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domingo, 21 de dezembro de 2025

verdades que apavoram

Das verdades que mais me assusta.
A que me deixa mais puta.
É saber que tudo um dia vai embora.

Talvez essa seja a verdade que me apavora.
Da incompetência de perder a atração.
De não sustentar o qué bom.
E de deixar tudo pra última hora.

A vida que passa e nao se vive.
A história que contamos pra se ver livre.
A versão piorada da memória. 

Um não ser nada, nem perda, nem vitória. 
Um anseio de vestir-se de terceiro.
Pra nao ser segundo, nem primeiro.
Ser esquecido na prática da retórica.

E ainda que tudo chegue ao fim.
O que será ou sentirei de mim.
No passar dos anos, meses dias.

Será que a casa ficará vazia.
Ou entao que o mato cresça no terreno.
Será possivel.me sentir ainda mais pequeno.
Será que eu deixo sobrar agonia.

Onde fico na tarde fria.
O que coloco pra mais um veneno.
Será que sou cavalo atrás de feno.
E assim na baia preso com manias.

São verdades que muito me custa.
Que queima a vela e reza a arruda.
Diante de tudo que ja foi um ente.

Prende a mão nas costas e leva uma blusa.
Me ofende com essa insistente busca.
De saber que Amar demais é um perigo.

E assim, Amando e vivendo comigo.
Vou criando afastamento.
E me afundo em mil lamentos.
Desse sono em tormentos.

De um mundo sofisticado.
A distância que ja falamos.
O caos ja esta dado.
Se despedindo como estranhos.

terça-feira, 22 de março de 2022

Entendimento do caos da vida em depressão (Ou a subversão dos médios ocultos)

As vezes fico mal da cabeça.
Só penso em copia triste.
Me lembro que o mal existe.
Mas que não devo praticar.

Fico preso no meu submundo.
Profundo, escuro, distante...
Nada mais é como antes.
E sinto um vazio no pensar.

Talvez esteja enlouquecendo.
Vendo o futuro em passado.
Dormindo pouco ou picado.
Só corpo sem descansar.

E o medo de ter pesadelo.
Escrevo tudo o que sinto.
Penso, disfarço e minto.
Em vez de viver, atuar.

Em simples engano demência.
Doença que pouca pra baixo.
Procuro razão e não acho.
Propósito pra continuar.

Com vergonha eu passo.
Paro e não entro na nave.
Talvez algum dia destrave.
O tanto que quero vagar.

Preguiça que cola na irá.
A gula profana a soberba.
Luxúria briga com a avareza.
Inveja por tanto pecar.

Pare aí... Eu quero descer!
Mas em que ponto chegamos.
Viver só pra completar anos.
Ou será fiquei sem passar?

Sem passar.
Sem falar.
Sem olhar.
Sem Amar...