domingo, 20 de abril de 2025

Parado

Se você ficar parado.
Estará certo e errado.
Não faz parte da corrida.
Ser extremamente sofrida
Vou corre pro outro lado.
Faz do mar seu próprio lago.
Destrói o que está por cima.
Faz de conta o que existia.
Sozinho e também exilado.
Se perde no caos, um estrago.
E ainda não tem o que precisa.
Demora mais e não avisa.
Ontem pensei num atestado.
Algo pra me deixar aliviado. 
E não tenho nada em vista. 
Nem que você insista. 
Chega!!!

segunda-feira, 14 de abril de 2025

a escrita que incomoda

Não estar presente aqui
é me distanciar de mim!
Também é um pouco de cansaço. 
Um traço na bateria social.
Não escrever com constância 
me acelera o pensamento.
Força o raciocínio com mil opções 
E acaba me deixando mais lento.
Muitos poréns para o dobro de "e se..."
Alguns "senões" e muitas contradições. 
O que eu ouvi, o acontecido e o que ela disse.
Mais observações, retaliações e sandices.
A flecha lançada, a quebra do frasco.
O asco, o saco, papel amassado.
A água que passa no riacho
embaixo da ponte, com só um destino.
O grosso da coisa, o cerne e o objetivo.
A perda, o ganho, a extração e o refino.
A loucura e as agruras de um menino.
Tanta coisa, pouco tempo, só lamentos.
Decepção. 
A procura do meu sustento.
Quase a beira da ilusão.
Ainda sinto necessidades.
Vontades, valores, raciocínio em turbilhão. 
As verdades escondidas por ocasião. 
O sal, o açúcar e o tempero da União.
Pode ser que tudo me aqueça.
E até que eu me esqueça,
mas no fundo.
Bem lá no fundo!
Não!