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quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Desapontado com tudo...

As estrelas se apagam, e o céu se desfaz,
As açoes que espero, não chegam jamais.
Eu os Amo, são luz, mas a luz que me cega,
Na esperança que crio, o vazio que me pega.

Em cada palavra, em cada promessa,
Mais mentira, uma sombra que me estressa.
O Amor que é meu, eles não conseguem ver,
A cobrança é dor, que é difícil não ter.

O abraço que busco se desfaz em silêncio,
E os olhos que espero, se vão no imenso.
Eu construo castelos de sonhos e fé,
Mas cada ato ou falta, me rasga até.

Em meus pensamentos, a esperança é clara.

E a realidade amarga, a confiança para.

O que eu construí em ilusão e encanto,
Agora desmorona e  se faz em pranto.

O tempo que passam sem me perceber.
Faz com que me perca, passando a me esquecer.
A expectativa é chama, mas que arde sem fim,
Na frieza do mundo, busco refúgio em mim.

Eu Amo, mas não posso me iludir,
Esperar que se transformem, sem me consumir.
A angústia que é minha é via de espera,
Mas o que tenho deles, firula e primavera.

A cada dia, uma ferida mais profunda,
Mergulho sem alma em águas imundas.
Minhas mão estendida, mas nunca tocada,
O silêncio é a resposta, as palavras caladas (vozes cansadas).

Quis que me vissem, sem pintura ou máscara,
Mas o reflexo no espelho é de um tiro na cara.
Eu Amo em excesso, sou grande e sou dor,
E a quem tanto Amo, falta o mesmo Amor.

O que esperava se perde nas nuvens,
E a vida segue com suas novas juventudes.
O desapontamento dissolve quem sou.
Mas sigo Amando e pedindo em clamor.

Em cada gesto, um suspiro, de um olhar perdido,
Mas eu nunca me sinto tão bem correspondido.
A dor é minha, e a expectativa é meu açoite,
Pois Amo, espero, me engano, mais uma noite.