terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Ela disse sim!

Pedi ela em casamento.
E ela disse sim!
Mais um juramento.
Que pode nao ter fim.
Não muda nada.
Não ganho nada.
Também não perco.
Não sei se é certo!
Mas me seduz.
E o que propus.
Ser mais feliz.
Pois um dia eu quis.
E se a vida passar no ar.
É você que quero Amar!

domingo, 29 de dezembro de 2024

Me reconheço velho!

Já não sou mais o mesmo.
E nem é falta de me reconhecer.
Me vejo através dos pelos.
Sei os medos que tenho.
E ainda tenho muito a viver!

As dores são bem diferentes.
Do fio de cabelo as entranhas.
Me sinto perdendo os dentes.
Meus cabelos não querem pentes.
E isso é o que mais me estranha.

Não sinto tanta vontade.
Ou aquele tão bom tesão. 
Deve ser o peso da idade.
Ou a falta de vaidade.
Que nem me deixa na mão. 

Me sinto muito cansado.
Precisando repor várias letras.
Já não fico aliviado.
Do contrário estou preocupado.
De me envolver em tantas tretas.

Me ocupo em brigas tolas.
Não me preocupa o andor.
Não deixo de lavar suja roupa.
Me encomoda o papel de trouxa. 
E pra ignorância o louvor!

Fico mal humorado e ranzinza.
Mas ainda insisto em voar.
Pode ser nos dias cinzas.
Tirando pelo com pinças
E nunca parando de Amar!

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

maldade

Me excita
Se afasta.
Me evita.
Destrava.
Se aproxima.
Se encosta.
Se insinua.
Desgosta.
Fica nua.
De costas.
Mostra a bunda. 
Por horas.
Vira e dorme.
Nem lembra.
Me deixa insone.
Virulenta.
É o seu poder.
Me deixar louco.
Com sua buceta.
Eu pego fogo.
Rebola.
Disfarça.
Demora.
Pirraça.
Pisa no desejo.
Bate no tesão. 
Finge desdenho.
Queima de paixão. 
E no final.
Se satisfaz.
Meio imoral.
Muito mordaz.
Inóspito. 
Mortal.
Sarcástico.
Passional.
Levanta.
Se veste.
Anda.
Esquece.
Depois pergunta.
Vamos comer o que?
Só tenho uma resposta.
Vai se fuder!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

sintomático

Não me vejo.
Nem me descubro.
Não desejo.
Nem me cuido.
Sou forasteiro.
Em meu mundo.
Não sou ligeiro.
Nem astuto.
Ando o dia inteiro.
E sempre me assusto.
Minto primeiro.
Invento absurdos.
Quero seu dinheiro.
Mesmo que sujo.
Sou rasteiro.
Sou fajuto.
Quando anseio.
Sou burro.
E se desisto.
Fico mudo.
Peço e lamento. 
Desisto de tudo.
Num sofrimento.
Sou profundo!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

o que você faz...

Não me leva a sério. 
Me chateia em série.
Carrega as intempéries 
E parece estar em puerpério.

Acelera a mais de cem.
Sem se dar conta que não têm.
Breque, feio ou trava de segurança.
Passa da massa falida a fiança. 

Me priva de seu calor.
Sonegando meu Amor!
Para de me dar atenção.
O que era um sim vira muitos nãos.

Vai embora volta perde a hora.
Sem revolta sem história.
Não se interessa por meu ser.
Me deixa longe de você. 

Anda pede um pedaço.
Sou restos de linhas e traços. 
Se confunde em profusão.
Trata o mundo sem perdão!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Bipolaridade

Eu queria comer pizza.
Pedi um xburguer sem glúteo
Com fritas e bacon vegano
Ia beber água e pedi um guaraná.
Nada importa se eu não ligo pra tudo.
Ia tomar banho, tirei a roupa e deixei na cama, fiquei assistindo TV e com sede levantei as pressas pra fazer xixi. Cansei e de madrugada tomei uma ducha. Fui pra sala e preparei um lanche, que deixei pronto na pia, enquanto comia um bis e deitava no.sofa pra.assistir TV desligada.
Dormia de olho aberto, pensando nos sonhos que não irei realizar pela minha eterna confusão mental momentânea. 
E assim já é hora de trabalhar, vou me trocar e tiro o pijama e entro no banho, de novo, lembro que já tomei banho e depois de misturar o cabelo com.shampoo escovo o dente e saio sem enxaguar. Volto pra tirar o excesso e tento me masturbo, em vão. Consigo sair, me enxugar e sair atrasado pro trabalho, deixando os óculos no bolso, sem tirar o celular da cara.
Meu descanso não tem fim, pois não começa!
Voo de trem em trem, de calçada em calçada sem muita pressa.
Já não sou atrevido, não me sinto envolvido, nem dou ouvido ao que me querem dizer. Sei pra onde vou e não.chego. durmo tarde e acordo cedo.
Tenho coragem e medo, não me paraliso no.perigo.
Claudicante, trôpego e inconstante, me viro em dez pra resolver a assinatura de um cartão de Natal. Chego a me questionar.
Será que eu sou normal?
Mas quem é?

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Diálogos impertinentes.

- Oi.
- Oi...
- Tudo bem?
- Tranquilo.
- Tá chateado ou cansado?
- Cansado (de ficar triste).
- Foi bom.o seu dia?
- Foi (como se uma barata entrasse no.meu ouvido, descesse pela minha garganta e um rato correndo fosse persegui-la), foi tudo bem!
- Nossa eu estou muito cansada, o dia não passa, está pesado demais, quero um pouco de paz, um pouco de sossego, quero arrumar minhas coisas, fazer a mão, o pé, dar um.jeitp no cabelo, arrumar o armário, ou seja quero descansar...
- Percebe-se...
- E você o que fez hoje?
- Trabalhei.
- Você está monossilabico, o que aconteceu?
- (Eu não sei o que eu quero da porra da minha vida, era pra tudo estar certo, pra ser menos adjetivos e mais verbo, e aqui estou eu, com muita onomatopeias e algumas interjeição.) Pois é não fiz muita coisa.
- Nossa hoje eu não parei, fiz, paguei, peguei, pulei, andei, corri, deitei, mas logo me levantei, sentei, mas logo me levantei, liguei, escrevi, pintei, joguei, brinquei, briguei de mentirinha... foi corrido!
- Puxa, até cansei!
- Quer comer?
- Não, quero dormir.
- Vou lá então!
- Boa noite!
- Me espera?
- Espero aqui (dormindo)
- Vou lá rapidinho e já volto...
-...
- Tá...

só mais um trem

Eu pensei que seria especial.
Um trem que não teria fim.
Algo que seria imortal.
Ou que fazia bem pra mim.
Mas foi se aproximando.
Mostrando suas garras.
O tesão terminando.
Já não tinha mais taras.
E assim com veio se foi.
Não era tão pouco querido.
Já não tinham ouvidos pros dois.
O que era unido foi sumindo.
Caindo como espuma no banho.
Era um estranho de lado.
Era choro, sofrido, com ranho.
Parecia um desvairado, largado.
Insistir foi um mal negócio. 
Mal ele sabia, que ela o traia.
Sem querer ele.tinha um sócio.
Que a tornava mais fria.
Dia a dia, ranço a ranço. 
Se ela corria pela pradaria.
Eu deitava cansado no remanso.
Era a fúria na aventura tardia.
Com a paz de um corno esquecido. 
Embebido em dor e fel.
Já não eram nem amigos.
Apenas ela e Daniel!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Amor pra tudo, por tudo, por todos!

O Amor mora nas épocas mais complicadas.
Não quando a cobrança aparece, na picada.
Ele realmente é presente num dia triste.
Pra te dizer que você existe e resiste.
O Amor está no colchão novo.
Mas também está no furado.
Está no lindo dia de sol, colorido.
E tambem no chuvoso e nublado.
Ele chega mais cedo ou vem tarde.
Se exime de preconceito, se despe da vaidade.
Ele está no príncipe salvador, encantado.
E está no pobre trabalhador cansado.
O Amor está na perda, quando o outro vai embora.
Está na dor e nos olhos de quem chora.
O Amor está nos dias mais incríveis. 
E persiste ao seu lado nos mais difíceis. 
Está na palavra não dita, na escrita e na reza.
Faz da vida malabarismo com destreza.
Está na doença, na cura e na morte.
Receber Amor e sua vida é um sinal de sorte.
O Amor pode até aliviar o prantos.
Procure ele escondido, por todos os cantos.
O Amor é intenso, um denso ou uma caricia.
Dar Amor é ver o lado, bom de cada dia.
O Amor é atitude, completude e parceria.
Amor é prosa, pausa, pressa e poesia!
Amor ontem, hoje, amanhã... todo dia!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Mais que cansado, exausto!

Cansado de insistir.
De chorar ou rir.
Parei triste, em meio ao asfalto.
Estava exausto!

O ônibus estava longe.
Vindo reto em minha fronte.
Eu sequer tentei me esquivar.
Deixando ele me abalroar.

Nada mais eu sentia.
Perna, barriga e mente vazia.
Foi tão estranho a sensação. 
Era o fim de uma doce ilusão. 

Não teria tempo para reclamar.
Nem ao menos confessar num bar.
Parei a vida de sopetão.
Num dia quente com decepção!

domingo, 1 de dezembro de 2024

Tente me Amar ou desista!

Faz um esforço. 
Entenda meu gosto.
Aceita meus defeitos. 
Esse é o meu jeito.

Não te peço absurdos.
Nem na faca um murro.
Quero sua presença.
E um pingo de esperança.

E também viver em paz.
No porto, no barco ou cais.
Na praia, no morro ou na cidade.
Até a mais longa idade.

Me diga que é possível.
Sintonize nosso nível.
Se aplique, decida e dedique.
Ou então não participe. 

Então é só isso.
Se desistir seja preciso.
Seja direto e sem dó.
Pois não dá pra Amar por um só!

sábado, 30 de novembro de 2024

The end is near...

Agora é fato.
O fim tá próximo.
O último ato.
Foi muito inóspito. 

Egocentrismo aflorado.
Não sei sabe o problema.
Cada um do seu lado.
Se cria um dilemas.

O que foi falado.
Foi incompreendido.
Muda o escutado.
Troca-se o indivíduo. 

Já não temos mais papo.
Somos adormecidos.
Come o que tem no prato.
Mesmo que envelhecido.

E se torna um fardo.
Criar conexão. 
Esse é nosso caso.
Discutir relação.

Não temos a resposta.
Perdemos nosso caminho.
E o futuro não basta (que bosta)
Já me vejo sozinho. 

E se houver a cisão. 
Eu me rogo uma praga.
Fecharei o coração (pra sempre).
E ninguém mais tem vaga.

Viver em reclusão.
Só saindo pra farra.
Um ap no centrão.
Vida louca sem amarra.

Mas ainda espero.
Encontrar um sentido.
Estar muito errado.
E manter o vivido.

O desejo que tenho.
É viver do seu lado.
Te cobrir com um dengo.
E morrer sendo Amado!

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Procurando uma bússola...

Não me peça pra assumir os seus defeitos.
Não me peça pra dormir quando me deito.
Não queira que eu fale o que você quer dizer.
Nem mesmo peça pra fazer como você.

Não sei trocar minha noite pelo seu dia.
Nem acho bom nossa casa vazia.
Não me prendo a hipóteses futuras.
Mesmo querendo nosso bem, vejo agruras.

Seu desdém, sobre minhas vontades.
O som que te atrapalha de tarde.
Sua ausência, minha demência, nossa ilusão. 
Tempo voando, como andorinhas no verão. 

Já não sabe se quer ir ou se ficará. 
É um fato que me faz só pezar.
Se merecemos sofrer juntoa isolados.
Se escolhemos nos manter lado a lado.

E se isso for só por coincidência. 
Já não flui, perdemos nossa essência. 
O belo define o feio pra se promover.
A crítica é mais dura do que me ofender.

Perco meu, não fazer, e te faço pensar.
É melhor estar aqui ou em outro lugar?
Talvez as palavras sejam mais leves.
Do que a atitude de estar e ser breve.

Já não sei o caminho ou se tem chegada.
Nao tenho um instinto ou uma pegada.
Só vejo o agora e evito um torpor.
Quem vive porque Ama, também morre de Amor!

domingo, 24 de novembro de 2024

Todo o Tempo que não Temos

Não temos como criar tempo.
Por isso priorizamos.
Na conjuntura nos adaptamos.
E mantemos alguns lamentos.

Dedicamos nosso tempo.
Pra estudar, trabalhar, brincar...
Mas não temos como parar.
Por mais que prometemos.

E na falta nos escondemos.
Falta de consideração.
Falta até de intenção. 
E a desculpa é que tempo perdemos.

Não diferimos a falta de uso.
Da ausencia de nos comprometermos.
Nem mesmo sendo fraternos.
Evitamos novos abusos.

Distribuímos muitas desculpas.
E das verdades fugiremos.
Olhamos as vaidades e tememos.
As tramas discretas e escusas.

E não se pode falar mais de tempo.
Da falta, da farsa do que dedicamos.
Indica tamanha distância que criamos.
E o jeito que o tempo passa com o vento.

sábado, 16 de novembro de 2024

regime de escravidao clt

Se esforce pra parada.
Dar duro nao leva a nada.
Mãos ativas e esperança.
E não levam a bonança. 

Quem trabalha sempre cansa.
Fica com sono quem cedo madruga
Ditados pra te manter na distância.
Que dão medo e trazem agruras.

É um engano se dedicar com afinco.
Preste atenção no que falo agora.
Melhor estar bem longe do inimigo.
Se não tem armas pra ir a desforra. 

Vender tudo por bons trocados.
Te torna insano, doente.
Te julgam por ser comportado.
E cobram estar mais presente. 

Perder os seus melhores anos.
Suando as custas de outrem.
Viver já não é mais sem prantos.
Sofrer para o lucro de quem?

E assim gira a roda do mundo.
Bem fundo que chega a dar raiva.
Te tiram a voz num absurdo.
Te tornam um burro de carga.

Escrava!
Descarga!
Dispara!
Para...

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Sonhos reais, vivendo em utopia.

Eu quero ver.
Nos sonhos mais profundos
Nosso futuro sossego
Sem desventuras ou medos.
Os dois velhinhos juntos.

Um fazer nada.
Nosso merecido descanso.
Depois de tanto trabalho.
Um larzinho ou recanto. 
Pra viver sem atalho.

Vivendo feliz.
Ou na busca do ideal. 
Curtir os netos e as conquistas.
Uma viagem internacional.
Viver dias de turistas

Sobra e água fresca.
Isso é tudo que mais preciso.
Calma e muita serenidade.
Passear sem muito aviso.
Aproveitar a velha idade.

E ainda conseguir.
Pausar, quando quiser.
Ser então ilimitado.
Me dedicar a viver.
Amar e ser amado,


terça-feira, 12 de novembro de 2024

Eu tenho sorte...

Eu tenho sorte!
Porque a corda era fraca,
rompeu!
Porque a dose virou placebo,
venceu!
Porque perdeu a hora,
atrasou!
Porque não estava afiada,
cegou!

Eu tenho sorte!
De não saber física
e parou!
De ser estabanado
e enroscou!
De não ter encanado
e ventilou!
De estar m no raso 
que secou!

Eu tenho sorte!
De não ter êxito 
nem sucesso!
De um mal planejamento
sem progresso!
De não ter estudado a fundo 
retrocesso!
De não ter evadido
nem me despeço!

Eu tenho sorte!
E o acaso me ajuda.
Pouco faz quem cedo madrugada.
Pouco ganho em minha estada.
Tenho sorte nessa estrada.
Uma absurda sorte.
Que engana essa vida.
Mas está fadada a foice!

domingo, 10 de novembro de 2024

Cede com sede.

Precede a amizade.
Criada na intenção.
Se é cedo pro Amor.
Pra dor não é não.

Parece que arde.
O sol que me racha.
Se acha perdido.
Na praia ou na praça.

Padece até tarde.
E o tempo passou.
Já fui muito amigo.
Hoje não sei quem sou.

Procede á vontade.
E vai mais pra cima.
Num dia esquece.
Me tira do clima.


sábado, 9 de novembro de 2024

Retrospectiva introspectiva

Quando te vi
Você era um borrão. 
Mas a conversa fez surgir. 
Uma luz em.meu coração. 
Nada discreta.
Muito aberta.
Concreta, direta.
Sem enrolação. 
Dissemos nossos problemas,
Trocamos dilemas.
Até o que não valia a pena.
Nada, nada são. 
Mas a verdade foi boa.
Rimos muito e a toa.
E nem uma breve carona.
Foi em vão.
Porém com pouco contato.
Cresceu um calor que sou grato.
Ansiava o próximo ato.
Que seria tudo, se fosse bom.
E foi doce, foi colorido.
Já não seria mais amigo.
Podem dizer que foi corrido.
Na velocidade da paixão. 
E cresceu com respeito.
Com carinho, tudo direito.
As vezes saudade no peito.
E sem criar ilusão.
E a vontade só crescia.
Já não bastava só uns dias.
Você vinha ou eu ia.
Num eterno zigue-zague sem fim.
Logo juntos já estava.
Estar metros não bastava.
Viver junto é o que faltava.
Ter você perto de mim.
Foi difícil, foi custoso.
Um caminho tortuoso. 
Juntar um bando nervoso.
Mas era o necessário. 
Mas aí veio a mudança. 
De enredo e a insegurança. 
Já não eram dois e crianças. 
E ruiu nosso baralho.
Novos desejos, velhas vontades.
Escondidas fundas em vaidades
Questionando nossa rara idade.
Sem nenhum projeto.
Já não sei o que é fato.
Dado os ritos, novos atos.
De um teatro em salto alto.
Velhos erros e pouco certo.
Aumentando as reclamações.
Mais brigas e discussões.
Em profusão de acusações. 
Até mesmo quando tem diversão.
Perdeu parceria, paciência sumiu.
Nada de regras, gentileza fugiu.
Um teto com paredes num que ruiu.
Perdeu-se o carinho e a aceitação. 
Só resta a esperança de recuperar.
De dias melhores que estão por virar.
Não sendo familia, que seja um lar.
Lugar de respeito e compreensão. 
Se mesmo errado.
Melhor já estão bom!

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Contradições involuntárias

Cada vez mais.
Nos vemos menos.
Os dias passam.
As mágoas ficam.
A vontade diminui.
A preocupação cresce.
A tensão sobe.
O tesão desce.
A conversa aquieta.
A contradição grita.
A disposição se vai.
O cansaço fica. 
A emoção é estranha.
Em um dia normal.
A noite é sozinha.
Dormindo em casal.
A vontade,
A saudade,
A necessidade
De se falar.
A pressa,
Só pesa,
Na fuga,
De não estar.
Se esconde,
Como ontem,
No fazer,
No trabalhar.
O zelo,
Sem carinho,
O cantinho,
A falta de cuidar
O apelo,
Desespero,
O anseio,
Por falar.
É o fim,
Sem recomeço. 
Um tropeço 
No Amar!

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Ciclos de Amor eterno.

A ansiedade é o frio do desconhecido.
Era só a amiga de um amigo.
E virou tão logo e hoje.
Passamos a querer estar agora.
A vontade de estar toda hora.
De te ter pra todo sempre.
Mas pra sempre, sempre cansa.
E passa com a temperança,
a ser só quando que der.
Mesmo morando junto.
Perde-se chãos e assuntos.
E vira um quem sabe as vezes.
Quase querendo ser bem menos.
O que era farto, ficou pequeno.
E passa de vontade a não querer.
Some o que era paz.
Chega ao nunca mais.
Por lamurias e lamentos.
Vai da decepção ao fingimento.
E se antes era tudo pra você. 
A torcida agora é pra esquecer.
E a lembrança já não existe. 
Do que houve, foi ou viste.
Nem do que aconteceu.
É o fim de um caminho.
Cada qual em seu sozinho.
Foi assim que o Amor morreu...

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Metodologia de uma mente doente.

Não sei quem estou me tornando.
Nem o que tenho e quero fazer.
Nao sei onde vivo, de onde venho.
E tambem quando aparecer.
Nao sei o porque do mal tempo.
Ou como poderei sobreviver.
Não sei quanto custa o anseio.
Que resulta em não satisfazer.

Essa dura abordagem me engana.
Um estoico que a tristeza não vê.
Indiferente a alegria mundana.
Que não sente, nem dor, nem prazer!

Nessa insana dependência moral.
Que apela sempre ao racional.
Que busca viver em harmonia.
Com coragem e sabedoria.

Quem disse que é só por desejo?
O que vejo e não sei descrever.
Onde fica guardado em seu peito?
Quando posso dividir com você?
O porquê escondido da sorte?
Como se tudo fosse passar.
Quanto paga o preço na morte?
Resultado se perde em Amar.


sábado, 2 de novembro de 2024

Ciclo de Relacionamento

Tudo começa com a admiração. 
Passa pelo reconhecimento. 
Vira um respeito.
As verdades são bonitas.
Algumas até magoam.
Mas a preferência é que seja direta.
Sem invenções. 
Tudo é lindo.
Aumenta o desejo.
A vontade de estar junto.
Lado a lado.
E quando menos se espera.
Começamos a se esconder.
A esconder o que se faz.
Só pra não incomodar.
Passasse a enganar pra não magoar.
Depois inventa uma história pra ser aceito.
Distorce os fatos pra não responder.
Se distância pra não interagir.
E daí é um pulo pra mentir.
Pra iludir!
Pra fugir!
O respeito começa a sumir.
A mentira se torna comum.
Perde-se o respeito.
Criam-se demandas.
Perde-se a esperança. 
E chegamos perto do fim.
Enfim.
Triste assim.



sexta-feira, 1 de novembro de 2024

...!

A tensão. 
Atenção. 
Tesão.
Quando falta.
Ou quando acaba.
Troca o sim, pelo não!
E pode ser fim da atração!

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Observar o Amor

Observar o Amor
É Amar com outros olhos.
Sem sentir dor.

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

verdade ou mentira???

Minha escolha mais duvidosa,
pra relações, acho a mais importante.
Dar as verdades que são dolorosas
ou contar mentiras reconfortantes?

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Alma Lavada

Não adianta lavar a alma
usando criolina e aguarraz.
Sua moral desbota,
seus valor se desfaz!

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Vivendo mais um dia...

Intenso.
Tenso.
Denso.
Paro, peso e penso!
Sou eu.
Fora,
Dentro,
Íntegro ou Inteiro?
Passo, solto e safo.
Largo,
Deixo,
Paro e não tento.
Saio e peço.
Pois sou tudo que me restou.
Trago
Pra perto.
Trago
Seu pelo.
Traço
Um desenho.
E pego no sono.
Em sonho te vejo.
Desejo.
Apelo.
Só um beijo.
Talvez um laço.
De braço.
Um quente abraço.
Que acalma.
Que dá paz.
Que me passa.
Que se passa.
É o alívio pra minh'alma.
E os pensamentos.
Em ebulição. 
Viram lágrima.
Viram chuva.
Vão ao chão. 
Viram rio, passo ao lado,
Cachoeira, corredeira.
Finda ao mar.
E o carinho.
De mansinho.
Toca o sino.
Finge Amar!
E de tanto tingimento.
Fecha a ferida.
Para o sofrimento.
Lamenta o sacramento.
E cura o passamento.
Revela o nosso destino
Passa por toda a sorte.
Mostra da vida o real sentido.
A morte.
E viva bem com isso.
Viva a vida em plenitude.
Com alguém ou em solitude.
Viva!
Aproveite.
Dance.
Caminhe junto.
Se deite
Se deleite.
Pois se vive uma vez!
Pelo menos uma vez de cada vez!
Não tem caminho errado.
O errado é não caminhar.
Não seguir.
Desistir também é escolha.
Ou encolha.
E só cabe a uma pessoa escolher.
Sabe quem?
Você!

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Indiferente

Indiferente
Que não serve nem pra dar atenção.
Algo que implesmente não é.

Não faz diferença.
Não cria esperanc.
Não muda, não purga, nem traz lembranças. 

Não fede, nem cheiro tem.
Não tem gosto de nada.
Não faz mal, nem bem.

Sem vida, sem lida, sem sorte...
Nem tem vida, nem tem morte.
Não tem direção, nem norte.

Algo descalço, sem alça, sem faro.
Não é pobre, muito menos raro.
Não faz falta, não é baixa nem alta.

Fica tão distante que ninguém percebe.
Fica calada, parada, inerte.
Algo desnecessário.
Não tem data, nem horário.
Erra o caminho e está no itinerário.

No universo de coisas.
Não é nada.
Indiferente desiniciada.

Não é igual, nem diferente.
Indiferente!

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

não muda

A pessoa não aprende!
Não procura, nem pesquisa
Passa longe, não rente!
Realmente não precisa.
Porque tem quem libera.
Quem passa pano.
Quem limpa sua bunda.
E mesmo vivendo casada.
Tá aí, posando de boa.
Mas é pior que foda ruim. 
Vai toma no cu!

domingo, 6 de outubro de 2024

Cansado de insistir.

Estou cansado.
De sugerir carinho.
De ensinar atenção.
De mendigar um espacinho.
No seu dia ou no seu coração. 
Cansado de remoer a conta.
De controlar apenas o que é meu.
De regular o dinheiro.
Que o trabalho me deu.
De dividir a responsa.
E ainda ouvir que foi favor.
De ser emboscado.
De sofrer terror.
De achar que ainda vale.
Planejar a vida junto.
De ouvir as suas chaves.
Dividir os meus assuntos.
Discutir sobre a ação.
Que espero um dia ter.
De ser muito acima da média.
E todo dia dever. 
Cansado de fingir esperança.
De respirar o mesmo ar.
Nem.sei como, mas cansa.
Insistir em te Amar!

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Diário sem talento

São Paulo, 01 de outubro
8hs da manhã
Carandiru 

To na matriz, mais um diaSob o olhar perdulário da chefia
Você não sabe como é trabalhar
com a meta opressiva de um OKR (ou qui ar)Indicador alemão ou de IsraelEstraçalha o peão que nem papel
E numa sala qualquer, 
mais um diretor ManéServindo o Dono, tido um homem bomTe esfola mas te da bombom,Ele sabe o que eu desejoSabe o que eu penso
A meta é impossível.
Chegar já é tenso.Vários começaram a sair 
E eu também queroMas e os boletos meu bem,
minha chance é zeroSerá 
que Deus ouviu minha oração?O RH
Aprovou a minha promocao?
Mando um recado lá pra gestão Se estiver me enrolando, 
'tá ruim na minha mão!Ele ainda 'tá com a minha planilha.Pode crer, o BI não raciocina.
Tirei um REC a menos ou um REC a mais, 
sei lá, tanto faz, os problemas são iguais

Acendo um cigarro, e vou lá comentar.Quanta merda terei que aguentar.Gerente é Gerente, especialista é especialista.Instalador é um artista!Tá com cliente toda hora, 
ajoelha e beija os pésE se não faz é um detrator dessa vez.
....
Rá'tá'tá'tá preciso evitarQue um safado vá sem auxiliar.Sua palavra de honra é mais papo.Entra mais uma mentira no guardanapo. Tic, tac, ainda é 9:40O relógio da matriz anda em câmera lenta
Ratata'tá, mais um encaixe vai passarPra familia ou amigo da presidência...
Mas tudo que eu quero.
E o que eu mais lamento
Sou só mais um empregado
sem talento!

domingo, 22 de setembro de 2024

De todas as formas

De todas as formas de Amar
Não considero a inexistência de Amor.
Nem que eu precise te encontrar.
Ir pra onde for...
Me obrigo a ter liberdade.
Pra te Amar a vontade.
Independente do seu plano.
Pois em seu coração me tranco.
E jogo a chave fora.
Moro lá e não vou embora. 
Nada me tira, nem me expulsa. 
Serei o grão no peito que faz com que tussa.
E nada mais preciso dizer.
Nem que te Amo!
Idem ou eu sei!

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Na cozinha da minha casa...

O cliente recebeu a side e nao passava na porta do elevador embalada....

Dai....

Na loja não perguntou nada.
E agora eu preciso me virar.
No SAC ela me diz que instala.
Aceitei e agora eu vou pagar.

Vai levar a side pra minha casa.
A side pra minha casa.
Vai instala side na minha casa.
Na cozinha da minha casa.

Vai tirando um parafusinho.
Um por um, vai bem devagarinho.
Irritando todos os meus vizinho.
Passa sim, leva assim de fininho.

Leva a porta e deixa la na minha sala.
Do ladinho da sacada.
A gaveta pode dar pra empregada.
Mas nao abusa da coitada.

E só sobe cinco degrauzinho.
Mas nao subo, nao subo sozinho.
Tira o grude e deixa limpinho.
Limpa com esse paninho bem branquinho.

Vai levar a side pra minha casa.
A side pra minha casa.
Vai instala side na minha casa.
Na cozinha da minha casa.

Pensando alto indo pro forró

O Alex prum app ele me apresentou.
E o caso é que era o tinder.
Eu pensei em procurar um grande amor.
Mas achei que ela riria de mim.

Porque eu... tenho.
Um peque no problemimmm
Perdi meu ar, pra te fa lar... sobre mim...

Deixe eu te contaaar.
Eu me perdi no meio de um trem.
Veio um bebo dando um migué.
Vi que era um roubo e pensei rodei.
Assim fode ele deu no pé.

Um homem ma a a aaau.
Me roubou no terminal
E furou meu zoio na estação.
Como disse perdi meu ar.
Esse hoomem mau, mau.

E quando eu vpercebi mesmo o que ele fez.
E o que causou me tambem.
Fiquei cego que nem um nenem.
E agora nem sei o que dizer.

Tomei no cu... u
Fiquei tão fu lô
Dentro de mim.

Peguei um carro
Fui pra casa la no pari.
Nao fui a pé hehehe.

Nem sei como la eu cheeeeguei.
Entrei no bailão do seu Zé.

Vi aquela gata e me belisquei.
Era a mina do tinder nééé.
Um homem só...
La no meio do forró...
Um furado tão feio que até da dó,

Fiquei de lado.
E naão cheguei na mina não.


Fiquei la no cantinho calado do bar.


Um homem só...
La no meio do forró...
Um furado tão feio que até da dó , Darlene
Fiquei de lado guardando um nó
E não cheguei na mina não.

Capítulo 4 de um livro de 3

Menos de 5% do pessoal levou a mudança na boa.
1 em cada 5 serviços dão algum tipo de pendencia.
A mais de 3 anos não tem um reajuste descente pro pessoal.
A cada 2 horas tem uma reclamação de agendamento errado no sistema.

Aqui quem fala é tia franja, gerente experiente.
Tum, tum tum... turururum tum tum....
Tum, tum tum... turururum tum tum....

Minha gestão é ruim.
Nao vou nem comentar.
Nao dou bom dia pra ninguém.
Do cafe vou reclamar.

Coloco tudo no kanban.
Vou microgerenciar.
A primeira ja fiz bum...
A segunda vou desligar.

Conto historias repetidas.
Pra te impressi-o-nar.
Minha condução é batida.
Falo do ou qui ar.

Malando ou otário, traders ordinário.
Dou no coordenador se for necessário.
Revolucionário, analista ou assistente.
Só dou atencao pra quem entrou com a gente.

Finjo que sei de tudo e falo com convicção.
Protegida da chefia que nao mora no capão.
Chego sempre atrasada e quero quenme escutem.
Peço tudo com urgencia e as fadas que lutem.

Ando de cabeça baixa, sem te encarar.
Não quero ouvir nenhuma queixa, nem te cumprimentar.
E pra me repetir jogo a bola pra vocês.
Passionais M6, capitulo 4 de um livro de 3.

afogando as planilhas e os memorando...

Hoje só chego amanhã. 
Pulei do trabalho pro bar.
Pra desanuviar, esquecer, espairar.
Preparar a desculpa da manhã.

Porque chegarei atrasado.
Com gente já reunida.
Algumas caras retorcidas.
Chego amassado, despenteado...

E como quem não sabe nada.
Já chego com a piada ponta.
Começo o faz de conta.
E falo da condução lotada.

E a tragédia de história. 
Do amigo enganado.
Falo que estava ao seu lado.
Mas não falo da sbórnia.

E quando exposta fico nua.
Pois a mentira me pega.
A ajuda me erra.
Mas a vida continua.

Eu sei que eunpreciso
Parar de beber.
Passar a viver
Na próxima Aviso!




quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Desfazendo-se em si

 Com medo de ser pedra,

ele era telhado!

Quando chovia granizo,

era caco pra todo lado!

terça-feira, 17 de setembro de 2024

Fazedor

Fiz, faço e farei!
Faço porque posso.
Faço porque sei!

Faço de preguiça
Faço de pirraça.
Faço até que enguiça.
Faço que arregaça.

Faço que cansa.
Faço que stressa.
Faço igual criança.
Em dia de festa!

Faço aqui de frente.
Falo ai de trás.
Faço diferente.
Faço e quero mais.

Faço na minha vida.
Faço por escolha.
Faço a quem duvida.
Faço sem vergonha.

Faço tudo isso.
Faço assim bem feito.
Faço no improviso.
Fazia no imperfeito.

Faço, fiz, faria.
Eu até podia
Ter já feito isso.
Como em um feitiço!

Puffffff!

sábado, 14 de setembro de 2024

Amor e suas formas...

Eu Amo tentando ser presente,
mesmo quando ausente.
Eu Amo lembrando momentos bons,
ou transformando em...
Eu Amo sendo e mostrando quem sou,
e querendo ver quem realmente és.
Eu Amo querendo estar junto,
mesmo que distante.

Tem quem Ame dando presentes.
Quem Ame tocando.
Quem Ame dando elogios.
Quem Ama prestando serviço.

Toda forma de Amor é válida.
Pacífica, irrequieta ou cálida. 
Mas as vezes o que pra você é Amor.
Para o outro não tem valor.
E não quer dizer que não Ame.
Apenas que se estranhe.
E também não é que Amor na seja.
É que as vezes o outro não perceba.
O quanto transbordamos de Amor!

Fica então...
...uma breve reflexão. 
Amor seria assim...
...um tipo de comunicação?
Uma linguagem não verbal. 
Um idioma natural.
Só percebido por quem faz igual.

Seria o Amor uma nova dimensão. 
Algo que quanto mais damos,
Ainda mais recebemos.
Ou que na verdade nem temos.
Porque apenas somos.
Como uma explosão. 
Que só dura o momento.
E está em seus resultados.
Acho que nem exista,
Amar certo ou errado!
Amar não tem lado.
Não se escolhe
Nao se planta, só se colhe.

Amar é a verdade no estado puro.
Em eterna profusão.
Amar é tudo!
E também ilusão!
Amar é o sim. 
E por horas o não.
É realidade e imaginação.

Amar é céu, é mar, é o chão.
Amar é história e as contas. 
Poesia em multiplicação. 
Amar é se fingir hipotenusa.
Pra somar catetos quadrados.
Sem nenhuma raiz ou razão. 

Amor é cor, é tinta é traço. 
E Amar é o que mais faço.
É o perfume de saudade.
Guardado na memória,
que se vai com a idade.
Amar é sabor, 
o tempero que nos une.
Amar é ser culpado.
Não dá pra ser impune.
O Amor é o adianto do atraso. 
Para evitar a partida.
Amor e Amar não é acaso.
É a Vida!

Graças aos meus!

Enquanto houver paciência. 
Construiremos nosso Amor.
Mesmo no mar de incerteza.
Ou na onda errante em dor .
Ponho as cartas sobre a mesa. 
Sem mais, nenhum, pudor!
Nado conta a correnteza. 
Me deixo ir onde for. 
Com a benção da mãe natureza. 
Assopro a vela e respiro a flor. 

Se me procuro no escuro. 
A luz da estrela me cega.
Não estou, assim, quase puro.
Seu veneno é o que me rega.
Mergulho no mar obtuso.
Vou fundo sem muita pressa.
Voltando a tona confuso.
Puxo o ar que me resta.
Sou eu frente a frente no muro.
Quadrado, sem nenhuma aresta.

Procuro um abraço calmante.
Espero que me dê, o seu sim. 
Desejo estar como antes.
Um pouco mais longe do fim.
Chorar já não é o bastante.
O que me cativas assim.
Entendo o arfar sibilante..
Como a dor de pedras no rim.
Desejo te ter mais um instante.
Pois estou a perde-la de mim.

Razão já não liga pra conta.
A arte esta presa ao museu.
A vida que quer ser a dona.
A mando de quem se perdeu.
E sobe assustada a pamplona.
Um sabre que corta meu céu
Fugindo da rua e da zona.
Da soma, da sorte e de Zeus.
Fugindo da morte matrona.
Amar e dar graças aos meus.

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Amar nunca é passivo!

Dizem que ela é interesseira.
E eu a acho interessante.
Acusam de ser intrigueira.
Mas seu charme é instigando.
Quando apontam forasteira. 
Vejo uma linda viajante.
Se fala uma besteira.
É pra me ver delirante.
Ela não foi a primeira.
Mas está na mais alta estante.
Pois já passou em tanta cadeira.
E parou na minha cama amante. 
Te quero toda e inteira.
Pois tu és embasbacante. 
Me lambuso a noite inteira.
Com seu fogo inebriante.
E na calma costumeira.
Recostar meu corpo errante.
De loucura me leva a beira.
Nosso Amor que é inconstante.


Como medir um resultado?

Li que o sucesso é
o fracasso que deu certo.
Carinhosamente discordo do poeta
Pedro Salomao.
Pra mim o successo é
o fracasso que ousou errar.
Que foi imprudente.
Que seguiu um novo caminho.
Trilhou destino diferente.
Indulgente.
Radicalizou e disse por ali não!
E assim superou as expectativas.
E trouxe outro resultado.
O sucesso é o irmao do fracasso.
Que nao se formou, mas foi feliz.
Que mesmo triste acredita.
Anda tão solto que levita.
Que optou por ser diferente.
E assim se sente alguem!
Ter sucessos e fracassos é normal.
Quero ver conviver todos os dias com eles.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Saindo da rotina...

Durante 25 anos eu folguei no dia do meu aniversário, desde 1999 quando eu ainda era estagiário, tinha apenas 19 anos eu folgo, era o meu dia de paz, um dia pra ficar de boa, sem stress, sem correria. As vezes por escolha estive com meu pessoal, mas nunca por necessidade ou qualquer outro sentimento de obrigação.

E isso se quebrou. Mais um encanto que se perde, mais uma rotina que se vai. A tradição termina e nem ligo mais, virou um dia comum!

E assim percebemos o quanto abro mão de mim mesmo, por uma aceitação que não virá.  Por uma ilusão difusa de que se eu me esforço mais issozinho eu consigo, vai dar certo, vão perceber...

Não, não vão. E como não falo com todas as letras, todas as palavras, com uma sentença objetiva e retumbante. Não sabem da insatisfação. Não percebemos o descontentamento.

Vivo um teatro, dia após dia, esperando que a plateia perceba que o palhaço está triste, que a alegria morreu, que o sarcasmo na verdade é um grito mudo de desespero angustiado.

Durmo cedo e acordo antes do necessário. Mas o que né necessário se o sono não aparece, se o corpo não obedece, se tudo que cresce é o vazio no peito. Desse jeito! Incessante,  impotente, deslizante, inconsequente, consciente, delirante...

Um não sei o que,  preso não sei onde, por não sei quem.

A busca por energia num gole em alumínio retorcido. Eletrólitos sem movimento. Desistência, insegurança e sequência de ações desnecessárias.

A área que não absorve nada. A luz que não reflete,  o estado inerte do movimento parado. Um estado de coma, prum não alcoolizado. A falta de escolha, também é opção, também está adulterado. Um momento de tiro antes do assalto. 

Um bom fim, sem recomeço, sem distrato...


segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Saindo por falta de crença

Quando o pedido é iminente.
E sair é a única solução.
Não tem mais "seja paciente".
Já tomei minha decisão. 
Deixo pra traz e sigo em frente.
Só lamento a chateação.
De buscar algo diferente.
Por não ter mais satisfação. 

Acabou todo o respeito.
Muita mentira ou mesmo vaidade.
Vou buscar os meus direitos.
Pois perdi a sanidade.
Veja tudo que tem feito.
Pra me ter em nulidade.
Seus demandas e defeitos.
E a falta de maturidade.

Faço aqui meu descarrego.
Não queria que fosse assim.
O vendido desapego.
Se mostrou um tanto chinfrim. 
Me tirou todo o desejo.
De criar, suar... enfim!
Pois muita banca e criou medo.
E tirou tudo de mim.

Siga o jogo e se mantenha.
Pois na arena sou mais eu.
Fingi susto e se apequena.
Pra não ver onde se meteu.
O escuro se assemelha.
A falta do brilho e todo breu.
Faço o que me der na telha.
Sigo o rumo que me deu.

O que é bom sempre acaba.
Todo fim é um recomeço.
Se não faço mais piada.
Tapa na orelha e mão no beiço. 
Vou embora dessa casa.
Deixo assim sem nenhum peso.
Só faltou vender minha alma.
Pra tirar o que mereço. 

Fui!!!

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Exausto...

Pensei que teria uma síncope. 
Meu corpo estava com mau contato. 
Dor de cabeça no topo, na cuspide.
Arritmia, Taquicardia, corpo travado. 

E ainda que estivesse bebido.
Não teria feito tanto estrago.
Como um e-mail perigoso recebido.
Que me deixa um bagaço...

Ou então um importunando.
Que não me deixa termi

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Superestimado...

Tenho visto e recebido.
Muito parecer superstimado. 
A série bem feita.
A festa completa.
O restaurante estrelado.

E também no trabalho.
Percebo o pré conceito.
O colaborador que está pronto.
Os tempos de encontro.
O relatório perfeito.

Passamos então pelo prazer.
Onde não deveria ter certo e errado.
A chupada na buceta ou no pau.
O melhor vibrador, o plug anal.
Ou o tempo de sexo ideal!

O clima, a comida, a bebida da hora.
O flerte, a paquera e a foda!
A saída, o passeio o encontro a dois.
Muitas vontades e desejos.
Tudo que fica pra depois.

O cuidado com a saúde. 
A falta de vontade e atitude.
O excesso de trabalho.
O cabelo caído e grisalho.
A aparência, a descrença ou o preparo.

São muitas coisas desmedidas.
No mundo utópico e perfeito.
Que sempre precisa ser comprado.
Pra ter, pra fingir e deixar de lado.
Não tem mais o "viver ao seu lado"

Tudo fica assim...
Superestimado!


domingo, 1 de setembro de 2024

Solitude em depressão

Finjo que estou em solitude.
Mas na real o que sinto é solidão.
Não peço a ninguém que me cuide.
Mas queria alguém próximo ao coração. 
E mesmo que a miude.
Mesmo que eu diga que não.
Estar sozinho mesmo que acompanhado.
É triste, mas é meu legado!
Não me sinto companheiro.
Nem me sinto bem amado.
Pareço um estrangeiro.
Dormindo em casa e exilado.
Uns estudam outros trabalham. 
E fingem se preocupar com meu lado.
Mas como parei de contar o que faço. 
Tenho mais me distanciado.
Estou solto e aprisionado.
Meu corpo está livre pra ser avoado.
Minha mente me prende e fico atarantado.
Não tenho pra onde ir.
Só tenho ficado e estado.
Muitas vezes nem quero sair.
Pois com gente fico apavorado.
E não quero um bicho.
Pra me fingir acompanhado.
Nem brigar por amigos.
Que esqueceram das lutas e fico amoado.
Se deito sozinho, pois ainda estou são. 
Me da preguiça até da televisão.
O trabalho não rende, mas a entrega foi feita.
Produtividade alta, nem perto de perfeita.
E os prazeres são mínimos.
Finitos que conto nas mãos.
Nem vontade de grito.
Muito menos tesão. 
Não como, nem bebo.
Nem mesmo dou lição. 
Cansei de ser eu mesmo.
Estou em desilusão...

Começou Setembro

Começar Setembro.
E a boa nova te esperando.
Porque chega sempre amando.
E com ele o frio sereno.

Meu pequeno desespero.
É viver, espera e ando.
E te ver esperneando.
Quando já nem mais me lembro.

E se passa solto e lento.
Só um dia após o outro.
Revoando a folha e o pano.
E as cores dão talento.

Mas de tudo que eu prezo.
Mês inteiro revirado.
Chega sol, mas não o sábado.
Me esquivo e saio ileso.

E no fim o que me prende.
Me acorda desse trem.
No mais puro, abuso, inglês. 
When setember ends.

terça-feira, 27 de agosto de 2024

Se faça...

O papel de interesado.
Se confunde com o de metido.
Por hora sou desavisado.
Em outras sou advertido. 
Não me basta ser engraçado.
Ou então ser divertido.
Quero ser mais que palhaço.
Ser um ser positivo.
Me sinto negativado.
Pela injusta ignorância. 
Por vezes escanteado.
Em torno da intolerância. 
Não quero ser mais um aliado.
Quero ser o protagonista.
E mesmo se não autorizado.
Dou meus pulos não sou purista.
Invado, me meto, não largo.
Não serei apenas turista.
Não largarei meu passado.
Sigo com força e vou pra cima!

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

me ɓasto

Quem mais se aparece.
Mais fica despercebido.
Se esforça pra ser quem não é.
Se faz de muito entendido.

E ainda que não me proponha.
Uma saída honrosa.
Fico firme,  sou forte. 
Minha estadia foi exitosa!

Não tem que descare. 
Nem seja fogosa.
Pode ser que me pare. 
De forma afrontosa.

E mesmo na prece. 
Não sou esquecido. 
Me faz mais feliz. 
Ter todo aviso.

Cuida cão bravo!
Não entre, nem bata.
Quem mexe comigo.
Termina com a marra.

Pois sou mais eu mesmo. 
Mais que outros cinco. 
Se pão por menos. 
Sou reconhecido. 

O que fez justiça. 
E sentiu tudo enfim.
São todo por todos.
E eu mais por mim!

domingo, 11 de agosto de 2024

Não tem quem faça...

Pode mudar. 
Pode tentar. 
Vai estragar. 
Vamos arrumar.

Posso ceder.
Até esmorecer.
Mesmo se perder.
Não vou me render. 

Pode mentir.
Até divergir.
Tirar meu sorrir.
Não vou desistir. 

Pode me expor.
Explorar minha dor.
Fazer o terror.
Me pôr onde for.

Fugir em parkour.
Sem nenhum glamour.
Mantendo o Humor.
Pois sei quem eu sou!

Resistência!
Ternura.
Persistência.
AMOR!

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Cansado mais uma vez...

Cansado!
Não escolhi o como.
Nem defini um lado. 

Parado...
Com certeza não corro. 
Também não nado.

Stressado, 
Frustrado,
Enganado.

Preso no fundo do poço. 
Procurando por mais um buraco.

Escondido.
Escorraçado.
Em vez de agregar, trocado!

Iludido, fudido, ferrado...
Sem ter um braço amigo.
Pra ajudar com o fardo.

E assim eu vivo.
Beirando o descaso.
Mais uma vez....

Cansado!

sexta-feira, 19 de julho de 2024

nem toda queda é feia

a espera do por do sol...

Hoje o por do sol foi lindo.
A lua assistiu deslumbrante.
Sei que estou indo.
Mas sempre terei esse instante.

Com o passar da vida.
Percebemos o que tem valor.
Cuidamos de nossas feridas.
Mas não desaparece a dor.

Porque somos feito de tempo.
De erros, descuidos e frustrações. 
E quando não aprendemos direito.
Teremos mais decepções. 

A casa que não completamos.
O texto que ninguém nunca leu.
A carta que não enviamos.
O gosto de quem só perdeu.

O então, já parece adiante.
Como pura desculpa ou pesar.
Você já não esta como antes.
E eu não esqueço te Amar!

domingo, 14 de julho de 2024

abençoado

olhe só

Olhe só quem apareceu 
Vei pro todos nós. 
Aprendeu a não ser só eu. 

Ou será que não é bem isso.
O interesse te faz buscar.
E depois tem um novo sumiço. 

Prioriza só o que quer.
Faz só o que precisa.
Não levanta uma colher.
Vive a vida de narcisa.

Exige tudo de todos.
Não aceita o contrário. 
Fixa regra cria pontos.
Tira a folga dos horários. 

Vive apenas em seu mundo.
Não pensa no bem estar geral 
Deixa o outro lá no fundo.
Não percebe e deixa mal.
Fala muitos absurdos.
Perde toda sua moral.

Ignora os meus desejos.
Nem com beijos fica bem.
Faz pirraças e trejeitos.
Finge dor e deixa sem.

Não impresta nem cativa.
Meu Amor jogou no lixo 
E de noite se esquiva.
Como se eu fosse um bicho.

Então agora eu digo.
Procurando o meu prazer.
Sou só meu único amigo
Quero voltar a viver.

sábado, 13 de julho de 2024

Coragem pra seguir o futuro!

Me deixe te Amar.
Como Amo a mim mesmo.
Como um espelho.
Límpido e reluzente. 
Me deixe te Amar no presente.
E faça comigo um novo futuro.
Nosso desejo é muito maior.
Do que o maior objetivo.
Nossa história é direta.
Será concreta.
Firme e forte.
Guiadas pela estrela do Norte.
Que no céu desperta. 
Me dê a chance.
De mostrar o que quero.
Fuja comigo e me carregue.
Pois contigo a vida pode ser leve.
Pode ser lisa, crespa, líquida.
Passaremos pelas durezas. 
Salgando e adoçando ao nosso gosto.
Perfumando e colorindo.
Deixando o caminho lindo.
Fazendo brincadeira do destino.
Em completo desatino. 
Consciente.
Eu defendo viver a gente.
E os outros que quiserem.
Que nos seguem.
Eu te levanto. 
Você me ergue.
Eu me encanto.
Você me entregue.
A chave do seu coração.
Pois as minhas estão em sua posse.
Venha, só terá o amanhã que desenhamos. 

A vida no meu filme!

Quero viver num filme.
Montar em um dragão.
Virar um desenho triste.
Que não passa na televisão.

Quem sabe um musical.
Descer longas escadarias.
Entrar em algumas frias.
E passar num dominical. 

E se por acaso for 
uma série de ação.
Ou uma sequência de terror.
Me mate na introdução.

Aceito o papel triste.
Ou mesmo o de vilão.
Quem sabe uma drag em crise.
Ou um polícia ladrão. 

Me passe na reprise.
Assim fico perto da nostalgia.
Mesmo que em crise.
Só passe na madrugada fria.

Quero viver de ilusão.
De roteiro pensado.
No cinema mudo, isolado.
Pronto pra Luz, câmera ação!

Aqui jaz uma linda união!

E pode ser que deu.
Pode ser o decreto final.
Cada um pro lado seu.
Cada um com seu cada qual.

Não foi do nada.
A coisa degringolou 
Levamos a vida descuidada.
E ela, a vida, nos afogou.

E logo logo é isso que será.
Cada um no seu caminho.
O Amor é só que nos resta.
Com um pouco de carinho.

Mas perdemos o respeito.
Criamos uma grande desconfiança. 
Não vejo por onde, nem vejo um jeito.
Perdi todaa as esperanças. 

Passo a contar nos dedos.
O pouco tempo de qualidade.
Não consigo controlar meus medos.
Nem mesmo criar mais vontade.

Os objetivos se desgrudaram.
Já não temos quase nada em comum.
Acho que tudo já foi tentado.
Eu virei só mais um.

Em tudo vejo traição. 
Os olhares não se cruzam mais.
Hora é dinheiro, hora falta de tesão. 
Deixamos muita coisa pra trás.

A tristeza é a mágoa são constantes.
Mutuamente, aparece em nos dois.
No imediatismo, nos rompantes.
Na desplanejamento, deixado pra depois.

Vivemos, quando muito como amigos.
Já não temos um tempo de paz.
Sem um destino pra nós definido.
Recebemos o que o vento nos traz. 

Não compartilhamos mais desejos.
Nossos projetos perderam o sentido. 
E assim fugimos e nos escondemos.
Perdendo o sabor, o som é o colorido.

E com a dor assolando em meu peito.
Sinto que ja não me quer mais.
Por conta dos nossos defeitos.
É a nossa união que aqui jaz!

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Tempos em Tempos

O tempo.
Sentiu.
Que nosso tempo.
Ruiu.
Em dois tempos.
Partiu.
Em um tempo.
De frio.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Nem tudo enfrenta o desejo de estar.

Daria meu corpo pra ti sem medo.
Pra dele fazeres o que quiser.
Pois sei que perdeste o desejo.
Sei, que não mais me quer.
E todo este meu anseio.
Ser seu homem te ter mulher.
Se perde em puro desespero.
Como sopa sem colher.
Me exponho todo ao meio.
Ao frio, ao calor, ou o que vier.
Não chego na frente em primeiro.
Sou marcado por pouca fé. 
Se não tenho mais tu por inteiro.
E nem sei mais como é que é.
Vejo o barco me levar prisioneiro.
E minha sorte desabar do pé. 
Só é morte se não for corriqueiro.
Só é Amor se não sou um qualquer!

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Se acabar a beleza...

Se acabar toda beleza.
E só restar amargura.
Lembre que teve leveza.
Mas teve muita armadura.
Não por causa de uma mesa.
Ou do cotidiano suas agruras.
Não foi o dinheiro ou avareza. 
Mas sim a trilha escura.
De fugir de nossa natureza.
Pra viver fantasias imaturas.
Mentimos com clareza.
E escondemos as verdades nuas.
Caminhamos vias estreitas.
E muitas vezes erramos as ruas. 
Não era só mais uma fraqueza.
Mas a fase errada da lua.
Ficamos com a dura certeza.
Que desistimos do objetivo por figura.
Não priorizamos nossa destreza.
Mas o dedo que aponta a culpa.
Que seja nossa última sobremesa.
Doce, daquelas que tem cura.
Pra viver novas incertezas.
Cada um na sua!

terça-feira, 9 de julho de 2024

Antes que o que foi bom, se perca!

Se não me aguenta mais.
Não me suporte. 
Se sou insuportável. 
Não me sustente.
Se está insustentável 
Não me procure.
Se sou abominável.
Não pense em mim.
Se estou alienado.
Fuja de mim.
Se não sente nada de bom.
Me deixe.
Vou embora e não discuto.
Sem discurso.
Sem briga.
Nem abuso.
Nem fadiga.
Vá e não olhe pra trás. 
Sem se arrepender do que foi.
Sem pensar ou medir pra onde fui.
Se ausente. 
E aprenderemos 
Sem dizer motivos.
Sem longos avisos.
Tudo que existiu pode ter sido bom.
Mas de maduro, foi ao chão.
Não.
Não foi só paixão. 
Foi Amor, carinho e adoração. 
E por isso tudo.
Um adeus mudo.
Cego, surdo e sem tato.
Nada concreto.
Tudo abstrato.
Sem dor ou pecado.
Cada um siga pro seu lado!

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Quando te vi com outro...

Acordei e estava tudo bem.
Mais um dia pra passar .
So que a verdade estoura a mais de cem.
Na minha cara pra não dividir.
Você estava com outro alguém.
Naquele que seria meu lugar.

Parem, parem esse trem.
Não sei pra onde aportar.
Você roubou sem porém.
Me traiu e me jogou ao mar.
Como um corpo frio, com desdém.
Estou tentando acordar.

E esse pesadelo medonho.
Que parecia um sonho.
Já não sei onde vai dar.
Você tirou o meu chão. 
Me jogou em um porão.
Com ódio por ainda te Amar.

E tudo que já foi bom.
Do cheiro, do gosto e do som.
Passo a duvidar.
Se eu que era o vilão.
Que não te dei mais tesão. 
Pra em outro lugar procurar.

Desisto, me devolva o que te dei.
Meus beijos, desejos, minhas vontades.
Tenha um pouco de piedade.
E apague os versos que te dediquei. 
Rasure as cartas, delete as notas.
Esqueça quem sou, isso não mais.importa.

Siga seu caminho.
Com suas novas escolhas.
Deixa que eu me recolha.
E não mais estrague.
Pois viver perto será uma masmorra.
Apagando o que resta da minha sanidade!

sábado, 6 de julho de 2024

consideração pelo fim

Sempre prezei a consideração.
Ou o fazer algo por alguém.
Sem querer nada em troca.
Sem criar dependência.
Fazer quando se sentir a vontade.
Não é pra ser forçado.
Não é por obrigação. 
Nem mesmo algo que se considere.
Pra tomar uma ação.
Mas sim considerar que aquilo pode te fazer feliz.
Pelo outro estar feliz.
A realização por tabela.
Uma satisfação em satisfazer.
E fica difícil sustentar isso.
Quando se faz por fingimento.
Por simples sedução ou encantamento.
Cansa.
Tem uma mudança.
Não queremos mais aquilo.
E a máscara cai.
Tudo o que se era.
Já não é mais.
O que se queria.
Não quer mais.
Quando se fazia, com isso adoecia.
Entrava numa vibração de mentira.
E agora não tem mais fantasia.
O que era compatível. 
Sumiu!
E assim, perde-se o respeito.
O carinho. O desejo.
O Amor.
Se perde e deixa todos perdidos.
O fim foi dado.
Agora precisa amadurecer.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

A pior forma de exercer poder!

De todas as formas de poder,  ignorar conscientemente a necessidades do outro é a pior.
Pra mim!
Desviar o foco. 
Aumentar a demanda. 
Forçar a inação.
Considerar o que irrita. 
Testar os limites. 
Não ter os limites.
Puxar as rédeas.
Dar tarefas hercúlea.
Vencer pelo cansaço. 
Não expressar ajuda.
Empurrar a culpa.
Comparar com os pares.
Evitar olhares.
Tirar os direitos.
Cobrar os deveres.
Reduzir o contato.
Priorizar o ridículo.
Não usar o fato.
Manipular os dados.
Esperar o erro.
Se aproveitar e esmiuçar cada segundo desse erro.
Publicar aos olhos do mundo.
Os segredos profundos.
Diminuir as vontades. 
Limitar a liberdade.
Aprisionar o coração. 

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Tudo mudou

Assim, como se fosse do nada.
Tudo mudou.
Eu sou o cara que reclama a presença.
Passo a sentir ausência.
Me escondo no trabalho.
Faço coisas depois falo.
Exijo da minha paciência.
Pra não causar estranheza.
Assumo o descaso do outro.
Como se fosse pouco.
Passo pano, limpo a barra.
Cobro a falta de marra.
Planejo o futuro que não vejo.
Ignoro o que desejo.
Mostro na hora o que me é caro.
O que quero deixo claro.
Mas não sei bem.
Se isso é meu ou de alguém?
Se isso me faz melhor?
Pois me sinto pior.

terça-feira, 11 de junho de 2024

A arte da ilusão.

A ilusão é uma das maiores artes.
Está tudo bem.
Está tudo ótimo.
Estou tranquilo.
Foi excelente.
Não tenho nada.
Ótima notícia.
Estou me dedicando 100% a essa conversa.
Isso fará muito bem para nós.
Vamos se esconder em um jantar romantico.
Vamos fingir que estamos atarefados.
Bloqueia a agenda com nada.
Faça monólogos intermináveis.
Lembre de fatos que não aconteceram.
Subverte a ordem do tempo.
Inverta a lógica faça do todo só a parte.
Escanteie as pessoas.
Esqueça de seus valores.
Perca sua índole, sua individualidade.
Se transforme no monstro da lagoa.
E engula seu próprio rabo.
Até desaparecer.
Aí sim a ilusão estará completa.
Você acreditando, batendo palma de plateia.
Na sua própria tragédia.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Onde termina a falsidade?

A preocupação começa com um motivo.
Geralmente uma falta de controle.
Como uma chama de um fósforo. 
Pode se manter constante em uma vela.
Ou se apagar num chacoalhou de dedos.

Na falsidade a chama se apaga.
Finge vez por outra a atencao.
Principalmente ao sentir uma brasa alheia.
Mas se acomoda é espera passar.
Porque a intenção foi só de atuar.

Simula uma briga, uma discussão.
Pede coisas que nem quer.
As vezes só pra ouvir o não. 
E corroborar sua tese estúpida.
De que o motivo está no outro.

Nunca em si mesmo, sempre além. 
E se for no plural muito que bem.
Mais uma tragicomédia no palco da vida.
Mais um caso de Amor suicida.
A mesma história, só muda a torcida.

Cansa achar que vai ser diferente.
Que foi passageiro, seguimos em frente.
Nem quem se beneficia acredita.
A voz ecoa, a aparência destoa o cheiro irrita.
Fadados ao fim, não há quem evita.

Por mais que insista.
Por mais que se repita.
Ainda serão as palavras não ditas.
Que servirão de exemplo ao que remonta.
A vida a dois não é um faz de conta...

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Quentinho e confortável

Quentinho,
Ficar ao sol
Esquentando
E sozinho.

Em paz
Tranquilo
Buscando
Meu caminho.

Assim
Quieto
Parado
Suspiro!

E ouço pra que tantos nos dias ruim sejam assim.

terça-feira, 4 de junho de 2024

Ou não.

Você pode ser do bem,
Ou não!
Você pode gostar de cantar,
Ou não!
Você pode comer bem,
Ou não!
Você pode se exercitar,
Ou não!
Você pode gostar do trabalho,
Ou não!
Você pode querer mais salário, 
Ou não!
Você pode estar satisfeito,
Ou não!
Você pode ter dor no peito,
Ou não!
Você pode ser um machista,
Ou não!
Você sonha em ser alquimista.
Ou não!
Você quer que o lixo vire ouro,
Ou não!
Você pode vender tesouros,
Ou não!
Você tem poder e não sabe,
Ou não!
Você usa roupas que não te cabem,
Ou não!
Você quer ser mais altruísta,
Ou não!
Você quer viver como artista,
Ou não!
Você pode ir pro descanso,
Ou não!
Você pode ser corpo manso,
Ou não!
Você quer viver como um sonho,
Ou não!
Você pode estar enfadonho,
Ou não!
Você pode só sentir dor,
Ou não!
Você quer é ter mais Amor!
E cada vez mais!

terça-feira, 28 de maio de 2024

Daremos uma pausa até depois das férias!

Do pó viemos, a merda voltaremos...

Mais um dia se passa.
E tudo continua igual.
As nuvem carregadas.
A penumbra usual.

Nada mais é de graça. 
Passa sempre do normal.
Pede mais uma cachaça. 
Mel, limão e um pires com sal.

E mesmo que eu me disfarça.
Me encontra no habitual.
Fazendo minha pirraça.
Exagerando no visual.

Pois na vida é só desgraça.
Tiro, porrada e bomba acidental.
Uns morrem na hora errada.
Outros Amam o imoral.

Eu aqui cagando água. 
Diarreia disfuncional.
E a bendita descarga.
Ir com ela é bem legal

Me levanto e faço força. 
Pra não ser um anormal.
Que minha mãe não me ouça.
Quando cheiro eu passo mal.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

O que é ou não é?

Amar não é prático. 
Nem mesmo preciso.
Amar é errático 
Muitas vezes indeciso.

Amar não é obrigação. 
Nem mesmo só vontade.
Amar é problema.
Em todas as idades.

Amar não é troca. 
Nem mesmo doação. 
Amar é desespero.
Pra qualquer direção. 

Amar não é simples.
Nem mesmo tem tamanho.
Amar é um delírio.
Sofrido e estranho.

Amar não é coragem.
Nem mesmo extravagância. 
Amar é dedicar-se. 
Com muita esperança.

Amar não é pra todos.
Nem só pronoutro ver.
Amar é ser mais junto.
E eu quero Amar você!

domingo, 26 de maio de 2024

Difícil de conversar

Um assunto
ácido 
tácito 
extremamente delicado.

Por vezes
escondido
aturdido
sem a devida lucidez.

Algo estranho
confuso
difuso
ilusório no tamanho.

Sem forma
conteúdo 
absurdo
que não soma.

Evitado sempre
afastado
ilhado
sem precedentes.

Deixa isso pra lá.
Chega de pensar.
Nisso não fale mais.
Põe pra baixo ou pra trás. 

sábado, 25 de maio de 2024

Ainda da tempo?

Tudo que está perto do fim.
Já teve um começo. 
Nem sempre é triste assim.
Poderia ser só um tropeço. 

O que era pura paixão.
Agora é um breve suspiro.
E toda suada empolgação. 
Não passa de um alívio. 

Não tem perdão pra pedir. 
Foi tudo uma escolha.
A força que passou a medir.
São árvores sem folhas.

A renúncia da vida a dois.
É o que não queremos agora.
Nem dá pra saber o depois.
A dor pra passar demora.

As opções estão escassas.
Em horas e dias que passam.
O bolo não passou de massa.
Não assa ou como nós disfarçam.

Fingir será nossa sina.
De que tudo está bem.
Caindo de baixo pra cima.
Parado a mais de cem.

Se tudo que peço é verdade.
Calada ou muda omite.
E nem é falta de vontade.
Só não há mais quem acredite.

Que tudo uma hora dá certo.
O teto e o chão nem se abala.
Pois tudo que tem de concreto. 
E dizer que eu quero Amá-la!

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Águas Passadas (Mais do mesmo no varejo!)

É Pay 
É Prime 
Não tem nem uma prenda. 
Experiência que falta. 
Nove reais da merenda. 

É o plano da claro. 
Troca fone dispensa. 
Pra vender um produto. 
Ineficiência de venda. 

Regional só reclama 
Pede outra campanha. 
Supervisor se estranha, 
E ninguém acompanha... 

Hora é falta de vaga. 
Hora aceite de encaixe. 
O cliente não paga. 
A indústria rebate. 

Se a meta não chega. 
Já vem lá uma desculpa. 
Preço da concorrência. 
Uma longa disputa. 

O PAF 
É pífio. 
Outras sopa de letrinha. 
Pra sustentar um modelo. 
Cheio de ladainha. 

O produto tem não. 
Tá no mix? Nem tente... 
O suppply faz na mão. 
Não tem gente que aguente. 

Já começa de novo. 
Toda a reclamação. 
O produto era novo? 
Não tem distribuição. 

Ladainha de sempre. 
Nem esta perto da meta. 
A gestão se esconde. 
Quando não fala merda.
 
São as águas de maio. 
No mês das mamães. 
Em julho o aniversário. 
Não tem nem parabéns. 

Em novembro é o Golden. 
Prometendo um bilhão. 
No Natal se escondem, 
Pra não passar carão. 

Outro ano pra baixo. 
Nem semente de romã. 
Objetivo ta longe. 
Não tem cem mil fãs...

A decepção CLT

Na empresa onde trabalho.
O que impera é a burrice.
Cria em todo funcionário.
Uma certa idiotisse.

Faz do salário dependência. 
Da mentira uma essência.
Arrota valor pra fingir humildade.
Mas promove só na vaidade.

Faz políticas de diversidade.
Mas é cruel com o diferente.
Finge comoção e equidade.
Mas trata mal os deficientes.

O vale refeição é uma piada.
Não paga uma mísera coxinha.
Mérito e remuneração variada. 
Nem pra comparar com a vizinha.

É adepta do menos é mais.
Mas nunca chega a explicar.
Que arrancar o couro é o mais.
E o menos está no pagar.

Cria cultura, metas e objetivo.
Ignora o colaborador antigo.
Acha que escondendo seus erros.
Não precisa tratar os defeitos.

É um amontoado de gente perdida.
Quem não está mal da cabeça, tem ferida.
Não sei mais o que está por vir.
Que apague a luz o último que sair!

quinta-feira, 23 de maio de 2024

A inalcansavel pílula pra liberdade ou a busca da dignidade desconhecida

Me machuquei.
Cai do pódio.
Não é um lugar cativo. 
Alguns julgam ser etéreo. 
Acho passável. 
Volúvel.
Instável. 
O auge não é um lugar para ficar.
É momentâneo.
Não nascemos nele.
Quando morremos damos o lugar.
Não tem premissa pra ser diferente.
E é solitário. 
Virá até agonizante.
Estar fora dele é comum.
Ser comum é ser humano.
Como todos.
Não sou o primeiro. 
Nem serei o último.
A se decepcionar com a descida.
Quando não se aprecia a subida.
É ainda mais doída a retirada.
A maioria nem se aproxima.
Assim não sofre.
Mas também nem sonha.
Está pensando tanto no básico. 
Que seu alcance está limitado até na imaginação.
Só alcança o que está a mão. 
Não é maldade.
É mentalidade.
Ou formação. 
Não te ensinam esse tesão. 
Se limita ao que é irracional.
O velho instinto animal.
Não medita, inspire e expira.
Apenas Respira.
Não come, bebe ou aprecia.
Está limitado a se alimentar.
Não passeia, não transita, nem viaja...
Anda ou corre, se locomove.
Não reflete,  analisa e nem sonha.
Descansa absorto, dorme na fronha (quando muito).
Não se educa ou evolui, nem vai aprender.
Se forma, se molda pra sobreviver.
É triste.
Insisto.
Decepcionante.
Será amanhã.
É hoje
Foi antes.
E é proposital. 
Liderado por quem.
Domina o capital!

quarta-feira, 22 de maio de 2024

O querer e o conseguir

Não consigo nem querer.
Se deprime passo a me esconder.
Me reprimo pra não ceder.
Me ensino a te perder.

Busco desculpas.
Finjo ajudas.
Fujo das lutas.
Caso as bruxas.

E passo a não sentir.
Amargo um não agir.
Passo ao largo de ti.
Só pra me punir.

E solto as rédeas.
Ignoro as tréguas.
Julgo com minhas regras.
E não te entrega.

Pois sou seu demônio.
Seu único patrimônio.
Parceiro de manicômio. 
Um insone anônimo. 

Mais um a dizer não.
Sem aprender a lição.
Passando de mão em mão.
Como um simples vilão.

E vem a decadência.
Me falta a decência.
O verbo em incontinência. 
Perco a paciência.

E danço.
Com ranço.
Num manso.
Ir e vir.

Embarco.
Embargo.
Engordo.
Não sem rir.

E sumo.
Em suma.
Ou somo.
Não sano.

Acabo.
Assim 
Pra mim.
Foi o fim!

terça-feira, 21 de maio de 2024

Teatro em Si mistério

Se eu quero eu reviso.
E quem me ouça estampido.
O tiro da ponta do dedo.
Tiro lascado sem medo.
Zunindo pelos ares.
Tremores nos andares.
Sustenta o som escuro.
Estampado no meio do muro.
Como um ponto final.
A placa de pare do sinal. 
Tirando todo ar que me falta.
Destino subida em ribalta.
Para os aplausos receber.
Nessa arte que foi morrer!

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Saudade o Amor em lembrança

Saudade de ouvir você falar.
Do seu achismo.
Do seu cinismo.
Do seu cismar.

Saudade do seu toque.
Do carinho em meu cabelo.
Uma peça por novelo.
Uma piada de rebote.

Saudade dos fatores desnecessários. 
De sentar perdido no tempo.
De contemplar o vendo.
De perder nossos horários.

Saudade de caminhar contigo.
Ou de ver você passando.
Com certeza resmungando.
Mas sempre um ombro amigo.

Saudade de quando eu era criança. 
De quando eu era seu netinho.
De todo cuidado e carinho.
Saudade o Amor em lembrança!

Não é hora de achar quem sou culpado...

Quando tudo estiver perdido.
Qualquer coisa será um achado.
Se for o rabo de um felino.
Você pode ser unhado.
O que é um pedido.
Pra quem está do outro lado?
O mar está quentinho.
Falou o contente casado.
Mais fácil tremer de frio.
Do que ser gelo suado.
Me escondo no cantinho.
Pra naonser encontrado.
Sou quieto, na minha, tímido.
Posso até vir a ser ousado.
Mais fácil me encontrar num barril.
Do que em um palco, olhado.
Então me esgueiro pro vazio.
E fujo como um lagarto alado.
Perco todo meu brio.
E deixo o coração despedaçado. 
Ferido.
Calado
Abatido. 
Cansado...


sábado, 18 de maio de 2024

tempestades de você

Misturo-me em ti.
Em braços e pés descalços.
Te espero enfim.
Em todos os meus alvos.
O suor nos mistura,
Choro, saliva, beijo e cultura.
Ao que tudo virá chuva.
Perna, língua, lábios, vulva...
Meu ápice é seu prazer.
Essa louca vontade de você. 
Desejo, aperto, espero e imploro.
Um berro, gemido, um grito, socorro.
Calor, quentura, luxúria e fervor.
O som abafado de quem clama em louvor.
Sou deusa, sou anjo, a gira que chama.
Diabo arrumado na beira da cama.
Sou escuta, sonora, senhora de si.
Sois puta, sois nora e um pouco de mim.
Não para, enrola, me puxa se estica. 
Nem chegou a hora, não vá, fica!
Descansa sua alama
Ressoa, se acalma.
Repousa em meu peito.
Me faz travesseiro.
Dorme...
Se mostre.
Resista.
Tão linda.
Deu!

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Fim de semana em ciclo

Guardo chega a noite.
E escurece o céu azulado.
Surge como um véu. 
Estrelas num tom usado.

Quero muito seu mel.
Lambuzando meus lábios.
Roubando o que é meu.
Quebrando um lado abusado.

E se tudo for vil.
Triste em modo afobado.
Fico então por um fio.
Solto, perdido, avoado...

E quando na manhã acordo.
O acordo de estar mais presente.
Doum um beijo e no fim mordo.
Calado, mas não carente.

Enfim no início da tarde.
O sol sobe, ficando a pino.
Me recobre, me esquenta, me arde.
E aflige no fim do domingo!

atrapalhando as vontades

O cansaço bateu.
A memória perdeu.
A vontade cessou.
Esse trem já passou.

Outro dia se vai.
Um expresso que sai.
Mais um corpo no mar.
Outra forma de Amar.

A criança que cresce.
O período que desce. 
Aparece o problema.
Outro pau de sistema. 

A vizinha reclama.
Uma briga se inflama.
Drama só em um.filme.
Cada vez mais ciúme. 

São mais dados em vão.
Minha casa um caixão. 
E o fim logo vem.
Não estou muito bem.

Hoje a rua está lenta.
Me incomoda quem só tenta.
Outra forma de agir.
Já é hora de partir!

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Monogamia

O homem não foi feito.
Pra viver em monogamia.
Esse é meu defeito.
Isso é o que mais queria.

Já me dou por satisfeito.
Em sua companhia. 
Me sinto um ser eleito.
Por ter você nessa vida.

Nunca mais me deito.
Sem agradecer o meu dia.
Saber que estará no meu leito.
Que comprou minha franquia.

Sua cabeça descansa em meu peito.
Te esquento na noite fria.
E assim o viver é perfeito.
E a casa nunca estará vazia.

Sem mais e com muito respeito.
Esquecendo toda fantasia.
Tento só e se não fiz direito.
Sobra o Amor que eu refazia.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

palavras

Juntas no mesmo local que você vai fazer o que pediram. 
Ou melhor te aprisionam em um punhado de ideias falsas.
Onde os dois estão com um preço muito alto. 
Falam de um jeito diferente que não tem sentido.
Inútil, insuportável, indescritível, alienável.
Perdido, escondido, assustado, irreconhecível.
Mais um nada no meio de tantos nadas.
Chega, não mereço mais esse martírio. 
Não vou pinga o seu colírio.
Não me faz bem, nem a min, nem a ninguém.
Ignora, espera, espora!
Fim.

domingo, 12 de maio de 2024

Mãe

Mãe é uma só.
Mãe nao da laço,
Mae da nó.
Mãe nao corta.
Mãe poda.
Mãe nao é sexo.
Mãe é foda!
Quando mãe avisa
É precisa.
Não adianta.
Não será, já era...
Mãe não planta.
Mãe gera.
Mãe é presente.
Mãe é constante.
Mãe é insistente.
Carente e errante.
Mãe nao tenta.
Mãe faz.
Mãe lamenta,
Aguenta contumaz.
Mãe nao conserta.
Mãe molda.
Mãe nao prende.
Tambem não solta.
Mãe é natureza.
Mãe é universal.
Mãe é beleza.
Amor incondicional!

sábado, 11 de maio de 2024

ainda que caminhe...

Ainda que caminhe,
Canse porque tens pernas.
Agradeça porque tem saúde.
Revisita suas crenças. 

Pois de tudo serei atento antes.
Quando me lembro do tal zelo.
Quando Amo e Amo tanto.
Se não esquecer que procure.

E amo-te simples.
Amo-te sempre.
Amo-te antes (de entes)
Amo-te constante.

Porque Amor é tempo.
Não é quantidade.
Nem muito, nem pouco.
Mas com idade.

E se desculpar é a ordem.
Não sua nem saia da frente.
Pois te Amo diferente de ontem.
Te Amo durante e entre.

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Quem nem tenta, não desiste!

O não querer 
inexorável. 
É uma armadilha 
intragável. 
Pior 
que querer pra si.
E nunca
conseguir.

Até lidamos 
Com a decepção.
Mas o desprezo 
É difícil.
Dói fundo.
Quebra a alma.
Espinha a razão. 

Mas as vezes
É onde nós pegamos.
Fazendo desse jeito.
Errado.
Do outro lado.
Sendo o ser.
Desprezado!

A mentira do agir.
Pra fugir do acertar.
O medo do não.
Paralisa a pergunta.
Aquieta o assunto.
Faz da conversa
Defunto.
Tortura, machuca
E não mata!

Deixa tudo aberto.
Incerto.
Não cita.
Futuro
Valores
Objetivos de vida.
Cutucar a ferida.
Aponta pras dores.
Mas não remedia.

É um descaminho.
Um vazio.
Uma rua sem sentido.
Sem destino.
Sem início.
Nem fim.
Um aí de mim.
Muito nãos.
E algum talvez.

Amor como arma¿

O desemprego de ser só amado.
Sem admiração, 
Sem carinho
Sem paixão.

Com obrigação de apenas Amar.
Não querendo ficar.
Precisando mudar.
Sem falar.

Criando dificuldade até pra olhar.
Sentie um desprezo,
Repulsa, apatia...
Uma noite de verão fria.

A espera de uma solução.
Algo com razão.
Que tenha lógica.
Uma nova emoção. 

"Amar sem ser Amado.
É sofrer calado"
Já diria o poeta.
Um tanto quanto desanimado. 

E Amar é só ser amado?
É falar e manter-se desesperado.
Sonho impossível, um cavalo alado.
Como pedir o seu lado?

quinta-feira, 9 de maio de 2024

o fim de toda esperança

O normal da vida é ser triste. 
Chorar, sentir, sofrer.
Felicidade até existe.
Assim como momentos de prazer.

Não dou presente, eu sou.
Minha dedicação foi a escolha.
Não sou outra pessoa.
Foi você que mudou.

E assim como a lua.
Aparece reluzente e nua.
Mas não se deixa tocar.
Foge e se esconde no mar.

Me evita e finge quem pode ser.
Se engana, me engana e cadê?
Diz que fez mudanças no viver.
Mas não passa de uma moça blasé.

É o fim, eu desisto então.
Me roubou, retirou o meu chão. 
Passa ao largo, deixa a vida em vão.
E me resta desamor sem paixão. 

Vou embora pro meu canto voltar.
Deu a hora, já não saio do bar.
Me afogo, sem mais saber nadar.
Acabou a vontade de Amar!


quarta-feira, 8 de maio de 2024

O traidor traído e nos traindo!

Você está me traindo?
Sim, e você também!
É pra onde estamos indo.
O caminho desse trem.

Não tem um humano envolvido. 
Não tem gente.
Não existe um alguém.

Estamos nos traindo.
Pois perdemos derrepente.
Os acordos pra viver bem.

Queremos estar juntos.
Esta posto e são fatos.
Mas descombinamos.
Todos os nossos tratados.

Perdemos o objetivo.
Andamos sem comunicação (e atenção).
Nosso prato perdeu o sabor.

Desencontramos os destinos (caminhos).
O que nos mantém é o tesão.
E a certeza de nosso Amor.

Já não basta o estar junto.
Queremos o que nos negamos.
E esse é o proibido assunto.
Pois assim nos assustamos.

Eu não te basto.
Você não me envolve.
Eu que te calo.
Você se descobre.

Eu quero sossego.
Você quer movimento.
Eu e meus tormentos.
Você e seus lamentos.

Você quer ter, quer ir
E tambem quer expor, quer mostrar.
Eu quero contemplar, sentir
Eu só quero Amar!

terça-feira, 7 de maio de 2024

Carta pra mim mesmo em setembro de 2010 (De volta para o Futuro)

Oi Dan... sei que não está tudo bem.
Conheço nossos medos desses dias aí, sei pelo o que passamos e se posso dizer algo é. Tudo passará! E muito bem por sinal. Pode ser um pouco conturbado no início, mas logo mais você estará em águas tranquilas e harmoniosas. Vai por mim, já sei o que passou.
Lembre-se de nesses primeiros dois meses fugir de armadilhas, não se deixar manipular por imagens de fragilidade ou pela pseudo-dependencia.
Não ache que o Amor não exista que a paixão não vale a pena, você vai me agradecer de ter te lembrado isso. Aposte tudo, aposte novamente pois não tem repetição de erros quando se aprende. Erre novos erros, mas tente não se proteger exageradamente.
Ouça seu coração e apenas pondere com a razão. Não faça o contrário. 
Seja feliz, se deixe ser feliz, foque na vida e no futuro.
Em 14 anos você será um profissional bem sucedido, um pai foda e um companheiro dedicado. Mas não pense na vida apenas de 2010 ou antes, o mundo da voltas, aliás ele gira muito e seu Amor só crescerá, com espaço para mais pessoas ainda. Será surpreendente, interessante o que nos reserva os próximos anos.
Lembre-se que o tempo é a Senhora de tudo, de todas as coisas, regerá sua razão, sua natureza e seu Amor!
Respeite principalmente o seu tempo e tudo se encaixara nesse quebra-cabeças de várias dimensões. 
Em todos os multiversos possíveis, respeitando o tempo a felicidade se mostrará superior a tudo!
Só um spoilers Mega da Virada 2011pra não te deixar tão maluco, use com moderação só depois do meio de 2024, ou seja aplique em algo de longo ltazo e transforme isso em muito mais, esqueça mesmo, pois te fará um bem danado quando isso for lembrado (concurso 1350): 03, 04, 29, 36, 45, 55

Nos Amo!

Seu eu envelhecido em tonéis de carinho!

segunda-feira, 6 de maio de 2024

Nada!

Nada pra ficar no zero.
Nada desespero.
Nada de reza, nada de esmero.
Nada de sistema sério. 
Nada que preste.
Nada que baste.
Nada que carregue, que sustente,
Nada que contraste.
Nada que ajude.
Nada de ajuste.
Nada de mudança, de andança. 
Nada,  nem um pouco de esperança.
Nada de novo.
Nada de melhor.
Nada que aprece, que aqueça.
Nada que nos livre do pior.
Nada pra cima.
Nada pros lados.
Nada de rima.
Nada os patos nos lagos...

domingo, 5 de maio de 2024

Hipócritas de Plantão Fodam-se

Se você precisa perguntar pra uma pessoa se ela vai ficar chateada, triste ou magoada com algo, muito provável dela ficar! Mas como vivemos num mundo hipócrita, numa sociedade de aparências a resposta também com alto grau de acerto será não!

Se você precisa pedir desculpas para comentar algo com alguém e dizer que não é pra ela ficar com raiva, se sentir diminuído, que não é por mal... Ela não te desculpar, levará pro lado pior é novamente só vai falar isso nas suas costas. Viva a sociedade!!!

Se sua crítica não tem nada de construtivo e apenas "ofende" a pessoa. O único motivo que você tem pra abrir a boca é querer aquela pessoa pra baixo. E ela por sua vez, geralmente vão se sentir péssima, mas só vai falar longe de você.

Os canalhas se dão muito bem nesse mundo. As pessoas racionais, diretas e sinceras, sem filtro são canalhas. Que se escondem atrás de um CID, que se escondem atrás da idade avançada, do sempre foi assim, da liberdade de expressão, do mundo está chato!!!

E os doidos igualmente,  pois querem ver o circo pegar fogo, fazem coisas pra provocar reações, pra provar pontos de vista, muitas vezes nem para ganhar algo, mas para se sentir no Olimpo da certeza!

A todos vocês um grande FODA-SE

sábado, 4 de maio de 2024

Que a força esteja conosco!

Que a força esteja conosco.
Que possamos fazer o melhor.
Que esperança seja o sol no rosto.
Que lembremos de como é vir do pó. 
Se tentar não é suficiente.
Sonhar não será em vão.
A força não está em ser crente.
A força está em ser são.
Mistura a cura e a vidência.
Na pura força de contenção. 
Transforma a nossa aparência.
Como lava num rastro de chão. 
O cuidado pra não sentir medo.
Traz a raiva, leva ao ódio e sofrimento.
É o mesmo com a decepção do Amor.
Que abre ferida, amarga a vida e cria a dor!
Por isso se mantenha sereno.
Assim nesses mundos pequenos.
Se posicione no alto, não fique exposto.
E que a força esteja conosco!