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domingo, 26 de julho de 2026

Meu eu verdadeiro se esconde...

Minha personalidade é falha.
Quando tem presença sai de cena.
Se afasta e se apequena.
Faz do outro a sua casa.

No trabalho me sinto um fracasso.
Em tons ácidos eu evito.
Me afasto, me escondo e omito.
Um caso clássico de atraso.

Tenho inveja e invento histórias. 
Sou mais um ser sem memórias. 
Um monte de dúvidas com retóricas. 
Alguém que se anula pra viver.
Que se deixa aos poucos morrer.
Sem vontade, sem força e sem querer.

Eu não fico parado no fundo do poço.
Eu passo a cavar, disfarço, distorço.
Imito e duvido de tudo que eu ouço.
Procuro abrigo em pouco controle.
E de mim o que tenho é o primeiro que some.
Me sinto ferido, menos pai, menos marido, menos homem.

E assim levo os dias sem ter um porvir.
Recordo que um dia gostei mais de mim.
Sou um prático, apático, que nunca diz sim.
Nem posso me perder, se nao sei onde ir.

Da vida só quero viver pelos cantos.
Em prantos, em anos, jogados aos tantos.
Desisto e invisto em formas do fim.
Espero o bem de você, no pior de mim!

Não sei o que penso ou onde estamos.
Virei contrabando em panos imundos.
Mundanos sem fundos tutanos difusos.
Nem sei se é costume ou se ainda Amamos.