quarta-feira, 11 de junho de 2025

desistindo

Eu queria acabar com tudo. 
Cada vez mais, menos. 
Queria deixar o mundo mudo 
Esquecer dos terrenos.

Queria pausar a vida. 
Talvez até parar. 
Mas medo a força da palavra proferida. 
Me ponho a calar. 

A vida fere.
E mesmo que eu não errei.
A ferida irá sangrar.

A morte pede.
E eu dou muita sopa.
Pra esse azar!

Não sou, mas sinto... (O mito de Omito)

Não sou o Sísifo.
Mas sinto que só sifodo. 
Ou só minha foto.
Ou sou sumido.

Não sou Platão
Mas sinto que sou sombra.
Que tudo que me sobra.
Fica sempre a se esconder.

Não sou Narciso.
Mas sinto que me hipnotiso.
Frente ao espelho.
E me perco primeiro.

Não sou Medusa.
Mas sinto que fui violado.
Por uma Deusa achincalhado.
E porto por um Perseu tarado.

Nao sou Ícaro. 
Mas sinto que me queima a pele.
Que me cai a asa.
Que pego fogo como turbina da nasa.

Não sou Teseu.
Mas sinto que me taro.
Perdido num labirinto sem saída.
Em busca de mim,  um otário.

Não sou Prometeu.
Mas sinto que roubei seu fogo.
Perséfone, Deusa calipígia,
Levada ao submundo numa noite fria.

Não sou Orfeu.
Mas te busquei bem longe.
Fiz um trato obscuro.
Pra que vivas do meu lado.
Pra que vivas do meu mundo.
E eu cubro seus pecados.

Sou só eu.
Mais um no meio de bilhões.
Um ninguém sem importância. 
Sem apego ou esperança. 
Envolto em multidões. 
Esperando o que é meu!

sexta-feira, 23 de maio de 2025

eu nao esqueci

Eu nao esqueci
Nem deixei voce jogado
Completamente ignorado.
Só não tive tempo de vir.

Te deixei aqui parado.
No canto de uma nuvem fofa.
Sem graça, isolado, insossa. 
Num app fechado. 

O mundo está corrido.
E nao tive tempo de te falar.
Me desculpa meu amigo.
Nao tenho nem tempo pra mijar.
O vento é tardio.
E minhas preces nao vão ajudar.
A vida é por um fio.
Com uma navalha a dançar.

É isso, preciso e nao o posso.
Desejo e reprimo.
Como um velho negócio.
Onde vencer sô se faz com crime!

domingo, 20 de abril de 2025

Parado

Se você ficar parado.
Estará certo e errado.
Não faz parte da corrida.
Ser extremamente sofrida
Vou corre pro outro lado.
Faz do mar seu próprio lago.
Destrói o que está por cima.
Faz de conta o que existia.
Sozinho e também exilado.
Se perde no caos, um estrago.
E ainda não tem o que precisa.
Demora mais e não avisa.
Ontem pensei num atestado.
Algo pra me deixar aliviado. 
E não tenho nada em vista. 
Nem que você insista. 
Chega!!!

segunda-feira, 14 de abril de 2025

a escrita que incomoda

Não estar presente aqui
é me distanciar de mim!
Também é um pouco de cansaço. 
Um traço na bateria social.
Não escrever com constância 
me acelera o pensamento.
Força o raciocínio com mil opções 
E acaba me deixando mais lento.
Muitos poréns para o dobro de "e se..."
Alguns "senões" e muitas contradições. 
O que eu ouvi, o acontecido e o que ela disse.
Mais observações, retaliações e sandices.
A flecha lançada, a quebra do frasco.
O asco, o saco, papel amassado.
A água que passa no riacho
embaixo da ponte, com só um destino.
O grosso da coisa, o cerne e o objetivo.
A perda, o ganho, a extração e o refino.
A loucura e as agruras de um menino.
Tanta coisa, pouco tempo, só lamentos.
Decepção. 
A procura do meu sustento.
Quase a beira da ilusão.
Ainda sinto necessidades.
Vontades, valores, raciocínio em turbilhão. 
As verdades escondidas por ocasião. 
O sal, o açúcar e o tempero da União.
Pode ser que tudo me aqueça.
E até que eu me esqueça,
mas no fundo.
Bem lá no fundo!
Não!

segunda-feira, 31 de março de 2025

Exausto...

60 horas de trabalho
Mais 6 horas no sábado 
No cansaço me atrapalho.
Fico preso e nao me acho.
Com a cara lavada me vejo.
Tentando entender se me encaixo.
E se não entrego o anseio.
Recebo mais um esculacho.
Eu não quero o que tenho.
E nem tenho o que posso.
Posso pouco e nada faço
Faço e perco o que quero.
Nesse elo viro pipa.
A rodar me embaraço. 
Sou mais uma mosca frita.
Nesse creme ralo e escasso
Ando sem nenhum caminho.
A Bússola foi pro espaço. 
Meu destino vem sozinho.
Já dem cor, sem cheiro e amargo.
Querer o fim não é destino.
É desistir do que me resta.
E a falta sem sentido.
Pede um pouco mais depressa.
Se não sei objetivo.
Só procuro uma meta.
De quebrar e ser punido. 
De fugir perder as pregas.
E se ainda for vivido.
Torcerei por outra eureca.
Sem palácio, luz ou trilho.
Esse é o fim de toda festa...

sexta-feira, 28 de março de 2025

influencer matusquela...



Influencer matusquela...
Que posta prato, posta shake 
e posta treino...

Influencer matusquela...
Que posta filho, festa,
tudo de uma vez...

Influencer matusquela...
Que compra like, publi post 
e posta reals.

Influencer matusquela...
Posta tudo, posta-posta.
E de verdade ninguém viu!

domingo, 23 de março de 2025

FOMO, FOMA e FOME

Criado pela IA do Copilot


Provavelmente você já ouviu sobre o acrônimo FOMO, até justificando corrida e desespero na era da informação, no anseio por dados. Como característica de um esgotamento (Burnout), de transtornos de ansiedade. Mas já entendem o que é sua evolução o FOMA ou então já pensaram no que seria seu antecessor real, o FOME (não é a fome, mas o acrônimo FOME)? Pegue seus ovos e um fio de óleo e vem viajar na maionese com o tio.

FOMO (Fear of missing out) geralmente correlacionado a geração Millenial e/ou "X-enialls" (pouquinho antes do Millenial), seria numa tradução direta O "Medo de ficar de fora" ou "medo de perder algo" (sendo esse algo do seu interesse). Podemos falar em medo de não estar em um lugar com os amigos (popularmente chamado pela minha mãe de "síndrome das duas bundas"), de não saber uma notícia importante rapidamente ("síndrome do fofoqueiro"), de não saber o que está acontecendo com algo ou alguém o tempo todo ("síndrome do controle absoluto"), de perder uma oportunidade de compra, de não se divertir por completo... Necessidade de estar o tempo todo conectado.

Como disse antes, essa é a mais explicitada, estudada e divulgada, está ai desde 2000 e pouco (na minha pesquisa foi cunhada por Patrick J. McGinnis) e que também trás características como a pessoa precisar registrar tudo o tempo todo com vídeos, fotos, comentários... Tem a necessidade emergente de estar em todas as rodinhas de conversa, se não sabe algo está sempre procurando e interagindo nas redes sociais para "aprender" ou apenas ter noção pois se aprofunda pouco na informação e pode ser levada por uma ou outra noticia falsa que ajude em seu viés de confirmação.

FOMA (Fear of missing anything) atualizada e associada a geração Z e também a nova geração Alpha, ainda em definição. Apresentado pela Amy Webb em seu último estudo, foi inicialmente proposto como medo de perder audiência (Fear of missing audience), para o mercado de marketing e principalmente de geradores de conteúdo os famosos "Creators" e vendedores moderns "Influencers" (o desenho inicial foi com o Mercado Ads e novamente com Patrick J. McGinnis), mas o termo está "pivotando" (pra se moderno um moderno antiquado), está se remodelando em 2025 para: Medo de perder qualquer coisa, sem distinguir o que e como, ou mesmo o pra que, qualquer coisa que ainda vai acontecer ou surgir (mesmo que não seja do interesse agora). Isso cria a necessidade extrema e imediatista de estar hiperconectado, sintonizando diversas vibrações e com isso mais acelerado e hiperativo. A pessoa nem sabe o que pode perder, mas ela já tem o medo de perder, de não participar, de não ter a possibilidade nem de recusar, então mais do que aceitar todos os convites, ficar enfeitiçado pela rede social, rolando a tela, ela se antecipa a isso, chega a estudar tendências para reservas espaços para esses eventos fictícios, criando uma tendência a aceitar mais o impacto da publicidade, de divulgar notícias sem pensar em rever, de ser ainda mais rasa nos estudos. Não presta atenção em uma conversa pois não consegue acelerar as pessoas como faz nos áudios e vídeos, não quer perder tempo e cansa da interação social, desenvolvendo características que remete a síndromes e transtornos que artificiais ou ao menos adquiridos (quando os estudos mostram que não podem ser adquiridos).

Essa pessoa já conta que perdeu o tempo, e quando chega em um lugar já está pensando nos 10 outros lugares que vai estar, quando sai pra fazer uma viagem, já vai pensando em quais as próximas 10 que fará. Passa do registro por lembrar e ser lembrado, para apenas um registro de prova de vida, acha sempre que está perdendo o momento e não aguenta qualquer incômodo ou pausa. Com isso não tem tempo de refletir, não consegue criar as sinapses necessárias para aprender, tenta sempre fazer um download que adquira o conhecimento de forma instantânea. Ainda precisa ser estudado e debatido, mas tende a ser ainda mais persuadido e manipulado.

Dito isso, tento dar um passo atrás e buscar em mim e em meus ancestrais a sigla que tenta definir nossos medos e sugiro a FOME (fear of missing everything) como disse eu associo aos Baby Boomers e geração X pois pensando no FOMO e na FOMA, lembrei de coisas que sempre ouvi e vivi dentro de casa, comigo, com meus pais, avós, amigos e os seus pais e avós. O medo de depois de conquistar algo, perder tudo. Ou mesmo sem ter nada, Perder Tudo.

Foi o medo iminente de perder a casa própria, o terreno que foi suado pra manter ou comprar, o carro, o telefone, o status... A falta de segurança físico-patrimonial, a falta de segurança jurídica, por uma quebra de contrato de trabalho, chegando até a entender que estar falido ou com o nome "sujo" (notificado nas redes bancárias e no famoso Serasa) seria perder o nome, para alguns seu bem mais precioso.

O medo de perder tudo no entanto (talvez por saudosismo e com um viés de confirmação pra mim) não nos paralisava por completo, pelo contrário nos faz buscar mais proteções, alguns se afundavam em estudar mais, trabalhar mais duro e por mais tempo, entendendo que isso é se dedicar mais, porém também adoece mais, perde o tempo de gozar a vida, de aproveitar, deixando pra curtir quando aposentar, quando não conseguir mais caminhar nas ruas da Suiça, como um casal de velhinhos que dorme na gondola num passeio em Veneza ou que não sai do quarto do Hotel no Caribe. Nos sujeitamos mais aos famigerados boletos, as contas, as compras de mês. Precisamos preparar a próxima viagem da família, organizar o próximo almoço no detalhe do quem vem, o próximo encontro pra saber se todos terão espaço e ficarão confortáveis com o que terá pra comer, tentamos não perder o contato, cair no usual "uma hora marcamos...", ou "um dia eu ainda vou/terei..." ou seja também somos falhos.

Penso em tudo isso pra discutir o quão fácil é criticar o medo dos outros, ainda mais quando não é o seu, do lado de fora. Quão fácil é apontar o dedo, julgar, sem a necessidade de corrigir, sem olharmos para nós mesmo? O comodismo de criticar a geração seguinte como fomos criticado pela anterior (memória fraca), não queremos nada diferente do que somos, do costume, da nossa zoninha de conforto. Muita gente da geração passada critica as novas e o "sempre foi assim", precisa de reflexão? Tem que ser assim? Não podemos aprender um pouco com os mais novos, como tentamos aprender com os mais velhos? Sei que muitas coisas da nova geração ainda não entendo, por não se encaixar na minha régua de moral, ética ou comportamental, mas isso não quer dizer que estão errados, muito menos posso afirmar que estão certos. Estão diferentes, isso é fato, pois pensam diferentes e passam por coisas e sentimentos diferentes. Ou seja estamos caindo no eterno erro de falar da nossa época, sem considerar o mundo que vivemos, o período que as pessoas foram inseridas e sem estudar as coisas de forma mais abrangente, mais amplas. Vivemos no mundo onde a IA faz o jaba da música e reclamamos que o algoritmo nos influencia, mas não era assim com quem saiu da caverna e voltou pra nos contar, com o trovador que cantava as histórias a sua forma, o rádio que tocava a música que queria ou que lhe rendia mais, o jornal, a televisão, o filme, o disco mais vendido, o cd, a música digital, o streaming... todos influenciados e influenciando, mas sempre precisamos de um vilão, que com medo de nominá-lo chamamos de mercado, um poder amorfo, irracional, autoritário e obscuro.

Até quando nos deixaremos dominar por esse mercado e os medos que ele nos impõe?

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Quantas vezes ainda vou chorar com você? E sorrir? E cantar? Amar e viver?

Quantas vezes ela chorou,
Pois não tinha entrado.
A duvida do meio do ano.
Por ntalvez não ter tentado.

Quantas vezes ela chorou.
Pra achar que não dava mais conta.
Mal sabia que por conseguir chorar.
Era ainda mais durona.

Quantas vezes ela ficou inibida.
Perdida, zonza ou cansada. 
Correndo de lado a lado.
Pra não chegar atrasada.

Quantas vezes o cansaço bateu.
Um trabalho, o trabalho ou uma nota.
Mas andou num caminho só seu
Uma trilha, um rua, uma rota.

Quantas vezes o choro foi meu.
Por te ver tão aflita com a vida.
O orgulho que você me deu.
Tão altiva, feliz e festiva.

Quantos colos e risos terei.
E você frente a frente a olhar.
Realizando tudo que sonhei.
E ainda poder te Amar!


terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

sono

só não durmo pois me falta o
sono!
som, o grande vilão do
sono!
sonho que não cessa sem
sono!
sondo no fundo, treino e testo o
sono!
sou menos eu quando estou com
sono!
sonar das noites inglória por ausência de
sono!
somando ansiedade com depressão me tira o
sono!
sorrateiro destino de angústia com pouco
sono!
solitário na madrugada quente como cão sem
sono!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

De todas as formas, a pior!

De todas as forma que tenho pra dizer algo.
A pior é sempre a escolha feita.
Do boa noite atravessado, quando você se deita.
Ao obrigado cínico, da cama desfeita.
A crítica ao perfume de flor de colheita.
Ou o beijo na testa que tira a ausência.

E quando estou com pressa é ainda mais grave.
O café sem gosto na tarde.
O sol que nasce, não esquenta mas arde.
O oi despretensioso pra marcar passagem.
A preguiça que esconde a vadiagem.

E se for desculpa não melhora em nada.
O atraso é justificado de forma esfarrapada.
A comida sem gosto é muito salgada.
A viagem cansativa com horas de estrada.
A fala que ataca de forma malvada.

Então não tem mais jeito.
Não sou nem perto de perfeito.
Sou um suplente e não.um eleito.
O catarro que entope seu peito.
A mão que te afaga e da um.tapa no beiço. 

E ainda assim sou o mesmo que foge.
Que evita falar pois sempre explode.
Aquele que só se estressa e some.
Um balão apagado que não sobe.
Um amante ruim que não fode!

sábado, 8 de fevereiro de 2025

Desistindo de tudo!

As vezes pensamentos estranhos correm pelos conjuntos de neurônios. 
Sinapses ruins e pessimistas questionam minha existência.
Sem resposta, me sinto preso cercado por diversos demônios. 
E continuar nesse mundo, sem sentido, sem motivo se torna insistência. 

Talvez seja fruto de uma saúde mental precária, uma doença. 
Ou quem sabe ainda, uma seita macabra que me torna errante.
Se sou mais um perdido, sem futuro, sem causa e sem crença...
Também sou um troféu, esquecido no alto de uma velha estante. 

Me lembro de um dia, onde monotonia era algo distante.
Tanta atividade, que o corpo até arde de lembrar o vivido.
O estranho é que agora, não tenho a vontade de ser mais constante.
E o que agora não presta, é tudo que me resta, um mosquito no ouvido.

Me entrego ao desprezo já não tenho mais medo de ficar abatido.
Sou só mais um trapo, um treco, um caco, que não liga pra dor.
Não me importa o que dizem, se me doe, se me corta ou me firo.
E nesse guardanapo, com um copo me acabo, por viver sem Amor!!!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Quanto mais eu entrego, mais me distraio.

Quanto mais eu entrego.
Muito mais eu me distraio.
Corro, me viro, excluo meu ego.
Respiro, enfrento e me traio.
De tanto destempero.
Me desespero.
Caio.
Treinando meu anseio.
Quando vejo.
Falho.
Ignoro a vontade.
Escondo o desejo.
Trabalho até tarde.
E assim é me perco.
Ouço mentiras espúrias.
Tão duras.
E rasas.
E a farsa não cessa.
Depressa.
Se alastra.
Então fúria exposta.
Que cega é não erra.
Facada nas costas
Cabeça na pedra.
E assim vou vivendo.
De enganos.
E desatinos.
Perdi os meus anos.
Em insanos
Delirios!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Desapontado com tudo...

As estrelas se apagam, e o céu se desfaz,
As açoes que espero, não chegam jamais.
Eu os Amo, são luz, mas a luz que me cega,
Na esperança que crio, o vazio que me pega.

Em cada palavra, em cada promessa,
Mais mentira, uma sombra que me estressa.
O Amor que é meu, eles não conseguem ver,
A cobrança é dor, que é difícil não ter.

O abraço que busco se desfaz em silêncio,
E os olhos que espero, se vão no imenso.
Eu construo castelos de sonhos e fé,
Mas cada ato ou falta, me rasga até.

Em meus pensamentos, a esperança é clara.

E a realidade amarga, a confiança para.

O que eu construí em ilusão e encanto,
Agora desmorona e  se faz em pranto.

O tempo que passam sem me perceber.
Faz com que me perca, passando a me esquecer.
A expectativa é chama, mas que arde sem fim,
Na frieza do mundo, busco refúgio em mim.

Eu Amo, mas não posso me iludir,
Esperar que se transformem, sem me consumir.
A angústia que é minha é via de espera,
Mas o que tenho deles, firula e primavera.

A cada dia, uma ferida mais profunda,
Mergulho sem alma em águas imundas.
Minhas mão estendida, mas nunca tocada,
O silêncio é a resposta, as palavras caladas (vozes cansadas).

Quis que me vissem, sem pintura ou máscara,
Mas o reflexo no espelho é de um tiro na cara.
Eu Amo em excesso, sou grande e sou dor,
E a quem tanto Amo, falta o mesmo Amor.

O que esperava se perde nas nuvens,
E a vida segue com suas novas juventudes.
O desapontamento dissolve quem sou.
Mas sigo Amando e pedindo em clamor.

Em cada gesto, um suspiro, de um olhar perdido,
Mas eu nunca me sinto tão bem correspondido.
A dor é minha, e a expectativa é meu açoite,
Pois Amo, espero, me engano, mais uma noite.

sábado, 11 de janeiro de 2025

A sombra que assola meu ser!

Oh, tu, sombra que mora em mim,  
Silenciosa, mas imensa como o vazio  
Que se estende além da linha do horizonte,  
Onde as cores se desfazem e finda em montes,  
E o peso da alma se torna um fardo sem fim.

Tu, que te insinua nas brechas da mente,  
Como uma névoa espessa que obscurece o dia,  
Teus dedos frios criam encantos, poesia,
E a luz, antes radiante,  
Agora se faz distante,  
Como o eco de um grito perdido no abismo de quem sente.

Não sou mais quem era antes de ti,  
Transformei-me em um espectro de mim mesmo,  
Caminho por ruas vazias, sempre a esmo,
Onde os rostos que cruzo não têm nome,  
E as vozes que ouço são ecos de um passado que um dia fui.

Ah, como eu lamento a ilusão da alegria,  
Que agora se dissolve como poeira ao vento,  
Cada passo dado, carrego mais um peso,  
Cada respiração, uma luta silenciosa e fria,
Contra o mar de desesperança que me engole.

O mundo lá fora continua a girar,  
Mas tudo é tão longe, distante,
Como se estivesse preso em um vidro fumegante,  
Onde nada chega com clareza a pairar,
Onde as cores do mundo se misturam em tons de cinza urgente.

Eu te abraço, depressão,  
Não por escolha, mas por compreensão,  
És o companheiro que não me deixa sozinho,  
Que me acompanha em cada silêncio,  
Em cada noite sem fim, sem sabor, sem vizinho...

Mas em teu abraço, eu aprendi a ver  
A fragilidade de nossa existência,  
A quebrar-me e reconstituir-me em penitência,  
A entender que, talvez,  por não agir,
A dor seja a única coisa que realmente sei sentir.

Oh, tu, que me consumiste e me tornaste menos,  
Ainda assim, em teus braços tao imensos,  
Há algo de profundamente humano,  
Um grito abafado, vil, mundano,  
Mas que, de algum modo, permanece inteiro.

E no fim, quem sou eu sem ti?  
Nada além de uma sombra que tenta existir  
No mundo das formas, onde nada é real.  
E talvez, se eu me perder completamente no final,  
Tu serás a última coisa a me definir,  
Pois sem ti, quem sou eu, de onde eu vim?  
Apenas a ausência do que fui, sem me ferir!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Diante de tudo...

Escrevo.
Preciso explicar?
Pra liberar as palavras presas em mim.

Escrevo
Porque gosto.
Escrevo porque sim!

Escrevo,
pra enfrentar meus medos.
Pra mudar um pouco o que penso.
Pra refletir se é assim.

Escrevo
e aprendo.
Sobre os outros, o que fazem,
o que pensam, como querem...
Do início ao fim!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Como tudo é (na visão dos outros)

Temos que ser justos.
Para não ter sustos.
Tudo é nosso sempre.
Separando os parentes.
O que é meu, é meu.
E o que você trouxe é seu!
O que veio do nada é nosso.
E o que eu ganho, gasto porque posso!
Não me traga duvida ou intriga.
Me dê suporte no que eu diga.
Não seja do contra, mais respeito.
Me aceite do meu jeito.
Mesmo que isso te fira.
No meu negócio não interfira.
A coisa está dada e feita.
Não se meta e me aceita.
Me ajude sem querer nada em troca.
Não me conduza, nem encurta minha roupa.
Não conteste, fecha os olhos e me apoia.
Deixe eu fazer de você minha boia.
E mesmo na porta e você na água fria.
Vou dizer que foi por Amor, noite e dia!

This isso the Way!

sábado, 4 de janeiro de 2025

Como tudo deve ser (ou o que eu acho que o outro acha)

Parceria sempre,
se não for se intrometer nas minhas coisas. 
Estarei sempre com você, 
enquanto estiver bem e bom.
Quero viver sempre ao seu lado,
se estiver do meu lado, não do seu!
Podemos arrumar as coisas juntas,
do meu jeito, da minha forma como eu quero.
Aceito tudo que for de bom gosto,
se for do meu gosto!
"Tamo junto",
nas coisas que são boas pra mim.
Cada um na sua se a sua for sua, 
se for nossa, cada um na minha.
Não me preocupa o dinheiro,
se cada um gastar o seu e você o nosso.
Não existe parceria financeira.
Não existe Amor eterno.
Existem muitos limites, mas esses não são discutidos previamente.
Ou propositalmente não discutimos os limites, apenas aceitamos quando é para o outro.
Se é para eu gastar comigo ou com as minhas coisas o dinheiro é meu.
Se é para fazer coisas para nós o dinheiro será nosso ou o seu!
Se você arcar com tudo, melhor,
daí não tem problema.
A comunhão de bens é parcial e eu defino, quando começa, quando acaba, o que entra ou não.
Eu não cobro os seus gastos, desde que não sejam nossos.
Eu divido tudo com você, o que é meu e nosso. O que é seu, é seu!

Em resumo:
Foda-se! Se vira! Se você quer, é assim!
Podemos discutir, controlar, mapear, falar, mas não me cobre mudanças!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Vira e mexe!

Vira e mexe e o sexo é bom!
Se fosse só os dois.
Quando não há o depois.
Assim temos o dom!

Ser feliz, andar pelado.
Pro um triz ser Amado.
Sem interrogatório,
Sem ser encilhado. 
A vida solta tranquila.
Em um dia-arde ensolarado.

Passear, ser eu mesmo.
E tambem não ser julgado.
Dar prazer sem fim, a esmo.
Exalar o cheiro doce de pecado!

E assim num mundo livre.
Estar atento e paciente. 
Esconder que fica triste.
Até voltar estar presente.
Amar a vida acima de tudo.
Enquanto estiver os dois no mundo!