sábado, 30 de maio de 2026

o tempo e o foco

O tempo é um sabio com deficit de atenção. 
Ele conhece o caminho certo.
Mas prefere a ilusão. 

Vive nas sombras, um ouvinte calado.
Com foco, mas sem concentração. 
Se encontra perdido, um hiato.
No meio da multidão. 

As vezes olha pro alto.
Outras perde o rosto no chão.
Cai pra cima, rala o asfalto.
Seu joelho traz paixão.

Quando o tempo solta o pobre coração.
Chora, briga e perde o sono.
Faz saudade sem tradução. 

domingo, 10 de maio de 2026

misto ou mixto

Grand Royalle (04/maio/2024 9h)
O presunto fez algo pro queijo, pois ele estava fugindo do lanche. Até que estava bem assado o presunto, mas o queijo derreteu além da conta e sem fazer casquinha nas pontas, por isso deve ter fugido.
A quantidade é proporção estava ótima. Porém o pão veio sem uma passadinha leve (só pra dourar o centro) na chapa. E amassado, despedaçando num corte tradicional ao meio. Por sorte o pão é bom. Lanche bom!
Nota 6

Paris (01/junho/2024 11h)
Hoje as 3 fatias de presunto prenderam o queijo e me parece que com seu abraço quente e forte derreteu ele não muito, nem pouco, o queijo não viu a cor da chapa, mas estava saindo de dentro do abraço, o presunto viu a chapa e estava tostadinho numa fina manteiga. O pago não conheceu a manteiga, e nem a chapa, mas estava íntegro, fresco e crocante. Num corte moderno e levemente angulado, o lanche até acompanhou chips que veio tirada do saquinho e não descascada e frita (dispensável). O lanche estava bem bom.
Nota 7

Padaria Polar (26/junho/2024)
Pouco recheio, pouco gosto, cortado ao meio, quase em tira gosto. Era tanto anseio, pra te ver de novo, só restou receio, pelo pão do povo. Não sei se foi inteiro, ou se o horário morno, digo em seu respeito, minto não tem ovo.
Nota 4


porque estou aqui

Nao sei porque eu vivo
Ou se viver tem um motivo
Nao sei porque estou aqui
Se espero algo que esta por vir.
Diante dos meus olhos fechados.
Num sonho pesadelo pesado
Imaginei perder tudo.
Ficar cego surdo e mudo.
Fui forçado a ficar borracha.
E aquilo virou uma taxa.
Pra sair daquele lugar.
Que eu nem sei como fui chegar.
A menina que assim ja não era.
Os pais que faziam a guerra.
O caminho muito tortuoso.
Que me deixou mais penoso.
O mundo caindo em barranco.
E o que me restava era pranto. 
O medo o vazio de uma vida.
Com gente penosa e sofrida.
Nao tinha caminho a tomar.
Só o fim que estava por lá. 
Acordei e tão pouco esquecia.
Que a vida bonita ruia.
E entao pude enfim escrever.
Tudo isso que conto pra você. 
Do que vale ter longevidade
Sem sentido, sem honra e hombridade.
Quanto posso pedir de atenção. 
Se nem tenho a mesma missão 
Se mais vidas vier no futuro
Eu prefiro nascer obtuso 
Como aqueles que nao sofre em pensar.
E só pedem, só juram em rezar.
Pois assim cria algo em tração.
Paz de espírito e calma no coração

sábado, 9 de maio de 2026

O perigoso sorriso

Te observar dormindo é perigoso.
Perigo de me apaixonar de novo.
De me entregar sem esforço.
De perder meus dias e meus sonhos.

E o medo vira crescente.
De ser deixado subitamente.
Ser ignorado, largado premente.
Ficar chupanto o dedo, rangendo o dente.

Leria um novo obtuário recente.
Aqui jaz mais um romântico doente.
Alguém que deixaram ausente.
Um perdido, sofrido e carente.

E assim estaria no fundo do posso.
Na cova recente, em pelo e osso.
Alguém que não que viveu sem dolo.
Uma auto sabotagem de um dito culposo.

Volto a ser subserviente.
Procuro razão, pois perdi o jogo.
Sem regra, firmeza ou presente.
Como prego num chão arenoso.

E se passo no chão lustroso.
Joelhos pra suplicar seu aceite.
Me doo ao prazer de seu gozo.
Me faço amante, perdido ao deleite.

domingo, 3 de maio de 2026

Reunindo pensamentos...

Hoje tive o prazer de me reunir com uma turma das antigas, daqueles de onde nasceu boa parte da minha experiência. Os que me deram aprendizados com base na vivência, desde a época das brincadeiras e cantigas.
E no meio de tantas lembranças engraçadas, de contos, ficção, projetos e trabalhos.
Tinha histórias de Amor e algumas trapalhadas, estudos, negócios e planos de ação inacabados.
Pude resgatar propósitos esquecidos de quando tinha quinze e nenhum dependente.
Lembrar de mapas objetivos que com vinte e cinco apostava em ser persistente.
Ou quando ja proximo aos enta partia pra coisas novas e uma vida de carteira assinada.
Desenhos e linhas mal traçadas, escritos de um sonhador que me levaram a tudo que sou e do que tenho, nada!
E me fez pensar que quem espalha os sonhos vive e guardar muito fundo as vezes perde. Tirar do papel não é o primeiro passo, mas nao deve ser o último, nem o único.
Que inclusive não tem uma quantidade certa de passos. De atos, de acertos ou fracassos.
Tem quem nem sonhe. Quem deixe no papel. Tem os que fazem, os que persistem, os que compram por lote ou a granel.
Tem gente que faz crescer e alguns que florescem. Uns insistem outros esquecem.
Mas repito o que aprendemos então:
"Faça do seu jeito independente de geração, mesmo que sua escolha seja a não opção!"