me dispo de toda censura.
E aceito no fundo essa graça.

Me dão dicas de sobrevivência. 
Ou dúvidas que colocam sobre a mesa.
Pode ser de felicidade ou tristeza.

Hora é um lindo menino (meu neto?).
Outras vezes minha avó que me abraça.
Pessoas que vejo em mundo disperso.
E outras que não conheci mas é 'parsa'.

Se me pega num dia difícil.
Me faço de esquisito e incrédulo. 
Agora quando estou menos perdido.
Ouço, gravo e tento desvendar os mistérios.

Pode me tirar todo o sono.
Me deixar encucado ou risonho.
O importante é que é mais real que sonho

E mesmo quando aceito. 
Pode me dar um nó no peito.
Ou um breve alívio no leito.

Espero então, por mais uma reflexão. 
Somos feitos de promessas descumprida.
E pactos que nunca se vão.
De roupas coloridas, sabores doces.
E cheiros de chuva no chão!

domingo, 15 de março de 2026

as coisas mudam conforme o silêncio

Escutava muito
Escutava tudo
Me distraia
Com o som do surdo

Me via em um poço
E estava fundo
Um alvoroço 
Um fim difuso

Ja nao me importo
Se tem estudo
Se faz o molho
Se sobe um muro

Me engana sempre
Me deixa puto
Pois olhas os outros
Nao fica junto

Nao peço ajuda
Nem mesmo uso
O meu é diverso
O seu é recurso

De escolha em escolha
Fico confuso
Com minhas dores
Com seus abusos

Eu nem te impeço 
Nem dou futuro
Daqui pra frente
Sou outro (eu juro)

Nao quero mais
Viver no escuro
Abro a janela
E ganho o mundo

quarta-feira, 11 de março de 2026

Eu quero o impossível.

Eu quero o impossível.
Pois sei que posso conseguir.
Quero a ilusão dos filmes.
Na realidade que esta por vir.
Quero voar como nos sonhos.
Em nuvens feitas de algodão.
Quero me teletransportar.
Antes que eu perca meu chão.
Quero mudar o passado.
Reescrever a tinta e não a carvão.
Quero ter livre arbítrio.
Sem pudor ou retaliação.
Quero ver o futuro.
Na ânsia de viver só o presente.
Quero você tempo integral.
Sem dias ausentes.
Quero o convite do Wonka.
E me perder na calda quente.
Quero ter saúde de ferro.
E só por paixão ficar doente.
Quero amadurecer criança.
Com alma adolescente.
Quero ficar velho ao seu lado.
Para me sentir cuidado e contente.
Quero acordar assustado.
E ter seu colo acolhedor.
Quero ficar acordado.
Te escrevendo juras de Amor.
Quero ser atacado.
No meio da noite com torpor.
Quero dirigir minha vida.
E não ser mais um ator.
Quero tudo e agora.
Com respeito e sem dor.
Quero dizer que te Amo.
Só dizer que te Amo!

domingo, 8 de março de 2026

8 de março

Desejo menos homenagens e mais ações.
Menos chocolate, flores e mimos, mais bônus e promoções.
Menos explicações do que ela quer dizer e mais escuta ativa.
Desejo menos gente dizendo "o que temos para o jantar?" e mais "o que você quer comer hoje?".
Pessoas que assumam a logística da casa e não apenas "ajude".
Desejo pais que participem da educação na escola, dos cuidados médicos e atendimentos dos filhos.
Chefes que validem a autoridade sem o filtro do "temperamento" e fortaleça.
Desejo liberdade para tomadas de decisão real.
Desejo responsabilidade afetiva tomando a iniciativa de conversar sobre sentimentos, sem precisar tomar bronca.
Desejo momento de reflexão para que as mulheres do futuro não sofram o mesmo que as mulheres do passado.
E que a reflexão de hoje vire ações amanhã para as mulheres do presente.

domingo, 1 de março de 2026

Fevereiro sem escrita

Não podia avisar antes.

Mas assim que foi o mês.

Dias que parecem liberdade.

Mas na verdade foi o que não fiz!

sábado, 31 de janeiro de 2026

Fui ai

Fui ai e voce não estava. 
Eu te via, te sentia e te tocava.
Mas não tinha presença.
Nem mesmo insistência. 
Só o corpo e mais nada.

Me ouvia, mas não entendia.
Me via e não enxergava.
Sabia que era eu ali.
Mas nem assim ligava.
Porque já era dia e eu te entendiava.

Entre uma pausa e um ponto.
Sai dali e pronto.
Andando pela rua percebi o nada.
Que meu ser representava.
Depois de anos sou outro.

Cansado me entrego ao desalento.
Não sou rápido e atrasado saio do centro.
Se isso é tudo que meu Amor merece.
Me deixe com minha dor.
Fique com todas as suas preces.

Fui ai e agora nem entrei.
Fiquei olhando as luzes e nem toquei.
Me enganei com o caminho.
Porque sempre fez sentido.
Me esconder onde me encontrei. 

Deixa as coisas pra la.
Uma hora vem o esquecimento. 
E quando ela chegar.
Nao viverei mais de lamento.
E assim encontro um novo Amar!

domingo, 11 de janeiro de 2026

DesAmor

Ta difícil me concentrar.
Difícil até de descrever.
Eu não sei como vou estar.
Quando a hora tiver que fazer.
Não quero ter que te consolar.
O errado foi você ceder.
Fez de conta que era outro lugar.
Se escondeu pra ninguém te ver.
Agora vai ter que procurar.
Um novo alguém pra te bem querer.
Uma pessoa pra te aguentar.
Te dar suporte, fazer por você.
Se for embora é pra não voltar.
Não se arrependa desse desprazer.
Algumas coisas são pra ensinar.
Outras apenas para esquecer.
Solto esse fardo de me preocupar.
Te dar um colo ou um bem dizer.
Eu deixo então de outra vez Amar.
Alguém que finge todo seu viver!

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

voando no mar do avô

Voei.
E não voltei.
Vou einh!
Sem mais ninguém.
Sem ser seu.
Ou de outrem.
Sem dó.
Sendo só.
Um a um.
Encontrando dois.

Vô, eu?
Sim, quero.
Espero.
Sem pressa.
Nem força.
Ou farsa.
Aconteça.
Com mais prece.

Aparece.
Não esquece.
A cama tece.
E se eu viesse.
Sem esmero.
Ser nulo.
Zero a zero.
Igualdade.
Que descansa.

Senta a anca.
Para a dança.
E que essa
Criança.
Tenha muita.
Graça.
Saúde. 
Força.
E massa.

Que ela pense.
Que venha o choro.
De um pequeno dente.
Que queira colo.
Carinho e cafuné.
Embalo de tarde.
Sozinho no quente.
No calor.
Na tarde.
Na casa de um ente.

Que brinque.
Que bagunça.
Que nao ligue.
Que abra a gaveta.
Que procure o doce.
Que bagunça.
Que seja.
O que eu vi.

Porque eu voei.
Pra te ver.
E ao te encontrar.
Me derreter.
Fico sem chão.
Perco o teto.
Se era o que me.falta.
Agora me sinto completo.
Me sinto perfeito.
E nada mais tira.
Esse Amor do meu peito!