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segunda-feira, 31 de março de 2025

Exausto...

60 horas de trabalho
Mais 6 horas no sábado 
No cansaço me atrapalho.
Fico preso e nao me acho.
Com a cara lavada me vejo.
Tentando entender se me encaixo.
E se não entrego o anseio.
Recebo mais um esculacho.
Eu não quero o que tenho.
E nem tenho o que posso.
Posso pouco e nada faço
Faço e perco o que quero.
Nesse elo viro pipa.
A rodar me embaraço. 
Sou mais uma mosca frita.
Nesse creme ralo e escasso
Ando sem nenhum caminho.
A Bússola foi pro espaço. 
Meu destino vem sozinho.
Já dem cor, sem cheiro e amargo.
Querer o fim não é destino.
É desistir do que me resta.
E a falta sem sentido.
Pede um pouco mais depressa.
Se não sei objetivo.
Só procuro uma meta.
De quebrar e ser punido. 
De fugir perder as pregas.
E se ainda for vivido.
Torcerei por outra eureca.
Sem palácio, luz ou trilho.
Esse é o fim de toda festa...

quinta-feira, 9 de maio de 2024

o fim de toda esperança

O normal da vida é ser triste. 
Chorar, sentir, sofrer.
Felicidade até existe.
Assim como momentos de prazer.

Não dou presente, eu sou.
Minha dedicação foi a escolha.
Não sou outra pessoa.
Foi você que mudou.

E assim como a lua.
Aparece reluzente e nua.
Mas não se deixa tocar.
Foge e se esconde no mar.

Me evita e finge quem pode ser.
Se engana, me engana e cadê?
Diz que fez mudanças no viver.
Mas não passa de uma moça blasé.

É o fim, eu desisto então.
Me roubou, retirou o meu chão. 
Passa ao largo, deixa a vida em vão.
E me resta desamor sem paixão. 

Vou embora pro meu canto voltar.
Deu a hora, já não saio do bar.
Me afogo, sem mais saber nadar.
Acabou a vontade de Amar!


quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Desgostos de Agosto

Meu inferno interno.
No frio quente.
Que abraça a gente.
E nos faz tremer...

Meu pensar solúvel.
Volúvel. Etéreo.
Tal qual um mistério.
Custo a esquecer.

Minha voz embargada.
Atônita, afogada.
Encharcada de veneno.
Pra não mais dizer.

Minha ação parada.
Estática, erratica...
A rrom bá tica (assim separada memo)
Que me deixa morrer.

Meu Deus do céu!
Porque tanta mágoa.
Com demônias e anjas.
Sem me proteger.

Meu Amor me guia.
Sem fadas, sem fodas, cem dias!
De peito aberto e camas vazias.
Do entardecer ao amanhecer.

Minha única esperança.
Me vendo criança.
Saudosa, lustrosa e listrada.
Com o pé na estrada.
Por a me perder!