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sexta-feira, 24 de julho de 2026

O Amor e as provas

O Amor não deveria pedir provas.
Não deveria precisar de concessões. 
De mão dupla existiria troca.
Sem desculpas ou muitos senões. 

O Amor tem muitas vertentes.
E na ausência só é uma saudade.
Quando se esforça vale o que sente.
Se for mentira perde a lealdade.

Não desistiria tão fácil do Amor.
Nem resistiria as duras verdades.
Eu fugiria contigo onde for.
Pra Amar e fazer todas nossas vontades.

Eu quero te ver e ouvir todo dia.
Acordos de vida pro nosso casal.
Meu anjo secreto, pilars, poesia.
De todo concreto me faço real. 

A quebra do acerto o erro de rota.
Um triste desfecho onde fica a dor.
Caminho que leva pro fim do que gosta.
Sem destino, sem sentido, sem Amor!

quarta-feira, 22 de julho de 2026

O fim lento no leito do Amor

Quero me afogar,
nas lágrimas que caem em meu peito.
Me aprofundar,
no poço escuro de meu leito.
Ir de bar em bar,
só saltando em travesseiros. 
Me enebriar 
com o que resta de seu cheiro. 
Se não te bastar, 
ficar com o ar que respiro
Busque o étereo sopro,
de meu último suspiro.
Sustento em seu pensar,
a dor de meu suplício. 
A visita está a chegar,
pra me levar pro hospício.
E deixe sem avisar,
meus sonhos, quereres, delírios. 
Sempre hei de lembrar, 
do Amor que vivi contigo.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Perdi meu Amor...

Perdi meu Amor,
Próprio!
De mim não espero,
Óbvio!
Se um dia ainda quero,
Ópio!
Me drogaria do seu veneo,
Tácito!

Deixei de fazer,
Juras!
Sorvir a mistura,
Impura!
Espuma que sai quando,
Urra!
Ao seu bel prazer,
Nua!

Virando os olhos,
Tento!
Alcançar as amarras,
Dentro!
Me livrar das cigarras,
Antro!
Segurar o soluço e o,
Pranto!

Uma volta e meia,
Lua!
Uma taça e ainda sou,
Tua!
Essa alma que caça,
Tortura!
Essa lama que laça,
Cura!

Ainda falta viver sem,
Fervor!
Seu sorriso me causa,
Pavor!
Me roubei e levei a,
Penhor!
Eu insisto de ser seu,
Amor!