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segunda-feira, 14 de abril de 2025

a escrita que incomoda

Não estar presente aqui
é me distanciar de mim!
Também é um pouco de cansaço. 
Um traço na bateria social.
Não escrever com constância 
me acelera o pensamento.
Força o raciocínio com mil opções 
E acaba me deixando mais lento.
Muitos poréns para o dobro de "e se..."
Alguns "senões" e muitas contradições. 
O que eu ouvi, o acontecido e o que ela disse.
Mais observações, retaliações e sandices.
A flecha lançada, a quebra do frasco.
O asco, o saco, papel amassado.
A água que passa no riacho
embaixo da ponte, com só um destino.
O grosso da coisa, o cerne e o objetivo.
A perda, o ganho, a extração e o refino.
A loucura e as agruras de um menino.
Tanta coisa, pouco tempo, só lamentos.
Decepção. 
A procura do meu sustento.
Quase a beira da ilusão.
Ainda sinto necessidades.
Vontades, valores, raciocínio em turbilhão. 
As verdades escondidas por ocasião. 
O sal, o açúcar e o tempero da União.
Pode ser que tudo me aqueça.
E até que eu me esqueça,
mas no fundo.
Bem lá no fundo!
Não!

sábado, 27 de abril de 2024

Sono, ouse, ou sem

Só não vem o sono.
Sono de um só.
Durmo e não sonho.
Sonho só com nó.

Em sono desespero.
Cansado só no pó. 
Só na noite virado.
Sonata em sol menor.

Sonado aqui sentado.
Espero o amanhecer.
Na manhã de um gado.
De pé, dormir, ceder...

Se o sono é controlado.
Sem sono o que fazer.
Insônia e medicado.
Dormir não sei porquê. 

sábado, 7 de outubro de 2023

algo não combina

Quanto mais o vento batia,
menos flores apanhava.
Quando a sombra desvia,
da luz que alcançava.
A noite vazia,
se enchia de silêncio.
E com versos sem sentido,
o discurso não venço.
Penso em te tocar,
mas meu braço não alcança.
Posso de longe atacar,
me arco em sua lança e balança.
Te quero sentir perfurmar,
com o doce da minha infância.
O que te faz me perdoar,
me traz uma leve esperança.
Me falta o ar no sonhar,
num movimento sem dança.
Te desejo noite ao mar
e piradas de criança...

.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Encontros e despedidas na Estação Central

No meio de uma multidão.
Um sussurro e eu te acho.
Em alguns metros só te vejo.
Em pouco tempo, breve espaço.

Todos somem então.
E em seu braço me desfaço.
Um simples cheiro e eu te desejo
Num longo beijo e eu me calo.

Vira a noite, passa o dia.
Em constante descompasso.
Um lindo som, logo anuncia.
Nossa viagem pro espaço.

E quando a hora paralisa.
Criando um corte, forte lapso.
Chorando o céu, se esvazia.
Queimando o sol no mormaço.

Nosso trem já vai partir.
Decolar para a imensidão.
Nesse porto há de seguir.
O caminho do coração.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Sono

Mesmo não tendo nada o que fazer amanhã.
Preciso dormir.
Ainda que eu te ouvisse declamar suas besteiras.
Preciso dormir.
Estou cansada, quero fugir, fecho os olhos.
Preciso dormir.
Madrugada, você a falar.
Nessa toada não vou te escutar.
Sonho baixinho, respiro apertado.
E do seu lado.
Já vou escrever.
O que acontece lá fora ou na cama só diz respeito ao protagonista.
Vou.
E não voltou mais!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Enquanto o sono não chega.

Enquanto o sono não chega,
penso como foi o dia
e faço uma volta nas tarefas.

Enquanto o sono não chega,
lembro do rosto, do corpo e do gosto
dela e de suas partes.

Enquanto o sono não chega,
faço contas, cálculos e vejo
números para conquistar.

Mas quando o sono,
finalmente chega.
Esta na hora de acordar!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Insônia nossa de cada noite.

Já é alta madrugada.
E na casa toda escura.
De quieta, fica muda.
Mesmo com a TV ligada.

Deito e rolo ainda sem sono.
Dificilmente adormeço.
Com certeza não mereço.
Do cochilo, ser seu dono.

A cama parece querer expulsar.
Eu que um dia fiquei a te ver.
Já não pode mais me acobertar.

Se não quero ali sofrer.
Insônia vai me abraçar.
Pois não tenho mais você.


Daniel Bronzeri Barbosa (06/12/2010)


--
Flutuar, flutuar, precisamos flutuar...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Nothing Else Matters

 


So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

I never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they say
Never cared for games they play
Never cared for what they do
Never cared for what they know
And I know, yeah

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters



Tradução

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Nem precisa abrir as portas.

Ela chega e logo te desconcerta.
Por horas, sua cabeca deixa aberta.
E fica tirando a sua razão.
Essa maldita da Intuição.

As vezes é outro que te atrapalha.
Sua cabeça ele embaralha.
Te deixa deixa ausente, ou mesmo dormente.
Esse chato do Inconsciente.

E quando menos percebemos: "olha lá!".
Com sua exatidão vem alertar.
Mas é um gastador, o filho pródigo.
Vem o inquieto pensamento Lógico.

Por fim, recebo a visita.
De uma ilustre senhorita.
Que só quer mesmo ter atenção.
Entre depressa, oh dona Paixão.