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sábado, 25 de maio de 2024

Ainda da tempo?

Tudo que está perto do fim.
Já teve um começo. 
Nem sempre é triste assim.
Poderia ser só um tropeço. 

O que era pura paixão.
Agora é um breve suspiro.
E toda suada empolgação. 
Não passa de um alívio. 

Não tem perdão pra pedir. 
Foi tudo uma escolha.
A força que passou a medir.
São árvores sem folhas.

A renúncia da vida a dois.
É o que não queremos agora.
Nem dá pra saber o depois.
A dor pra passar demora.

As opções estão escassas.
Em horas e dias que passam.
O bolo não passou de massa.
Não assa ou como nós disfarçam.

Fingir será nossa sina.
De que tudo está bem.
Caindo de baixo pra cima.
Parado a mais de cem.

Se tudo que peço é verdade.
Calada ou muda omite.
E nem é falta de vontade.
Só não há mais quem acredite.

Que tudo uma hora dá certo.
O teto e o chão nem se abala.
Pois tudo que tem de concreto. 
E dizer que eu quero Amá-la!

sábado, 9 de março de 2013

Escolas devem ser asas e não gaiolas...



Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo.
Pássaros engaiolados são pássaros sob controle.
Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser.
Pássaros engaiolados sempre têm um dono.
Deixaram de ser pássaros.
Porque a essência dos pássaros é o voo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados.
O que elas amam são pássaros em voo.
Existem para dar aos pássaros coragem para voar.
Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros.
O voo não pode ser ensinado.
Só pode ser encorajado.

Rubem Alves

terça-feira, 5 de março de 2013

Voltar ao zero...

Voltar ao zero pode ser a solução.
Mesmo com bagagem nas costa.
Mesmo com perdas impostas.
Mesmo com dor no coração.
O reinicio pode ser bom.
Precisamos nos reinventar.
Escrever novas cartas de Amor.
Um novo conteúdo, para esta flor.
Um novo jeito de ser, permanecer, ficar.
O bom hábito de sorrir ou de chorar.
Precisamoa voltar ao início.
Mais cansado, suado e sofrído.
E também calejado, aprendido.
Voltar na beira do precipício.
E decidir descer no abismo.
Escuro, incerto e mais uma vez novo.
Novos caminhos fazem outros destinos.
Pois velhos mapas, levam ao mesmo lugar.
Arrisco tudo. Outra vez.
Tenho muito a perder, mas tento.
Quem ja perdeu sem arriscar.
Arrisca e tenta ganhar.
Não existe vitória eterna.
Nem perda que nunca acabe.
Volto ao zero.
E que os Deuses me guardem...

Daniel
5.3.13