sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Amar nunca é passivo!

Dizem que ela é interesseira.
E eu a acho interessante.
Acusam de ser intrigueira.
Mas seu charme é instigando.
Quando apontam forasteira. 
Vejo uma linda viajante.
Se fala uma besteira.
É pra me ver delirante.
Ela não foi a primeira.
Mas está na mais alta estante.
Pois já passou em tanta cadeira.
E parou na minha cama amante. 
Te quero toda e inteira.
Pois tu és embasbacante. 
Me lambuso a noite inteira.
Com seu fogo inebriante.
E na calma costumeira.
Recostar meu corpo errante.
De loucura me leva a beira.
Nosso Amor que é inconstante.


Como medir um resultado?

Li que o sucesso é
o fracasso que deu certo.
Carinhosamente discordo do poeta
Pedro Salomao.
Pra mim o successo é
o fracasso que ousou errar.
Que foi imprudente.
Que seguiu um novo caminho.
Trilhou destino diferente.
Indulgente.
Radicalizou e disse por ali não!
E assim superou as expectativas.
E trouxe outro resultado.
O sucesso é o irmao do fracasso.
Que nao se formou, mas foi feliz.
Que mesmo triste acredita.
Anda tão solto que levita.
Que optou por ser diferente.
E assim se sente alguem!
Ter sucessos e fracassos é normal.
Quero ver conviver todos os dias com eles.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Saindo da rotina...

Durante 25 anos eu folguei no dia do meu aniversário, desde 1999 quando eu ainda era estagiário, tinha apenas 19 anos eu folgo, era o meu dia de paz, um dia pra ficar de boa, sem stress, sem correria. As vezes por escolha estive com meu pessoal, mas nunca por necessidade ou qualquer outro sentimento de obrigação.

E isso se quebrou. Mais um encanto que se perde, mais uma rotina que se vai. A tradição termina e nem ligo mais, virou um dia comum!

E assim percebemos o quanto abro mão de mim mesmo, por uma aceitação que não virá.  Por uma ilusão difusa de que se eu me esforço mais issozinho eu consigo, vai dar certo, vão perceber...

Não, não vão. E como não falo com todas as letras, todas as palavras, com uma sentença objetiva e retumbante. Não sabem da insatisfação. Não percebemos o descontentamento.

Vivo um teatro, dia após dia, esperando que a plateia perceba que o palhaço está triste, que a alegria morreu, que o sarcasmo na verdade é um grito mudo de desespero angustiado.

Durmo cedo e acordo antes do necessário. Mas o que né necessário se o sono não aparece, se o corpo não obedece, se tudo que cresce é o vazio no peito. Desse jeito! Incessante,  impotente, deslizante, inconsequente, consciente, delirante...

Um não sei o que,  preso não sei onde, por não sei quem.

A busca por energia num gole em alumínio retorcido. Eletrólitos sem movimento. Desistência, insegurança e sequência de ações desnecessárias.

A área que não absorve nada. A luz que não reflete,  o estado inerte do movimento parado. Um estado de coma, prum não alcoolizado. A falta de escolha, também é opção, também está adulterado. Um momento de tiro antes do assalto. 

Um bom fim, sem recomeço, sem distrato...


segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Saindo por falta de crença

Quando o pedido é iminente.
E sair é a única solução.
Não tem mais "seja paciente".
Já tomei minha decisão. 
Deixo pra traz e sigo em frente.
Só lamento a chateação.
De buscar algo diferente.
Por não ter mais satisfação. 

Acabou todo o respeito.
Muita mentira ou mesmo vaidade.
Vou buscar os meus direitos.
Pois perdi a sanidade.
Veja tudo que tem feito.
Pra me ter em nulidade.
Seus demandas e defeitos.
E a falta de maturidade.

Faço aqui meu descarrego.
Não queria que fosse assim.
O vendido desapego.
Se mostrou um tanto chinfrim. 
Me tirou todo o desejo.
De criar, suar... enfim!
Pois muita banca e criou medo.
E tirou tudo de mim.

Siga o jogo e se mantenha.
Pois na arena sou mais eu.
Fingi susto e se apequena.
Pra não ver onde se meteu.
O escuro se assemelha.
A falta do brilho e todo breu.
Faço o que me der na telha.
Sigo o rumo que me deu.

O que é bom sempre acaba.
Todo fim é um recomeço.
Se não faço mais piada.
Tapa na orelha e mão no beiço. 
Vou embora dessa casa.
Deixo assim sem nenhum peso.
Só faltou vender minha alma.
Pra tirar o que mereço. 

Fui!!!

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Exausto...

Pensei que teria uma síncope. 
Meu corpo estava com mau contato. 
Dor de cabeça no topo, na cuspide.
Arritmia, Taquicardia, corpo travado. 

E ainda que estivesse bebido.
Não teria feito tanto estrago.
Como um e-mail perigoso recebido.
Que me deixa um bagaço...

Ou então um importunando.
Que não me deixa termi

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Superestimado...

Tenho visto e recebido.
Muito parecer superstimado. 
A série bem feita.
A festa completa.
O restaurante estrelado.

E também no trabalho.
Percebo o pré conceito.
O colaborador que está pronto.
Os tempos de encontro.
O relatório perfeito.

Passamos então pelo prazer.
Onde não deveria ter certo e errado.
A chupada na buceta ou no pau.
O melhor vibrador, o plug anal.
Ou o tempo de sexo ideal!

O clima, a comida, a bebida da hora.
O flerte, a paquera e a foda!
A saída, o passeio o encontro a dois.
Muitas vontades e desejos.
Tudo que fica pra depois.

O cuidado com a saúde. 
A falta de vontade e atitude.
O excesso de trabalho.
O cabelo caído e grisalho.
A aparência, a descrença ou o preparo.

São muitas coisas desmedidas.
No mundo utópico e perfeito.
Que sempre precisa ser comprado.
Pra ter, pra fingir e deixar de lado.
Não tem mais o "viver ao seu lado"

Tudo fica assim...
Superestimado!


domingo, 1 de setembro de 2024

Solitude em depressão

Finjo que estou em solitude.
Mas na real o que sinto é solidão.
Não peço a ninguém que me cuide.
Mas queria alguém próximo ao coração. 
E mesmo que a miude.
Mesmo que eu diga que não.
Estar sozinho mesmo que acompanhado.
É triste, mas é meu legado!
Não me sinto companheiro.
Nem me sinto bem amado.
Pareço um estrangeiro.
Dormindo em casa e exilado.
Uns estudam outros trabalham. 
E fingem se preocupar com meu lado.
Mas como parei de contar o que faço. 
Tenho mais me distanciado.
Estou solto e aprisionado.
Meu corpo está livre pra ser avoado.
Minha mente me prende e fico atarantado.
Não tenho pra onde ir.
Só tenho ficado e estado.
Muitas vezes nem quero sair.
Pois com gente fico apavorado.
E não quero um bicho.
Pra me fingir acompanhado.
Nem brigar por amigos.
Que esqueceram das lutas e fico amoado.
Se deito sozinho, pois ainda estou são. 
Me da preguiça até da televisão.
O trabalho não rende, mas a entrega foi feita.
Produtividade alta, nem perto de perfeita.
E os prazeres são mínimos.
Finitos que conto nas mãos.
Nem vontade de grito.
Muito menos tesão. 
Não como, nem bebo.
Nem mesmo dou lição. 
Cansei de ser eu mesmo.
Estou em desilusão...

Começou Setembro

Começar Setembro.
E a boa nova te esperando.
Porque chega sempre amando.
E com ele o frio sereno.

Meu pequeno desespero.
É viver, espera e ando.
E te ver esperneando.
Quando já nem mais me lembro.

E se passa solto e lento.
Só um dia após o outro.
Revoando a folha e o pano.
E as cores dão talento.

Mas de tudo que eu prezo.
Mês inteiro revirado.
Chega sol, mas não o sábado.
Me esquivo e saio ileso.

E no fim o que me prende.
Me acorda desse trem.
No mais puro, abuso, inglês. 
When setember ends.

terça-feira, 27 de agosto de 2024

Se faça...

O papel de interesado.
Se confunde com o de metido.
Por hora sou desavisado.
Em outras sou advertido. 
Não me basta ser engraçado.
Ou então ser divertido.
Quero ser mais que palhaço.
Ser um ser positivo.
Me sinto negativado.
Pela injusta ignorância. 
Por vezes escanteado.
Em torno da intolerância. 
Não quero ser mais um aliado.
Quero ser o protagonista.
E mesmo se não autorizado.
Dou meus pulos não sou purista.
Invado, me meto, não largo.
Não serei apenas turista.
Não largarei meu passado.
Sigo com força e vou pra cima!

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

me ɓasto

Quem mais se aparece.
Mais fica despercebido.
Se esforça pra ser quem não é.
Se faz de muito entendido.

E ainda que não me proponha.
Uma saída honrosa.
Fico firme,  sou forte. 
Minha estadia foi exitosa!

Não tem que descare. 
Nem seja fogosa.
Pode ser que me pare. 
De forma afrontosa.

E mesmo na prece. 
Não sou esquecido. 
Me faz mais feliz. 
Ter todo aviso.

Cuida cão bravo!
Não entre, nem bata.
Quem mexe comigo.
Termina com a marra.

Pois sou mais eu mesmo. 
Mais que outros cinco. 
Se pão por menos. 
Sou reconhecido. 

O que fez justiça. 
E sentiu tudo enfim.
São todo por todos.
E eu mais por mim!

domingo, 11 de agosto de 2024

Não tem quem faça...

Pode mudar. 
Pode tentar. 
Vai estragar. 
Vamos arrumar.

Posso ceder.
Até esmorecer.
Mesmo se perder.
Não vou me render. 

Pode mentir.
Até divergir.
Tirar meu sorrir.
Não vou desistir. 

Pode me expor.
Explorar minha dor.
Fazer o terror.
Me pôr onde for.

Fugir em parkour.
Sem nenhum glamour.
Mantendo o Humor.
Pois sei quem eu sou!

Resistência!
Ternura.
Persistência.
AMOR!

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Cansado mais uma vez...

Cansado!
Não escolhi o como.
Nem defini um lado. 

Parado...
Com certeza não corro. 
Também não nado.

Stressado, 
Frustrado,
Enganado.

Preso no fundo do poço. 
Procurando por mais um buraco.

Escondido.
Escorraçado.
Em vez de agregar, trocado!

Iludido, fudido, ferrado...
Sem ter um braço amigo.
Pra ajudar com o fardo.

E assim eu vivo.
Beirando o descaso.
Mais uma vez....

Cansado!

sexta-feira, 19 de julho de 2024

nem toda queda é feia

a espera do por do sol...

Hoje o por do sol foi lindo.
A lua assistiu deslumbrante.
Sei que estou indo.
Mas sempre terei esse instante.

Com o passar da vida.
Percebemos o que tem valor.
Cuidamos de nossas feridas.
Mas não desaparece a dor.

Porque somos feito de tempo.
De erros, descuidos e frustrações. 
E quando não aprendemos direito.
Teremos mais decepções. 

A casa que não completamos.
O texto que ninguém nunca leu.
A carta que não enviamos.
O gosto de quem só perdeu.

O então, já parece adiante.
Como pura desculpa ou pesar.
Você já não esta como antes.
E eu não esqueço te Amar!

domingo, 14 de julho de 2024

abençoado

olhe só

Olhe só quem apareceu 
Vei pro todos nós. 
Aprendeu a não ser só eu. 

Ou será que não é bem isso.
O interesse te faz buscar.
E depois tem um novo sumiço. 

Prioriza só o que quer.
Faz só o que precisa.
Não levanta uma colher.
Vive a vida de narcisa.

Exige tudo de todos.
Não aceita o contrário. 
Fixa regra cria pontos.
Tira a folga dos horários. 

Vive apenas em seu mundo.
Não pensa no bem estar geral 
Deixa o outro lá no fundo.
Não percebe e deixa mal.
Fala muitos absurdos.
Perde toda sua moral.

Ignora os meus desejos.
Nem com beijos fica bem.
Faz pirraças e trejeitos.
Finge dor e deixa sem.

Não impresta nem cativa.
Meu Amor jogou no lixo 
E de noite se esquiva.
Como se eu fosse um bicho.

Então agora eu digo.
Procurando o meu prazer.
Sou só meu único amigo
Quero voltar a viver.

sábado, 13 de julho de 2024

Coragem pra seguir o futuro!

Me deixe te Amar.
Como Amo a mim mesmo.
Como um espelho.
Límpido e reluzente. 
Me deixe te Amar no presente.
E faça comigo um novo futuro.
Nosso desejo é muito maior.
Do que o maior objetivo.
Nossa história é direta.
Será concreta.
Firme e forte.
Guiadas pela estrela do Norte.
Que no céu desperta. 
Me dê a chance.
De mostrar o que quero.
Fuja comigo e me carregue.
Pois contigo a vida pode ser leve.
Pode ser lisa, crespa, líquida.
Passaremos pelas durezas. 
Salgando e adoçando ao nosso gosto.
Perfumando e colorindo.
Deixando o caminho lindo.
Fazendo brincadeira do destino.
Em completo desatino. 
Consciente.
Eu defendo viver a gente.
E os outros que quiserem.
Que nos seguem.
Eu te levanto. 
Você me ergue.
Eu me encanto.
Você me entregue.
A chave do seu coração.
Pois as minhas estão em sua posse.
Venha, só terá o amanhã que desenhamos. 

A vida no meu filme!

Quero viver num filme.
Montar em um dragão.
Virar um desenho triste.
Que não passa na televisão.

Quem sabe um musical.
Descer longas escadarias.
Entrar em algumas frias.
E passar num dominical. 

E se por acaso for 
uma série de ação.
Ou uma sequência de terror.
Me mate na introdução.

Aceito o papel triste.
Ou mesmo o de vilão.
Quem sabe uma drag em crise.
Ou um polícia ladrão. 

Me passe na reprise.
Assim fico perto da nostalgia.
Mesmo que em crise.
Só passe na madrugada fria.

Quero viver de ilusão.
De roteiro pensado.
No cinema mudo, isolado.
Pronto pra Luz, câmera ação!

Aqui jaz uma linda união!

E pode ser que deu.
Pode ser o decreto final.
Cada um pro lado seu.
Cada um com seu cada qual.

Não foi do nada.
A coisa degringolou 
Levamos a vida descuidada.
E ela, a vida, nos afogou.

E logo logo é isso que será.
Cada um no seu caminho.
O Amor é só que nos resta.
Com um pouco de carinho.

Mas perdemos o respeito.
Criamos uma grande desconfiança. 
Não vejo por onde, nem vejo um jeito.
Perdi todaa as esperanças. 

Passo a contar nos dedos.
O pouco tempo de qualidade.
Não consigo controlar meus medos.
Nem mesmo criar mais vontade.

Os objetivos se desgrudaram.
Já não temos quase nada em comum.
Acho que tudo já foi tentado.
Eu virei só mais um.

Em tudo vejo traição. 
Os olhares não se cruzam mais.
Hora é dinheiro, hora falta de tesão. 
Deixamos muita coisa pra trás.

A tristeza é a mágoa são constantes.
Mutuamente, aparece em nos dois.
No imediatismo, nos rompantes.
Na desplanejamento, deixado pra depois.

Vivemos, quando muito como amigos.
Já não temos um tempo de paz.
Sem um destino pra nós definido.
Recebemos o que o vento nos traz. 

Não compartilhamos mais desejos.
Nossos projetos perderam o sentido. 
E assim fugimos e nos escondemos.
Perdendo o sabor, o som é o colorido.

E com a dor assolando em meu peito.
Sinto que ja não me quer mais.
Por conta dos nossos defeitos.
É a nossa união que aqui jaz!

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Tempos em Tempos

O tempo.
Sentiu.
Que nosso tempo.
Ruiu.
Em dois tempos.
Partiu.
Em um tempo.
De frio.