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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

O Veneno.

Sua cabeça.
Para e não pensa.
Te faz agir.
Só por sentir.
Uma sentença.
Mais desavenças.
Estão por vir.
Até sair.

Você me engole.
Num passo some.
E já não sente.
Está no pente.
Num mudo mole.
Não sou seu homem.
Me sinto ausente.
Pois você mente.

Num poluído. 
Estranho e findo.
Por outra vez.
O que se fez.
Está fingindo.
Mundo tingido.
Sem cor, sem tez.
Escondendo um talvez.

Me corrói por dentro.
Me esforço e tento.
Mas sinto dor.
Sem muito pudor.
Estou mais lento.
Mais sonolento.
Pra onde for.
Sou sem Amor!

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

A Dissolução

Me perdi num papel inventado.
E agora perdi toda vontade.
De ainda estar ao seu lado.
Matei quando eu era verdade.

Já no fundo eu sinto saudades.
Do Amor que enterrei em meu peito.
Das juras eternas até tarde.
Dos beijos e carinhos, hoje desfeitos.

Perdi o tesão em nosso leito.
Já não existe a paixão que outrora arde.
Não faço planos e desenhos mal feitos.
Não fico te esperando chegar tarde.

Minha cabeça esta perdida em Marte.
Está ausente, meu corpo terreno.
Sem cheiro, sem gosto, sem cor ou arte.
Vagando na rua, escura e ao relento.

Perdido como uma rosa na bosta.
Ou um porco feliz que por vezes desistiu.
Virou bisteca e agora ninguém nota.
Que o impossível se repetiu.

E que agora me falta resposta, apostas...

A Intolerância

Não espero que me diga.
O pior que me fez nessa vida.
Nem espero uma desculpa.
Que se faça de muda!

Deixe minhas feridas.
Que eu cuido, querida!
Pare de fazer cena.
Nem me.venha com pena.

Isso foi sua escolha.
Me deixar na encolha.
Me trair feito um besta.
De segunda a sexta.

Já perdi meu respeito.
Outra vez, não me deito.
Chega de despedidas.
De fingir recaídas.

O que foi eu não sei.
Tudo se foi de vez.
Só me resta a dor.
De perder nosso Amor!

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

O que seria de mim sem Amor.

Sem Amor eu não seria nada.
Não teria filho e filhas.
Não teria destino, nem trilhas.
Seria um inútil na madrugada.

Eu teria menos problemas.
Mas não seria contente.
Viveria num mar de gente.
Sem conhecer almas gêmeas.

Estaria perdido na vida.
Buscando razão por fazer.
Mais um com pouco prazer (ou sem).
Andando na terra batida.

Querendo te encontrar numa curva.
Buscando o ar que respiras.
A mercê de Deusas e iras.
Jogado nas esquinas das ruas.

Sem Amor eu nada teria.
Nem cor, nem cheiro, nem gosto.
Seria um homem sem rosto.
Um resto de corpo em miséria. 

Seria um fantasma de dor.
Um triste palhaço sem graça.
Um bicho enjaulado na praça.
Um ser que não colhe o Amor!