Não fiz por merecer.
É hora de sossegar.
Pode me esquecer.
Andando de bar em bar.
Só pra me entorpecer.
Como abelha cansada de voar.
Sem flor pra enriquecer.
Paro e deixo meu Amor.
Pro meu Envelhecer.
Sei que nem tudo é dor.
Mas dói em nao te ter.
E se não serve meu mau humor.
Nao servirá o meu bem querer.
Pois nem tudo é cor.
Sei que assim vou te perder.
Tentei por várias vias.
Caminhos traçados num livro branco.
Mas sem pausas e sem vírgulas.
Tudo um dia vai acabando.
Não adianta um voo de galinha.
Que de tão baixo não trás acalento.
Nem mesmo no fim do dia.
Meu destino deixa de ser um canto.
Amanhece a noite fria.
Ja se ter o meu espanto.
A vontade que se esvaia.
O perder de todo encanto.
Acabou nossa eterna correria.
Discussão e passada de pano
Nao tem culpa, nem valentia.
Não és bruna, nem sou santo.
Ainda sinto o seu suor.
O seu cheiro em mim (porquê?)
As curvas que sempre me lembrou.
Um porquinho de lazer.
Só me resta seu doce sabor.
E a saudade vai me dizer.
Se o que fiz foi por Amor.
Ou foi só por bel prazer.
E se todo esse pezar.
Ou se um dia aparecer.
Outro aí no meu lugar.
Que te faça amolecer.
Aproveite o sol e o luar.
Novos pontos a florescer.
Eu me tranco em meu Amar.
Pois nem quero mais viver...