quinta-feira, 11 de julho de 2024

Nem tudo enfrenta o desejo de estar.

Daria meu corpo pra ti sem medo.
Pra dele fazeres o que quiser.
Pois sei que perdeste o desejo.
Sei, que não mais me quer.
E todo este meu anseio.
Ser seu homem te ter mulher.
Se perde em puro desespero.
Como sopa sem colher.
Me exponho todo ao meio.
Ao frio, ao calor, ou o que vier.
Não chego na frente em primeiro.
Sou marcado por pouca fé. 
Se não tenho mais tu por inteiro.
E nem sei mais como é que é.
Vejo o barco me levar prisioneiro.
E minha sorte desabar do pé. 
Só é morte se não for corriqueiro.
Só é Amor se não sou um qualquer!

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Se acabar a beleza...

Se acabar toda beleza.
E só restar amargura.
Lembre que teve leveza.
Mas teve muita armadura.
Não por causa de uma mesa.
Ou do cotidiano suas agruras.
Não foi o dinheiro ou avareza. 
Mas sim a trilha escura.
De fugir de nossa natureza.
Pra viver fantasias imaturas.
Mentimos com clareza.
E escondemos as verdades nuas.
Caminhamos vias estreitas.
E muitas vezes erramos as ruas. 
Não era só mais uma fraqueza.
Mas a fase errada da lua.
Ficamos com a dura certeza.
Que desistimos do objetivo por figura.
Não priorizamos nossa destreza.
Mas o dedo que aponta a culpa.
Que seja nossa última sobremesa.
Doce, daquelas que tem cura.
Pra viver novas incertezas.
Cada um na sua!

terça-feira, 9 de julho de 2024

Antes que o que foi bom, se perca!

Se não me aguenta mais.
Não me suporte. 
Se sou insuportável. 
Não me sustente.
Se está insustentável 
Não me procure.
Se sou abominável.
Não pense em mim.
Se estou alienado.
Fuja de mim.
Se não sente nada de bom.
Me deixe.
Vou embora e não discuto.
Sem discurso.
Sem briga.
Nem abuso.
Nem fadiga.
Vá e não olhe pra trás. 
Sem se arrepender do que foi.
Sem pensar ou medir pra onde fui.
Se ausente. 
E aprenderemos 
Sem dizer motivos.
Sem longos avisos.
Tudo que existiu pode ter sido bom.
Mas de maduro, foi ao chão.
Não.
Não foi só paixão. 
Foi Amor, carinho e adoração. 
E por isso tudo.
Um adeus mudo.
Cego, surdo e sem tato.
Nada concreto.
Tudo abstrato.
Sem dor ou pecado.
Cada um siga pro seu lado!

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Quando te vi com outro...

Acordei e estava tudo bem.
Mais um dia pra passar .
So que a verdade estoura a mais de cem.
Na minha cara pra não dividir.
Você estava com outro alguém.
Naquele que seria meu lugar.

Parem, parem esse trem.
Não sei pra onde aportar.
Você roubou sem porém.
Me traiu e me jogou ao mar.
Como um corpo frio, com desdém.
Estou tentando acordar.

E esse pesadelo medonho.
Que parecia um sonho.
Já não sei onde vai dar.
Você tirou o meu chão. 
Me jogou em um porão.
Com ódio por ainda te Amar.

E tudo que já foi bom.
Do cheiro, do gosto e do som.
Passo a duvidar.
Se eu que era o vilão.
Que não te dei mais tesão. 
Pra em outro lugar procurar.

Desisto, me devolva o que te dei.
Meus beijos, desejos, minhas vontades.
Tenha um pouco de piedade.
E apague os versos que te dediquei. 
Rasure as cartas, delete as notas.
Esqueça quem sou, isso não mais.importa.

Siga seu caminho.
Com suas novas escolhas.
Deixa que eu me recolha.
E não mais estrague.
Pois viver perto será uma masmorra.
Apagando o que resta da minha sanidade!

sábado, 6 de julho de 2024

consideração pelo fim

Sempre prezei a consideração.
Ou o fazer algo por alguém.
Sem querer nada em troca.
Sem criar dependência.
Fazer quando se sentir a vontade.
Não é pra ser forçado.
Não é por obrigação. 
Nem mesmo algo que se considere.
Pra tomar uma ação.
Mas sim considerar que aquilo pode te fazer feliz.
Pelo outro estar feliz.
A realização por tabela.
Uma satisfação em satisfazer.
E fica difícil sustentar isso.
Quando se faz por fingimento.
Por simples sedução ou encantamento.
Cansa.
Tem uma mudança.
Não queremos mais aquilo.
E a máscara cai.
Tudo o que se era.
Já não é mais.
O que se queria.
Não quer mais.
Quando se fazia, com isso adoecia.
Entrava numa vibração de mentira.
E agora não tem mais fantasia.
O que era compatível. 
Sumiu!
E assim, perde-se o respeito.
O carinho. O desejo.
O Amor.
Se perde e deixa todos perdidos.
O fim foi dado.
Agora precisa amadurecer.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

A pior forma de exercer poder!

De todas as formas de poder,  ignorar conscientemente a necessidades do outro é a pior.
Pra mim!
Desviar o foco. 
Aumentar a demanda. 
Forçar a inação.
Considerar o que irrita. 
Testar os limites. 
Não ter os limites.
Puxar as rédeas.
Dar tarefas hercúlea.
Vencer pelo cansaço. 
Não expressar ajuda.
Empurrar a culpa.
Comparar com os pares.
Evitar olhares.
Tirar os direitos.
Cobrar os deveres.
Reduzir o contato.
Priorizar o ridículo.
Não usar o fato.
Manipular os dados.
Esperar o erro.
Se aproveitar e esmiuçar cada segundo desse erro.
Publicar aos olhos do mundo.
Os segredos profundos.
Diminuir as vontades. 
Limitar a liberdade.
Aprisionar o coração. 

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Tudo mudou

Assim, como se fosse do nada.
Tudo mudou.
Eu sou o cara que reclama a presença.
Passo a sentir ausência.
Me escondo no trabalho.
Faço coisas depois falo.
Exijo da minha paciência.
Pra não causar estranheza.
Assumo o descaso do outro.
Como se fosse pouco.
Passo pano, limpo a barra.
Cobro a falta de marra.
Planejo o futuro que não vejo.
Ignoro o que desejo.
Mostro na hora o que me é caro.
O que quero deixo claro.
Mas não sei bem.
Se isso é meu ou de alguém?
Se isso me faz melhor?
Pois me sinto pior.

terça-feira, 11 de junho de 2024

A arte da ilusão.

A ilusão é uma das maiores artes.
Está tudo bem.
Está tudo ótimo.
Estou tranquilo.
Foi excelente.
Não tenho nada.
Ótima notícia.
Estou me dedicando 100% a essa conversa.
Isso fará muito bem para nós.
Vamos se esconder em um jantar romantico.
Vamos fingir que estamos atarefados.
Bloqueia a agenda com nada.
Faça monólogos intermináveis.
Lembre de fatos que não aconteceram.
Subverte a ordem do tempo.
Inverta a lógica faça do todo só a parte.
Escanteie as pessoas.
Esqueça de seus valores.
Perca sua índole, sua individualidade.
Se transforme no monstro da lagoa.
E engula seu próprio rabo.
Até desaparecer.
Aí sim a ilusão estará completa.
Você acreditando, batendo palma de plateia.
Na sua própria tragédia.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Onde termina a falsidade?

A preocupação começa com um motivo.
Geralmente uma falta de controle.
Como uma chama de um fósforo. 
Pode se manter constante em uma vela.
Ou se apagar num chacoalhou de dedos.

Na falsidade a chama se apaga.
Finge vez por outra a atencao.
Principalmente ao sentir uma brasa alheia.
Mas se acomoda é espera passar.
Porque a intenção foi só de atuar.

Simula uma briga, uma discussão.
Pede coisas que nem quer.
As vezes só pra ouvir o não. 
E corroborar sua tese estúpida.
De que o motivo está no outro.

Nunca em si mesmo, sempre além. 
E se for no plural muito que bem.
Mais uma tragicomédia no palco da vida.
Mais um caso de Amor suicida.
A mesma história, só muda a torcida.

Cansa achar que vai ser diferente.
Que foi passageiro, seguimos em frente.
Nem quem se beneficia acredita.
A voz ecoa, a aparência destoa o cheiro irrita.
Fadados ao fim, não há quem evita.

Por mais que insista.
Por mais que se repita.
Ainda serão as palavras não ditas.
Que servirão de exemplo ao que remonta.
A vida a dois não é um faz de conta...

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Quentinho e confortável

Quentinho,
Ficar ao sol
Esquentando
E sozinho.

Em paz
Tranquilo
Buscando
Meu caminho.

Assim
Quieto
Parado
Suspiro!

E ouço pra que tantos nos dias ruim sejam assim.

terça-feira, 4 de junho de 2024

Ou não.

Você pode ser do bem,
Ou não!
Você pode gostar de cantar,
Ou não!
Você pode comer bem,
Ou não!
Você pode se exercitar,
Ou não!
Você pode gostar do trabalho,
Ou não!
Você pode querer mais salário, 
Ou não!
Você pode estar satisfeito,
Ou não!
Você pode ter dor no peito,
Ou não!
Você pode ser um machista,
Ou não!
Você sonha em ser alquimista.
Ou não!
Você quer que o lixo vire ouro,
Ou não!
Você pode vender tesouros,
Ou não!
Você tem poder e não sabe,
Ou não!
Você usa roupas que não te cabem,
Ou não!
Você quer ser mais altruísta,
Ou não!
Você quer viver como artista,
Ou não!
Você pode ir pro descanso,
Ou não!
Você pode ser corpo manso,
Ou não!
Você quer viver como um sonho,
Ou não!
Você pode estar enfadonho,
Ou não!
Você pode só sentir dor,
Ou não!
Você quer é ter mais Amor!
E cada vez mais!

terça-feira, 28 de maio de 2024

Daremos uma pausa até depois das férias!

Do pó viemos, a merda voltaremos...

Mais um dia se passa.
E tudo continua igual.
As nuvem carregadas.
A penumbra usual.

Nada mais é de graça. 
Passa sempre do normal.
Pede mais uma cachaça. 
Mel, limão e um pires com sal.

E mesmo que eu me disfarça.
Me encontra no habitual.
Fazendo minha pirraça.
Exagerando no visual.

Pois na vida é só desgraça.
Tiro, porrada e bomba acidental.
Uns morrem na hora errada.
Outros Amam o imoral.

Eu aqui cagando água. 
Diarreia disfuncional.
E a bendita descarga.
Ir com ela é bem legal

Me levanto e faço força. 
Pra não ser um anormal.
Que minha mãe não me ouça.
Quando cheiro eu passo mal.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

O que é ou não é?

Amar não é prático. 
Nem mesmo preciso.
Amar é errático 
Muitas vezes indeciso.

Amar não é obrigação. 
Nem mesmo só vontade.
Amar é problema.
Em todas as idades.

Amar não é troca. 
Nem mesmo doação. 
Amar é desespero.
Pra qualquer direção. 

Amar não é simples.
Nem mesmo tem tamanho.
Amar é um delírio.
Sofrido e estranho.

Amar não é coragem.
Nem mesmo extravagância. 
Amar é dedicar-se. 
Com muita esperança.

Amar não é pra todos.
Nem só pronoutro ver.
Amar é ser mais junto.
E eu quero Amar você!

domingo, 26 de maio de 2024

Difícil de conversar

Um assunto
ácido 
tácito 
extremamente delicado.

Por vezes
escondido
aturdido
sem a devida lucidez.

Algo estranho
confuso
difuso
ilusório no tamanho.

Sem forma
conteúdo 
absurdo
que não soma.

Evitado sempre
afastado
ilhado
sem precedentes.

Deixa isso pra lá.
Chega de pensar.
Nisso não fale mais.
Põe pra baixo ou pra trás. 

sábado, 25 de maio de 2024

Ainda da tempo?

Tudo que está perto do fim.
Já teve um começo. 
Nem sempre é triste assim.
Poderia ser só um tropeço. 

O que era pura paixão.
Agora é um breve suspiro.
E toda suada empolgação. 
Não passa de um alívio. 

Não tem perdão pra pedir. 
Foi tudo uma escolha.
A força que passou a medir.
São árvores sem folhas.

A renúncia da vida a dois.
É o que não queremos agora.
Nem dá pra saber o depois.
A dor pra passar demora.

As opções estão escassas.
Em horas e dias que passam.
O bolo não passou de massa.
Não assa ou como nós disfarçam.

Fingir será nossa sina.
De que tudo está bem.
Caindo de baixo pra cima.
Parado a mais de cem.

Se tudo que peço é verdade.
Calada ou muda omite.
E nem é falta de vontade.
Só não há mais quem acredite.

Que tudo uma hora dá certo.
O teto e o chão nem se abala.
Pois tudo que tem de concreto. 
E dizer que eu quero Amá-la!

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Águas Passadas (Mais do mesmo no varejo!)

É Pay 
É Prime 
Não tem nem uma prenda. 
Experiência que falta. 
Nove reais da merenda. 

É o plano da claro. 
Troca fone dispensa. 
Pra vender um produto. 
Ineficiência de venda. 

Regional só reclama 
Pede outra campanha. 
Supervisor se estranha, 
E ninguém acompanha... 

Hora é falta de vaga. 
Hora aceite de encaixe. 
O cliente não paga. 
A indústria rebate. 

Se a meta não chega. 
Já vem lá uma desculpa. 
Preço da concorrência. 
Uma longa disputa. 

O PAF 
É pífio. 
Outras sopa de letrinha. 
Pra sustentar um modelo. 
Cheio de ladainha. 

O produto tem não. 
Tá no mix? Nem tente... 
O suppply faz na mão. 
Não tem gente que aguente. 

Já começa de novo. 
Toda a reclamação. 
O produto era novo? 
Não tem distribuição. 

Ladainha de sempre. 
Nem esta perto da meta. 
A gestão se esconde. 
Quando não fala merda.
 
São as águas de maio. 
No mês das mamães. 
Em julho o aniversário. 
Não tem nem parabéns. 

Em novembro é o Golden. 
Prometendo um bilhão. 
No Natal se escondem, 
Pra não passar carão. 

Outro ano pra baixo. 
Nem semente de romã. 
Objetivo ta longe. 
Não tem cem mil fãs...

A decepção CLT

Na empresa onde trabalho.
O que impera é a burrice.
Cria em todo funcionário.
Uma certa idiotisse.

Faz do salário dependência. 
Da mentira uma essência.
Arrota valor pra fingir humildade.
Mas promove só na vaidade.

Faz políticas de diversidade.
Mas é cruel com o diferente.
Finge comoção e equidade.
Mas trata mal os deficientes.

O vale refeição é uma piada.
Não paga uma mísera coxinha.
Mérito e remuneração variada. 
Nem pra comparar com a vizinha.

É adepta do menos é mais.
Mas nunca chega a explicar.
Que arrancar o couro é o mais.
E o menos está no pagar.

Cria cultura, metas e objetivo.
Ignora o colaborador antigo.
Acha que escondendo seus erros.
Não precisa tratar os defeitos.

É um amontoado de gente perdida.
Quem não está mal da cabeça, tem ferida.
Não sei mais o que está por vir.
Que apague a luz o último que sair!

quinta-feira, 23 de maio de 2024

A inalcansavel pílula pra liberdade ou a busca da dignidade desconhecida

Me machuquei.
Cai do pódio.
Não é um lugar cativo. 
Alguns julgam ser etéreo. 
Acho passável. 
Volúvel.
Instável. 
O auge não é um lugar para ficar.
É momentâneo.
Não nascemos nele.
Quando morremos damos o lugar.
Não tem premissa pra ser diferente.
E é solitário. 
Virá até agonizante.
Estar fora dele é comum.
Ser comum é ser humano.
Como todos.
Não sou o primeiro. 
Nem serei o último.
A se decepcionar com a descida.
Quando não se aprecia a subida.
É ainda mais doída a retirada.
A maioria nem se aproxima.
Assim não sofre.
Mas também nem sonha.
Está pensando tanto no básico. 
Que seu alcance está limitado até na imaginação.
Só alcança o que está a mão. 
Não é maldade.
É mentalidade.
Ou formação. 
Não te ensinam esse tesão. 
Se limita ao que é irracional.
O velho instinto animal.
Não medita, inspire e expira.
Apenas Respira.
Não come, bebe ou aprecia.
Está limitado a se alimentar.
Não passeia, não transita, nem viaja...
Anda ou corre, se locomove.
Não reflete,  analisa e nem sonha.
Descansa absorto, dorme na fronha (quando muito).
Não se educa ou evolui, nem vai aprender.
Se forma, se molda pra sobreviver.
É triste.
Insisto.
Decepcionante.
Será amanhã.
É hoje
Foi antes.
E é proposital. 
Liderado por quem.
Domina o capital!

quarta-feira, 22 de maio de 2024

O querer e o conseguir

Não consigo nem querer.
Se deprime passo a me esconder.
Me reprimo pra não ceder.
Me ensino a te perder.

Busco desculpas.
Finjo ajudas.
Fujo das lutas.
Caso as bruxas.

E passo a não sentir.
Amargo um não agir.
Passo ao largo de ti.
Só pra me punir.

E solto as rédeas.
Ignoro as tréguas.
Julgo com minhas regras.
E não te entrega.

Pois sou seu demônio.
Seu único patrimônio.
Parceiro de manicômio. 
Um insone anônimo. 

Mais um a dizer não.
Sem aprender a lição.
Passando de mão em mão.
Como um simples vilão.

E vem a decadência.
Me falta a decência.
O verbo em incontinência. 
Perco a paciência.

E danço.
Com ranço.
Num manso.
Ir e vir.

Embarco.
Embargo.
Engordo.
Não sem rir.

E sumo.
Em suma.
Ou somo.
Não sano.

Acabo.
Assim 
Pra mim.
Foi o fim!