Só dois jeitos mesmo.
O errado e o duvidoso.
Não tem um jeito certo.
Uma fórmula mágica.
Um como proveitoso.
Apenas duas formas de um modo pouco honroso.
Não se faz uma manobra.
Nem se deixa um ser exposto.
Tem um truque de escada.
Num andar bem mais culposo.
Nem se vive a emboscada.
Ou se mata um poderoso.
Toda hora o tempo passa.
Toda mosca tem um pouso.
Seja na flor ou na bosta.
Não percebe o tal zeloso.
Que não perde sua estrada.
Com mais ranço e sangue novo.
A cortina esta aberta.
E meu pé não faz repouso.
Sobe muro, bate lata.
Num perfil tão desastroso.
Andorinha em madrugada.
Faz o poço não ter fundo.
Rosa branca e mão cansada.
Tem mais fogo nesse punho.
E se tudo parecer.
Que tem forma diferente.
Desperdice seu prazer.
Com mais tiros, menos pentes.
Nosso chefe vai tecer.
Comentários pertinentes.
Mas o que cê quer saber.
Não vão falar na sua frente.
Pois a forma de perder.
É correr e ser decente.
E as duas formas de fazer.
Duvidoso e erroneamente.
É o que vai acontecer.
Comigo, contigo, nós e eles!