sexta-feira, 25 de julho de 2025
Não quero mais...
sexta-feira, 11 de julho de 2025
Daqueles querê-las
sábado, 5 de julho de 2025
Relax multiplus stress
quinta-feira, 19 de junho de 2025
Até quando...
Até quando ficamos longe?
Até quando nós aproximamos?
Até quando vamos morar juntos?
Até quando queremos o mesmo?
Até quando nós suportamos?
Até quando somos algo um para onoutro?
Até quando nos impactados?
Até quando queremos juntos?
Até quando nos importamos?
Até quando queremos distância?
Até quando lembramos?
E se hoje nem sabermos o que fomos?
domingo, 15 de junho de 2025
Amor que aduba a Dor!
Desistindo de tudo e de mim
sábado, 14 de junho de 2025
é... pra mim já deu!
sexta-feira, 13 de junho de 2025
Esse aí... eu julgo!
Cor, por, ativo...
A empresa sem internet fica caótica.
Tanta tecnologia e mal consegue cobrar.
São muitos dados e pouca nota a contar.
Aqui tem muita gente limitada.
Se achando esperta e atualizada.
Trocando a boa pesquisa por IA.
Só que não aprendeu a perguntar.
Ri de tudo parece uma hiena.
Faz pose de jogador pra ficar na cena.
Mas sofre calada com sua limitação.
Na hora do aperto foge da ação.
Fala mais e sempre bem alto.
Não sabe ouvir, não desce do salto.
Protege com a vida quem pouco merece.
Mas no primeiro deslize, esquece!
São todos iguais com a mais pura ilusão.
De encantar pessoas e mostrar compaixão.
Mas perde o prumo quando desmascarada.
Pois só tem um querer, ser Amada!
Romance em doze linhas (Ana Beber)
quanto falta pra gente se ver hoje
quanto falta pra gente se ver logo
quanto falta pra gente se ver todo dia
quanto falta pra gente se ver pra sempre
quanto falta pra gente se ver dia sim dia não
quanto falta pra gente se ver às vezes
quanto falta pra gente se ver cada vez menos
quanto falta pra gente não querer se ver
quanto falta pra gente não querer se ver nunca mais
quanto falta pra gente se ver e fingir que não se viu
quanto falta pra gente se ver e não se reconhecer
quanto falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.
Ana Beber
quinta-feira, 12 de junho de 2025
Omitir é diferente de mentir
quarta-feira, 11 de junho de 2025
desistindo
Não sou, mas sinto... (O mito de Omito)
sexta-feira, 23 de maio de 2025
eu nao esqueci
domingo, 20 de abril de 2025
Parado
segunda-feira, 14 de abril de 2025
a escrita que incomoda
segunda-feira, 31 de março de 2025
Exausto...
sexta-feira, 28 de março de 2025
domingo, 23 de março de 2025
FOMO, FOMA e FOME
Provavelmente você já ouviu sobre o acrônimo FOMO, até justificando corrida e desespero na era da informação, no anseio por dados. Como característica de um esgotamento (Burnout), de transtornos de ansiedade. Mas já entendem o que é sua evolução o FOMA ou então já pensaram no que seria seu antecessor real, o FOME (não é a fome, mas o acrônimo FOME)? Pegue seus ovos e um fio de óleo e vem viajar na maionese com o tio.
FOMO (Fear of missing out) geralmente correlacionado a geração Millenial e/ou "X-enialls" (pouquinho antes do Millenial), seria numa tradução direta O "Medo de ficar de fora" ou "medo de perder algo" (sendo esse algo do seu interesse). Podemos falar em medo de não estar em um lugar com os amigos (popularmente chamado pela minha mãe de "síndrome das duas bundas"), de não saber uma notícia importante rapidamente ("síndrome do fofoqueiro"), de não saber o que está acontecendo com algo ou alguém o tempo todo ("síndrome do controle absoluto"), de perder uma oportunidade de compra, de não se divertir por completo... Necessidade de estar o tempo todo conectado.
Como disse antes, essa é a mais explicitada, estudada e divulgada, está ai desde 2000 e pouco (na minha pesquisa foi cunhada por Patrick J. McGinnis) e que também trás características como a pessoa precisar registrar tudo o tempo todo com vídeos, fotos, comentários... Tem a necessidade emergente de estar em todas as rodinhas de conversa, se não sabe algo está sempre procurando e interagindo nas redes sociais para "aprender" ou apenas ter noção pois se aprofunda pouco na informação e pode ser levada por uma ou outra noticia falsa que ajude em seu viés de confirmação.
FOMA (Fear of missing anything) atualizada e associada a geração Z e também a nova geração Alpha, ainda em definição. Apresentado pela Amy Webb em seu último estudo, foi inicialmente proposto como medo de perder audiência (Fear of missing audience), para o mercado de marketing e principalmente de geradores de conteúdo os famosos "Creators" e vendedores moderns "Influencers" (o desenho inicial foi com o Mercado Ads e novamente com Patrick J. McGinnis), mas o termo está "pivotando" (pra se moderno um moderno antiquado), está se remodelando em 2025 para: Medo de perder qualquer coisa, sem distinguir o que e como, ou mesmo o pra que, qualquer coisa que ainda vai acontecer ou surgir (mesmo que não seja do interesse agora). Isso cria a necessidade extrema e imediatista de estar hiperconectado, sintonizando diversas vibrações e com isso mais acelerado e hiperativo. A pessoa nem sabe o que pode perder, mas ela já tem o medo de perder, de não participar, de não ter a possibilidade nem de recusar, então mais do que aceitar todos os convites, ficar enfeitiçado pela rede social, rolando a tela, ela se antecipa a isso, chega a estudar tendências para reservas espaços para esses eventos fictícios, criando uma tendência a aceitar mais o impacto da publicidade, de divulgar notícias sem pensar em rever, de ser ainda mais rasa nos estudos. Não presta atenção em uma conversa pois não consegue acelerar as pessoas como faz nos áudios e vídeos, não quer perder tempo e cansa da interação social, desenvolvendo características que remete a síndromes e transtornos que artificiais ou ao menos adquiridos (quando os estudos mostram que não podem ser adquiridos).
Essa pessoa já conta que perdeu o tempo, e quando chega em um lugar já está pensando nos 10 outros lugares que vai estar, quando sai pra fazer uma viagem, já vai pensando em quais as próximas 10 que fará. Passa do registro por lembrar e ser lembrado, para apenas um registro de prova de vida, acha sempre que está perdendo o momento e não aguenta qualquer incômodo ou pausa. Com isso não tem tempo de refletir, não consegue criar as sinapses necessárias para aprender, tenta sempre fazer um download que adquira o conhecimento de forma instantânea. Ainda precisa ser estudado e debatido, mas tende a ser ainda mais persuadido e manipulado.
Dito isso, tento dar um passo atrás e buscar em mim e em meus ancestrais a sigla que tenta definir nossos medos e sugiro a FOME (fear of missing everything) como disse eu associo aos Baby Boomers e geração X pois pensando no FOMO e na FOMA, lembrei de coisas que sempre ouvi e vivi dentro de casa, comigo, com meus pais, avós, amigos e os seus pais e avós. O medo de depois de conquistar algo, perder tudo. Ou mesmo sem ter nada, Perder Tudo.
Foi o medo iminente de perder a casa própria, o terreno que foi suado pra manter ou comprar, o carro, o telefone, o status... A falta de segurança físico-patrimonial, a falta de segurança jurídica, por uma quebra de contrato de trabalho, chegando até a entender que estar falido ou com o nome "sujo" (notificado nas redes bancárias e no famoso Serasa) seria perder o nome, para alguns seu bem mais precioso.
O medo de perder tudo no entanto (talvez por saudosismo e com um viés de confirmação pra mim) não nos paralisava por completo, pelo contrário nos faz buscar mais proteções, alguns se afundavam em estudar mais, trabalhar mais duro e por mais tempo, entendendo que isso é se dedicar mais, porém também adoece mais, perde o tempo de gozar a vida, de aproveitar, deixando pra curtir quando aposentar, quando não conseguir mais caminhar nas ruas da Suiça, como um casal de velhinhos que dorme na gondola num passeio em Veneza ou que não sai do quarto do Hotel no Caribe. Nos sujeitamos mais aos famigerados boletos, as contas, as compras de mês. Precisamos preparar a próxima viagem da família, organizar o próximo almoço no detalhe do quem vem, o próximo encontro pra saber se todos terão espaço e ficarão confortáveis com o que terá pra comer, tentamos não perder o contato, cair no usual "uma hora marcamos...", ou "um dia eu ainda vou/terei..." ou seja também somos falhos.
Penso em tudo isso pra discutir o quão fácil é criticar o medo dos outros, ainda mais quando não é o seu, do lado de fora. Quão fácil é apontar o dedo, julgar, sem a necessidade de corrigir, sem olharmos para nós mesmo? O comodismo de criticar a geração seguinte como fomos criticado pela anterior (memória fraca), não queremos nada diferente do que somos, do costume, da nossa zoninha de conforto. Muita gente da geração passada critica as novas e o "sempre foi assim", precisa de reflexão? Tem que ser assim? Não podemos aprender um pouco com os mais novos, como tentamos aprender com os mais velhos? Sei que muitas coisas da nova geração ainda não entendo, por não se encaixar na minha régua de moral, ética ou comportamental, mas isso não quer dizer que estão errados, muito menos posso afirmar que estão certos. Estão diferentes, isso é fato, pois pensam diferentes e passam por coisas e sentimentos diferentes. Ou seja estamos caindo no eterno erro de falar da nossa época, sem considerar o mundo que vivemos, o período que as pessoas foram inseridas e sem estudar as coisas de forma mais abrangente, mais amplas. Vivemos no mundo onde a IA faz o jaba da música e reclamamos que o algoritmo nos influencia, mas não era assim com quem saiu da caverna e voltou pra nos contar, com o trovador que cantava as histórias a sua forma, o rádio que tocava a música que queria ou que lhe rendia mais, o jornal, a televisão, o filme, o disco mais vendido, o cd, a música digital, o streaming... todos influenciados e influenciando, mas sempre precisamos de um vilão, que com medo de nominá-lo chamamos de mercado, um poder amorfo, irracional, autoritário e obscuro.
Até quando nos deixaremos dominar por esse mercado e os medos que ele nos impõe?
