sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Não me liga mais...

Você não liga pra mim.
Não estou falando de importância.
Mas de atenção.
Só faz quando é obrigação. 

E tudo bem assim.
Pra não gerar esperança.
Te livrei de qualquer missão.
E desisti de qualquer intenção. 

Por isso não espero.
E tambem não me esmero.
Fico quieto na minha.

Fico no famoso zero a zero.
Sozinho e onde quero.
Uma hora segue a vida.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Saudade é o Amor que perpassa o Tempo

Sinto muita saudade.
Que me causa dor no peito.
Não sei lidar com o desconforto.
Ainda não peguei o jeito.

Sei que é necessário. 
Pro seu crescimento.
Mas fico triste e confuso.
E até me sinto ciumento.

Já tentei ocupar a cabeça.
Trabalhando e me distraindo.
Mas é o vazio da cama.
Que me deixa retraído. 

E fazendo mais do mesmo.
Serie-filme, jogos, televisão. 
Passa tudo despercebido.
Quando penso na situação.

Sei que é um pouco de exagero.
Não acho que é solidão. 
Nem mesmo pra desespero.
Mas o costume da ação.

Conseguir a qualquer momento.
Procurar só pra te ver.
Também não é esse lamento. 
Muito menos um sofrer.

Talvez a falta de controle.
Um não sei o que fazer.
Menos cheiros, sabores e cores.
Uma falta de prazer.

Em resumo um desabafo.
E uma nova definição.
O Amor que passa ao tempo.
É a saudade em profusão. 


terça-feira, 18 de novembro de 2025

E ele se encontrou

Ele parecia perdido.
Sem um destino definido.
Andando do seu jeito lento.
Devagar, num quase querendo.

Mas se encontrou.
Pelo trabalho se apropriou.
Desvendou o velho mistério. 
De se ver num clima sério. 

E passou a se dedicar.
No trabalho e no estudar.
Criou todo um movimento.

E deixou eu me orgulhar.
Do seu conquistar. 
Do seu crescimento.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

vou me virar

Você disse pra eu me virar.
E quando virei você não estava lá. 
Pensei que era surpresa.
Mas a surpresa foi me deixar.
Como faço agora pra me encontrar.
Me encrustrei em você.
E agora você não está. 
Não quero comer, nem mesmo falar.
Cansei de dizer.
Que isso vai passar.

Me perco em meu ego.
Me finjo de cego.
Não aceito e nego.
Não sei onde vou ficar.

De novo não me viro.
Não saio nem me retiro.
Eu paro e só respiro. 
E espero o caminhar.

Sou mais um ser perdido.
Sem norte, sem lado, sem piso.
E ainda o que mais preciso.
É aprender a me cuidar...

sábado, 25 de outubro de 2025

Estar Sozinho

Estar sozinho.
Nao quero dizer nao ter ninguém ao seu lado.
Nao ter pessoas do lado ou estar rodeado.

Estar sozinho
É um pouco como se ver fora do ninho.
Fora da estrada em um novo caminho.

Estar sozinho.
É um pouco de se sentir pelado 
De estar presente mas ignorado.

Estar sozinho.
É um pouco de estar amargurado.
Ou mesmo ficar quieto e cansado.

É estar sem um lugar.
Tentar fugir sem se esconder.
Abanar os braços e ninguém te ver.
A imensa distância pra nadar.

E morrer na praia.
Perder a razão. 
Esconder seu brasão.
Pra nao fugir da raia.

Estar sozinho.
É não ter sua voz ouvida.
Nem pra ser contradita. 

É esperar o que não virá.
Ter saudade do que será.
Se fosse um outro dia.
Estar do lado da cama fria.

Estar sozinho.
É perder a chance de ignorar.
Ganhar a vantagem do nada.
Dirigir sem um lugar pra alcançar.
Perder o caminho na estrada.

Estar sozinho.
É estar ainda mais perto.
De ninguém que é certo. 
Ou de viver num novo mar.
Sem céu, sem praia, aberto.

Sozinho.
Estou pobre.
Mesmo nobre.
Estou sem sorte.

Estar sozinho.
Pode ser a morte!

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

POSA DE PERFEITA

Quando você fala eu sinto seu cheiro.
É uma desgraça.
Esse cheiro de fossa.
Que exala ai ia ia.

O tempo inteiro a fotografar.
Sem objetivo.
Sem nem mais pensar.
Falando besteira em todo lugar.

Fala que é gueixa
Mas é lá do interior
Finge até que treina.
Mas só posta fotinho de caô o o o

Posa de perfeita.
Que é amiga de CEO.
Mas fica de espreita
Pra ganhar curtida de doutor o o o

E o Lair que eu caço.
Com um Fat perfeito.
Você não entende, meu bem
Foge até do pleito.
Você não entende, meu bem.
Deixa que eu ajeito.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Amor Bariátrico

To fazendo arroz pra oito pessoas
Mas meu panelão, quase que não deu.
Se não for no fogão, vai ser no microondas
Demora demais quase não acendeu.


Vai faltar o sazon.
Eu tempero o feijão.
Colocar o cominho. Uma folha de louro. E um pingo de dendê

Coloral quanto for.
Misturar com açafrão.
No meio do caminho. Eu frito um ovinho. E completo você. E e

Ainda nao acabou...
Um bifinho eu frite e ei.
O feijão não demora. Esquento a polentinha. Que depois salguei.

Salada completou.
Um almoço de rei.
Faz um suco da hora. Ou abre uma coca. E chama pra comer.

Senta e come tudo quente.
Enquanto não é taarde
Cuidado com essa pimenta.
Que quando sai aaarde.

E depois de comer bem.
Ainda tem um cãanto.
Pra comer um bom pudim.
Algo que eu Amo tanto. (Eu amo tanto...)

Vou falar que ta bom.
E comer um montão.
Vou beber o suquinho.. Ter um dumping sozinho. De tanto come er

Depois um sono bom.
Desmaiar de comer
Eu espero um minuto. Que volta meu mundo. Ainda posso viver

Guarda o resto pro tropeiro
Pra comer mais taarde.
Faz omelete caseiro.
Com molho de tomaate.

E quando a fome vem.
É de tudo que eu como. (É de tudo que eu como)
Pode colocar purê
Nesse podrão eu como. (Eu como. Eu como!)

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Votos (Ju)

Se tivesse que comecar a vida de novo, tentaria te encontrar mais cedo. Nao muito mais cedo... talvez uns 5 ou 6 anos antes. Pq quando nos conhecemos estavamos bem preparados para nós mesmos, maduros, com feridas, com aprendizados, com erros, sabendo um.pouco mais do que queriamos, ainda ansiosos, mas prontos para cuidar um do outro.


Não sei se foi Amor a primeira vista, paixão a primeira tragédia contada. Mas com certeza o primeiro beijo foi bom.


Não somos muito parecidos, eu sou um Jedi Rebelde Preguiçoso e você esta mais para uma Trinity Trabalhadora Focada, mas como diria Anitteli, "os opostos se distraem" e tivemos ótimas distrações, porém o mais importante é que "os dispostos se atraem" e aprendemos batendo a cabeça algumas vezes que estamos dispostos a viver juntos! ❤️


Temos nossos dias de quarto/sala... de sala/sala e os de quarto/quarto (ainda bem). Aprendemos a nos respeitar, não nos aturamos, mas sim atuamos na mesma peça chamada vida a dois (a 3, a 4, a 5, a 10... 15...), com cumplicidade, com completude e recentemente nos lembrando da nossa individualidade, sem nos desfazer dos nossos gostos, melhorando a cada dia, criando e quebrando nossas próprias regras.


Viver ao seu lado é e continuará sendo, um grande privilégio, criando felicidades e distribuindo Amor!


Obrigado por me fazer melhor a cada dia!


Se você vier

Pro que der e vier, comigo

Eu lhe prometo o Sol, se hoje o Sol sair

Ou a chuva, se a chuva cair

Se você vier

Até onde a gente chegar

Numa praça, na beira do mar

Num pedaço de qualquer lugar

Nesse dia branco, se branco ele for

Esse tanto, esse canto de amor,

Se você quiser e vier

Pro que der e vier, comigo

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

7x7 (49 anos)

Quando completei sete setênios.
Percebi que tinha dúvidas de mil anos.
E com tantos desenganos.
Muitos panos pra passar...

Aprendi que sei bem pouco.
E sempre preciso estudar.
Menos embates, mais encontros.
E destinos pra chegar.

Quero amigo em todo canto.
Me encanto em todo lugar
Sou da terra, pego fogo...
Me espalho pelo ar.

Cada chama que me atiça.
Tem a vida a me chamar.
Faz a paz que é bem quista.
Para o mundo prosperar.

Tem mais jeitos que defeitos. 
Flores, fontes, praia e mar.
Os sabores, cores, cheiros...
E um eterno me Amar!

Mas sera o setênio?

Sete conjuntos de sete anos.
Sete setênios. 
Completados em Setembro.
Com saúde.
Com o que me resta de honra.
Com respeito.
E um pouco de abuso.
Com um freio obtuso.
Na prudência.
Na decência. 
Na persistência. 
A tentativa de ser bom.
Aos olhos de quem a mim me parece bom.
A tentativa de ser eu.
E a descoberta de qual eu eu quero ser.
A busca intensa por paz.
Interna.
Eterna
Que espreme e aperta.
A corrida sem rima.
Do caos ao cais.
Mudando os papéis.
Criado com jornais.
Assim recomeça o ano.
Assim eu vivo.
E tambem me engano.
Assim eu sonho.
Assim me assanho.
Enfim me estranho.
Sem ser meu dono.
Sou tarde.
Sou Marte.
Sou sono!
Sou um jovem idoso.
Ou um novo velho.
Ou um mero...
Rascunho do que serei!

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

os pequenos enganos

Fala uma coisa.
E faz outra.
Só enrola.
E faz de conta.
Mais demora.
Nao fica pronta.
Vai embora.
Com outra roupa.

Se engana.
Me engana.
Perde o passo.
Perde grana.
Esfria a cama.
Desfaz o laço. 
Desencana.
Vai pra lama.
Em descompasso.
Nunca ganha.
Só faz manha.
Me desfaço.

Sempre finge.
Brinca a sério. 
Faz a esfinge.
Sem mistério. 
Deixa ou pinte.
No cemitério. 
Quieto aflige.
O monastério.

Só reclama.
Nem me chama.
Vai pro espaço.
Faz um drama. 
Me arranha.
Em meu encalço. 
Para a sanha.
Acompanha.
E tira o assalto.
Quando apanha.
Pula a trama.
Um novo amasso.

Me expulsa.
Quebra o trato.
A roupa suja.
Sai do ato. 
Me assusta.
E parte o braço.
Fica puta.
E da no saco!

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Sem mais...

Se me tiram a força.
E desconfiam de mim.
Me tratam como fraco, uma louça.
Duvidam se sou frágil,  marfim!
Se me desacreditam.
E caminhos nao tenho mais.
Tiram meu chão, desistem.
Me deixam pra trás. 
Se choro na noite úmida.
Com medo de me perder.
Desisto da vida oprimida.
Já nem quero mais viver.
Quando caio em maismum golpe.
E não tenho quem me dê a mão.
Rumo sem nenhuma sorte.
Desatino, rodo em furacão.
Se me vejo entao sozinho.
Companheira solidão. 
Sinto um escuro e um vazio.
Atropelo a imensidão.
O presente sente falta.
Do passado que fugiu.
E sei que meu futuro.
Escorrega no Funil.
O futuro que me falta.
É mais triste que o agora.
Passa os dias, passas as horas...
E me pego a chutar latas
Para mim é um grande chega.
Para o trem quero descer.
O Amor de quem.nao enxerga.
Vira a falta de você.
Pois quem eu mais confio.
Me magoa e me machuca.
Minha vida por um fio.
Nao me olha nem na nuca.
Desanima ser tão pobre.
De carinho e de atenção
Quem eu quero não me escolhe.
Joga longe e me diz não
A ferida que não fecha.
Essa dor que não têm cura.
Só me resta um brecha.
Que é a morte ou a loucura.
E no fim largado ao lado.
Bem no fundo de um jardim.
Escondido e congelado.
O Amor que tens pra mim.
Se na briga com a razão.
A coragem assim fugiu.
Leva o pobre coração. 
Para a puta que pariu 
Já é tarde vou me indo.
Vomitando a bradar.
E de um louco desatino.
Fujo a leste desse mar.
Já nao sei se atordoado.
Eu me lembro em seu olhar.
Fecho os olhos acordado.
Pois não sei deixar de Amar.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

fingir ser o que não é

Se todo olhar fosse como o seu.
Eu fingiria ser um novo ateu.
Em sua ausência me esconderia.
E por teu Amor me perderia.

Negaria a existência. 
Aceitaria a ignorância.
Chamaria de magia a ciência. 
De doutrina a arrogância. 

Eu me faria de outra.
Criaria um faz de conta.
Viveria um novo dia.
Mentiria alegria.

So pra te ver contente.
De uma forma atraente.
Por vezes evoluída. 
Em uma sobreviva.

Pega o que é teu!

Aceito o que é meu.
E o que não for, já deu!
Invisto na minha mente.
Enquanto o sangue corre latente.

Assim eu sou.
Se me ganha, me dou.
Sou persistente, num dia quente.
Me cubro e finja que não me sente.

Ainda finco.
Meu passo em cinco.
Dados de um lindo dia.
De uma tarde quente que arrepia.

Ali me instalo.
E passa por um caro.
Desejo de ser mundano.
Num mundo solto e insano.

Depois eu passo.
E não disfarço. 
Da dor que sinto, pra mim eu minto.
E até me calo!

crê

Eu acredito.
E simplesmente é isso.
Creio no que foi dito.
No compromisso.
E assim fico satisfeito.

E até preciso.
De um ser surpreso.
De ter um inciso.
Do que insisto.
Me sufoca o peito.

Em destempero.
Eu não desisto.
Me entrego inteiro.
Sr for primeiro.
Daí eu visto.

E então perfeito.
Um novo ciclo.
Do caos o efeito.
Da paz no leito.
No fim preciso!

domingo, 10 de agosto de 2025

Ser pai não é ser co-piloto

Ser pai pode parecer ser co-piloto.
Um cara que fica na navegação.
Ser duro quando se esta solto.
Um escape nos erros da criação

Pode parecer ser pouco alarde.
Ser o cara da briga e da bronca.
Quando chega mais tarde.
Quando a bagunça abandonar.

Também é o dono da empresa.
E banca vontades e desejos.
Quando precisa é o cara da limpeza.
Lavando louça e o azulejo do banheiro.

Perde o domingo com a televisão. 
As vezes só olha a distância. 
Mas corre quando perdem o busão (que confusão).
E valoriza toda sua infância. 

Esteve contido na noite doente.
Segurando sua mão adormecida. 
Ou numa simples dor de dente.
Te levou água, deu abrigo e comida.

Não fez mais que sua obrigação.
Você não pediu para aqui estar. 
Mas com todo seu coração.
Ele soube como te Amar!

Pai não abandona, andar junto.
Pai não aprisiona, cuida muito.
Pai não fica longe, se faz presente!
Pai não é mãe, mas tem quem tente.

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Quero desistir

Quero desistir.
Não me cabe o pranto.
Nem sei pra onde ir.
Muito menos se quando.

A decepção esta aí.
Pra sempre esperando.
A única coisa que pedi. 
Acabou dissimulando.

Viu viver por aqui.
Mas sei que vivo acabando.
Criou-se uma regra pra sair.
Um prazo que vai se expirando.

Não será justo.
Entao que seja verdadeiro.
De sinais, não sustos. 
Seja o menor pesadelo.

Não tenha medo do plano.
Nem compartilhe primeiro.
Mesmo de um jeito mundano.
Ame por inteiro!

Controle ou Consciência

O que seria mais confuso.
Ter um controle externo.
Contando corpos no cemitério. 
De um jeito obtuso?

Ou seria de um.jeito passivo.
Viver com a consciência fora.
Depender de outra pessoa.
Que te diga como ser ativo?

Precisar de mais informação?
Ou evitar ser impulsivo?
Depender de um outro intrusivo.
Ou se dedicar com o coração.

Qual seria a verdadeira razão?
Como saber com quem esta falando?
Se precisa permissão pra ir andando?
Se um que controla a paixão?

Querer o máximo de controle é conforto?
Não se deve confundir com manipulação.
É um negócio, pra evitar nova decepção. 
É uma ferramenta, mas não está no outro.

Já ter a dependência de validação.
Me parece complicado de existir. 
E se quem o faz errar ao agir.
Seria isso uma interrupção?

Ou seria viver uma segunda vida?
Criar seu ego em um laboratório. 
Fazer testes e ser mais exploratório. 
Há quem isso serviria ou machucaria?

Agora, o controle ou monitoramento.
Também é uma falta de confiança?
Não traz uma desesperança?
Não mostra a falta de julgamento?

Duas formas antagônicas de se viver.
Dois lados de um relacionamento.
Um precisa do aconselhamento.
O outro de mais dados pra escolher.

No fundo ambos usam pra decisão.
Maneiras de dar e extrair poder.
Mesmo que o outro venha se ofender.
Pra.saber onde vai ou por qual chão?

E isso não é Amar mais.
Nem mesmo criar ilusão decisória. 
Mas sim viver e contar sua história. 
Pra quem tanto te satisfaz.

E como escolher o que é possível. 
Como derrubar barreiras intransponíveis. 
Como criar momentos incríveis.
Com essa duvida de Maquiavel?

Como Narciso se afogar em.sua imagem?
Como Ícaro queimar suas asas no céu?
Como Sísifo repetir a tarefa ao léu?
Ou como Ulisses pra Hades evitar a viagem?

Que decisão difícil?
Pra onde compro essa passagem?
O conforto de uma hospedagem?
O martírio de um sacrificio?

terça-feira, 5 de agosto de 2025

não há tentar...

"Não há tentar. 
Apenas fazer.
Ou não fazer!"

Foi assim que começou. 
Com uma portada de limites. 
O que temos são escolhas e o acaso pra decidir.
Com o tempo aprendemos que é possível melhorar a escolhas e jogar com o acaso, mas nunca controlar. 
Nem quais escolhas,  nem os momentos aleatórios podem ser controlados. Beneficiamos o ambiente,  favoreceria ou induzindo uma escolha, mas nunca controlamos ou impomos nada. 
Querer controlar isso,  nos frustra,  nos torna impotente e consequentemente fracassamos. Isso porquê estamos condicionais a se dar bem. Não digo nem,  se dar melhor,  mas se dar bem,  ter ganhos nas ações,  mas intenções, mas medidas que propomos. Queremos o ganho rápido,  imediato,  não nos contentamos com a batalha, a luta, o caminho. Apenas a conquista e o mérito são valorizados. Escanteando o aprender, o ensinar, o observar e tantos outros verbos que nos mostram o caminho. Esquecemos de curtir o presente, esperando o futuro e penando o passado.

Se não nos entregamos por inteiro, vivemos a mediocridade. Entregamos algo parcial que nao traz alegria e conforto, apenas um ok ou um legal.
Assim como a não tentativa, a não intensidade deve ser compelida e a entrega ou recepção exaltada.
A entrega deve ser consciente, íntegra, completa... sem vendar os olhos ou esconder-se do barulho, interno e externo. 

Assim mantemos limites, somados ao tempo!

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Ainda assim sou aquele...

Sei que falhei.
Errei feio mesmo.
Vejo a situação até deixei.
Dando razão pra medos.

Mas ainda assim sou aquele.
Que Ama depois de tanto desrespeito.
Que esta aqui com tudo que foi dito e feito.
Que não revida e aquietar na mente e no peito.

Estou aqui e absolutamente nada fiz
Quando o mais fácil era desistir. 
Meter o pé, dar tchau e partir.
Do seu lado, pois sou de ficar e não fugir.

Não pedi pra ser assim e você sabia.
Conhecia meu lado da força, minha escuridão.
Precisa mesmo dessa tortura por dias?
Será que tudo que já fiz, sou e dou não merece perdão?

Se for melhor posso decidir por você.
Se o medo é apenas não ser a vilã.
Eu assumo esse papel de perder. 
E esta resolvido logo amanhã. 

Seguimos cada um pro seu lado.
Não posso escolher que você fique.
Mas posso escolher ter terminado.
E deixe que a mim critiquem.

Porque realmente ninguém vive de Amor.
E é impossível se achar na dor ou no pavor.
Se tudo que você vê é a intriga e erro.
Se tudo termina no primeiro destempero.

Ajustamos como achar melhor.
Jogamos uma pá no tempo.
Desistimos sem nenhuma dó.
E vivemos com a escolha do erro.

Reforça isso sempre do seu lado.
E assim sempre terá a quem culpar.
Terá a desculpa certa pra evitar.
E não pensar nunca no significado.

Do meu erro.
Da minha traição. 
Do meu destempero.
Do meu crime, da minha ação.

Errei por Amor.
Trai por medo.
Tirei todo o sabor.
E estarei preso (nesse momento)