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quinta-feira, 12 de junho de 2025

Omitir é diferente de mentir

Omitir não é mentir.
Mas as vezes machuca até mais.
Porque te faz lembrar e sentir.
Que o ser humano trai

Não falo só de provérbios.
Do alicerce que se desfaz.
Nem julgo o adultério.
De quem se prendeu demais.

A flecha lançada.
A água que passa no rio.
A bondade que desgasta.
O vaso que caiu.
A palavra falada.
Um mundo vil.

A vontade que some.
Perder seu nome.
A ponte que partiu. 
A luz do ontem.
O escuro hoje.
O amanhã que ninguém viu.

É o fim de um tempo.
Onde a curva forma o vento.
Tudo a sangue frio.
O caso pensado.
O fim do bailado.
O Amor que ruiu...

Puta que me pariu!

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Desgostos de Agosto

Meu inferno interno.
No frio quente.
Que abraça a gente.
E nos faz tremer...

Meu pensar solúvel.
Volúvel. Etéreo.
Tal qual um mistério.
Custo a esquecer.

Minha voz embargada.
Atônita, afogada.
Encharcada de veneno.
Pra não mais dizer.

Minha ação parada.
Estática, erratica...
A rrom bá tica (assim separada memo)
Que me deixa morrer.

Meu Deus do céu!
Porque tanta mágoa.
Com demônias e anjas.
Sem me proteger.

Meu Amor me guia.
Sem fadas, sem fodas, cem dias!
De peito aberto e camas vazias.
Do entardecer ao amanhecer.

Minha única esperança.
Me vendo criança.
Saudosa, lustrosa e listrada.
Com o pé na estrada.
Por a me perder!