sexta-feira, 22 de agosto de 2025

os pequenos enganos

Fala uma coisa.
E faz outra.
Só enrola.
E faz de conta.
Mais demora.
Nao fica pronta.
Vai embora.
Com outra roupa.

Se engana.
Me engana.
Perde o passo.
Perde grana.
Esfria a cama.
Desfaz o laço. 
Desencana.
Vai pra lama.
Em descompasso.
Nunca ganha.
Só faz manha.
Me desfaço.

Sempre finge.
Brinca a sério. 
Faz a esfinge.
Sem mistério. 
Deixa ou pinte.
No cemitério. 
Quieto aflige.
O monastério.

Só reclama.
Nem me chama.
Vai pro espaço.
Faz um drama. 
Me arranha.
Em meu encalço. 
Para a sanha.
Acompanha.
E tira o assalto.
Quando apanha.
Pula a trama.
Um novo amasso.

Me expulsa.
Quebra o trato.
A roupa suja.
Sai do ato. 
Me assusta.
E parte o braço.
Fica puta.
E da no saco!

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Sem mais...

Se me tiram a força.
E desconfiam de mim.
Me tratam como fraco, uma louça.
Duvidam se sou frágil,  marfim!
Se me desacreditam.
E caminhos nao tenho mais.
Tiram meu chão, desistem.
Me deixam pra trás. 
Se choro na noite úmida.
Com medo de me perder.
Desisto da vida oprimida.
Já nem quero mais viver.
Quando caio em maismum golpe.
E não tenho quem me dê a mão.
Rumo sem nenhuma sorte.
Desatino, rodo em furacão.
Se me vejo entao sozinho.
Companheira solidão. 
Sinto um escuro e um vazio.
Atropelo a imensidão.
O presente sente falta.
Do passado que fugiu.
E sei que meu futuro.
Escorrega no Funil.
O futuro que me falta.
É mais triste que o agora.
Passa os dias, passas as horas...
E me pego a chutar latas
Para mim é um grande chega.
Para o trem quero descer.
O Amor de quem.nao enxerga.
Vira a falta de você.
Pois quem eu mais confio.
Me magoa e me machuca.
Minha vida por um fio.
Nao me olha nem na nuca.
Desanima ser tão pobre.
De carinho e de atenção
Quem eu quero não me escolhe.
Joga longe e me diz não
A ferida que não fecha.
Essa dor que não têm cura.
Só me resta um brecha.
Que é a morte ou a loucura.
E no fim largado ao lado.
Bem no fundo de um jardim.
Escondido e congelado.
O Amor que tens pra mim.
Se na briga com a razão.
A coragem assim fugiu.
Leva o pobre coração. 
Para a puta que pariu 
Já é tarde vou me indo.
Vomitando a bradar.
E de um louco desatino.
Fujo a leste desse mar.
Já nao sei se atordoado.
Eu me lembro em seu olhar.
Fecho os olhos acordado.
Pois não sei deixar de Amar.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

fingir ser o que não é

Se todo olhar fosse como o seu.
Eu fingiria ser um novo ateu.
Em sua ausência me esconderia.
E por teu Amor me perderia.

Negaria a existência. 
Aceitaria a ignorância.
Chamaria de magia a ciência. 
De doutrina a arrogância. 

Eu me faria de outra.
Criaria um faz de conta.
Viveria um novo dia.
Mentiria alegria.

So pra te ver contente.
De uma forma atraente.
Por vezes evoluída. 
Em uma sobreviva.

Pega o que é teu!

Aceito o que é meu.
E o que não for, já deu!
Invisto na minha mente.
Enquanto o sangue corre latente.

Assim eu sou.
Se me ganha, me dou.
Sou persistente, num dia quente.
Me cubro e finja que não me sente.

Ainda finco.
Meu passo em cinco.
Dados de um lindo dia.
De uma tarde quente que arrepia.

Ali me instalo.
E passa por um caro.
Desejo de ser mundano.
Num mundo solto e insano.

Depois eu passo.
E não disfarço. 
Da dor que sinto, pra mim eu minto.
E até me calo!

crê

Eu acredito.
E simplesmente é isso.
Creio no que foi dito.
No compromisso.
E assim fico satisfeito.

E até preciso.
De um ser surpreso.
De ter um inciso.
Do que insisto.
Me sufoca o peito.

Em destempero.
Eu não desisto.
Me entrego inteiro.
Sr for primeiro.
Daí eu visto.

E então perfeito.
Um novo ciclo.
Do caos o efeito.
Da paz no leito.
No fim preciso!

domingo, 10 de agosto de 2025

Ser pai não é ser co-piloto

Ser pai pode parecer ser co-piloto.
Um cara que fica na navegação.
Ser duro quando se esta solto.
Um escape nos erros da criação

Pode parecer ser pouco alarde.
Ser o cara da briga e da bronca.
Quando chega mais tarde.
Quando a bagunça abandonar.

Também é o dono da empresa.
E banca vontades e desejos.
Quando precisa é o cara da limpeza.
Lavando louça e o azulejo do banheiro.

Perde o domingo com a televisão. 
As vezes só olha a distância. 
Mas corre quando perdem o busão (que confusão).
E valoriza toda sua infância. 

Esteve contido na noite doente.
Segurando sua mão adormecida. 
Ou numa simples dor de dente.
Te levou água, deu abrigo e comida.

Não fez mais que sua obrigação.
Você não pediu para aqui estar. 
Mas com todo seu coração.
Ele soube como te Amar!

Pai não abandona, andar junto.
Pai não aprisiona, cuida muito.
Pai não fica longe, se faz presente!
Pai não é mãe, mas tem quem tente.

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Quero desistir

Quero desistir.
Não me cabe o pranto.
Nem sei pra onde ir.
Muito menos se quando.

A decepção esta aí.
Pra sempre esperando.
A única coisa que pedi. 
Acabou dissimulando.

Viu viver por aqui.
Mas sei que vivo acabando.
Criou-se uma regra pra sair.
Um prazo que vai se expirando.

Não será justo.
Entao que seja verdadeiro.
De sinais, não sustos. 
Seja o menor pesadelo.

Não tenha medo do plano.
Nem compartilhe primeiro.
Mesmo de um jeito mundano.
Ame por inteiro!

Controle ou Consciência

O que seria mais confuso.
Ter um controle externo.
Contando corpos no cemitério. 
De um jeito obtuso?

Ou seria de um.jeito passivo.
Viver com a consciência fora.
Depender de outra pessoa.
Que te diga como ser ativo?

Precisar de mais informação?
Ou evitar ser impulsivo?
Depender de um outro intrusivo.
Ou se dedicar com o coração.

Qual seria a verdadeira razão?
Como saber com quem esta falando?
Se precisa permissão pra ir andando?
Se um que controla a paixão?

Querer o máximo de controle é conforto?
Não se deve confundir com manipulação.
É um negócio, pra evitar nova decepção. 
É uma ferramenta, mas não está no outro.

Já ter a dependência de validação.
Me parece complicado de existir. 
E se quem o faz errar ao agir.
Seria isso uma interrupção?

Ou seria viver uma segunda vida?
Criar seu ego em um laboratório. 
Fazer testes e ser mais exploratório. 
Há quem isso serviria ou machucaria?

Agora, o controle ou monitoramento.
Também é uma falta de confiança?
Não traz uma desesperança?
Não mostra a falta de julgamento?

Duas formas antagônicas de se viver.
Dois lados de um relacionamento.
Um precisa do aconselhamento.
O outro de mais dados pra escolher.

No fundo ambos usam pra decisão.
Maneiras de dar e extrair poder.
Mesmo que o outro venha se ofender.
Pra.saber onde vai ou por qual chão?

E isso não é Amar mais.
Nem mesmo criar ilusão decisória. 
Mas sim viver e contar sua história. 
Pra quem tanto te satisfaz.

E como escolher o que é possível. 
Como derrubar barreiras intransponíveis. 
Como criar momentos incríveis.
Com essa duvida de Maquiavel?

Como Narciso se afogar em.sua imagem?
Como Ícaro queimar suas asas no céu?
Como Sísifo repetir a tarefa ao léu?
Ou como Ulisses pra Hades evitar a viagem?

Que decisão difícil?
Pra onde compro essa passagem?
O conforto de uma hospedagem?
O martírio de um sacrificio?

terça-feira, 5 de agosto de 2025

não há tentar...

"Não há tentar. 
Apenas fazer.
Ou não fazer!"

Foi assim que começou. 
Com uma portada de limites. 
O que temos são escolhas e o acaso pra decidir.
Com o tempo aprendemos que é possível melhorar a escolhas e jogar com o acaso, mas nunca controlar. 
Nem quais escolhas,  nem os momentos aleatórios podem ser controlados. Beneficiamos o ambiente,  favoreceria ou induzindo uma escolha, mas nunca controlamos ou impomos nada. 
Querer controlar isso,  nos frustra,  nos torna impotente e consequentemente fracassamos. Isso porquê estamos condicionais a se dar bem. Não digo nem,  se dar melhor,  mas se dar bem,  ter ganhos nas ações,  mas intenções, mas medidas que propomos. Queremos o ganho rápido,  imediato,  não nos contentamos com a batalha, a luta, o caminho. Apenas a conquista e o mérito são valorizados. Escanteando o aprender, o ensinar, o observar e tantos outros verbos que nos mostram o caminho. Esquecemos de curtir o presente, esperando o futuro e penando o passado.

Se não nos entregamos por inteiro, vivemos a mediocridade. Entregamos algo parcial que nao traz alegria e conforto, apenas um ok ou um legal.
Assim como a não tentativa, a não intensidade deve ser compelida e a entrega ou recepção exaltada.
A entrega deve ser consciente, íntegra, completa... sem vendar os olhos ou esconder-se do barulho, interno e externo. 

Assim mantemos limites, somados ao tempo!