domingo, 21 de dezembro de 2025

verdades que apavoram

Das verdades que mais me assusta.
A que me deixa mais puta.
É saber que tudo um dia vai embora.

Talvez essa seja a verdade que me apavora.
Da incompetência de perder a atração.
De não sustentar o qué bom.
E de deixar tudo pra última hora.

A vida que passa e nao se vive.
A história que contamos pra se ver livre.
A versão piorada da memória. 

Um não ser nada, nem perda, nem vitória. 
Um anseio de vestir-se de terceiro.
Pra nao ser segundo, nem primeiro.
Ser esquecido na prática da retórica.

E ainda que tudo chegue ao fim.
O que será ou sentirei de mim.
No passar dos anos, meses dias.

Será que a casa ficará vazia.
Ou entao que o mato cresça no terreno.
Será possivel.me sentir ainda mais pequeno.
Será que eu deixo sobrar agonia.

Onde fico na tarde fria.
O que coloco pra mais um veneno.
Será que sou cavalo atrás de feno.
E assim na baia preso com manias.

São verdades que muito me custa.
Que queima a vela e reza a arruda.
Diante de tudo que ja foi um ente.

Prende a mão nas costas e leva uma blusa.
Me ofende com essa insistente busca.
De saber que Amar demais é um perigo.

E assim, Amando e vivendo comigo.
Vou criando afastamento.
E me afundo em mil lamentos.
Desse sono em tormentos.

De um mundo sofisticado.
A distância que ja falamos.
O caos ja esta dado.
Se despedindo como estranhos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Aflição Laboral

Ainda que tudo termine,
que a amizade se expire,
quer dizer que nada existia,
que era falsa e fria.
O carinho e a saudade pode ser unilateral,
pode sumir um dia,
pode surgir na noite fria de um dia radical.
Todo acordo que não se sabe,
toda vontade de ser melhor.
Todo fato aproveitado,
o início, o fim e o fardo.
Desejo tudo que há de melhor.
Não sei se posso fingir desilusão.
Nem a falsa oprimida opção.
A defesa de quem não precisamos.
Onde estamos por quem nós lutamos.
De onde viemos e como estamos.
Será que um dia chegamos?
Rezemos!