Mostrando postagens com marcador Dor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dor. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de janeiro de 2026

DesAmor

Ta difícil me concentrar.
Difícil até de descrever.
Eu não sei como vou estar.
Quando a hora tiver que fazer.
Não quero ter que te consolar.
O errado foi você ceder.
Fez de conta que era outro lugar.
Se escondeu pra ninguém te ver.
Agora vai ter que procurar.
Um novo alguém pra te bem querer.
Uma pessoa pra te aguentar.
Te dar suporte, fazer por você.
Se for embora é pra não voltar.
Não se arrependa desse desprazer.
Algumas coisas são pra ensinar.
Outras apenas para esquecer.
Solto esse fardo de me preocupar.
Te dar um colo ou um bem dizer.
Eu deixo então de outra vez Amar.
Alguém que finge todo seu viver!

domingo, 15 de junho de 2025

Amor que aduba a Dor!

Não me concentro! A mente, escura caverna!
Rangendo espasmos d’almas mutiladas,
É foco de ideias já necrosadas,
É sarcófago onde o tédio governa!

O falo, outrora totem de desejo!
Hoje é bastão inútil, lasso, inerte,
Que não se alça sequer para a Morte,
Nem ao hálito febril do doce beijo!

A fome exila-se! O álcool, fantasma.
Deixa na boca a sombra de saudade...
E até o coito, com sua potestade,
Me soa agora à mais torpe das chagas!

No sofá, trono de um rei em ruína!
Sento com as vértebras da existência
A ranger, e a própria consciência.
Me repele a presença vespertina!

Repudio os humanos! Essa espécie.
Com seus sorrisos falsos, suas crenças...
O passado, álbum de pestilências! 
O presente,  um cadáver que apodrece!

Mas não renuncio à presença funérea
Da ausência, que se faz víbora e dor!
Sofro as horas, os dias, o horror.
Dos anos lentos, lânguida bactéria!

Penso o fim com a mesma morbidez.
Com que se pensa a cova em dias turvos...
E nesse horror de ângulos recurvos,
O pavor se mistura à embriaguez!

Vejo, mas não vejo! O mundo zomba.
Com imagens vis de carne e de pecado!
Ouço fundo outro eco estagnado.
Da minha alma, trancada em sua tumba!

Sinto o peso de um cérebro já morto.
Onde pulsa, entre vermes, meu pesar!
E a vida, esta gangrena, secular.
,Já não quero, neste mundo absorto!

Frustro os homens, sou farsa, sou ruína,
Sou espectro que caminha entre o horror!
Sou carcaça da esperança e do amor,
Sou naufrágio que a mágoa destina!

Afastem-se de mim! Sou moléstia!
Amo só com o fel de um pus carnívoro!
Sou torpor de um anjo apodrecido.
Que renega, mas que nojo! essa Celeste!

E desse mar de pútridas essências.
Onde a alma range em seu turvo clamor,
Renego o amor! Essa flor pestilenta.
Que só cresce e aduba toda a dor!


(Inspirado em Augusto dos Anjos)

Desistindo de tudo e de mim

Não consigo me concentrar.
O pau não endurece pra nada.
Nem tenho vontade de comer.
A bebida deixa saudade.
Eu não quero nem fuder.
Sento um tempo no sofá.
Não quero ninguém ver.
Com gente não quero estar.
O passado é só lembrança.
O presente é um não viver.
Não desisto da presença.
E a ausência só traz dor.
Sofro horas, dias, meses...
Já são anos de torpor.
Penso o fim tal como antes.
Com pitadas de pavor.
Vejo sem prestar atenção. 
Ouço tudo sem pensar.
Sinto o eco na cabeça.
E nao perco meu pesar.
Já nao quero essa vida.
De pessoas eu frustrar.
Sou cansado e faço pouco.
Meu humor é de assustar.
Fiquem longe enquanto é tempo.
Pois só magoa posso dar.
Desses todos sentimentos.
Eu não quero mais Amar!

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Omitir é diferente de mentir

Omitir não é mentir.
Mas as vezes machuca até mais.
Porque te faz lembrar e sentir.
Que o ser humano trai

Não falo só de provérbios.
Do alicerce que se desfaz.
Nem julgo o adultério.
De quem se prendeu demais.

A flecha lançada.
A água que passa no rio.
A bondade que desgasta.
O vaso que caiu.
A palavra falada.
Um mundo vil.

A vontade que some.
Perder seu nome.
A ponte que partiu. 
A luz do ontem.
O escuro hoje.
O amanhã que ninguém viu.

É o fim de um tempo.
Onde a curva forma o vento.
Tudo a sangue frio.
O caso pensado.
O fim do bailado.
O Amor que ruiu...

Puta que me pariu!

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Procurando uma bússola...

Não me peça pra assumir os seus defeitos.
Não me peça pra dormir quando me deito.
Não queira que eu fale o que você quer dizer.
Nem mesmo peça pra fazer como você.

Não sei trocar minha noite pelo seu dia.
Nem acho bom nossa casa vazia.
Não me prendo a hipóteses futuras.
Mesmo querendo nosso bem, vejo agruras.

Seu desdém, sobre minhas vontades.
O som que te atrapalha de tarde.
Sua ausência, minha demência, nossa ilusão. 
Tempo voando, como andorinhas no verão. 

Já não sabe se quer ir ou se ficará. 
É um fato que me faz só pezar.
Se merecemos sofrer juntoa isolados.
Se escolhemos nos manter lado a lado.

E se isso for só por coincidência. 
Já não flui, perdemos nossa essência. 
O belo define o feio pra se promover.
A crítica é mais dura do que me ofender.

Perco meu, não fazer, e te faço pensar.
É melhor estar aqui ou em outro lugar?
Talvez as palavras sejam mais leves.
Do que a atitude de estar e ser breve.

Já não sei o caminho ou se tem chegada.
Nao tenho um instinto ou uma pegada.
Só vejo o agora e evito um torpor.
Quem vive porque Ama, também morre de Amor!

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Se acabar a beleza...

Se acabar toda beleza.
E só restar amargura.
Lembre que teve leveza.
Mas teve muita armadura.
Não por causa de uma mesa.
Ou do cotidiano suas agruras.
Não foi o dinheiro ou avareza. 
Mas sim a trilha escura.
De fugir de nossa natureza.
Pra viver fantasias imaturas.
Mentimos com clareza.
E escondemos as verdades nuas.
Caminhamos vias estreitas.
E muitas vezes erramos as ruas. 
Não era só mais uma fraqueza.
Mas a fase errada da lua.
Ficamos com a dura certeza.
Que desistimos do objetivo por figura.
Não priorizamos nossa destreza.
Mas o dedo que aponta a culpa.
Que seja nossa última sobremesa.
Doce, daquelas que tem cura.
Pra viver novas incertezas.
Cada um na sua!

terça-feira, 23 de abril de 2024

a dor que inspira é o medo de dentista

Não me cuido e deixo que a dor me inspire numa simples travessia uma parada uma rua tranquila
A vontade é de tirar o dente sem anestesia errar a mão chutar o balde lamber o machucado e não escrever o óbvio
Esquecer a pontuação a concordância a dissonância pedir que não reflitam não leiam não mintam
Voltar e ir em frente correr do banho frio nadar com o fluxo tomar choque sentir o corpo tremer
A topada a quina o soco na parede a cabeça na porta do armário um talho na testa é o que nos sobra do que nos presta
A comida vencida pela bebida amarga a vacina pra cura o corte pra correção as dores de uma pós cirurgia com infecção 
O esquecimento o lamento é a tristeza a cama e a casa vazia o sozinho dividir a sobremesa a falta de ternura de candura a traição a força do desespero a falta de ambição
O meu vem primeiro com os outros não me importo a briga por dinheiro ou o agrado do voto
Perder o jogo perder o freio perder alguém a saudade não combatida a lida entre o perdão e o desdém 
A falta de um portância o enjoo é a criança a dor de barriga pela falta de alimentação o animal mais vil o homem a derrocada da nação 
A terra rasgada gripada purgada em destruição a natureza morta solta curva em declínio num universo em expansão 
A escola que não muda que não fala que não ouve o cego que não imagina a vagina fora da reprodução 
A mãe que não cuida a desgraça na água com trégua ou anagua o vulcão em erupcao
A métrica a tríplice a publica decomposição o coração despedaçado o fardo a tarde o amor com letra pequena e sem propulsão 
Evitando a rima sem temperatura sem calor sem frio sem nada a navalha que não corta a janela que não abre a boca que não beija
O fim chegando rápido prum começo ilusório o carro que anda o medo a alegria a mostarda na melancia o tijolo na direção
Muitos passos no mesmo caminho perdido solto na contra mão o som da batida o pulo a ladeira e a falta de optar
O fumo o líquido injetado com pensamento sofrido a paranoia a dependência a necessidade de parar
Chocar chorar mutilação tornar automático confundir chega


segunda-feira, 19 de setembro de 2022

A estrela maior e o vinho!

Era tanto vazio,
que eu não dava vazão.
Da angústia quente,
que fritava o meu coração.

A dor que eu sinto,
o tempo não diminui.
As marcas do cinto,
no meu corpo flui.

Não quero, mas minto,
pra me proteger.
Da nau que me assombra,
do meu mal querer.

Estou sem um rumo,
correndo a cem por hora.
Sem sentido, sem prumo,
sempre na mesma história.

Dobro a aposta
e a dose do remédio.
A sorte me vê pelas costas,
se esvai em meu tédio.

Posso até chegar a vencer,
perder a validade ou ganhar.
Posso então me descobrir,
Passar frio ou me encontrar.

Se eu compro a solução.
pra encontrar um bom cantinho.
Quero viver de ilusão,
pagar mais caro por carinho.

Se eu viver assim sozinho,
quero mais paz no coração.
Porque se a vida for um vinho,
eu vou viver de sol e Dão.

E nessa praia, eu fico no rasinho,
na beirada desse grande mar.
E perco toda minha razão,
pois só pensava em te Amar.

terça-feira, 22 de março de 2022

Dando o melhor de mim

Andei sumido.
Como se transparente fosse.
Como se escondido estivesse.
Preso na minha rotina.

Amei sumido.
Porque nunca te esquecerei.
E mesmo distante ao seu lado 
Durmo ou finjo o que sei.

Andei bastante.
E não cheguei a lugar nenhum 
Com os pés rachados e doidos.
Cansei e fiquei ofegante

Amei bastante 
O que eu tinha te dei.
O que não (tinha) ou não podia também.
Pra te contentar outra vez.

Andei sumido 
Amei bastante.
E como andei, Amei...
Me doei!

Entendimento do caos da vida em depressão (Ou a subversão dos médios ocultos)

As vezes fico mal da cabeça.
Só penso em copia triste.
Me lembro que o mal existe.
Mas que não devo praticar.

Fico preso no meu submundo.
Profundo, escuro, distante...
Nada mais é como antes.
E sinto um vazio no pensar.

Talvez esteja enlouquecendo.
Vendo o futuro em passado.
Dormindo pouco ou picado.
Só corpo sem descansar.

E o medo de ter pesadelo.
Escrevo tudo o que sinto.
Penso, disfarço e minto.
Em vez de viver, atuar.

Em simples engano demência.
Doença que pouca pra baixo.
Procuro razão e não acho.
Propósito pra continuar.

Com vergonha eu passo.
Paro e não entro na nave.
Talvez algum dia destrave.
O tanto que quero vagar.

Preguiça que cola na irá.
A gula profana a soberba.
Luxúria briga com a avareza.
Inveja por tanto pecar.

Pare aí... Eu quero descer!
Mas em que ponto chegamos.
Viver só pra completar anos.
Ou será fiquei sem passar?

Sem passar.
Sem falar.
Sem olhar.
Sem Amar...

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

No jokenpo deu pedra e agora vou fazer o papel e entrar na tesoura.

É só penso em parar a dor.
Las Vegas, Cirque du soleil, XBurgers, CES, saudades, preparação, passeios, Ano novo, mas o foco agora é...
Dor!!! Fome!!! Mal-atendimento.

Estou a simplesmente 6 horas no hospital e apenas dois copos de água consegui beber... Tive medicação as 14hs e só, sabe porque? Eu não sei, só suponho.
Que a Sulamerica ainda não autorizou a internação, sugerida a 2 horas atrás... Que serão em um impasse e nem posso sair pra comer um hotdog ou um pão de queijo, pois o "papo" é que preciso começar a dieta.

Uma bolachinha Maria não conseguiram... Medicamento tem, mas não tem poltrona, dizem não ter vaga, mas na real não tem vaga pra coisa simples, para o meu plano. Que também faz jogo duro e pede explicações, que também não entendo como se forma cálculo em 2 meses...

Fazem exatos dois meses que retirei o tal duplo J e é preciso colocar outro.

Meu dente quebra depois que faço uma limpeza preventiva, a formação de pedra acelera depois que coloca o duplo J... Ainda ouço que tenho que confiar na médicos, mas eles só me fodem!

É como você vai para uma segunda opinião, se já está internado ou sentado na cadeira pro prpcedimento? Eu um cagão, com pouca aceitabilidade a dor...

E tudo quando me decido por medidas drásticas no meu próprio corpo, mas necessárias frente a todas as tentativas que tive para melhorar por mim mesmo.

Em resumo, espera, espera e espera.
De tempo ao tempo e agradeça por acontecer num momento, menos pior. Poderia ter sido em Las Vegas??? O dente foi...

Vamos pensar positivamente!

sábado, 11 de novembro de 2017

Tinha uma pedra...

Tinha uma pedra no meio do caminho.
Agora só tem um caninho.
No meio do caminho tinha uma pedra.
Que me deixou bem alerta.
No caminho, no meio, uma pedra tinha.
É senti a maior dor da minha vida.
Uma pedra tinha no caminho, ao meio.
Ela virou pó, pra sair por inteiro.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Ansiedade

Ansiedade.
Algo vai acontecer.
Medo.
Não quero ficar sozinho.
Socorro!!!
Fica comigo.
Como ajudar?
Não estou perto...
Bem que eu queria.
Estar do lado.
Segurar a mão.
Mas isso seria bom?
Não seria melhor deixar ae virar.
Seria isso um teste?
Dor de barriga.
Ânsia de vômito.
Insônia.
Ou seria falta de cansaço.
Não aguento um "pai me ajuda".
Ou "pai por favor..."
Vejo a carinha dele.
Vejo o desespero.
Já vi outras vezes.
Mas não consigo ajudar sozinho.
Não posso tomar ações por mim mesmo.
Pois pra ele isso passa.
Quando as coisas se acertam.
Aviso alguem?
É tarde...
Parece que agora foi.
Quieto a 15minutos.
Também ficarei.
Espero que seja sono.
Por enquanto, fim do primeiro ato.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Um soco com o coração aberto!

O coração é do tamanho do seu punho fechado.
Talvez por isso o ódio faça contraponto ao Amor.
Não quero, nunca mais, me sentir exilado.
Mas não posso evitar que meu peito sinta dor.
Nem sempre o bem fica ao seu lado.
Nem sempre o mal traz angústia ou pavor.
Contudo, sabemos que ser mal amado.
Transforma paz e ternura em terror.
Onde estava, me vi assombrado.
Sozinho, num prado, sem cheiro e sem cor.
Talvez esse triste e pesado legado.
Seja viver, com o amargo dissabor.
Mas saber o que um dia me deixou revoltado.
Me preparou pra receber novo Amor.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Do alto!

Do alto do mundo me vejo.
Saciando meus anseios.
Segurando em sua mão.
Lhe guiando pelas nuvens.

Do alto de meus quase quarenta.
Me vejo em câmera lenta.
Lembro como perdi tempo.
Desperdiçando momentos.

Com quem ignorou os anos.
Jogou fora as lembranças.
Me fez cometee escolhas erradas.
E hoje vejo que foi por nada.

Desisti doa meus sonhos mais íntimos.
Abri mão da minha vontade.
Pra ser manipulado pela de outrem.
De forma vil, de forma escusa, até mesmo perversa.

Hoje bebo!
Como um imbecil que quer esquecer.
Me enroepece o pensamento.
Me faz levitar e alcar vôos mais altos.

Do alto de onde me vejo.
Me enxergo la em baixo.
Ainda pequeno,  já não mais sozinho.
Mas ainda com medo.

De toda essa altura que novamente virá.
Com certeza virá!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Dor...

A Dor dói.
O pior da dor é que ela não é vista.
E por isso impossível classificá-la.

A Dor dói
E quando não sabemos o porque da dor.
Nossa voz se cala.

A Dor dói
E quem causa a dor, somos nós.
Geralmente.

A Dor dói
E quem deveria nos proteger.
Também machuca a gente.

A Dor dói.
Mas não será pra sempre.


(devaneios de uma dor que eu não sinto)