A pior é sempre a escolha feita.
Do boa noite atravessado, quando você se deita.
Ao obrigado cínico, da cama desfeita.
A crítica ao perfume de flor de colheita.
Ou o beijo na testa que tira a ausência.
E quando estou com pressa é ainda mais grave.
O café sem gosto na tarde.
O sol que nasce, não esquenta mas arde.
O oi despretensioso pra marcar passagem.
A preguiça que esconde a vadiagem.
E se for desculpa não melhora em nada.
O atraso é justificado de forma esfarrapada.
A comida sem gosto é muito salgada.
A viagem cansativa com horas de estrada.
A fala que ataca de forma malvada.
Então não tem mais jeito.
Não sou nem perto de perfeito.
Sou um suplente e não.um eleito.
O catarro que entope seu peito.
A mão que te afaga e da um.tapa no beiço.
E ainda assim sou o mesmo que foge.
Que evita falar pois sempre explode.
Aquele que só se estressa e some.
Um balão apagado que não sobe.
Um amante ruim que não fode!