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sexta-feira, 13 de junho de 2025

Cor, por, ativo...

O frio congelou a retina da fibra optica
A empresa sem internet fica caótica.
Tanta tecnologia e mal consegue cobrar.
São muitos dados e pouca nota a contar.

Aqui tem muita gente limitada.
Se achando esperta e atualizada.
Trocando a boa pesquisa por IA.
Só que não aprendeu a perguntar.

Ri de tudo parece uma hiena.
Faz pose de jogador pra ficar na cena.
Mas sofre calada com sua limitação.
Na hora do aperto foge da ação.

Fala mais e sempre bem alto.
Não sabe ouvir, não desce do salto.
Protege com a vida quem pouco merece.
Mas no primeiro deslize, esquece!

São todos iguais com a mais pura ilusão.
De encantar pessoas e mostrar compaixão.
Mas perde o prumo quando desmascarada.
Pois só tem um querer, ser Amada!

sábado, 16 de novembro de 2024

regime de escravidao clt

Se esforce pra parada.
Dar duro nao leva a nada.
Mãos ativas e esperança.
E não levam a bonança. 

Quem trabalha sempre cansa.
Fica com sono quem cedo madruga
Ditados pra te manter na distância.
Que dão medo e trazem agruras.

É um engano se dedicar com afinco.
Preste atenção no que falo agora.
Melhor estar bem longe do inimigo.
Se não tem armas pra ir a desforra. 

Vender tudo por bons trocados.
Te torna insano, doente.
Te julgam por ser comportado.
E cobram estar mais presente. 

Perder os seus melhores anos.
Suando as custas de outrem.
Viver já não é mais sem prantos.
Sofrer para o lucro de quem?

E assim gira a roda do mundo.
Bem fundo que chega a dar raiva.
Te tiram a voz num absurdo.
Te tornam um burro de carga.

Escrava!
Descarga!
Dispara!
Para...

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

afogando as planilhas e os memorando...

Hoje só chego amanhã. 
Pulei do trabalho pro bar.
Pra desanuviar, esquecer, espairar.
Preparar a desculpa da manhã.

Porque chegarei atrasado.
Com gente já reunida.
Algumas caras retorcidas.
Chego amassado, despenteado...

E como quem não sabe nada.
Já chego com a piada ponta.
Começo o faz de conta.
E falo da condução lotada.

E a tragédia de história. 
Do amigo enganado.
Falo que estava ao seu lado.
Mas não falo da sbórnia.

E quando exposta fico nua.
Pois a mentira me pega.
A ajuda me erra.
Mas a vida continua.

Eu sei que eunpreciso
Parar de beber.
Passar a viver
Na próxima Aviso!




terça-feira, 27 de agosto de 2024

Se faça...

O papel de interesado.
Se confunde com o de metido.
Por hora sou desavisado.
Em outras sou advertido. 
Não me basta ser engraçado.
Ou então ser divertido.
Quero ser mais que palhaço.
Ser um ser positivo.
Me sinto negativado.
Pela injusta ignorância. 
Por vezes escanteado.
Em torno da intolerância. 
Não quero ser mais um aliado.
Quero ser o protagonista.
E mesmo se não autorizado.
Dou meus pulos não sou purista.
Invado, me meto, não largo.
Não serei apenas turista.
Não largarei meu passado.
Sigo com força e vou pra cima!

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Águas Passadas (Mais do mesmo no varejo!)

É Pay 
É Prime 
Não tem nem uma prenda. 
Experiência que falta. 
Nove reais da merenda. 

É o plano da claro. 
Troca fone dispensa. 
Pra vender um produto. 
Ineficiência de venda. 

Regional só reclama 
Pede outra campanha. 
Supervisor se estranha, 
E ninguém acompanha... 

Hora é falta de vaga. 
Hora aceite de encaixe. 
O cliente não paga. 
A indústria rebate. 

Se a meta não chega. 
Já vem lá uma desculpa. 
Preço da concorrência. 
Uma longa disputa. 

O PAF 
É pífio. 
Outras sopa de letrinha. 
Pra sustentar um modelo. 
Cheio de ladainha. 

O produto tem não. 
Tá no mix? Nem tente... 
O suppply faz na mão. 
Não tem gente que aguente. 

Já começa de novo. 
Toda a reclamação. 
O produto era novo? 
Não tem distribuição. 

Ladainha de sempre. 
Nem esta perto da meta. 
A gestão se esconde. 
Quando não fala merda.
 
São as águas de maio. 
No mês das mamães. 
Em julho o aniversário. 
Não tem nem parabéns. 

Em novembro é o Golden. 
Prometendo um bilhão. 
No Natal se escondem, 
Pra não passar carão. 

Outro ano pra baixo. 
Nem semente de romã. 
Objetivo ta longe. 
Não tem cem mil fãs...

A decepção CLT

Na empresa onde trabalho.
O que impera é a burrice.
Cria em todo funcionário.
Uma certa idiotisse.

Faz do salário dependência. 
Da mentira uma essência.
Arrota valor pra fingir humildade.
Mas promove só na vaidade.

Faz políticas de diversidade.
Mas é cruel com o diferente.
Finge comoção e equidade.
Mas trata mal os deficientes.

O vale refeição é uma piada.
Não paga uma mísera coxinha.
Mérito e remuneração variada. 
Nem pra comparar com a vizinha.

É adepta do menos é mais.
Mas nunca chega a explicar.
Que arrancar o couro é o mais.
E o menos está no pagar.

Cria cultura, metas e objetivo.
Ignora o colaborador antigo.
Acha que escondendo seus erros.
Não precisa tratar os defeitos.

É um amontoado de gente perdida.
Quem não está mal da cabeça, tem ferida.
Não sei mais o que está por vir.
Que apague a luz o último que sair!

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Prisão moderna a escravidão da CLT

Onde tu trabalha te desprezam
Ou melhor te aprisionam.
Te mantém como um refém. 
Faminto, sem peito como um órfão. 

Te dão a saidinha de fim de semana.
Se pudessem te davam cama.
Pra passar todos os dias pertinho.
Preso na estação de trabalho, seu cantinho.

Até finge que te pagam.
Você finge que dá pra se alimentar.
Ela finge que está na merda.
E você correr pra tentar tirar.

As pessoas de ti zombam.
Como se aquilo fosse possível.
Caçar mosquito com um míssil. 
E não investir na saúde que te roubam.

A divisão dos ganhos é igualitária.
Grita o primeiro que mais recebe.
Se você não ganha, não merece.
Mas posso comprar sua genitalia.

E na corrente de contas a pagar.
Te prendem com o que não pode dar.
Negar já não é uma possibilidade.
Pois tem deveres com sua identidade. 

Manter o nome limpo.
A geladeira minimamente abastecida.
A casa limpa a cama aquecida.
É o velho pão e circo.

Mais uma semana começa.
Igual as outras com muita pressa.
Correndo para não chegar.
Pagando pra trabalhar.


quinta-feira, 21 de março de 2024

Alijado

Que foi afastado, rejeitado; excluído!

Quando alguém te tira de um projeto sem dar satisfação,  apresenta a sua parte de forma errada e te culpa pela merda proferida!

quarta-feira, 6 de março de 2024

Sono

Passos pra trás. 
Sem lerspexriv.
DesmotivDo...

domingo, 4 de fevereiro de 2024

A falta que me faz...

Ando ouvindo muita coisa que não gosto.
Ou que não quero acreditar porque são coisas tristes.
Dúvidas, angústia e arrependimentos!
Uma escalada de reclamações quando sinto que teria que ser o contrário.
Meu esforço é ignorado, minha dedicação menosprezada e e minha idoneidade questionada.
A vontade é jogar tudo pro ar...

Mas vamos de projeto!
Um projeto de 6 meses!
Pra por ontem de volta aos trilhos e sair na próxima estação.

sábado, 3 de dezembro de 2022

Insubstituível

Ninguém é substituível!
Cada um tem seu valor, sua individualidade, seu toque que te faz único.

As pessoas não são peças que podem ser repostas de qualquer forma e de qualquer jeito.

Se alguém disser o contrário estará sendo insensível e absolutamente imbecil, ignorando tudo o que já foi feito e criado no mundo.

Empresas que pensam que pessoas são meras peças de tabuleiro estão destinadas no máximo a mediocridade, nunca contarão com alguém fora de série, são times médios, que não arriscam, que não podem errar e ficam na mesma. Não espera muito se o lema for esse de que ninguém é insubstituível.

E fuja, quando conseguir, desse lugar, fuja o mais rápido possível, pense se você estará vinculado apenas por uma comodidade. 

E lembre-se Dinheiro não é tudo, aliás, dinheiro é a menor das coisas cada vez mais.

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

MVP é o caralho!!!

MVP não é "o Meu Vem Primeiro" e o resto que se foda! Não deveria ser cada um ou cada área por si.
Muito menos pode-se traduzir MVP (Minimun Viable Product) para DQJ (De Qualquer Jeito).
Mas infelizmente os Agile Suckers Nonsense (Ou ASNOs) trabalham assim. Não estou falando quem de fato estudou um metodo Ágil, um Scrum, Kanban, FDD, Lean ou XP. Mas pessoas que usam do nome do presidente, do diretor, da pessoa influente na empresa pra justificar o projeto, pra socar goela abaixo de outros o projeto que, muitas vezes, é descabido e inviável tecnicamente.
Perceba como apelam para os estrangeirismos, para a crítica a burocracia, para a simplifica ao de problemas complexos e excluem as vozes dissidentes para provar uma visão descontextualizada e muitas vezes anacrônica, ou seja fazem com que os fins justifiquem os meios, "barrigam" o problema da construção do projeto, para a próxima área que o assumirá, conscientemente, geralmente ignorando processos, sistema auxiliares, sem a adaptação necessária e com "o pessoal que tem" que é para evoluir.
Custuram o paraquedas em pleno vôo, te entregam os trapos no seu salto e quando percebe que os remendos não são suficientes, saem de perto, se desvencilham e ficam escondidos no conforto do avião. 
Se encontram pessoas ávidas para mostrar trabalho ou simplesmente a lhes ouvir, sapateiam nelas, se percebem que o medo lhes atingem abusam, criam ainda mais justificativas, novos modelos, slides que sugerem o sucesso, mas que de fato escondem a limitação dessas pessoas.
E quando conseguem encaixar seu jogo sórdido cantam de galo em ambientes que até então nunca apareceriam, como pavões com suas penas em polvorosa para conquistar a fêmea!
Lembra do salto? Se você conseguiu se arrumar a tempo e se safar com os frangalhos, talvez eles saltem com suas reluzentes lonas de prata, fazendo barulho e chamando atenção, ávidos pelo mérito!
Esse é um mundo fake-corporativo, onde pessoas tentam diversas vezes usar as cabeças de outros como degraus.

sábado, 13 de agosto de 2022

JUNTOS

JUNTOS vamos mais longe!
JUNTOS nos protegemos melhor!
JUNTOS somos mais fortes!
JUNTOS somos alegres.
JUNTOS nos apoiamos.
JUNTOS chegamos mais alto.
JUNTOS procuramos mais fundo.
JUNTOS nos desenvolvemos mais.
JUNTOS é mais inteligente.
JUNTOS é união.
JUNTOS é mais saboroso.
JUNTOS é mais colorido.
JUNTOS é mais divertido!
JUNTOS é sempre mais é sempre múltiplo!
JUNTOS é JUNTOS... e vice-versa!

Cheguem JUNTOS!

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Toda forma de aprender vale a pena (Feiras e Exposições)

Eu ainda não visitei a IFA Cosumer Eletronics ou a NRF Retail Big Show, mas já fui na CES, na Infocomm e na CEDIA Expo, e não tem comparação ir num evento desses com os eventos nacionais.

Digo isso pois estive na Eletrolar Show, que faz muito bem o seu papel, uma estrutura muito boa, mas parece que voltei no tempo, que estava vendo empresas e produtos de 2018/2020. Não sei se a pandemia causou essa impressão de atraso ou se realmente o custo Brasil e a desconexão da indústria, ciência e conhecimento tenha feito nosso mercado nacional regredir, mas o fato é que não me pareceu que somos tão relevantes para as grandes empresas.

Não se apresentou grandes novidades, nenhuma coisa chamativa e mesmo ambientes que poderiam ganhar destaque como Arena Gamer, Casa Inteligente ou Arena Cripto pareciam espaços vendidos e mal trabalhados.

Não quero criticar e dizer que todos precisam ir em feiras internacionais, mas tem uma perda obvia de qualidade nas feiras nacionais.

Samsung, LG, Eletrolux, Sony (que já saiu do Brasil), Apple, Asus e poderia citar mais umas 20 empresas não se fizeram presentes, ou quando muito tinha um ambiente comprado aqui e outro ali. Nem se apresentam produtos inovadores, formas diferentes de uso, apresentações de seus líderes nada disso apareceu.

Se falarmos de serviços então, dai fica mais precário ainda. Não tem NADA de serviços recorrentes, que chame o público mesmo pra conhecer, pra sonhar com um negócio que seja prolífico.

E isso não se limita a Eletrolar, a Infocomm também é mirrada e poderia ser muito maior e atrativa. Mas temos ou já tivemos boas feiras por aqui, bons exemplos são as feiras Exposec, Hospitalar, Reatech, ISC (que concorre em partes com a Exposec) mesmo a LATAM Retail Show parece ser bem interessante, mas não chega perto de uma NRF, espero pagar minha lingua em setembro. Sem falar do meu xodó a UD que era sensacional (talvez aqui tenha uma carga de nostalgia ou de que era uma época sem internet que não chegava a informação tão rápido e o que era novo, pelo menos não era tão visto).

Mesmo os profissionais me parecem absortos a ideia de conhecer produtos em uma feira, de fazer o network, de conversar trocar uma palavra, tocar no produto ou ver de perto. A internet basta? O prospecto em pdf? Não vejo nem dentro da empresa uma palavra sobre as feiras, vejo um ou outro prêmio de um diretor que foi receber, as vezes cruzo com uma pessoa do comercial perdida nas ruas da feira, mas não vejo nem um documento de "Porque ir:? O que ver? Propósito em conhecer?".

Mas isso já é pedir demais, se é difícil ir quanto mais fazer um resumo do que viu, dividir com seus colegas, compartilhar as novidades (quando encontra), são poucas as pessoas que fazem isso e quando fazem são apontadas como exibidas, arrogantes, metidas, etc...

Ainda irei em uma IFA, em uma NRF, com certeza voltarei a CES, mas gostaria mesmo de que as feiras nacionais melhorassem, de ver o potencial de serviços crescer, evoluir, de darem atenção e prestígio ao suor de quem faz acontecer.

Até outra hora.

sexta-feira, 25 de março de 2022

Cia. Ltda!

Intolerância zero!
Decretou o chefe da sessão.
"A partir de agora erros não passarão!"

Problemas em casa.
Cochichou o assistente.
"Roupa amassada, olheira, cabelo sem pente..."

Trabalho a vista.
Pensou a faxineira.
Papel picotado, café derrubado, bagunça, sujeira...

Teremos mudança?
Perguntou o analista.
Troca de cargo, novo layout, menos visita?

Depende do senhor!
Retrucou o consultor
Diante de cada problema, você só arruma dor.

Parem com isso!
Saltou logo um supervisor.
Não vamos exagerar no calor.

Calem-se todos!
O dono chegou.
Todos estão na rua, fechamos o aí pi ou (IPO).

domingo, 6 de março de 2022

Diversidade...

A diversidade na contratação, na construção e criação de equipes ganha espaço (não tanto quanto deveria), seja pela diversidade de gênero, raça e até mesmo credo. Mas de pessoas com deficiência e com avançada idade parece não haver o mesmo ímpeto da diversidade, a mesma vontade ou velocidade.
Todas as causas são importantes, lógico que algumas mais pela intolerância da sociedade bipartida. Mas deveríamos pensar, menos de forma pontual e até mesmo em alinhamentos e planejamentos, pois nãos somos um, ponto perdido, uma linha de única direção ou mesmo um plano bidimensional. Precisamos de sintonia e equalização, para abraçar a diversidade por completo. O mundo por completo e até mesmo as dimensões escondidas como o Amor!

Vamos discutir? Vamos Amar?

sábado, 4 de julho de 2020

A eterna disputa da falta de conduta!

Por uma mentira chamada economia.
A mão livre do mercado se assanha.
Tem gente faturando mais na epidemia...
E o único corte é em suas entranhas.

A cada dia eles vendem mais.
E chamam isso de novo normal.
Você emudece, assente, senta e faz.
Nem percebe a quem faz mal.

Pra te iludir, dizem a todo momento.
Devemos ter sentimento de dono.
Sem pena, sem nenhum lamento.
Só você que perde seu sono.

Dividem o prejuízo contigo...
Mas e os dez anos de lucro?
"Psiu, voce não tem nada com isso.
Vai trabalhar burro chucro!"

No escritório ou em casa.
Não te dão mínima condição.
Tiram o café, cortam a água!
Se vire, crie sua solução!

Ligar pra saber da sua saúde?
"Pra que, se está dentro de casa!"
Só pensam na sua atitude!
Se por um minuto se atrasa.

Feedback só quando te pune!
Finge na mídia que é tudo parça.
Empresa amiga, que não te acude?
Quando precisa, ela te apunhala!

"Ahh mas tamém se qué tudo?"
VR, seguro, férias, salário...
Me ajuda que eu te ajudo!
Sou um patrão solidário!"

Toma aqui assina esse papel.
Só vou reduzir sua jornada.
O valor da hora ninguém mexeu!
Mas sua alma foi confiscada...

Se tem confiança, piorou agora.
Pois noite e dia, só vai indo.
Te chamam a qualquer hora.
No feriado, sábado ou domingo!

E você covarde como que fica.
Quieto, coberto, escrevendo sonetos.
Senão sua geladeira estará vazia.
E sua mão cheia de boletos!

Essa é a eterna batalha.
Ou a infinita disputa!
De quem não faz nada.
Com quem só dá desculpa!

Acorda, que o fundo não tem poço.
E a corda já está com o laço.
Faça a barba, limpe o pescoço.
Se despeça do seu cansaço.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Digituderia ou a moda de querer tornar tudo digital!

Poderia ser também a moda de "taguear" tudo... Seja com hashtag, cerquilha, quadrado ou jogo da velha... Sim, pode pular que lá vem textão do DB Tilzão (com L mesmo).

Minha intenção inicial nessas linhas era falar do que vi, ouvi, toquei e provei na CES'2020. Mas o tempo urge e percebi que tenho algo a dizer um pouco antes. Pode ser mais do mesmo, mais um a falar disso, mas acho que preciso seguir a linha já discutida outras vezes e falar da digitalização do cotidiano, do dia a dia, desde o trabalho (45% do meu tempo) ao lazer.

Com isso atrasarei em alguns dias a descrição da CES pra falar de futurologia, percepções e achismos de um tiozão (agora com o) de meia idade (ou seria meidade).

Primeiro gostaria de deixar claro que inovação e futuro não é só coisa de jovens, milenials ou da última geração (ou até é se você entender que a prerrogativa para receber uma dessas tags não é a idade, mas sim o espírito e a vontade de ser...). Eu posso não estar "rushando" em uma "rankeada" de Fortnite, mas conheço e aprendo tanto quanto os extremely gamers de hoje em dia e bastante COM eles!

Explicações introdutórias a parte vamos ao que interessa (pelo menos a mim) a vida digital é um saco! Opa! Um minuto! Como assim? É, a vida digital é um saco quando as pessoas são um saco, assim como a vida analógica é um saco quando as pessoas são um saco! Em resumo as pessoas sendo um saco, sacaneiam qualquer vida!

A mudança geracional me parece ser mais uma vez complicada, pois em todos os setores existe uma dificuldade, um protecionismo gigantesco de que o que me é favorável é melhor. As pessoas se cercam só do que gostam e nisso os algoritmos de felicidade das redes sociais potencializam pois são diretos e certeiros, com uma precisão milimétrica, dando a falsa impressão de que o mundo está colaborativo. Porém quando saímos da bolha percebemos que está mais odioso, conservador e burocrático.

Nas empresas por exemplo, a distribuição de afazeres ainda é departamentalização, a área fiscal, a jurídica, a comercial, a operacional, o RH (que chamam de Gente e Gestão ou o marketing que seja mas não deixa de ser RH com roupagem diferente, né mãe), TI e assim por diante. Cada um vive no seu mundinho e “ai de você” que queira invadir esse mundinho sem uma abertura de chamado, requisição protocolada em duas vias com a chancela do seu superior mais superior e preferencialmente usando o último sistema implementado por eles, mas não informado.

Vende-se uma cultura de agilidade (confundida com metodologias de prateleira) mas no fundo cada um defende seu feudo. Discute-se muito a necessidade de desenvolver líderes, mas com pouca profundidade e ignora por exemplo que o líder precisa desenvolver seus liderados, que precisa participar e ser envolvido no treinamento de liderança como mentor e executor, para assumir o lugar de fala, ser exemplo e dar exemplo, “ora ora, mas que absurdo um gerente ou diretor que pare dois ou três dias para fazer o papel que RH faria...”. A contratação de gente (outro papel do RH) é muito mais eficiente quando o requisitante participa de todo o processo, não com exclusividade ou isolado, sozinho, mas PARTICIPANDO, colaborando intensa e constantemente para aumentar a assertividade da contratação. Mas como mexer no feudo do RH, ops de Gente e Gestão...

Na TI temos mais casos dessa “invasão de propriedade”, se você tem profissionais que entendem um mínimo de banco de dados, BI, ou mesmo sabem fazer um código ou desenvolver uma ferramenta X para automatizar Y isso é um absurdo, até usariam a palavra ultrajante, mas como “entrega” a idade do interlocutor ficam apenas no absurdo mesmo. O mundo é digital (é mesmo, Sherlock), dominar linguagens de programação está virando o básico, ensino fundamental para qualquer pessoal ainda mais se estamos falando do campo de trabalho, mesmo profissionais da saúde e de humanas aprendem e usam ao menos das lógicas de programação. A evolução das coisas e a graça está nisso aqui, em amplificar o uso da tecnologia, não quer dizer que uma pessoa que faz um sistema para distribuir contatos, entrada e tabulação de dados seja um programador expert e sua ferramenta precise ser tutelada pela área de TI. Quem escreve no editor de texto não é um escritor, poeta, romancista ou documentarista e precisa enviar para uma biblioteca revisada, bem como quem usa apresentações multimídia não é um profissional do marketing, formado em publicidade e propaganda, muito menos quem faz uso de planilhas de cálculo, com suas fórmulas miraculosas, tabelas dinâmicas e gráficos multidimensionais não é um expert da matemática, contador ou financeiro. As ferramentas vieram para difundir conhecimento, AJUDAR NO COTIDIANO, para possibilitar o crescimento. Mas parece que a atuação de certas áreas fica apenas no discurso e infelizmente nas empresas existe um distanciamento muito grande da direção, do alto escalão que houve esse discurso ágil com a base da pirâmide, a operação, os analistas, que são cerceados (embora alguns tenham atitude de digitalizar mesmo sem a frente deles). E os feudos vão tomando conta desse entremeio.

Poderia citar qualquer outra área que não aceita ter suas "função" subtraída, ou compartilhadas com outras, o SAC e sua exclusividade de atender o cliente, a central de compras que só compra, não afere qualidade, custo x benefício ou discute a necessidade de seus clientes internos, poderia passar pelos PDVs e sua exclusividade de vender e a agora eterna briga com o robô do e-commerce que vende sem descanso... Mesmo a operação (onde me encontro exercendo funções hoje) tem suas prerrogativas de exclusividade, hora evitando o "plug" de empresas externas, ora com o chamado para atender A, B ou C que precise de seus préstimos ou apenas de uma orientação.

A vida digitalizou, é isso, só tem volta em um cataclismo digital, mas as pessoas ainda estão muito relutantes, a geração anterior está no alto escalão e subindo muros para se proteger da nova geração que salta de ônibus voadores com roupinhas compradas na playstore para seus animatronics.

Em casa ou no lazer, por assim dizer, não é tão diferente. As amizades estão cada vez mais virtuais, o videogame não é um ato solitário ou em dupla, criam-se "party's" disputam-se torneios internacionais com milhares e milhares de jogadores sem sair da poltrona. Nem mesmo para buscar o novo jogo na loja... a loja é virtual pai, se liga...

A pizzaria digitalizou, mas não basta estar no Rappi ou no Uber Eats, ela tem o atendimento tradicional por telefone e um app proprietário feito pelo vizinho entre uma "rankeada" e outra. Você pode até se perguntar mas não basta estar na ferramenta de entrega? Não! Eles já perceberam que SÓ estar nessa ferramenta lhe traz uma disputa e uma concorrência no melhor estilo “praça de alimentação de shopping na véspera de Natal”. A pessoa que entra num app de delivery para pedir uma pizza, pode migrar para um x-bacon, uma esfiha, um Yakisoba ou qualquer variedade de guloseimas num piscar de olhos, por isso a pizzaria do Zé tem seu app e quando pede-se por ele tem o maior desconto, até seu Zé sabe que fidelizar o cliente é um caminho.

Não longe disso digitalizou-se diversas interações que tínhamos no dia a dia, pouco a pouco, sem nos darmos conta o telefone passou de ser um dispositivo de fala para escrita digital. A notícia está digitalizada, a pesquisa está digitalizada, comprar ingresso para qualquer evento a prioridade é do digital... Poucos vão nas bilheterias. Bancos estão sendo atropelados, agendamentos de consultas, apostas em jogos de azar ou falta de sorte, o jogo do bicho digitalizou. A simples compra no mercadinho da esquina está digitalizada e um desconhecido bate na sua porta com suas compras e escolhas de batata, banana e melão melhores do que se fosse você mesmo.

O Netflix, Amazon Prime assistir um lançamento não é coisa de cinema mais o filme que você quiser ver pode ser compartilhado e até mesmo os eventos ao vivo podem ser acompanhados por milhares de pessoas comentando em uma segunda tela, muitas vezes aproveitando-se do anonimato ou distanciamento para avacalhar e liberar o mais podre de seu caráter, (“haters eu estou de olho em vocês”).

O sexo virtual te transporta para outra realidade, óculos, luvas, sensores pélvicos e outros que tais fazem do ato de se despir a necessidade de se vestir para ter prazer, para dar prazer, o surubão de Noronha virou um zonão virtual em bali com a tiazinha na indonésia e um senhor na Finlândia fingindo ser Artêmis a Deusa da Virgindade...

O remédio atua de forma calculada e de acordo com micro-análises feitas em milésimos de segundo ele conversa com seu celular de dentro do seu organismo, que discute com uma nuvem da Amazon que está calculando todas as hipóteses possíveis para responder a esse nano-robô-suicida que se explode ou não dentro de você de acordo com a resposta precisa... "O PH está ok, pode soltar o pó aqui..." (Na verdade é mais assim "100101101101010111110111000010001").

Mas isso é bom? Isso é ruim? As máquinas vão tomar conta de tudo e nos expulsar para o centro da terra como em Matrix? Ou nos exterminar no futuro (hasta la vista, baby)? Não sei? Isso só o futuro dirá! Mas faço votos que os muros caiam e não se ergam ainda mais, que as dúvidas sejam abertas e as pessoas aceitas em suas individualidades.

Termino aqui copiando e colando uma frase e um trecho de música. (não é price tag, sinto muito).

A primeira é sobre software livre "In a word without Walls and fences why windows and Gates?".


A segunda é mais romântica de. John Lennon: "Imagine que não existem países, não é difícil fazê-lo. Nada pelo que matar ou morrer, tão pouco religiões. Imagine todos os povos vivendo em Paz! Você até pode achar que sou um sonhador. Mas não sou o único..."

Hashi Tag


Dan




terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Regime escravocrata moderno complacente

O nome é longo mas a explicação não é tão demorada, talvez os exemplos e a enrolação.

Vivo (e a imensa maioria da nação, vive) num regime de trabalho "escravocrata moderno complacente". E o que seria isso?

Nós vendemos nosso tempo para pessoas que tem capital se utilize do nosso suor para conquistar ainda mais capital. Mas nós queremos, somos benevolentes, gostamos de servir e por isso baixamos nossas cabeças e trabalhamos.

Não nós compram mais pagando uns aos outros, mas nós compram de nós mesmos. E para justificar essa imbecilidade que fazemos ao nos vender, inventamos desculpas e criamos história em nossas cabeças, muito convincentes de que esse é o mal necessário.

Alguns exemplos de histórias inventadas:
- Preciso pagar um ensino digno e bom para meus filhos.
- Preciso comprar uma casa para morar, um porto seguro.
- Preciso comprar um carro para me locomover, imagina se me acontece alguma coisa...
- Trabalho tanto que vou me premiar com uma viagem pra PQP, onde gastarei ainda dinheiro, para me divertir.
- Vou viajar em família para justificar minha ausência.
- Comprarei um doce, um prato, uma iguaria pra comer com minha família e ela ficar menos stressada.
- Vou levar a família para passear serão longas 4 horas de prazer frente a todas as 720 horas que não dediquei no mês.

E tantas outras desculpas esfarrapadas, mas que estão encrustada em nosso subconsciente de anos e anos ouvindo que trabalhar enobrece.

Hoje dedico próximo a 70 horas semanais ao trabalho (60 lá e 10 nesse aparelho demoníaco) ou seja 40% do meu tempo em uma semana é de quem me compra, tento descansar de 6 a 8 horas por dia, e digo descansar pois dormir seria uma sorte incrível, o que da cerca de 56 horas semanais ou 35% do tempo, entre banhos, idas ao banheiro, trânsito e afazeres sem substrato temos umas 15 horas? Ou seja mais uns 10%. O que nos sobra pra diversão, momentos em família, conversas e viver para nós é o resto, ou seja tenho no máximo 15% do meu tempo para mim. E quando não uso perco, pois já disse em um milhão de textos,,não se guarda o tempo.

Em resumo. Não vivo a vida, apenas consumo meu tempo em troca de abastecer de desculpas e presentes a minha mente... Finjo que está tudo bem quando de fato nada vai bem! Mas o que é mais importante, ser, estar, ter ou aparentar? Gostaria muito que fosse ser ou estar. Espero que eu possa acordar desse pesadelo inerte...

Fui pra ser quem um dia eu pude estar...
Fica a duvida retórica: Quem mata o tempo é um assassino ou um suicida?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Delegar tarefas e funções: Uma habilidade para melhorar a liderança.


Uma das atribuições essenciais para um bom líder que são fáceis de dizer, mais desafiadoras de se fazer (para muitos quase impossível) é delegar tarefas e funções.

Em um estudo da Universidade de Stanford (A 2013 executive coaching survey), 35% dos executivos entrevistados disseram que precisam aprender a delegar tarefas e funções para serem melhores líderes, enquanto 37% dizem buscar o desenvolvimento dessa habilidade.

Delegar tem mais a ver com confiança e coragem do que técnica, fórmulas e processos. Existem muitos treinamentos e procedimentos a aplicar para se delegar tarefas e funções, mas a verdade é que depende do líder que o faz. Deve ser praticado, com parcimônia e cuidado para não ser no jargão executivo-hype “delargar”, mas precisa ter consistência e persistência na prática dessa habilidade.

Exige entre outras coisas uma reflexão sobre a tarefa e conhecer as pessoas que a receberá. E acima de tudo avaliar se não estamos caindo em armadilhas criadas, seja por uma cultura equivocada, uma crença mal desenvolvida ou de falsos pensamentos que aqui chamarei de “fantasmas” que nos cercam e nos afastam de uma boa resolução.

Esses “fantasmas” funcionam como o alter egos de nosso subconsciente que fica sussurrando em nosso ouvido para ir a um caminho ou outro. Classifico os 5 principais que considero abaixo:

  • Super-Homem: Nos torna no herói mais completo, sabemos que temos nosso ponto fraco, nossa kriptonita, mas isso apenas para ser “humilde” e não ser perfeito, uma frase que marca muito esse fantasma é “Isso eu não posso delegar, seria largar minha responsabilidade”. 
  • Peter Perfeito: Nos transforma no cara! Sabemos tudo, fazemos tudo e sempre da melhor forma e não podemos delegar pois ninguém consegue ser tão bom quanto nós, geralmente falamos “ Se quer algo bem feito, faça você mesmo! ” e com isso não conseguimos distribuir as tarefas mais banais, chegando cedo pra fazer café, organizar pequenos eventos ou mesmo trocar uma lâmpada. 
  • Flash: Nesse “fantasma” nos sentimos o mais rápido, por vezes não é da melhor forma de se realizar a tarefa (a maioria delas), mas estamos sempre correndo, temos sempre uma folhinha na mão, um caderno, uma caneta para mostrar que estamos muito ocupados nosso lema é “Isso é simples e mais rápido eu mesmo já executar”. 
  • Sr. dos Anéis: Nos tornamos O ser supremo, exímio executor, sênior, costumamos ficar rodeados de pessoas medíocres e/ou tidas como inexperientes (isso é, quase sempre, inconsciente). Em resumo ninguém está pronto tanto quanto nós para aquela tarefa, logo não podemos delegar e executamos. 
  • Exclusivo (Riquinho Rico): “Eu só realizarei essa tarefa/função, pois pediram diretamente pra mim, o presidente, o diretor, o gerente quer que EU, exclusivamente EU, faça isso pessoalmente...”, geralmente em conjunto com esse discurso vem questões (desculpas) afirmativas como: por Sigilo, por Segurança, pela Qualidade (impar da forma que eu faço)... Isso nos impede de compartilhar, muitas vezes com um discurso de que “até gostaria de delegar pois entendo que vocês, meus liderados, dariam conta com o pé nas costas, mas...” sempre tem uma conjunção adversativa que explica o “não-delegar”. 

Existem outros “fantasmas” e quase todos, como os acima mencionados, apontam como causa raiz o medo (por isso disse no começo que delegar é uma questão de coragem, pois coragem não é a ausência de medo, mas sim o fato de enfrentá-lo, ausência de medo na maioria das vezes vem da ignorância do risco, mas isso fica pra um outro dia...) mas quais são esses medos: (1) da dependência (se acostumar com a ajuda); (2) de parecer fraco; (3) de parecer largar as tarefas; (4) do desapego (gosto tanto de fazer isso...); (5) da falta de tempo; (6) de perder o emprego (ser trocado por alguém melhor); (7) da imaturidade do outro; (8) da qualidade do outro; (9) de sobrecarregar o delegado; (10) de perder o controle (talvez o maior de todos).

Você pode estar se questionando: - tá, eu me enquadro em um, dois ou três desses quesitos, apontar é fácil, identificar o problema OK, mas como resolver?

Por isso juntei uma MasterClass XYZ (brincadeira... não fiz nada disso, nem isso é um fishing de treinamento), por isso aponto abaixo 5 desafios improdutivos para se delegar e igualmente 5 (faz parte do meu TOC) dicas que podem ajudar a vencer os desafios, não é um para um, mas pode ajudar concomitantemente.

5 Desafios para se Delegar:

  1. Paternalismo: Muitos líderes veem em sua área/equipe como sua cria, como seu filho, dificultando assim a passagem de bastão (delegar) para outras pessoas. De uma forma simplista podemos ver com bons olhos, uma atitude de dono, mas a longo prazo isso se torna um problema. O excesso de paternalismo, sufoca o crescimento e o amadurecimento da equipe e consequentemente da área, levando a estagnação, dificuldade de resoluções e muitas vezes a trocas da liderança em vez de ajudar o líder a se desenvolver. O crescimento traz consigo o desconforto e o ser humano evita ao máximo o desconforto, tornando um ciclo vicioso de evitar o crescimento também. 
  2. Centralização e Controle: Controle é poder e perder o controle é perder o poder. Uma analogia tola, mas eficaz é a perda do controle da televisão, quando em sua família, você perde o controle da televisão para um irmão, esposa, filho, você perde o poder de decidir o que vai assistir. É o medo de perder esse controle sobre uma tarefa ou função que faz as pessoas evitarem delegar. Para manter o controle do que acontece ao seu redor, os gestores costumam centralizar as principais tarefas e decisões contigo. Isso causa perda de celeridade, abrangência e autonomia o que em resumo pode se tornar um caos administrativo. 
  3. Responsabilidade dividida: Ao delegar uma tarefa, o gestor não perde a responsabilidade dessa tarefa frente a seus superiores imediatos, logo a aflição de ter essa responsabilidade dividida faz com que muitas vezes não delegue certas tarefas para (novamente) manter o controle do resultado e do andamento da mesma, pois quem apresentará os resultados é ele. Porém um líder deve assumir a reponsabilidade por usa equipe e não temer possíveis falhas, se essas ocorrerem, tomar aquilo como lição junto a equipe e principalmente aprender para não ocorrer novamente. 
  4. Tempo e Treinamento: Terceirizar atividades envolve tempo e treinamento para explicar ao novo responsável como quer que seja feito, a desculpa da falta de tempo e o desafio de elaborar o treinamento muitas vezes fazem com quem o líder não delegue a tarefa ou a função. Procrastinar é algo corriqueiro nesse momento, adiar a reunião, o treinamento, o alinhamento evitando assim a formação do novo executor. Contudo essa capacitação envolve também o crescimento profissional do liderado e isso pode acarretar dificuldades na gestão (o que nos leva o próximo tópico). 
  5. Confiança na Equipe: Talvez essa seja o principal desafio do líder para delegar tarefas e funções, confiar em seus liderados. Pode até ser um exagero mas os 4 tópicos passados convergem nesse de certa forma pois o paternalismo e a proteção ao “negócio” se dá por não confiar na maturidade do próximo a receber a tarefa, a Centralização e o Controle também faz parte dessa confiança de que pode acontecer algo e não ser obrigação sua, na Responsabilidade Dividida fica clara a ausência de confiança em possíveis falhas e o tempo dedicado a explicar ou mesmo o treinamento do liderado para a execução dessa tarefa apresenta parte de desconfiança que ele absorverá como o gestor faz. Incorremos no risco ainda da “falsa delegação” que é delegar tarefas bem menores ao que realmente ajudará no crescimento da empresa ou ainda é delegada, mas não se dá autonomia de execução, continua precisando de uma aprovação ou parecer do gestor. 

Em contrapartida a esses 5 desafios, conforme dito apresentamos abaixo dicas para auxiliar na delegação de tarefas e funções.

5 Dicas para Facilitar a Delegação

  1. Conhecer a Equipe: Se comunicar constantemente com seus comandados, ser presente, reconhecer suas capacidades e suas dificuldades é uma questão estratégica para conhecer sua equipe. Criar empatia com o liderado e evitar julgamentos precipitados também ajuda a conhecer melhor os colaboradores. Dessa forma o gestor poderá detectar os conhecimentos, habilidade e atitudes de cada um e definir o melhor talento para cada tarefa ou função podendo fazer uso dos diferentes talentos disponíveis na equipe. 
  2. Treinar: É um grande desafio cobrar resultados, maior ainda de alguém que não foi treinado ou direcionado/alinhado para executar determinada atividade. Investir no treinamento e em tempo para alinhar como determinada tarefa deve ser executada é uma das formas de se sentir mais tranquilo ao delegar. 
  3. Acompanhar as atividades: Outra tarefa importante a quem delega atividades e funções é acompanhar e monitorar a execução da atividade, é preciso dar autonomia e espaço para a pessoa realizar, porém não pode ser “jogada” a atividade ou “delargado”. Indicadores de verificação são importantes para ajudar na avaliação da execução da atividade e principalmente na correção de curso, ajuste de rota caso detecte que algo não está ocorrendo como deveria. 
  4. Autonomia: Além de delegar a atividade ou a função é necessário também dar autonomia, ou seja, não só a atividade mas as tomadas de decisão precisam ser delegadas. Isso ajuda não só a dar agilidade na execução, como também mostra um maior envolvimento do colaborador e é possível avaliar seu comprometimento, líderes desenvolvendo líderes. 
  5. Feedback: Uma ferramenta essencial para os líderes é dar feedback, existem várias técnicas e não tem uma principal para delegar, mas dar feedback ajuda as outras 4 dicas acima, a acompanhar a tarefa, ajuda o liderado a saber o que corrigir, ajuda a aprimorar o treinamento, a ter confiança em dar mais autonomias e principalmente a conhecer melhor a o liderado. Esse retorno é extremamente importante ser documentado, para que ações futuras e acompanhamentos de outros líderes e gestores tenham um embasamento histórico. 

Delegar é um grande desafio, pois envolve confiança em si mesmo e principalmente nos outros. Como vimos aqui, o líder continua responsável pelo resultado, mas as atividades estão nas mãos de outras pessoas e preferencialmente algumas tomadas de decisão também.

Você se enxergou nas linhas acima? Se sente pronto para começar a delegar as tarefas com seus liderados e descentralizar as decisões ou precisa de ajuda ainda? Obrigado pela leitura e se quiser compartilhe.

Abs.

Daniel


DBB. Jan-2019

Original: https://www.linkedin.com/pulse/delegar-tarefas-e-fun%C3%A7%C3%B5es-uma-habilidade-para-daniel-bronzeri-barbosa/?published=t