sábado, 31 de janeiro de 2026

Fui ai

Fui ai e voce não estava. 
Eu te via, te sentia e te tocava.
Mas não tinha presença.
Nem mesmo insistência. 
Só o corpo e mais nada.

Me ouvia, mas não entendia.
Me via e não enxergava.
Sabia que era eu ali.
Mas nem assim ligava.
Porque já era dia e eu te entendiava.

Entre uma pausa e um ponto.
Sai dali e pronto.
Andando pela rua percebi o nada.
Que meu ser representava.
Depois de anos sou outro.

Cansado me entrego ao desalento.
Não sou rápido e atrasado saio do centro.
Se isso é tudo que meu Amor merece.
Me deixe com minha dor.
Fique com todas as suas preces.

Fui ai e agora nem entrei.
Fiquei olhando as luzes e nem toquei.
Me enganei com o caminho.
Porque sempre fez sentido.
Me esconder onde me encontrei. 

Deixa as coisas pra la.
Uma hora vem o esquecimento. 
E quando ela chegar.
Nao viverei mais de lamento.
E assim encontro um novo Amar!

domingo, 11 de janeiro de 2026

DesAmor

Ta difícil me concentrar.
Difícil até de descrever.
Eu não sei como vou estar.
Quando a hora tiver que fazer.
Não quero ter que te consolar.
O errado foi você ceder.
Fez de conta que era outro lugar.
Se escondeu pra ninguém te ver.
Agora vai ter que procurar.
Um novo alguém pra te bem querer.
Uma pessoa pra te aguentar.
Te dar suporte, fazer por você.
Se for embora é pra não voltar.
Não se arrependa desse desprazer.
Algumas coisas são pra ensinar.
Outras apenas para esquecer.
Solto esse fardo de me preocupar.
Te dar um colo ou um bem dizer.
Eu deixo então de outra vez Amar.
Alguém que finge todo seu viver!

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

voando no mar do avô

Voei.
E não voltei.
Vou einh!
Sem mais ninguém.
Sem ser seu.
Ou de outrem.
Sem dó.
Sendo só.
Um a um.
Encontrando dois.

Vô, eu?
Sim, quero.
Espero.
Sem pressa.
Nem força.
Ou farsa.
Aconteça.
Com mais prece.

Aparece.
Não esquece.
A cama tece.
E se eu viesse.
Sem esmero.
Ser nulo.
Zero a zero.
Igualdade.
Que descansa.

Senta a anca.
Para a dança.
E que essa
Criança.
Tenha muita.
Graça.
Saúde. 
Força.
E massa.

Que ela pense.
Que venha o choro.
De um pequeno dente.
Que queira colo.
Carinho e cafuné.
Embalo de tarde.
Sozinho no quente.
No calor.
Na tarde.
Na casa de um ente.

Que brinque.
Que bagunça.
Que nao ligue.
Que abra a gaveta.
Que procure o doce.
Que bagunça.
Que seja.
O que eu vi.

Porque eu voei.
Pra te ver.
E ao te encontrar.
Me derreter.
Fico sem chão.
Perco o teto.
Se era o que me.falta.
Agora me sinto completo.
Me sinto perfeito.
E nada mais tira.
Esse Amor do meu peito!