quarta-feira, 22 de julho de 2026

eu nao quero desistir de você

Sou errado.
Tenho traumas.
Me equívoco. 
Não sou perfeito.
Me anulo.
Mas me dedico.
Eu quero ficar.
Bem mais por perto.
Eu não desisto.
Mas reconheço.
Que o meu jeito.
E desconexo.
Eu atrapalho.
Confundo muito.
Me perco fundo.
Viajo longe.
E assim defronte.
Minha natureza.
É com certeza.
Estapafúrdia.
Ninguém pediu.
Tambem não falo.
Tenho intenção.
Mas eu me calo.
Assumo o erro.
Me fiz contido.
Fui explicado.
Agora ardo.
Com muita angústia.
Na espera em vista.
De um comunicado.
Viver assim.
É ruim de mais.
Mas resolvemos.
Pois quero mais!

O fim lento no leito do Amor

Quero me afogar,
nas lágrimas que caem em meu peito.
Me aprofundar,
no poço escuro de meu leito.
Ir de bar em bar,
só saltando em travesseiros. 
Me enebriar 
com o que resta de seu cheiro. 
Se não te bastar, 
ficar com o ar que respiro
Busque o étereo sopro,
de meu último suspiro.
Sustento em seu pensar,
a dor de meu suplício. 
A visita está a chegar,
pra me levar pro hospício.
E deixe sem avisar,
meus sonhos, quereres, delírios. 
Sempre hei de lembrar, 
do Amor que vivi contigo.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Perdi meu Amor...

Perdi meu Amor,
Próprio!
De mim não espero,
Óbvio!
Se um dia ainda quero,
Ópio!
Me drogaria do seu veneo,
Tácito!

Deixei de fazer,
Juras!
Sorvir a mistura,
Impura!
Espuma que sai quando,
Urra!
Ao seu bel prazer,
Nua!

Virando os olhos,
Tento!
Alcançar as amarras,
Dentro!
Me livrar das cigarras,
Antro!
Segurar o soluço e o,
Pranto!

Uma volta e meia,
Lua!
Uma taça e ainda sou,
Tua!
Essa alma que caça,
Tortura!
Essa lama que laça,
Cura!

Ainda falta viver sem,
Fervor!
Seu sorriso me causa,
Pavor!
Me roubei e levei a,
Penhor!
Eu insisto de ser seu,
Amor!

domingo, 12 de julho de 2026

só duas formas

Existem duas formas de fazer as coisas.
Só dois jeitos mesmo.
O errado e o duvidoso.
Não tem um jeito certo.
Uma fórmula mágica.
Um como proveitoso.
Apenas duas formas de um modo pouco honroso.

Não se faz uma manobra.
Nem se deixa um ser exposto. 
Tem um truque de escada.
Num andar bem mais culposo.
Nem se vive a emboscada.
Ou se mata um poderoso.
Toda hora o tempo passa.
Toda mosca tem um pouso.
Seja na flor ou na bosta.
Não percebe o tal zeloso.
Que não perde sua estrada.
Com mais ranço e sangue novo.

A cortina esta aberta.
E meu pé não faz repouso.
Sobe muro, bate lata.
Num perfil tão desastroso.
Andorinha em madrugada.
Faz o poço não ter fundo.
Rosa branca e mão cansada.
Tem mais fogo nesse punho.

E se tudo parecer.
Que tem forma diferente.
Desperdice seu prazer.
Com mais tiros, menos pentes.
Nosso chefe vai tecer.
Comentários pertinentes.
Mas o que cê quer saber.
Não vão falar na sua frente. 
Pois a forma de perder.
É correr e ser decente.

E as duas formas de fazer.
Duvidoso e erroneamente. 
É o que vai acontecer.
Comigo, contigo, nós e eles!

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Fazer Tudo IA qualquer custo

 Em um determinado município de pouquíssimas pessoas, o prefeito queria juntar casais para fazer 10 bebes.

O primeiro filtro foi de proximidade sugerido pelo recursos humanos, quem gostava de quem.

Depois passou um filtro de eficiência e qualidade, quem eram os casais mais saudáveis e aparentavam uma maior possibilidade de engravidar.

Um gestor de RH que gostava de tecnologia e medicina entrou na conversa e sugeriu um exame de fertilidade para os homens e mulheres do grupo afim de propor um re-arranjo.

Para otimizar ainda mais, pegaram os 7 casais com alta possibilidade (e por alta possibilidade eram mais de 50% de chances) de ter gêmeos.

O prefeito CEO do município ouviu de muita gente que IA era o futuro e com IA resolveria muitos porblemas, então mesmo com tudo ajeitado quis otimizar ainda mais... dispensou todos os homens e com apenas uma mulher e 10 agentes está tentando criar 10 bebês.

Provável que seja bebê reborn, mas OK a ilusão do objetivo pode ser alcançada.


Notem que assim como aplicações de problemas e grupos do mundo real, complience, bom senso e ética foram atropelados, é o preço da inovação.


sábado, 30 de maio de 2026

o tempo e o foco

O tempo é um sabio com deficit de atenção. 
Ele conhece o caminho certo.
Mas prefere a ilusão. 

Vive nas sombras, um ouvinte calado.
Com foco, mas sem concentração. 
Se encontra perdido, um hiato.
No meio da multidão. 

As vezes olha pro alto.
Outras perde o rosto no chão.
Cai pra cima, rala o asfalto.
Seu joelho traz paixão.

Quando o tempo solta o pobre coração.
Chora, briga e perde o sono.
Faz saudade sem tradução. 

domingo, 10 de maio de 2026

misto ou mixto

Grand Royalle (04/maio/2024 9h)
O presunto fez algo pro queijo, pois ele estava fugindo do lanche. Até que estava bem assado o presunto, mas o queijo derreteu além da conta e sem fazer casquinha nas pontas, por isso deve ter fugido.
A quantidade é proporção estava ótima. Porém o pão veio sem uma passadinha leve (só pra dourar o centro) na chapa. E amassado, despedaçando num corte tradicional ao meio. Por sorte o pão é bom. Lanche bom!
Nota 6

Paris (01/junho/2024 11h)
Hoje as 3 fatias de presunto prenderam o queijo e me parece que com seu abraço quente e forte derreteu ele não muito, nem pouco, o queijo não viu a cor da chapa, mas estava saindo de dentro do abraço, o presunto viu a chapa e estava tostadinho numa fina manteiga. O pago não conheceu a manteiga, e nem a chapa, mas estava íntegro, fresco e crocante. Num corte moderno e levemente angulado, o lanche até acompanhou chips que veio tirada do saquinho e não descascada e frita (dispensável). O lanche estava bem bom.
Nota 7

Padaria Polar (26/junho/2024)
Pouco recheio, pouco gosto, cortado ao meio, quase em tira gosto. Era tanto anseio, pra te ver de novo, só restou receio, pelo pão do povo. Não sei se foi inteiro, ou se o horário morno, digo em seu respeito, minto não tem ovo.
Nota 4


porque estou aqui

Nao sei porque eu vivo
Ou se viver tem um motivo
Nao sei porque estou aqui
Se espero algo que esta por vir.
Diante dos meus olhos fechados.
Num sonho pesadelo pesado
Imaginei perder tudo.
Ficar cego surdo e mudo.
Fui forçado a ficar borracha.
E aquilo virou uma taxa.
Pra sair daquele lugar.
Que eu nem sei como fui chegar.
A menina que assim ja não era.
Os pais que faziam a guerra.
O caminho muito tortuoso.
Que me deixou mais penoso.
O mundo caindo em barranco.
E o que me restava era pranto. 
O medo o vazio de uma vida.
Com gente penosa e sofrida.
Nao tinha caminho a tomar.
Só o fim que estava por lá. 
Acordei e tão pouco esquecia.
Que a vida bonita ruia.
E entao pude enfim escrever.
Tudo isso que conto pra você. 
Do que vale ter longevidade
Sem sentido, sem honra e hombridade.
Quanto posso pedir de atenção. 
Se nem tenho a mesma missão 
Se mais vidas vier no futuro
Eu prefiro nascer obtuso 
Como aqueles que nao sofre em pensar.
E só pedem, só juram em rezar.
Pois assim cria algo em tração.
Paz de espírito e calma no coração

sábado, 9 de maio de 2026

O perigoso sorriso

Te observar dormindo é perigoso.
Perigo de me apaixonar de novo.
De me entregar sem esforço.
De perder meus dias e meus sonhos.

E o medo vira crescente.
De ser deixado subitamente.
Ser ignorado, largado premente.
Ficar chupanto o dedo, rangendo o dente.

Leria um novo obtuário recente.
Aqui jaz mais um romântico doente.
Alguém que deixaram ausente.
Um perdido, sofrido e carente.

E assim estaria no fundo do posso.
Na cova recente, em pelo e osso.
Alguém que não que viveu sem dolo.
Uma auto sabotagem de um dito culposo.

Volto a ser subserviente.
Procuro razão, pois perdi o jogo.
Sem regra, firmeza ou presente.
Como prego num chão arenoso.

E se passo no chão lustroso.
Joelhos pra suplicar seu aceite.
Me doo ao prazer de seu gozo.
Me faço amante, perdido ao deleite.

domingo, 3 de maio de 2026

Reunindo pensamentos...

Hoje tive o prazer de me reunir com uma turma das antigas, daqueles de onde nasceu boa parte da minha experiência. Os que me deram aprendizados com base na vivência, desde a época das brincadeiras e cantigas.
E no meio de tantas lembranças engraçadas, de contos, ficção, projetos e trabalhos.
Tinha histórias de Amor e algumas trapalhadas, estudos, negócios e planos de ação inacabados.
Pude resgatar propósitos esquecidos de quando tinha quinze e nenhum dependente.
Lembrar de mapas objetivos que com vinte e cinco apostava em ser persistente.
Ou quando ja proximo aos enta partia pra coisas novas e uma vida de carteira assinada.
Desenhos e linhas mal traçadas, escritos de um sonhador que me levaram a tudo que sou e do que tenho, nada!
E me fez pensar que quem espalha os sonhos vive e guardar muito fundo as vezes perde. Tirar do papel não é o primeiro passo, mas nao deve ser o último, nem o único.
Que inclusive não tem uma quantidade certa de passos. De atos, de acertos ou fracassos.
Tem quem nem sonhe. Quem deixe no papel. Tem os que fazem, os que persistem, os que compram por lote ou a granel.
Tem gente que faz crescer e alguns que florescem. Uns insistem outros esquecem.
Mas repito o que aprendemos então:
"Faça do seu jeito independente de geração, mesmo que sua escolha seja a não opção!"

terça-feira, 28 de abril de 2026

Visita na Padaria Viva

Fui visitar a padaria, já na entrada um grupo de pães franceses, estavam cacetinhos, com o pão de torresmo que tinha assado demais. O pão bengala estava saindo do armário e se assumindo, dali pra frente como baguethe.

O brigadeiro, delinquente, furou o olho de sogra com seu granulado e roubou um beijinho, deixando uma torta de limão no ar. O pão doce, falava passivamente, ensinando as eclairs, waffles e cookies como ser mais fofo, mas sem deixar de fofocar que o bem casado se separou do doce de leite, ficou ressentido, virou um sequilho, mas deu pra se engraçar com a geleia de amora.

O pão italiano estava redondo e de tanto ser zuado pelo bigodudo pão português, foi ao norte fez academia e ficou um pão em forma. O pão sovado, cansou de apanhar e saiu pulando com o pão australiano pra passar o maior rei dos queijo, o rei-queijão.

Na sessão de lacticínios todos choravam que nem manteiga e uma margarina esquecida num canto escuro que não mudou nada, mas estava preocupada discutindo com um queijo do reino que chamou um detetive pra descobrir quem matou o presunto, chegando lá queijo brie, disse, "desco-brie", estava aqui com meu amigo que estava investigando por conta propria, o provas-alone e como diria meu idolo, "ele-é-emental, meu caro Watson", foi o gouda que se sentiu duplamente ofendido pelo pão de cebola, achando que tinha chamado ele de obeso feminino. "Ahhh agora só faltava essa", no fundo gritou o queijo bola, "ta parecendo o queijo minas", "Mines" retrucou o queijo fresco, logo o queijo curado retrucou "ainda bem que eu criei casca" e o meia cura só pensou em sua julieta cascão.

Resolvido o caso, voltamos a prateleira onde estacionava em uma vaga reservada uma torta holandesa e um bolo inglês com um paiTEA que procurava torradas. O bolo ingles, confuso com aquele ambiente, já estava convidando o bolo indiano pra um chá ou uma coca. As carolinas, a samantha, e a russa pavlova, levaram uma palavra de força pra maria que estava mole depois da briga com o quindim, que por sua vez estava todo queimado por ter ficado com marcas de coco ralado de uma cocadinha safada.

Me encaminhando para a saída passei pela geladeira de bebidas que tinha alguns achocolatados com leite b e iogurtes a batidos, os refrigerantes estavam com todo gás, acelerados pelos falantes energéticos. Já os sorvetes, pelo contrario, estavam sem papo, todos duros e gelados. Fui embora levando apenas historias.

Domingo Laboral

Cheguei atrasado no trabalho, entrei correndo, caminhando firme pra minha mesa, quase sem olhar pros lados, de fone e antolhos e quando me sentei, num ufa, abri verdadeiramente os olhos.
Gritei: PQP
Era domingo!
Tudo estava vazio!

Perdi meu dia de Home Office.
Porque em tempos de trabalho híbrido.
Me divido em ter um canto.
Ter uma rede de contato e uma de balanço.

E ouvir reclamações sem dó, sustenido.
A campainha que toca pra levar o canino.
A call que me chama prum nada resolvido.
E ao fundo uma cama, quando tiver desistido.

Não diferente é meu posto de trabalho.
Num salão cheio com um monte de mesário.
Que mais passa os dias a esperar dar o horário.
Do café, do almoço, do papinho arbitrário.
A se ver canarinho pra fugir apressado.
Ser o líder padrão que seduz funcionário.
Ou mentor consultor que só olha o retalho.
Quando muda o papel e se faz de otário.
Pra seguir risca linha, não perder o salário.

A ilusão de que alguém se importa.
A bonita missão, pendurada na porta.
O processo, o expresso, o regresso em demora.
A cortina, a fumaça e a desgraça de outrora.

Quando menos se espera outro assunto urgente.
A visita na casa de um amigo ou de um ente.
Pentear um macaco, sem escova ou pente.
Usurpar sua alcova, te deixando dormente.

É o traço da I A - que se exibe vistoso -.
Outro texto imbecil de um cara raivoso.
Que não sabe pedir, mas implora nervoso.
Não acione TI por mais tokens tinhosos.

O inferno da fila no banho matinal.
O deserto de cadeiras, de setores, social.
A justiça fajuta, a briga, a luta sem uma inicial.
A criança na escola esperando o sinal.

É o não atingido lucro, manipulado.
O lá ir, o cair, outro pós resultado.
A fatura, a loucura, que atura o meu lado.
Outra sorte, outro norte mais deslumbrado.

A pintura aplaudida, dita sensacional.
Nossos fatos alastrados em rede nacional
Apanhado de dados sem referencial.
A campanha, a senha que se assanha, sem ser racional.
Uma dash, uma hash, outro trash, internacional.
Abre aspas, explica, algo proposital.
A carta de fiança em psicografia autoral.
E a virgula fingindo ser ponto decimal.
Nessa estrada tão longa sem um ponto final.

Experiências que ligam...

Hoje tive uma experiencia muito especial, quem me conhece sabe que sempre fui muito fã dessa maravilha matinal, que pode ser consumida a qualquer momento, o consagrado pãozinho francês com manteiga. Cortado inovadoramente na diagonal superior da direita pra esquerda, criando dois lindos casulos para colocar a manteiga, sem esmaga-lo na frigideira (que também pode ser na chapa), sem deixar passar muito para não queimar, mas cuidadosamente aguardando o tempo necessario para derreter a deliciosa iguaria de leite e gordura, com pitadas de sal do nosso querido nordeste. Ao me deliciar com esse prato simples mas inovador, comparo com grandes empresas que fazem pequenas mudanças no simples para inovar, renovar seu conceito, cobrar mais pelo mesmo produto ou serviço a partir de uma nova narrativa, mais rebuscada, mais encantadora, que conquista o desejo mais secreto do cliente. Faz daquilo uma experiencia única, que deve ser compartilhada, que precisa ser amplamente comunicada para gerar todo hype necessário pra ganhar o mundo. Não seria possivel fazer essa analise profunda sem a colaboração de Bernardo, o padeiro que faz esse pãozinho trabalhando em uma escala tranquila de trabalho. Tambem não posso deixar de mencionar Gertrudes, a vaquinha da fazenda que gera o leite necessário para o Zé do Leite produzir sua manteiguinha, vale tambem uma menção honrosa a toda cadeia logistica para buscar os itens e trazer em casa, a fornecedora de gás de cozinha e toda a cadeia de prestação de serviço dentro de casa. Enfim, é possivel deixar uma nota 8 de 10 na experiência como um todo, porque faltou a foto comprobatória, o sal foi aplicado com pitadas da ponta dos dedos em vez de um saleiro adequado e o porta guardanapo estava vazio o que me fez tirar outro meio ponto da nota. Fica de reflexão e aprendizado que todos temos como melhorar se alguma forma!

domingo, 26 de abril de 2026

Motivos pro veneno

Quando algo te atormenta. 
Sua trilha sonora é composta por músicas lentas. 
Tudo perde o sentido, 
o grito não é ouvido,
a saudade não ser aguenta. 

Tudo que se consome em exagero. 
Pode ser um veneno que te alimenta. 
A coisa no seu tempo se apequena.
E sem um esmero, 
gera erro 
e não sustenta.

A porta que fecha lenta.
Os olhos não se abrem.
As pessoas da sua vida saem.
O pé nao avança e a perna nem tenta.

Do lugar você ja não sai.
A vontade não existe, se esvai.
A tristeza te consome e já não mais...
Sua vida vira um trapo e jaz!

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Um Velho Desconhecido...

As vezes voce encontra.
Ao entrar no banheiro.
Um velho desconhecido.
Uma versão barata.
De seu meio eu inteiro.
Alguém que foi esquecido.
Desde o primeiro dia de janeiro.

E sem entender pede desculpas.
Por ser só um passageiro.
Entre passagens e ruas.
Entre ajustes e desmazelos.
Alguém que nao escuta.
As vozes de um dia inteiro.
E quando enfim repousa. 
Ouve os gritos do travesseiro.

Num pulo se afasta e gira.
Com ira de quem quer desfazê-lo.
A memoria que nao é mais sua.
O tom apressado.
O afago abafado.
O corpo suado.
E pleno e profundo destempero!

Seria mais um vespeiro.
A cutucar com vara curta.
E sair na frente e primeiro.
A agua que bate e a pedra que muda.
Nem fala, nem escuta.
Perde a pauta, faz a puta!
Ama o próximo ser.
E vive a morrer em desespero.

E quando para no chão cinzento.
Menos paga um bife sangrento.
Um purê de batata cozido lento.
No fim de tarde em setembro.

Parte em dois um sol de horror.
Imita a voz de um grande ator.
Mesmo o lençol que esconde a dor.
Passa a fingir que um dia, Amou!

sábado, 21 de março de 2026

cada um que trate seus anjos e demonios

Quando os demônios me perturbam.
Minha cabeça entao dispara.
Fico a ouvir pequenos sussurros.
Sinto em meus pulsos, amarras.

Nem é que isso me assusta.
Mas cansa o pensamento que não passa.
Me dispo de toda censura.
E aceito no fundo essa graça.

Me dão dicas de sobrevivência. 
Ou dúvidas que colocam sobre a mesa.
Pode ser de felicidade ou tristeza.

Hora é um lindo menino (meu neto?).
Outras vezes minha avó que me abraça.
Pessoas que vejo em mundo disperso.
E outras que não conheci mas é 'parsa'.

Se me pega num dia difícil.
Me faço de esquisito e incrédulo. 
Agora quando estou menos perdido.
Ouço, gravo e tento desvendar os mistérios.

Pode me tirar todo o sono.
Me deixar encucado ou risonho.
O importante é que é mais real que sonho

E mesmo quando aceito. 
Pode me dar um nó no peito.
Ou um breve alívio no leito.

Espero então, por mais uma reflexão. 
Somos feitos de promessas descumprida.
E pactos que nunca se vão.
De roupas coloridas, sabores doces.
E cheiros de chuva no chão!

domingo, 15 de março de 2026

as coisas mudam conforme o silêncio

Escutava muito
Escutava tudo
Me distraia
Com o som do surdo

Me via em um poço
E estava fundo
Um alvoroço 
Um fim difuso

Ja nao me importo
Se tem estudo
Se faz o molho
Se sobe um muro

Me engana sempre
Me deixa puto
Pois olhas os outros
Nao fica junto

Nao peço ajuda
Nem mesmo uso
O meu é diverso
O seu é recurso

De escolha em escolha
Fico confuso
Com minhas dores
Com seus abusos

Eu nem te impeço 
Nem dou futuro
Daqui pra frente
Sou outro (eu juro)

Nao quero mais
Viver no escuro
Abro a janela
E ganho o mundo

quarta-feira, 11 de março de 2026

Eu quero o impossível.

Eu quero o impossível.
Pois sei que posso conseguir.
Quero a ilusão dos filmes.
Na realidade que esta por vir.
Quero voar como nos sonhos.
Em nuvens feitas de algodão.
Quero me teletransportar.
Antes que eu perca meu chão.
Quero mudar o passado.
Reescrever a tinta e não a carvão.
Quero ter livre arbítrio.
Sem pudor ou retaliação.
Quero ver o futuro.
Na ânsia de viver só o presente.
Quero você tempo integral.
Sem dias ausentes.
Quero o convite do Wonka.
E me perder na calda quente.
Quero ter saúde de ferro.
E só por paixão ficar doente.
Quero amadurecer criança.
Com alma adolescente.
Quero ficar velho ao seu lado.
Para me sentir cuidado e contente.
Quero acordar assustado.
E ter seu colo acolhedor.
Quero ficar acordado.
Te escrevendo juras de Amor.
Quero ser atacado.
No meio da noite com torpor.
Quero dirigir minha vida.
E não ser mais um ator.
Quero tudo e agora.
Com respeito e sem dor.
Quero dizer que te Amo.
Só dizer que te Amo!

domingo, 8 de março de 2026

8 de março

Desejo menos homenagens e mais ações.
Menos chocolate, flores e mimos, mais bônus e promoções.
Menos explicações do que ela quer dizer e mais escuta ativa.
Desejo menos gente dizendo "o que temos para o jantar?" e mais "o que você quer comer hoje?".
Pessoas que assumam a logística da casa e não apenas "ajude".
Desejo pais que participem da educação na escola, dos cuidados médicos e atendimentos dos filhos.
Chefes que validem a autoridade sem o filtro do "temperamento" e fortaleça.
Desejo liberdade para tomadas de decisão real.
Desejo responsabilidade afetiva tomando a iniciativa de conversar sobre sentimentos, sem precisar tomar bronca.
Desejo momento de reflexão para que as mulheres do futuro não sofram o mesmo que as mulheres do passado.
E que a reflexão de hoje vire ações amanhã para as mulheres do presente.

domingo, 1 de março de 2026

Fevereiro sem escrita

Não podia avisar antes.

Mas assim que foi o mês.

Dias que parecem liberdade.

Mas na verdade foi o que não fiz!