domingo, 21 de dezembro de 2025

verdades que apavoram

Das verdades que mais me assusta.
A que me deixa mais puta.
É saber que tudo um dia vai embora.

Talvez essa seja a verdade que me apavora.
Da incompetência de perder a atração.
De não sustentar o qué bom.
E de deixar tudo pra última hora.

A vida que passa e nao se vive.
A história que contamos pra se ver livre.
A versão piorada da memória. 

Um não ser nada, nem perda, nem vitória. 
Um anseio de vestir-se de terceiro.
Pra nao ser segundo, nem primeiro.
Ser esquecido na prática da retórica.

E ainda que tudo chegue ao fim.
O que será ou sentirei de mim.
No passar dos anos, meses dias.

Será que a casa ficará vazia.
Ou entao que o mato cresça no terreno.
Será possivel.me sentir ainda mais pequeno.
Será que eu deixo sobrar agonia.

Onde fico na tarde fria.
O que coloco pra mais um veneno.
Será que sou cavalo atrás de feno.
E assim na baia preso com manias.

São verdades que muito me custa.
Que queima a vela e reza a arruda.
Diante de tudo que ja foi um ente.

Prende a mão nas costas e leva uma blusa.
Me ofende com essa insistente busca.
De saber que Amar demais é um perigo.

E assim, Amando e vivendo comigo.
Vou criando afastamento.
E me afundo em mil lamentos.
Desse sono em tormentos.

De um mundo sofisticado.
A distância que ja falamos.
O caos ja esta dado.
Se despedindo como estranhos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Aflição Laboral

Ainda que tudo termine,
que a amizade se expire,
quer dizer que nada existia,
que era falsa e fria.
O carinho e a saudade pode ser unilateral,
pode sumir um dia,
pode surgir na noite fria de um dia radical.
Todo acordo que não se sabe,
toda vontade de ser melhor.
Todo fato aproveitado,
o início, o fim e o fardo.
Desejo tudo que há de melhor.
Não sei se posso fingir desilusão.
Nem a falsa oprimida opção.
A defesa de quem não precisamos.
Onde estamos por quem nós lutamos.
De onde viemos e como estamos.
Será que um dia chegamos?
Rezemos!

domingo, 30 de novembro de 2025

Se fosse a minha questão.

Trema til... errei isso é acento.
Assim como o circunflexo.
Acho que estou um pouco lento. 
Pois isso é un tanto complexo.

Virgula, pra pausa rapida na oração.
Reclama, interroga e poe fim na ação.
Nem todo traço é vocativo inicial.
Aspas que enfatiza como ponto marcial.

Dois pontos que explica pra galera.
E a virgula vem com um ponto acima.
E assim se enumera.

De linha em linha se abre um caminho.
Parenteses pra escrever (na rima).
O que se entende sozinho.

(Inapirado em "Questão de pontuacao" JCMN)

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

pré-ocupação

Preocupação é a ansiedade de fazer algo. 
Se ocupar de algo antes do tempo. 
Pra depois viver de lamentos. 
Do fato de nao suportar os fardos.

Não conseguir ficar parado. 
Precisar de cada vez mais movimento. 
De não olhar pro tempo lento. 
Não aceitar o ócio, ficar entediado.

E sera um trabalho redobrado.
Com pitadas de dor e sofrimento. 
Embaladas por um baixo cozimento.
E a dor de se sentir isolado. 

Vai parecer que ficou ilhado.
Olhando pro céu, inventando argumentos. 
Decepcionado com o mundo se perdendo.
Sem conseguir ficar apaixonado.

Perdido como um gato no telhado.
Que vive fugindo do apartamento.
Diferente do cão parceiro.
Que aceita o carinho e fica lado a lado.

Fuja dessa de ficar angustiado.
Adie a decisão, espere o fechamento.
De tempo ao tempo do julgamento.
Crie Paz na mente prum coração amado!

domingo, 23 de novembro de 2025

Brincar de Amar

Lembranças de quando éramos crianças. 
Das brincadeiras de rua.
De ver a moça banhando-se nua.
De bagunçar com toda vizinhança.

Penso em todas as estripulias.
Da algazarra no terreno ao lado.
De ficar horas no asfalto.
De contar pequenas mentiras. 

E hoje a arte é no nosso quarto.
Se enrolando num branco lençol.
Se contorcendo como peixe (na rede ou) no anzol.
Deitados, de lado, de frente ou de quatro.

Fazendo o tempo correr e o peito disparar.
No movimento e no barulho do grito.
No suado do corpo e o abafado do gemido.
Tentando outra vez, brincar de Amar.


sábado, 22 de novembro de 2025

Separação

Inevitável (acontecer)
Insuportável (assim viver)
Indescritível (o que vejo acontecer)
Intransponível (essa barreira eu e voce)
Desisto (nem quero mais)
Minto (ter um dia de paz)
Preciso (me Amar mais)
Insisto (agora jaz)
Desperto (pra outra vida)
Incerto (como tentativa)
Percebo (aberta ferida)
Despeço (perdida)
Insulto (a minha existencia)
Empurro (minhandesistenxia)
Enxugo (com muita tristeza)
Expurgo (a minha aparência)
Estrago (o que ainda existia)
Trago (a fumaça líquida vazia)
Amargo (de barriga vazia)
Largo (minhas fantasias)
Saio (desse longo Amor)
Corto (como um espinho de flor)
Esmago (a magoa que for)
Apago (finjo nao sentir dor)

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Não me liga mais...

Você não liga pra mim.
Não estou falando de importância.
Mas de atenção.
Só faz quando é obrigação. 

E tudo bem assim.
Pra não gerar esperança.
Te livrei de qualquer missão.
E desisti de qualquer intenção. 

Por isso não espero.
E tambem não me esmero.
Fico quieto na minha.

Fico no famoso zero a zero.
Sozinho e onde quero.
Uma hora segue a vida.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Saudade é o Amor que perpassa o Tempo

Sinto muita saudade.
Que me causa dor no peito.
Não sei lidar com o desconforto.
Ainda não peguei o jeito.

Sei que é necessário. 
Pro seu crescimento.
Mas fico triste e confuso.
E até me sinto ciumento.

Já tentei ocupar a cabeça.
Trabalhando e me distraindo.
Mas é o vazio da cama.
Que me deixa retraído. 

E fazendo mais do mesmo.
Serie-filme, jogos, televisão. 
Passa tudo despercebido.
Quando penso na situação.

Sei que é um pouco de exagero.
Não acho que é solidão. 
Nem mesmo pra desespero.
Mas o costume da ação.

Conseguir a qualquer momento.
Procurar só pra te ver.
Também não é esse lamento. 
Muito menos um sofrer.

Talvez a falta de controle.
Um não sei o que fazer.
Menos cheiros, sabores e cores.
Uma falta de prazer.

Em resumo um desabafo.
E uma nova definição.
O Amor que passa ao tempo.
É a saudade em profusão. 


terça-feira, 18 de novembro de 2025

E ele se encontrou

Ele parecia perdido.
Sem um destino definido.
Andando do seu jeito lento.
Devagar, num quase querendo.

Mas se encontrou.
Pelo trabalho se apropriou.
Desvendou o velho mistério. 
De se ver num clima sério. 

E passou a se dedicar.
No trabalho e no estudar.
Criou todo um movimento.

E deixou eu me orgulhar.
Do seu conquistar. 
Do seu crescimento.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

vou me virar

Você disse pra eu me virar.
E quando virei você não estava lá. 
Pensei que era surpresa.
Mas a surpresa foi me deixar.
Como faço agora pra me encontrar.
Me encrustrei em você.
E agora você não está. 
Não quero comer, nem mesmo falar.
Cansei de dizer.
Que isso vai passar.

Me perco em meu ego.
Me finjo de cego.
Não aceito e nego.
Não sei onde vou ficar.

De novo não me viro.
Não saio nem me retiro.
Eu paro e só respiro. 
E espero o caminhar.

Sou mais um ser perdido.
Sem norte, sem lado, sem piso.
E ainda o que mais preciso.
É aprender a me cuidar...

sábado, 25 de outubro de 2025

Estar Sozinho

Estar sozinho.
Nao quero dizer nao ter ninguém ao seu lado.
Nao ter pessoas do lado ou estar rodeado.

Estar sozinho
É um pouco como se ver fora do ninho.
Fora da estrada em um novo caminho.

Estar sozinho.
É um pouco de se sentir pelado 
De estar presente mas ignorado.

Estar sozinho.
É um pouco de estar amargurado.
Ou mesmo ficar quieto e cansado.

É estar sem um lugar.
Tentar fugir sem se esconder.
Abanar os braços e ninguém te ver.
A imensa distância pra nadar.

E morrer na praia.
Perder a razão. 
Esconder seu brasão.
Pra nao fugir da raia.

Estar sozinho.
É não ter sua voz ouvida.
Nem pra ser contradita. 

É esperar o que não virá.
Ter saudade do que será.
Se fosse um outro dia.
Estar do lado da cama fria.

Estar sozinho.
É perder a chance de ignorar.
Ganhar a vantagem do nada.
Dirigir sem um lugar pra alcançar.
Perder o caminho na estrada.

Estar sozinho.
É estar ainda mais perto.
De ninguém que é certo. 
Ou de viver num novo mar.
Sem céu, sem praia, aberto.

Sozinho.
Estou pobre.
Mesmo nobre.
Estou sem sorte.

Estar sozinho.
Pode ser a morte!

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

POSA DE PERFEITA

Quando você fala eu sinto seu cheiro.
É uma desgraça.
Esse cheiro de fossa.
Que exala ai ia ia.

O tempo inteiro a fotografar.
Sem objetivo.
Sem nem mais pensar.
Falando besteira em todo lugar.

Fala que é gueixa
Mas é lá do interior
Finge até que treina.
Mas só posta fotinho de caô o o o

Posa de perfeita.
Que é amiga de CEO.
Mas fica de espreita
Pra ganhar curtida de doutor o o o

E o Lair que eu caço.
Com um Fat perfeito.
Você não entende, meu bem
Foge até do pleito.
Você não entende, meu bem.
Deixa que eu ajeito.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Amor Bariátrico

To fazendo arroz pra oito pessoas
Mas meu panelão, quase que não deu.
Se não for no fogão, vai ser no microondas
Demora demais quase não acendeu.


Vai faltar o sazon.
Eu tempero o feijão.
Colocar o cominho. Uma folha de louro. E um pingo de dendê

Coloral quanto for.
Misturar com açafrão.
No meio do caminho. Eu frito um ovinho. E completo você. E e

Ainda nao acabou...
Um bifinho eu frite e ei.
O feijão não demora. Esquento a polentinha. Que depois salguei.

Salada completou.
Um almoço de rei.
Faz um suco da hora. Ou abre uma coca. E chama pra comer.

Senta e come tudo quente.
Enquanto não é taarde
Cuidado com essa pimenta.
Que quando sai aaarde.

E depois de comer bem.
Ainda tem um cãanto.
Pra comer um bom pudim.
Algo que eu Amo tanto. (Eu amo tanto...)

Vou falar que ta bom.
E comer um montão.
Vou beber o suquinho.. Ter um dumping sozinho. De tanto come er

Depois um sono bom.
Desmaiar de comer
Eu espero um minuto. Que volta meu mundo. Ainda posso viver

Guarda o resto pro tropeiro
Pra comer mais taarde.
Faz omelete caseiro.
Com molho de tomaate.

E quando a fome vem.
É de tudo que eu como. (É de tudo que eu como)
Pode colocar purê
Nesse podrão eu como. (Eu como. Eu como!)

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Votos (Ju)

Se tivesse que comecar a vida de novo, tentaria te encontrar mais cedo. Nao muito mais cedo... talvez uns 5 ou 6 anos antes. Pq quando nos conhecemos estavamos bem preparados para nós mesmos, maduros, com feridas, com aprendizados, com erros, sabendo um.pouco mais do que queriamos, ainda ansiosos, mas prontos para cuidar um do outro.


Não sei se foi Amor a primeira vista, paixão a primeira tragédia contada. Mas com certeza o primeiro beijo foi bom.


Não somos muito parecidos, eu sou um Jedi Rebelde Preguiçoso e você esta mais para uma Trinity Trabalhadora Focada, mas como diria Anitteli, "os opostos se distraem" e tivemos ótimas distrações, porém o mais importante é que "os dispostos se atraem" e aprendemos batendo a cabeça algumas vezes que estamos dispostos a viver juntos! ❤️


Temos nossos dias de quarto/sala... de sala/sala e os de quarto/quarto (ainda bem). Aprendemos a nos respeitar, não nos aturamos, mas sim atuamos na mesma peça chamada vida a dois (a 3, a 4, a 5, a 10... 15...), com cumplicidade, com completude e recentemente nos lembrando da nossa individualidade, sem nos desfazer dos nossos gostos, melhorando a cada dia, criando e quebrando nossas próprias regras.


Viver ao seu lado é e continuará sendo, um grande privilégio, criando felicidades e distribuindo Amor!


Obrigado por me fazer melhor a cada dia!


Se você vier

Pro que der e vier, comigo

Eu lhe prometo o Sol, se hoje o Sol sair

Ou a chuva, se a chuva cair

Se você vier

Até onde a gente chegar

Numa praça, na beira do mar

Num pedaço de qualquer lugar

Nesse dia branco, se branco ele for

Esse tanto, esse canto de amor,

Se você quiser e vier

Pro que der e vier, comigo

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

7x7 (49 anos)

Quando completei sete setênios.
Percebi que tinha dúvidas de mil anos.
E com tantos desenganos.
Muitos panos pra passar...

Aprendi que sei bem pouco.
E sempre preciso estudar.
Menos embates, mais encontros.
E destinos pra chegar.

Quero amigo em todo canto.
Me encanto em todo lugar
Sou da terra, pego fogo...
Me espalho pelo ar.

Cada chama que me atiça.
Tem a vida a me chamar.
Faz a paz que é bem quista.
Para o mundo prosperar.

Tem mais jeitos que defeitos. 
Flores, fontes, praia e mar.
Os sabores, cores, cheiros...
E um eterno me Amar!

Mas sera o setênio?

Sete conjuntos de sete anos.
Sete setênios. 
Completados em Setembro.
Com saúde.
Com o que me resta de honra.
Com respeito.
E um pouco de abuso.
Com um freio obtuso.
Na prudência.
Na decência. 
Na persistência. 
A tentativa de ser bom.
Aos olhos de quem a mim me parece bom.
A tentativa de ser eu.
E a descoberta de qual eu eu quero ser.
A busca intensa por paz.
Interna.
Eterna
Que espreme e aperta.
A corrida sem rima.
Do caos ao cais.
Mudando os papéis.
Criado com jornais.
Assim recomeça o ano.
Assim eu vivo.
E tambem me engano.
Assim eu sonho.
Assim me assanho.
Enfim me estranho.
Sem ser meu dono.
Sou tarde.
Sou Marte.
Sou sono!
Sou um jovem idoso.
Ou um novo velho.
Ou um mero...
Rascunho do que serei!

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

os pequenos enganos

Fala uma coisa.
E faz outra.
Só enrola.
E faz de conta.
Mais demora.
Nao fica pronta.
Vai embora.
Com outra roupa.

Se engana.
Me engana.
Perde o passo.
Perde grana.
Esfria a cama.
Desfaz o laço. 
Desencana.
Vai pra lama.
Em descompasso.
Nunca ganha.
Só faz manha.
Me desfaço.

Sempre finge.
Brinca a sério. 
Faz a esfinge.
Sem mistério. 
Deixa ou pinte.
No cemitério. 
Quieto aflige.
O monastério.

Só reclama.
Nem me chama.
Vai pro espaço.
Faz um drama. 
Me arranha.
Em meu encalço. 
Para a sanha.
Acompanha.
E tira o assalto.
Quando apanha.
Pula a trama.
Um novo amasso.

Me expulsa.
Quebra o trato.
A roupa suja.
Sai do ato. 
Me assusta.
E parte o braço.
Fica puta.
E da no saco!

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Sem mais...

Se me tiram a força.
E desconfiam de mim.
Me tratam como fraco, uma louça.
Duvidam se sou frágil,  marfim!
Se me desacreditam.
E caminhos nao tenho mais.
Tiram meu chão, desistem.
Me deixam pra trás. 
Se choro na noite úmida.
Com medo de me perder.
Desisto da vida oprimida.
Já nem quero mais viver.
Quando caio em maismum golpe.
E não tenho quem me dê a mão.
Rumo sem nenhuma sorte.
Desatino, rodo em furacão.
Se me vejo entao sozinho.
Companheira solidão. 
Sinto um escuro e um vazio.
Atropelo a imensidão.
O presente sente falta.
Do passado que fugiu.
E sei que meu futuro.
Escorrega no Funil.
O futuro que me falta.
É mais triste que o agora.
Passa os dias, passas as horas...
E me pego a chutar latas
Para mim é um grande chega.
Para o trem quero descer.
O Amor de quem.nao enxerga.
Vira a falta de você.
Pois quem eu mais confio.
Me magoa e me machuca.
Minha vida por um fio.
Nao me olha nem na nuca.
Desanima ser tão pobre.
De carinho e de atenção
Quem eu quero não me escolhe.
Joga longe e me diz não
A ferida que não fecha.
Essa dor que não têm cura.
Só me resta um brecha.
Que é a morte ou a loucura.
E no fim largado ao lado.
Bem no fundo de um jardim.
Escondido e congelado.
O Amor que tens pra mim.
Se na briga com a razão.
A coragem assim fugiu.
Leva o pobre coração. 
Para a puta que pariu 
Já é tarde vou me indo.
Vomitando a bradar.
E de um louco desatino.
Fujo a leste desse mar.
Já nao sei se atordoado.
Eu me lembro em seu olhar.
Fecho os olhos acordado.
Pois não sei deixar de Amar.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

fingir ser o que não é

Se todo olhar fosse como o seu.
Eu fingiria ser um novo ateu.
Em sua ausência me esconderia.
E por teu Amor me perderia.

Negaria a existência. 
Aceitaria a ignorância.
Chamaria de magia a ciência. 
De doutrina a arrogância. 

Eu me faria de outra.
Criaria um faz de conta.
Viveria um novo dia.
Mentiria alegria.

So pra te ver contente.
De uma forma atraente.
Por vezes evoluída. 
Em uma sobreviva.

Pega o que é teu!

Aceito o que é meu.
E o que não for, já deu!
Invisto na minha mente.
Enquanto o sangue corre latente.

Assim eu sou.
Se me ganha, me dou.
Sou persistente, num dia quente.
Me cubro e finja que não me sente.

Ainda finco.
Meu passo em cinco.
Dados de um lindo dia.
De uma tarde quente que arrepia.

Ali me instalo.
E passa por um caro.
Desejo de ser mundano.
Num mundo solto e insano.

Depois eu passo.
E não disfarço. 
Da dor que sinto, pra mim eu minto.
E até me calo!

crê

Eu acredito.
E simplesmente é isso.
Creio no que foi dito.
No compromisso.
E assim fico satisfeito.

E até preciso.
De um ser surpreso.
De ter um inciso.
Do que insisto.
Me sufoca o peito.

Em destempero.
Eu não desisto.
Me entrego inteiro.
Sr for primeiro.
Daí eu visto.

E então perfeito.
Um novo ciclo.
Do caos o efeito.
Da paz no leito.
No fim preciso!

domingo, 10 de agosto de 2025

Ser pai não é ser co-piloto

Ser pai pode parecer ser co-piloto.
Um cara que fica na navegação.
Ser duro quando se esta solto.
Um escape nos erros da criação

Pode parecer ser pouco alarde.
Ser o cara da briga e da bronca.
Quando chega mais tarde.
Quando a bagunça abandonar.

Também é o dono da empresa.
E banca vontades e desejos.
Quando precisa é o cara da limpeza.
Lavando louça e o azulejo do banheiro.

Perde o domingo com a televisão. 
As vezes só olha a distância. 
Mas corre quando perdem o busão (que confusão).
E valoriza toda sua infância. 

Esteve contido na noite doente.
Segurando sua mão adormecida. 
Ou numa simples dor de dente.
Te levou água, deu abrigo e comida.

Não fez mais que sua obrigação.
Você não pediu para aqui estar. 
Mas com todo seu coração.
Ele soube como te Amar!

Pai não abandona, andar junto.
Pai não aprisiona, cuida muito.
Pai não fica longe, se faz presente!
Pai não é mãe, mas tem quem tente.

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Quero desistir

Quero desistir.
Não me cabe o pranto.
Nem sei pra onde ir.
Muito menos se quando.

A decepção esta aí.
Pra sempre esperando.
A única coisa que pedi. 
Acabou dissimulando.

Viu viver por aqui.
Mas sei que vivo acabando.
Criou-se uma regra pra sair.
Um prazo que vai se expirando.

Não será justo.
Entao que seja verdadeiro.
De sinais, não sustos. 
Seja o menor pesadelo.

Não tenha medo do plano.
Nem compartilhe primeiro.
Mesmo de um jeito mundano.
Ame por inteiro!

Controle ou Consciência

O que seria mais confuso.
Ter um controle externo.
Contando corpos no cemitério. 
De um jeito obtuso?

Ou seria de um.jeito passivo.
Viver com a consciência fora.
Depender de outra pessoa.
Que te diga como ser ativo?

Precisar de mais informação?
Ou evitar ser impulsivo?
Depender de um outro intrusivo.
Ou se dedicar com o coração.

Qual seria a verdadeira razão?
Como saber com quem esta falando?
Se precisa permissão pra ir andando?
Se um que controla a paixão?

Querer o máximo de controle é conforto?
Não se deve confundir com manipulação.
É um negócio, pra evitar nova decepção. 
É uma ferramenta, mas não está no outro.

Já ter a dependência de validação.
Me parece complicado de existir. 
E se quem o faz errar ao agir.
Seria isso uma interrupção?

Ou seria viver uma segunda vida?
Criar seu ego em um laboratório. 
Fazer testes e ser mais exploratório. 
Há quem isso serviria ou machucaria?

Agora, o controle ou monitoramento.
Também é uma falta de confiança?
Não traz uma desesperança?
Não mostra a falta de julgamento?

Duas formas antagônicas de se viver.
Dois lados de um relacionamento.
Um precisa do aconselhamento.
O outro de mais dados pra escolher.

No fundo ambos usam pra decisão.
Maneiras de dar e extrair poder.
Mesmo que o outro venha se ofender.
Pra.saber onde vai ou por qual chão?

E isso não é Amar mais.
Nem mesmo criar ilusão decisória. 
Mas sim viver e contar sua história. 
Pra quem tanto te satisfaz.

E como escolher o que é possível. 
Como derrubar barreiras intransponíveis. 
Como criar momentos incríveis.
Com essa duvida de Maquiavel?

Como Narciso se afogar em.sua imagem?
Como Ícaro queimar suas asas no céu?
Como Sísifo repetir a tarefa ao léu?
Ou como Ulisses pra Hades evitar a viagem?

Que decisão difícil?
Pra onde compro essa passagem?
O conforto de uma hospedagem?
O martírio de um sacrificio?

terça-feira, 5 de agosto de 2025

não há tentar...

"Não há tentar. 
Apenas fazer.
Ou não fazer!"

Foi assim que começou. 
Com uma portada de limites. 
O que temos são escolhas e o acaso pra decidir.
Com o tempo aprendemos que é possível melhorar a escolhas e jogar com o acaso, mas nunca controlar. 
Nem quais escolhas,  nem os momentos aleatórios podem ser controlados. Beneficiamos o ambiente,  favoreceria ou induzindo uma escolha, mas nunca controlamos ou impomos nada. 
Querer controlar isso,  nos frustra,  nos torna impotente e consequentemente fracassamos. Isso porquê estamos condicionais a se dar bem. Não digo nem,  se dar melhor,  mas se dar bem,  ter ganhos nas ações,  mas intenções, mas medidas que propomos. Queremos o ganho rápido,  imediato,  não nos contentamos com a batalha, a luta, o caminho. Apenas a conquista e o mérito são valorizados. Escanteando o aprender, o ensinar, o observar e tantos outros verbos que nos mostram o caminho. Esquecemos de curtir o presente, esperando o futuro e penando o passado.

Se não nos entregamos por inteiro, vivemos a mediocridade. Entregamos algo parcial que nao traz alegria e conforto, apenas um ok ou um legal.
Assim como a não tentativa, a não intensidade deve ser compelida e a entrega ou recepção exaltada.
A entrega deve ser consciente, íntegra, completa... sem vendar os olhos ou esconder-se do barulho, interno e externo. 

Assim mantemos limites, somados ao tempo!

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Ainda assim sou aquele...

Sei que falhei.
Errei feio mesmo.
Vejo a situação até deixei.
Dando razão pra medos.

Mas ainda assim sou aquele.
Que Ama depois de tanto desrespeito.
Que esta aqui com tudo que foi dito e feito.
Que não revida e aquietar na mente e no peito.

Estou aqui e absolutamente nada fiz
Quando o mais fácil era desistir. 
Meter o pé, dar tchau e partir.
Do seu lado, pois sou de ficar e não fugir.

Não pedi pra ser assim e você sabia.
Conhecia meu lado da força, minha escuridão.
Precisa mesmo dessa tortura por dias?
Será que tudo que já fiz, sou e dou não merece perdão?

Se for melhor posso decidir por você.
Se o medo é apenas não ser a vilã.
Eu assumo esse papel de perder. 
E esta resolvido logo amanhã. 

Seguimos cada um pro seu lado.
Não posso escolher que você fique.
Mas posso escolher ter terminado.
E deixe que a mim critiquem.

Porque realmente ninguém vive de Amor.
E é impossível se achar na dor ou no pavor.
Se tudo que você vê é a intriga e erro.
Se tudo termina no primeiro destempero.

Ajustamos como achar melhor.
Jogamos uma pá no tempo.
Desistimos sem nenhuma dó.
E vivemos com a escolha do erro.

Reforça isso sempre do seu lado.
E assim sempre terá a quem culpar.
Terá a desculpa certa pra evitar.
E não pensar nunca no significado.

Do meu erro.
Da minha traição. 
Do meu destempero.
Do meu crime, da minha ação.

Errei por Amor.
Trai por medo.
Tirei todo o sabor.
E estarei preso (nesse momento)

quarta-feira, 30 de julho de 2025

E se nada der certo?

Se nada der certo.
Cada um vai prum lado.
Leva o que é seu.
Divide o passado.

Saúda as mágoas.
Levanta as guardas.
E enfrenta outra batalha.
Sem mendigar migalhas.

Tenta levar na boa.
Mas pode ter briga.
E mesmo que eu não corra.
Não me dê por vencido.

Sua vitória será o troféu.
De uma vida que se perdeu.
De algo que seria promissor.
Que eu jurava ser Amor!

Eu abro mão de tudo.
Mas não porque sou bom.
Porque fujo do abusrdo.
Pois a preguiça é meu dom.

E terei gasto todas as forças.
Para tentar manter só isso.
A visita da nossa moça.
E esta feito o desperdício. 

A mentira sempre tira.
O pouco que restou.
A casa inteira vazia.
(Mostra) o tempo que nao curou.

Criar uma nova verdade.
Perdida no ego que quebrou.
E la se foi vaidade.
Vestida do que sobrou.

Conversa sobre o Amor!

- Todo Amor tem Amizade.
- Com sexo e romance.
- E eu sei que te Amo, mas não sei explicar.
-Eu te Amo, pois colocaria minha vida em suas mãos.
- Eu não coloco minha vida em suas mãos. 
- E nem por isso quer dizer que não me Ame.
- E como voce sabe que eu te Amo.
- Porque eu sinto, porque é gostoso, porque me remete coisas boas.
- Mas eu não consigo me abrir por inteira.
- E eu nunca te pedi isso.
- Como você sabe o que eu sinto, me parece que fico vulnerável.
- Pode ser desconfortável, mas é assim que se começa a troca.
- Fica parecendo que voce me Ama mais.
- Mas quem esta disputando? Qual o motivo de ser mais? Ou a necessidade de ser mais?
- Assim um ganha!
- E porque você precisa ter ganhador? Pra ter um perdedor?
- Não penso nisso, só nao queria ser menos.
- Não é, nao existe Amar menos.
- Mas e quando nao Ama mais, daí não é Amor.
- E o que é?
- Carinho, desejo, ternura, apenas amizade...
- Mas em todo Amor não tem Amizade?
- Mas ela existe sem Amor, apenas com a cumplicidade. 
- E o que se faz com isso?
- Brinca, vive, compartilha, bem quer, come junto, sai, se diverte, chora, sofre, se compadece...
- Mas isso é Amor...
- No Amor se cuida, mesmo se for difícil, sente a mesma dor, dá e recebe prazeres diversos. 
- E se faltar tudo isso?
- Ou tentamos, ou tentamos, porque nos Amamos e desistir seria provar que estamos errados.
- Eu não quero estar errada.
- E não estará, basta não desistirmos!
- Então como ficamos?
- Tentamos e deixamos o tempo curar ou separar e criar saudade.
- E se nos tornarmos saudade.
- Quer dizer que não era pra ser mais que isso.
- Pelo menos terá saudade.
- Até nao ter mais... mas isso é coisa pra nao pensar. Apenas lembrar que existiu.
- Eu te Amo.
- Eu também e te seguro enquanto der!

terça-feira, 29 de julho de 2025

daí voce conversa

E o que era pra ser um casal.
Fica terapêuticas.
Feliz por uma conversa centrada e nada casual.
Triste pela frieza e por todas as coisas guardadas como munição.
Mas eu pedi e se for um tiro no pé.
Que seja o meu esquerdo que já tem.um.furo de lança.
Se for pra ser o fim, que seja rápido.
Que se tire o curativo e cure com diesel e fósforo. 
Porque se nao for pra arder de Amor.
Não quero a carne fria, nem buceta que não babá.
Se for pra ser meia bomba, que pinte a parede com a brocha.
Tá na hora de parar de pedir e se doar.
Se jogar pro alto e torcer pra que alguem pegue.
Torcer pra que você me pegue.
E grude, não largue mais.
Mas com a conversa morna, de profissional, isso vira?
O porco conseguirá escorregar no lamaçal?
Ou vai virar uma besta com chifres pontiagudos?
Um tolo domado, drogado e entregue?
Mais um bege.
Mais um ré menor.
A cura nao existe. 
O veneno esta dado.
Quem se entorpecer fica do outro lado.
E explode.
E morre.
E some...

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Auto-incriminação

Te vi me criticando
Caçoando de meus problemas.
De minhas milhares de manias.
De como eu estava quebrado, doente, afetado.
(Só pra nao usar a sua palavra, traumatizado)

Te vi quase me deixar, sair andando bater a porta.
Criar um agora ou nunca de casamento.
Suas histórias, angústias e lamentos.
Não com uma mas com dezenas de pessoas.

Te ouvi falar mal de mim e das pessoas que eu Amo.
Do meu relacionamento com familiares.
E isso nao foi um dia, foi anos...
Mal para amigos, colegas, parentes e clientes.

Te ouvi me incriminar e todo julgamento.
Jogar todos os males nas minhas costas.
Dizer que roubei com todas as letras, acentos e pontuações que as frases poderiam ter.
Dizer para todos que te explorei e que era melhor se distanciar.

Mas nunca foi diretamente pra mim.
E isso eu considero a maior traição. Perto do desejo.pelo próximo que tambem houve e há.
Porque não foi e não é transparente.
E não sei se um dia conseguirá.

Talvez te espionar também seja traição. 
Ativa uma parte ruim de mim.
Talvez  meu único e pior dom.
Que cria meu ciume, minha posse, minha desconstrução.

E precisei mais uma vez de um choque.
Pra abandonar tudo e ficar longe.
Não só desconectar, mas parar de ouvir.
As vozes, os textos, os vídeos...

Só que o que foi visto e ouvido.
Não sera esquecido, não é fácil. 
A raiva, o ódio, as juras de maldição foram eternizadas.
E nao sei agora o que faço pra te ver com outros olhos. 

São 6 anos de mentiras e omissões. 
Pelo menos de 2019 até janeiro desse ano.
E hoje eu evito quando ouço.
Ou quando me mostram os atos, fatos, dados...

Quando durmo e vejo os filmes na minha cabeça.
Narrado por pessoas que talvez você conheça (eu não).
Com provas reais de alguns descalabros.
Quando um parente que foi me conta seus atos. (Não sei nem com qual intenção).

É aí que eu fico ainda mais perdido.
Não foi só a transmissão de um ao vivo.
Não foi a reprodução de um áudio gravado.
É algo revivido e eu assistindo ao seu lado. Sem voce nem perceber. 

Tanta crença, fé, estudo e nada...
Quando tudo me diz pra evitar eu insisto.
Recebo na noite, no sono que incomoda.
E acordo com tudo revivido, como se eu estivesse realmente ali.

Não sei como ser honesto com algo empírico.
Se me falta razão e racionalidade.
Se parece real, mas sem materialidade.
Nem é algo que queira ou preciso.

Me dói, saber que quando eu tiver coragem.
Te conto e provavelmente te perco.
Te explico e crio uma grande interrogação.
É melhor ouvir a mente que ilude e esconde ou o enganador coração?


sábado, 26 de julho de 2025

Mentir

Mentira que voce fez isso.
Não espere muito de ação.
Seja menos intuitivo.
Trabalhe mais sua razão.
Dessa forma eu desconsigo.
Fico em plena confusão. 
Tiro tudo do umbigo.
Finjo transe e contusão.

Se uns fingem ser amigo.
Outros perdem quando são. 
Fim do dia e indeciso.
Erro o norte e a direção. 
Sou da noite e pequenino.
Mas me falta tradição. 
Mando sorte e pobre fico.
Rico sou em ilusão.

Ainda faço o que sinto.
Cinto aperta o coração.
E meus sonhos de menino.
Se esvaem pelas mãos.
Já tenho meus pupilos.
Eacolhidos como irmãos. 
Se eu busco uns suspiros.
Perco a linha com tensão. 

Se avizinha mais perdido. 
E se perde em oração.
Sem a sanha do destino. 
Nem a mera ocasião. 
Quero ver todo esse silo.
Desenhado em água e pão.
A saudade me traz misto.
De Amor, culpa e lição. 

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Você

Me magoa
Me machuca
Me ignora
Me destrata
Me invalida
Me trai
Me pune
Me maltrata
Me exclui
Me afasta
Me ilude
Me passa
Me bate
Me xinga
Me entristece
Me desrespeita
Me enfurece
Me despeita
Me cega
Me emudece
Me suja
Me engana
Me tira
Me afoga
Me acaba
Me mata

Não quero mais...

Não quero mais
Em linhas gerais
Estar no mundo
Com peso fundo
Engolindo sapo
Passando pano

Não quero mais
Vou dar pra trás 
Casar de novo
Ser seu mordomo
Viver em luto
Por isso fujo

Não quero mais
Já foi demais
Adeus você
Sem mais Viver
Adeus pra tudo
Pra todo mundo

Não quero mais
E agora jaz
Sem um encanto
Demorou tanto 
Pra já nao ser
E sem Viver

Não quero mais
Nem nunca quis
Amar demais
Ser o feliz
E por um triz
Morrer em paz

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Daqueles querê-las

Eu sou daqueles
que fala mais que a boca
que grita e fica rouca
que aperta com abraço 
que morde e beija o lábio. 

Eu sou daqueles
que tem o olho gordo
que repete o bolo
que não se sacia
que sai em romaria.

Eu sou daqueles
que canta por aí
que vai te distrai
que foge pelos cantos
que sofre em plenos prantos.

Eu sou daqueles 
que sonha em musical
que come e passa mal
que gosta de colinho
que curte o bom caminho.

Eu sou daqueles
que as vezes induz
que pouco possuem
que sempre reclama
mas só porque Ama!

Eu sou daqueles
que dá prazeres 
que move delas
que faz as pazes
que evita guerras
que tem tremores
que arrepia e pela
que da calores
por entre as pernas.

Eu sou daqueles 
que Ama aquelas!




sábado, 5 de julho de 2025

Relax multiplus stress

Relaxa e se foda.
Pra quem se incomoda.
Nao é dia nem é hora.
Nem toda espera é demora.

O stress te entristece.
Te deprime e transparece.
Segura e não cresce.
Nem importa a prece.

Fica em ultimo.
Vai pro seu túmulo.
Foge ao insulto.
Em dores múltiplos. 

E se junta tudo nisso.
Cai do alto do edifício.
Salta a beira do precipício.
Quando a vida fica difícil.

Nao tem mais esperança.
De tantas lambança.
Correndo comp criança.
Num futuro sem lembranças.

Chega.
Vai pra fora.
Foge.
Degringola.
E some.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Até quando...

Até quando voce me evita?
Até quando ficamos longe?
Até quando nós aproximamos?
Até quando vamos morar juntos?
Até quando queremos o mesmo?
Até quando nós suportamos?
Até quando somos algo um para onoutro?
Até quando nos impactados?
Até quando queremos juntos?
Até quando nos importamos?
Até quando queremos distância?
Até quando lembramos?
E se hoje nem sabermos o que fomos?

domingo, 15 de junho de 2025

Amor que aduba a Dor!

Não me concentro! A mente, escura caverna!
Rangendo espasmos d’almas mutiladas,
É foco de ideias já necrosadas,
É sarcófago onde o tédio governa!

O falo, outrora totem de desejo!
Hoje é bastão inútil, lasso, inerte,
Que não se alça sequer para a Morte,
Nem ao hálito febril do doce beijo!

A fome exila-se! O álcool, fantasma.
Deixa na boca a sombra de saudade...
E até o coito, com sua potestade,
Me soa agora à mais torpe das chagas!

No sofá, trono de um rei em ruína!
Sento com as vértebras da existência
A ranger, e a própria consciência.
Me repele a presença vespertina!

Repudio os humanos! Essa espécie.
Com seus sorrisos falsos, suas crenças...
O passado, álbum de pestilências! 
O presente,  um cadáver que apodrece!

Mas não renuncio à presença funérea
Da ausência, que se faz víbora e dor!
Sofro as horas, os dias, o horror.
Dos anos lentos, lânguida bactéria!

Penso o fim com a mesma morbidez.
Com que se pensa a cova em dias turvos...
E nesse horror de ângulos recurvos,
O pavor se mistura à embriaguez!

Vejo, mas não vejo! O mundo zomba.
Com imagens vis de carne e de pecado!
Ouço fundo outro eco estagnado.
Da minha alma, trancada em sua tumba!

Sinto o peso de um cérebro já morto.
Onde pulsa, entre vermes, meu pesar!
E a vida, esta gangrena, secular.
,Já não quero, neste mundo absorto!

Frustro os homens, sou farsa, sou ruína,
Sou espectro que caminha entre o horror!
Sou carcaça da esperança e do amor,
Sou naufrágio que a mágoa destina!

Afastem-se de mim! Sou moléstia!
Amo só com o fel de um pus carnívoro!
Sou torpor de um anjo apodrecido.
Que renega, mas que nojo! essa Celeste!

E desse mar de pútridas essências.
Onde a alma range em seu turvo clamor,
Renego o amor! Essa flor pestilenta.
Que só cresce e aduba toda a dor!


(Inspirado em Augusto dos Anjos)

Desistindo de tudo e de mim

Não consigo me concentrar.
O pau não endurece pra nada.
Nem tenho vontade de comer.
A bebida deixa saudade.
Eu não quero nem fuder.
Sento um tempo no sofá.
Não quero ninguém ver.
Com gente não quero estar.
O passado é só lembrança.
O presente é um não viver.
Não desisto da presença.
E a ausência só traz dor.
Sofro horas, dias, meses...
Já são anos de torpor.
Penso o fim tal como antes.
Com pitadas de pavor.
Vejo sem prestar atenção. 
Ouço tudo sem pensar.
Sinto o eco na cabeça.
E nao perco meu pesar.
Já nao quero essa vida.
De pessoas eu frustrar.
Sou cansado e faço pouco.
Meu humor é de assustar.
Fiquem longe enquanto é tempo.
Pois só magoa posso dar.
Desses todos sentimentos.
Eu não quero mais Amar!

sábado, 14 de junho de 2025

é... pra mim já deu!

Cansei de esperar.
Não fiz por merecer.
É hora de sossegar.
Pode me esquecer.
Andando de bar em bar.
Só pra me entorpecer.
Como abelha cansada de voar.
Sem flor pra enriquecer.

Paro e deixo meu Amor.
Pro meu Envelhecer.
Sei que nem tudo é dor.
Mas dói em nao te ter.
E se não serve meu mau humor.
Nao servirá o meu bem querer.
Pois nem tudo é cor.
Sei que assim vou te perder.

Tentei por várias vias.
Caminhos traçados num livro branco.
Mas sem pausas e sem vírgulas.
Tudo um dia vai acabando.
Não adianta um voo de galinha.
Que de tão baixo não trás acalento.
Nem mesmo no fim do dia.
Meu destino deixa de ser um canto.

Amanhece a noite fria.
Ja se ter o meu espanto.
A vontade que se esvaia.
O perder de todo encanto.
Acabou nossa eterna correria.
Discussão e passada de pano
Nao tem culpa, nem valentia.
Não és bruna, nem sou santo.

Ainda sinto o seu suor.
O seu cheiro em mim (porquê?)
As curvas que sempre me lembrou.
Um porquinho de lazer.
Só me resta seu doce sabor.
E a saudade vai me dizer.
Se o que fiz foi por Amor.
Ou foi só por bel prazer.

E se todo esse pezar.
Ou se um dia aparecer.
Outro aí no meu lugar.
Que te faça amolecer.
Aproveite o sol e o luar.
Novos pontos a florescer.
Eu me tranco em meu Amar.
Pois nem quero mais viver...

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Esse aí... eu julgo!

Esse corno.
Esse bosta.
Esse merda.
Com quem vivo.

Um atraso.
Um estúpido.
Um idiota.
Outro omisso.

Sai da frente.
Sai da moita.
Sai do armário. 
Dá sumiço. 

Faz de conta.
Faz sem pressa.
Faz mais hora.
Cai no vício.

Nem demora.
Nem precisa.
Nem enrola.
Vai no aviso!

Sabe a hora.
Sabe como.
Sabe quem.
Não preciso.

Da meia volta. 
Da sinistro.
Da desculpas.
Sem sentidos.

É um nada.
Um ninguém.
Um sem causa.
Invalído!

Cor, por, ativo...

O frio congelou a retina da fibra optica
A empresa sem internet fica caótica.
Tanta tecnologia e mal consegue cobrar.
São muitos dados e pouca nota a contar.

Aqui tem muita gente limitada.
Se achando esperta e atualizada.
Trocando a boa pesquisa por IA.
Só que não aprendeu a perguntar.

Ri de tudo parece uma hiena.
Faz pose de jogador pra ficar na cena.
Mas sofre calada com sua limitação.
Na hora do aperto foge da ação.

Fala mais e sempre bem alto.
Não sabe ouvir, não desce do salto.
Protege com a vida quem pouco merece.
Mas no primeiro deslize, esquece!

São todos iguais com a mais pura ilusão.
De encantar pessoas e mostrar compaixão.
Mas perde o prumo quando desmascarada.
Pois só tem um querer, ser Amada!

Romance em doze linhas (Ana Beber)

(Hoje lembrei desse daqui)...

quanto falta pra gente se ver hoje
quanto falta pra gente se ver logo
quanto falta pra gente se ver todo dia
quanto falta pra gente se ver pra sempre
quanto falta pra gente se ver dia sim dia não
quanto falta pra gente se ver às vezes
quanto falta pra gente se ver cada vez menos
quanto falta pra gente não querer se ver
quanto falta pra gente não querer se ver nunca mais
quanto falta pra gente se ver e fingir que não se viu
quanto falta pra gente se ver e não se reconhecer
quanto falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.

Ana Beber

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Omitir é diferente de mentir

Omitir não é mentir.
Mas as vezes machuca até mais.
Porque te faz lembrar e sentir.
Que o ser humano trai

Não falo só de provérbios.
Do alicerce que se desfaz.
Nem julgo o adultério.
De quem se prendeu demais.

A flecha lançada.
A água que passa no rio.
A bondade que desgasta.
O vaso que caiu.
A palavra falada.
Um mundo vil.

A vontade que some.
Perder seu nome.
A ponte que partiu. 
A luz do ontem.
O escuro hoje.
O amanhã que ninguém viu.

É o fim de um tempo.
Onde a curva forma o vento.
Tudo a sangue frio.
O caso pensado.
O fim do bailado.
O Amor que ruiu...

Puta que me pariu!

quarta-feira, 11 de junho de 2025

desistindo

Eu queria acabar com tudo. 
Cada vez mais, menos. 
Queria deixar o mundo mudo 
Esquecer dos terrenos.

Queria pausar a vida. 
Talvez até parar. 
Mas medo a força da palavra proferida. 
Me ponho a calar. 

A vida fere.
E mesmo que eu não errei.
A ferida irá sangrar.

A morte pede.
E eu dou muita sopa.
Pra esse azar!

Não sou, mas sinto... (O mito de Omito)

Não sou o Sísifo.
Mas sinto que só sifodo. 
Ou só minha foto.
Ou sou sumido.

Não sou Platão
Mas sinto que sou sombra.
Que tudo que me sobra.
Fica sempre a se esconder.

Não sou Narciso.
Mas sinto que me hipnotiso.
Frente ao espelho.
E me perco primeiro.

Não sou Medusa.
Mas sinto que fui violado.
Por uma Deusa achincalhado.
E porto por um Perseu tarado.

Nao sou Ícaro. 
Mas sinto que me queima a pele.
Que me cai a asa.
Que pego fogo como turbina da nasa.

Não sou Teseu.
Mas sinto que me taro.
Perdido num labirinto sem saída.
Em busca de mim,  um otário.

Não sou Prometeu.
Mas sinto que roubei seu fogo.
Perséfone, Deusa calipígia,
Levada ao submundo numa noite fria.

Não sou Orfeu.
Mas te busquei bem longe.
Fiz um trato obscuro.
Pra que vivas do meu lado.
Pra que vivas do meu mundo.
E eu cubro seus pecados.

Sou só eu.
Mais um no meio de bilhões.
Um ninguém sem importância. 
Sem apego ou esperança. 
Envolto em multidões. 
Esperando o que é meu!

sexta-feira, 23 de maio de 2025

eu nao esqueci

Eu nao esqueci
Nem deixei voce jogado
Completamente ignorado.
Só não tive tempo de vir.

Te deixei aqui parado.
No canto de uma nuvem fofa.
Sem graça, isolado, insossa. 
Num app fechado. 

O mundo está corrido.
E nao tive tempo de te falar.
Me desculpa meu amigo.
Nao tenho nem tempo pra mijar.
O vento é tardio.
E minhas preces nao vão ajudar.
A vida é por um fio.
Com uma navalha a dançar.

É isso, preciso e nao o posso.
Desejo e reprimo.
Como um velho negócio.
Onde vencer sô se faz com crime!

domingo, 20 de abril de 2025

Parado

Se você ficar parado.
Estará certo e errado.
Não faz parte da corrida.
Ser extremamente sofrida
Vou corre pro outro lado.
Faz do mar seu próprio lago.
Destrói o que está por cima.
Faz de conta o que existia.
Sozinho e também exilado.
Se perde no caos, um estrago.
E ainda não tem o que precisa.
Demora mais e não avisa.
Ontem pensei num atestado.
Algo pra me deixar aliviado. 
E não tenho nada em vista. 
Nem que você insista. 
Chega!!!

segunda-feira, 14 de abril de 2025

a escrita que incomoda

Não estar presente aqui
é me distanciar de mim!
Também é um pouco de cansaço. 
Um traço na bateria social.
Não escrever com constância 
me acelera o pensamento.
Força o raciocínio com mil opções 
E acaba me deixando mais lento.
Muitos poréns para o dobro de "e se..."
Alguns "senões" e muitas contradições. 
O que eu ouvi, o acontecido e o que ela disse.
Mais observações, retaliações e sandices.
A flecha lançada, a quebra do frasco.
O asco, o saco, papel amassado.
A água que passa no riacho
embaixo da ponte, com só um destino.
O grosso da coisa, o cerne e o objetivo.
A perda, o ganho, a extração e o refino.
A loucura e as agruras de um menino.
Tanta coisa, pouco tempo, só lamentos.
Decepção. 
A procura do meu sustento.
Quase a beira da ilusão.
Ainda sinto necessidades.
Vontades, valores, raciocínio em turbilhão. 
As verdades escondidas por ocasião. 
O sal, o açúcar e o tempero da União.
Pode ser que tudo me aqueça.
E até que eu me esqueça,
mas no fundo.
Bem lá no fundo!
Não!

segunda-feira, 31 de março de 2025

Exausto...

60 horas de trabalho
Mais 6 horas no sábado 
No cansaço me atrapalho.
Fico preso e nao me acho.
Com a cara lavada me vejo.
Tentando entender se me encaixo.
E se não entrego o anseio.
Recebo mais um esculacho.
Eu não quero o que tenho.
E nem tenho o que posso.
Posso pouco e nada faço
Faço e perco o que quero.
Nesse elo viro pipa.
A rodar me embaraço. 
Sou mais uma mosca frita.
Nesse creme ralo e escasso
Ando sem nenhum caminho.
A Bússola foi pro espaço. 
Meu destino vem sozinho.
Já dem cor, sem cheiro e amargo.
Querer o fim não é destino.
É desistir do que me resta.
E a falta sem sentido.
Pede um pouco mais depressa.
Se não sei objetivo.
Só procuro uma meta.
De quebrar e ser punido. 
De fugir perder as pregas.
E se ainda for vivido.
Torcerei por outra eureca.
Sem palácio, luz ou trilho.
Esse é o fim de toda festa...

sexta-feira, 28 de março de 2025

influencer matusquela...



Influencer matusquela...
Que posta prato, posta shake 
e posta treino...

Influencer matusquela...
Que posta filho, festa,
tudo de uma vez...

Influencer matusquela...
Que compra like, publi post 
e posta reals.

Influencer matusquela...
Posta tudo, posta-posta.
E de verdade ninguém viu!

domingo, 23 de março de 2025

FOMO, FOMA e FOME

Criado pela IA do Copilot


Provavelmente você já ouviu sobre o acrônimo FOMO, até justificando corrida e desespero na era da informação, no anseio por dados. Como característica de um esgotamento (Burnout), de transtornos de ansiedade. Mas já entendem o que é sua evolução o FOMA ou então já pensaram no que seria seu antecessor real, o FOME (não é a fome, mas o acrônimo FOME)? Pegue seus ovos e um fio de óleo e vem viajar na maionese com o tio.

FOMO (Fear of missing out) geralmente correlacionado a geração Millenial e/ou "X-enialls" (pouquinho antes do Millenial), seria numa tradução direta O "Medo de ficar de fora" ou "medo de perder algo" (sendo esse algo do seu interesse). Podemos falar em medo de não estar em um lugar com os amigos (popularmente chamado pela minha mãe de "síndrome das duas bundas"), de não saber uma notícia importante rapidamente ("síndrome do fofoqueiro"), de não saber o que está acontecendo com algo ou alguém o tempo todo ("síndrome do controle absoluto"), de perder uma oportunidade de compra, de não se divertir por completo... Necessidade de estar o tempo todo conectado.

Como disse antes, essa é a mais explicitada, estudada e divulgada, está ai desde 2000 e pouco (na minha pesquisa foi cunhada por Patrick J. McGinnis) e que também trás características como a pessoa precisar registrar tudo o tempo todo com vídeos, fotos, comentários... Tem a necessidade emergente de estar em todas as rodinhas de conversa, se não sabe algo está sempre procurando e interagindo nas redes sociais para "aprender" ou apenas ter noção pois se aprofunda pouco na informação e pode ser levada por uma ou outra noticia falsa que ajude em seu viés de confirmação.

FOMA (Fear of missing anything) atualizada e associada a geração Z e também a nova geração Alpha, ainda em definição. Apresentado pela Amy Webb em seu último estudo, foi inicialmente proposto como medo de perder audiência (Fear of missing audience), para o mercado de marketing e principalmente de geradores de conteúdo os famosos "Creators" e vendedores moderns "Influencers" (o desenho inicial foi com o Mercado Ads e novamente com Patrick J. McGinnis), mas o termo está "pivotando" (pra se moderno um moderno antiquado), está se remodelando em 2025 para: Medo de perder qualquer coisa, sem distinguir o que e como, ou mesmo o pra que, qualquer coisa que ainda vai acontecer ou surgir (mesmo que não seja do interesse agora). Isso cria a necessidade extrema e imediatista de estar hiperconectado, sintonizando diversas vibrações e com isso mais acelerado e hiperativo. A pessoa nem sabe o que pode perder, mas ela já tem o medo de perder, de não participar, de não ter a possibilidade nem de recusar, então mais do que aceitar todos os convites, ficar enfeitiçado pela rede social, rolando a tela, ela se antecipa a isso, chega a estudar tendências para reservas espaços para esses eventos fictícios, criando uma tendência a aceitar mais o impacto da publicidade, de divulgar notícias sem pensar em rever, de ser ainda mais rasa nos estudos. Não presta atenção em uma conversa pois não consegue acelerar as pessoas como faz nos áudios e vídeos, não quer perder tempo e cansa da interação social, desenvolvendo características que remete a síndromes e transtornos que artificiais ou ao menos adquiridos (quando os estudos mostram que não podem ser adquiridos).

Essa pessoa já conta que perdeu o tempo, e quando chega em um lugar já está pensando nos 10 outros lugares que vai estar, quando sai pra fazer uma viagem, já vai pensando em quais as próximas 10 que fará. Passa do registro por lembrar e ser lembrado, para apenas um registro de prova de vida, acha sempre que está perdendo o momento e não aguenta qualquer incômodo ou pausa. Com isso não tem tempo de refletir, não consegue criar as sinapses necessárias para aprender, tenta sempre fazer um download que adquira o conhecimento de forma instantânea. Ainda precisa ser estudado e debatido, mas tende a ser ainda mais persuadido e manipulado.

Dito isso, tento dar um passo atrás e buscar em mim e em meus ancestrais a sigla que tenta definir nossos medos e sugiro a FOME (fear of missing everything) como disse eu associo aos Baby Boomers e geração X pois pensando no FOMO e na FOMA, lembrei de coisas que sempre ouvi e vivi dentro de casa, comigo, com meus pais, avós, amigos e os seus pais e avós. O medo de depois de conquistar algo, perder tudo. Ou mesmo sem ter nada, Perder Tudo.

Foi o medo iminente de perder a casa própria, o terreno que foi suado pra manter ou comprar, o carro, o telefone, o status... A falta de segurança físico-patrimonial, a falta de segurança jurídica, por uma quebra de contrato de trabalho, chegando até a entender que estar falido ou com o nome "sujo" (notificado nas redes bancárias e no famoso Serasa) seria perder o nome, para alguns seu bem mais precioso.

O medo de perder tudo no entanto (talvez por saudosismo e com um viés de confirmação pra mim) não nos paralisava por completo, pelo contrário nos faz buscar mais proteções, alguns se afundavam em estudar mais, trabalhar mais duro e por mais tempo, entendendo que isso é se dedicar mais, porém também adoece mais, perde o tempo de gozar a vida, de aproveitar, deixando pra curtir quando aposentar, quando não conseguir mais caminhar nas ruas da Suiça, como um casal de velhinhos que dorme na gondola num passeio em Veneza ou que não sai do quarto do Hotel no Caribe. Nos sujeitamos mais aos famigerados boletos, as contas, as compras de mês. Precisamos preparar a próxima viagem da família, organizar o próximo almoço no detalhe do quem vem, o próximo encontro pra saber se todos terão espaço e ficarão confortáveis com o que terá pra comer, tentamos não perder o contato, cair no usual "uma hora marcamos...", ou "um dia eu ainda vou/terei..." ou seja também somos falhos.

Penso em tudo isso pra discutir o quão fácil é criticar o medo dos outros, ainda mais quando não é o seu, do lado de fora. Quão fácil é apontar o dedo, julgar, sem a necessidade de corrigir, sem olharmos para nós mesmo? O comodismo de criticar a geração seguinte como fomos criticado pela anterior (memória fraca), não queremos nada diferente do que somos, do costume, da nossa zoninha de conforto. Muita gente da geração passada critica as novas e o "sempre foi assim", precisa de reflexão? Tem que ser assim? Não podemos aprender um pouco com os mais novos, como tentamos aprender com os mais velhos? Sei que muitas coisas da nova geração ainda não entendo, por não se encaixar na minha régua de moral, ética ou comportamental, mas isso não quer dizer que estão errados, muito menos posso afirmar que estão certos. Estão diferentes, isso é fato, pois pensam diferentes e passam por coisas e sentimentos diferentes. Ou seja estamos caindo no eterno erro de falar da nossa época, sem considerar o mundo que vivemos, o período que as pessoas foram inseridas e sem estudar as coisas de forma mais abrangente, mais amplas. Vivemos no mundo onde a IA faz o jaba da música e reclamamos que o algoritmo nos influencia, mas não era assim com quem saiu da caverna e voltou pra nos contar, com o trovador que cantava as histórias a sua forma, o rádio que tocava a música que queria ou que lhe rendia mais, o jornal, a televisão, o filme, o disco mais vendido, o cd, a música digital, o streaming... todos influenciados e influenciando, mas sempre precisamos de um vilão, que com medo de nominá-lo chamamos de mercado, um poder amorfo, irracional, autoritário e obscuro.

Até quando nos deixaremos dominar por esse mercado e os medos que ele nos impõe?

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Quantas vezes ainda vou chorar com você? E sorrir? E cantar? Amar e viver?

Quantas vezes ela chorou,
Pois não tinha entrado.
A duvida do meio do ano.
Por ntalvez não ter tentado.

Quantas vezes ela chorou.
Pra achar que não dava mais conta.
Mal sabia que por conseguir chorar.
Era ainda mais durona.

Quantas vezes ela ficou inibida.
Perdida, zonza ou cansada. 
Correndo de lado a lado.
Pra não chegar atrasada.

Quantas vezes o cansaço bateu.
Um trabalho, o trabalho ou uma nota.
Mas andou num caminho só seu
Uma trilha, um rua, uma rota.

Quantas vezes o choro foi meu.
Por te ver tão aflita com a vida.
O orgulho que você me deu.
Tão altiva, feliz e festiva.

Quantos colos e risos terei.
E você frente a frente a olhar.
Realizando tudo que sonhei.
E ainda poder te Amar!


terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

sono

só não durmo pois me falta o
sono!
som, o grande vilão do
sono!
sonho que não cessa sem
sono!
sondo no fundo, treino e testo o
sono!
sou menos eu quando estou com
sono!
sonar das noites inglória por ausência de
sono!
somando ansiedade com depressão me tira o
sono!
sorrateiro destino de angústia com pouco
sono!
solitário na madrugada quente como cão sem
sono!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

De todas as formas, a pior!

De todas as forma que tenho pra dizer algo.
A pior é sempre a escolha feita.
Do boa noite atravessado, quando você se deita.
Ao obrigado cínico, da cama desfeita.
A crítica ao perfume de flor de colheita.
Ou o beijo na testa que tira a ausência.

E quando estou com pressa é ainda mais grave.
O café sem gosto na tarde.
O sol que nasce, não esquenta mas arde.
O oi despretensioso pra marcar passagem.
A preguiça que esconde a vadiagem.

E se for desculpa não melhora em nada.
O atraso é justificado de forma esfarrapada.
A comida sem gosto é muito salgada.
A viagem cansativa com horas de estrada.
A fala que ataca de forma malvada.

Então não tem mais jeito.
Não sou nem perto de perfeito.
Sou um suplente e não.um eleito.
O catarro que entope seu peito.
A mão que te afaga e da um.tapa no beiço. 

E ainda assim sou o mesmo que foge.
Que evita falar pois sempre explode.
Aquele que só se estressa e some.
Um balão apagado que não sobe.
Um amante ruim que não fode!

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Desistindo de tudo!

As vezes pensamentos estranhos correm pelos conjuntos de neurônios. 
Sinapses ruins e pessimistas questionam minha existência.
Sem resposta, me sinto preso cercado por diversos demônios. 
E continuar nesse mundo, sem sentido, sem motivo se torna insistência. 

Talvez seja fruto de uma saúde mental precária, uma doença. 
Ou quem sabe ainda, uma seita macabra que me torna errante.
Se sou mais um perdido, sem futuro, sem causa e sem crença...
Também sou um troféu, esquecido no alto de uma velha estante. 

Me lembro de um dia, onde monotonia era algo distante.
Tanta atividade, que o corpo até arde de lembrar o vivido.
O estranho é que agora, não tenho a vontade de ser mais constante.
E o que agora não presta, é tudo que me resta, um mosquito no ouvido.

Me entrego ao desprezo já não tenho mais medo de ficar abatido.
Sou só mais um trapo, um treco, um caco, que não liga pra dor.
Não me importa o que dizem, se me doe, se me corta ou me firo.
E nesse guardanapo, com um copo me acabo, por viver sem Amor!!!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Quanto mais eu entrego, mais me distraio.

Quanto mais eu entrego.
Muito mais eu me distraio.
Corro, me viro, excluo meu ego.
Respiro, enfrento e me traio.
De tanto destempero.
Me desespero.
Caio.
Treinando meu anseio.
Quando vejo.
Falho.
Ignoro a vontade.
Escondo o desejo.
Trabalho até tarde.
E assim é me perco.
Ouço mentiras espúrias.
Tão duras.
E rasas.
E a farsa não cessa.
Depressa.
Se alastra.
Então fúria exposta.
Que cega é não erra.
Facada nas costas
Cabeça na pedra.
E assim vou vivendo.
De enganos.
E desatinos.
Perdi os meus anos.
Em insanos
Delirios!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Desapontado com tudo...

As estrelas se apagam, e o céu se desfaz,
As açoes que espero, não chegam jamais.
Eu os Amo, são luz, mas a luz que me cega,
Na esperança que crio, o vazio que me pega.

Em cada palavra, em cada promessa,
Mais mentira, uma sombra que me estressa.
O Amor que é meu, eles não conseguem ver,
A cobrança é dor, que é difícil não ter.

O abraço que busco se desfaz em silêncio,
E os olhos que espero, se vão no imenso.
Eu construo castelos de sonhos e fé,
Mas cada ato ou falta, me rasga até.

Em meus pensamentos, a esperança é clara.

E a realidade amarga, a confiança para.

O que eu construí em ilusão e encanto,
Agora desmorona e  se faz em pranto.

O tempo que passam sem me perceber.
Faz com que me perca, passando a me esquecer.
A expectativa é chama, mas que arde sem fim,
Na frieza do mundo, busco refúgio em mim.

Eu Amo, mas não posso me iludir,
Esperar que se transformem, sem me consumir.
A angústia que é minha é via de espera,
Mas o que tenho deles, firula e primavera.

A cada dia, uma ferida mais profunda,
Mergulho sem alma em águas imundas.
Minhas mão estendida, mas nunca tocada,
O silêncio é a resposta, as palavras caladas (vozes cansadas).

Quis que me vissem, sem pintura ou máscara,
Mas o reflexo no espelho é de um tiro na cara.
Eu Amo em excesso, sou grande e sou dor,
E a quem tanto Amo, falta o mesmo Amor.

O que esperava se perde nas nuvens,
E a vida segue com suas novas juventudes.
O desapontamento dissolve quem sou.
Mas sigo Amando e pedindo em clamor.

Em cada gesto, um suspiro, de um olhar perdido,
Mas eu nunca me sinto tão bem correspondido.
A dor é minha, e a expectativa é meu açoite,
Pois Amo, espero, me engano, mais uma noite.

sábado, 11 de janeiro de 2025

A sombra que assola meu ser!

Oh, tu, sombra que mora em mim,  
Silenciosa, mas imensa como o vazio  
Que se estende além da linha do horizonte,  
Onde as cores se desfazem e finda em montes,  
E o peso da alma se torna um fardo sem fim.

Tu, que te insinua nas brechas da mente,  
Como uma névoa espessa que obscurece o dia,  
Teus dedos frios criam encantos, poesia,
E a luz, antes radiante,  
Agora se faz distante,  
Como o eco de um grito perdido no abismo de quem sente.

Não sou mais quem era antes de ti,  
Transformei-me em um espectro de mim mesmo,  
Caminho por ruas vazias, sempre a esmo,
Onde os rostos que cruzo não têm nome,  
E as vozes que ouço são ecos de um passado que um dia fui.

Ah, como eu lamento a ilusão da alegria,  
Que agora se dissolve como poeira ao vento,  
Cada passo dado, carrego mais um peso,  
Cada respiração, uma luta silenciosa e fria,
Contra o mar de desesperança que me engole.

O mundo lá fora continua a girar,  
Mas tudo é tão longe, distante,
Como se estivesse preso em um vidro fumegante,  
Onde nada chega com clareza a pairar,
Onde as cores do mundo se misturam em tons de cinza urgente.

Eu te abraço, depressão,  
Não por escolha, mas por compreensão,  
És o companheiro que não me deixa sozinho,  
Que me acompanha em cada silêncio,  
Em cada noite sem fim, sem sabor, sem vizinho...

Mas em teu abraço, eu aprendi a ver  
A fragilidade de nossa existência,  
A quebrar-me e reconstituir-me em penitência,  
A entender que, talvez,  por não agir,
A dor seja a única coisa que realmente sei sentir.

Oh, tu, que me consumiste e me tornaste menos,  
Ainda assim, em teus braços tao imensos,  
Há algo de profundamente humano,  
Um grito abafado, vil, mundano,  
Mas que, de algum modo, permanece inteiro.

E no fim, quem sou eu sem ti?  
Nada além de uma sombra que tenta existir  
No mundo das formas, onde nada é real.  
E talvez, se eu me perder completamente no final,  
Tu serás a última coisa a me definir,  
Pois sem ti, quem sou eu, de onde eu vim?  
Apenas a ausência do que fui, sem me ferir!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Diante de tudo...

Escrevo.
Preciso explicar?
Pra liberar as palavras presas em mim.

Escrevo
Porque gosto.
Escrevo porque sim!

Escrevo,
pra enfrentar meus medos.
Pra mudar um pouco o que penso.
Pra refletir se é assim.

Escrevo
e aprendo.
Sobre os outros, o que fazem,
o que pensam, como querem...
Do início ao fim!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Como tudo é (na visão dos outros)

Temos que ser justos.
Para não ter sustos.
Tudo é nosso sempre.
Separando os parentes.
O que é meu, é meu.
E o que você trouxe é seu!
O que veio do nada é nosso.
E o que eu ganho, gasto porque posso!
Não me traga duvida ou intriga.
Me dê suporte no que eu diga.
Não seja do contra, mais respeito.
Me aceite do meu jeito.
Mesmo que isso te fira.
No meu negócio não interfira.
A coisa está dada e feita.
Não se meta e me aceita.
Me ajude sem querer nada em troca.
Não me conduza, nem encurta minha roupa.
Não conteste, fecha os olhos e me apoia.
Deixe eu fazer de você minha boia.
E mesmo na porta e você na água fria.
Vou dizer que foi por Amor, noite e dia!

This isso the Way!

sábado, 4 de janeiro de 2025

Como tudo deve ser (ou o que eu acho que o outro acha)

Parceria sempre,
se não for se intrometer nas minhas coisas. 
Estarei sempre com você, 
enquanto estiver bem e bom.
Quero viver sempre ao seu lado,
se estiver do meu lado, não do seu!
Podemos arrumar as coisas juntas,
do meu jeito, da minha forma como eu quero.
Aceito tudo que for de bom gosto,
se for do meu gosto!
"Tamo junto",
nas coisas que são boas pra mim.
Cada um na sua se a sua for sua, 
se for nossa, cada um na minha.
Não me preocupa o dinheiro,
se cada um gastar o seu e você o nosso.
Não existe parceria financeira.
Não existe Amor eterno.
Existem muitos limites, mas esses não são discutidos previamente.
Ou propositalmente não discutimos os limites, apenas aceitamos quando é para o outro.
Se é para eu gastar comigo ou com as minhas coisas o dinheiro é meu.
Se é para fazer coisas para nós o dinheiro será nosso ou o seu!
Se você arcar com tudo, melhor,
daí não tem problema.
A comunhão de bens é parcial e eu defino, quando começa, quando acaba, o que entra ou não.
Eu não cobro os seus gastos, desde que não sejam nossos.
Eu divido tudo com você, o que é meu e nosso. O que é seu, é seu!

Em resumo:
Foda-se! Se vira! Se você quer, é assim!
Podemos discutir, controlar, mapear, falar, mas não me cobre mudanças!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Vira e mexe!

Vira e mexe e o sexo é bom!
Se fosse só os dois.
Quando não há o depois.
Assim temos o dom!

Ser feliz, andar pelado.
Pro um triz ser Amado.
Sem interrogatório,
Sem ser encilhado. 
A vida solta tranquila.
Em um dia-arde ensolarado.

Passear, ser eu mesmo.
E tambem não ser julgado.
Dar prazer sem fim, a esmo.
Exalar o cheiro doce de pecado!

E assim num mundo livre.
Estar atento e paciente. 
Esconder que fica triste.
Até voltar estar presente.
Amar a vida acima de tudo.
Enquanto estiver os dois no mundo!