segunda-feira, 28 de julho de 2025

Auto-incriminação

Te vi me criticando
Caçoando de meus problemas.
De minhas milhares de manias.
De como eu estava quebrado, doente, afetado.
(Só pra nao usar a sua palavra, traumatizado)

Te vi quase me deixar, sair andando bater a porta.
Criar um agora ou nunca de casamento.
Suas histórias, angústias e lamentos.
Não com uma mas com dezenas de pessoas.

Te ouvi falar mal de mim e das pessoas que eu Amo.
Do meu relacionamento com familiares.
E isso nao foi um dia, foi anos...
Mal para amigos, colegas, parentes e clientes.

Te ouvi me incriminar e todo julgamento.
Jogar todos os males nas minhas costas.
Dizer que roubei com todas as letras, acentos e pontuações que as frases poderiam ter.
Dizer para todos que te explorei e que era melhor se distanciar.

Mas nunca foi diretamente pra mim.
E isso eu considero a maior traição. Perto do desejo.pelo próximo que tambem houve e há.
Porque não foi e não é transparente.
E não sei se um dia conseguirá.

Talvez te espionar também seja traição. 
Ativa uma parte ruim de mim.
Talvez  meu único e pior dom.
Que cria meu ciume, minha posse, minha desconstrução.

E precisei mais uma vez de um choque.
Pra abandonar tudo e ficar longe.
Não só desconectar, mas parar de ouvir.
As vozes, os textos, os vídeos...

Só que o que foi visto e ouvido.
Não sera esquecido, não é fácil. 
A raiva, o ódio, as juras de maldição foram eternizadas.
E nao sei agora o que faço pra te ver com outros olhos. 

São 6 anos de mentiras e omissões. 
Pelo menos de 2019 até janeiro desse ano.
E hoje eu evito quando ouço.
Ou quando me mostram os atos, fatos, dados...

Quando durmo e vejo os filmes na minha cabeça.
Narrado por pessoas que talvez você conheça (eu não).
Com provas reais de alguns descalabros.
Quando um parente que foi me conta seus atos. (Não sei nem com qual intenção).

É aí que eu fico ainda mais perdido.
Não foi só a transmissão de um ao vivo.
Não foi a reprodução de um áudio gravado.
É algo revivido e eu assistindo ao seu lado. Sem voce nem perceber. 

Tanta crença, fé, estudo e nada...
Quando tudo me diz pra evitar eu insisto.
Recebo na noite, no sono que incomoda.
E acordo com tudo revivido, como se eu estivesse realmente ali.

Não sei como ser honesto com algo empírico.
Se me falta razão e racionalidade.
Se parece real, mas sem materialidade.
Nem é algo que queira ou preciso.

Me dói, saber que quando eu tiver coragem.
Te conto e provavelmente te perco.
Te explico e crio uma grande interrogação.
É melhor ouvir a mente que ilude e esconde ou o enganador coração?


sábado, 26 de julho de 2025

Mentir

Mentira que voce fez isso.
Não espere muito de ação.
Seja menos intuitivo.
Trabalhe mais sua razão.
Dessa forma eu desconsigo.
Fico em plena confusão. 
Tiro tudo do umbigo.
Finjo transe e contusão.

Se uns fingem ser amigo.
Outros perdem quando são. 
Fim do dia e indeciso.
Erro o norte e a direção. 
Sou da noite e pequenino.
Mas me falta tradição. 
Mando sorte e pobre fico.
Rico sou em ilusão.

Ainda faço o que sinto.
Cinto aperta o coração.
E meus sonhos de menino.
Se esvaem pelas mãos.
Já tenho meus pupilos.
Eacolhidos como irmãos. 
Se eu busco uns suspiros.
Perco a linha com tensão. 

Se avizinha mais perdido. 
E se perde em oração.
Sem a sanha do destino. 
Nem a mera ocasião. 
Quero ver todo esse silo.
Desenhado em água e pão.
A saudade me traz misto.
De Amor, culpa e lição. 

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Você

Me magoa
Me machuca
Me ignora
Me destrata
Me invalida
Me trai
Me pune
Me maltrata
Me exclui
Me afasta
Me ilude
Me passa
Me bate
Me xinga
Me entristece
Me desrespeita
Me enfurece
Me despeita
Me cega
Me emudece
Me suja
Me engana
Me tira
Me afoga
Me acaba
Me mata

Não quero mais...

Não quero mais
Em linhas gerais
Estar no mundo
Com peso fundo
Engolindo sapo
Passando pano

Não quero mais
Vou dar pra trás 
Casar de novo
Ser seu mordomo
Viver em luto
Por isso fujo

Não quero mais
Já foi demais
Adeus você
Sem mais Viver
Adeus pra tudo
Pra todo mundo

Não quero mais
E agora jaz
Sem um encanto
Demorou tanto 
Pra já nao ser
E sem Viver

Não quero mais
Nem nunca quis
Amar demais
Ser o feliz
E por um triz
Morrer em paz

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Daqueles querê-las

Eu sou daqueles
que fala mais que a boca
que grita e fica rouca
que aperta com abraço 
que morde e beija o lábio. 

Eu sou daqueles
que tem o olho gordo
que repete o bolo
que não se sacia
que sai em romaria.

Eu sou daqueles
que canta por aí
que vai te distrai
que foge pelos cantos
que sofre em plenos prantos.

Eu sou daqueles 
que sonha em musical
que come e passa mal
que gosta de colinho
que curte o bom caminho.

Eu sou daqueles
que as vezes induz
que pouco possuem
que sempre reclama
mas só porque Ama!

Eu sou daqueles
que dá prazeres 
que move delas
que faz as pazes
que evita guerras
que tem tremores
que arrepia e pela
que da calores
por entre as pernas.

Eu sou daqueles 
que Ama aquelas!




sábado, 5 de julho de 2025

Relax multiplus stress

Relaxa e se foda.
Pra quem se incomoda.
Nao é dia nem é hora.
Nem toda espera é demora.

O stress te entristece.
Te deprime e transparece.
Segura e não cresce.
Nem importa a prece.

Fica em ultimo.
Vai pro seu túmulo.
Foge ao insulto.
Em dores múltiplos. 

E se junta tudo nisso.
Cai do alto do edifício.
Salta a beira do precipício.
Quando a vida fica difícil.

Nao tem mais esperança.
De tantas lambança.
Correndo comp criança.
Num futuro sem lembranças.

Chega.
Vai pra fora.
Foge.
Degringola.
E some.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Até quando...

Até quando voce me evita?
Até quando ficamos longe?
Até quando nós aproximamos?
Até quando vamos morar juntos?
Até quando queremos o mesmo?
Até quando nós suportamos?
Até quando somos algo um para onoutro?
Até quando nos impactados?
Até quando queremos juntos?
Até quando nos importamos?
Até quando queremos distância?
Até quando lembramos?
E se hoje nem sabermos o que fomos?

domingo, 15 de junho de 2025

Amor que aduba a Dor!

Não me concentro! A mente, escura caverna!
Rangendo espasmos d’almas mutiladas,
É foco de ideias já necrosadas,
É sarcófago onde o tédio governa!

O falo, outrora totem de desejo!
Hoje é bastão inútil, lasso, inerte,
Que não se alça sequer para a Morte,
Nem ao hálito febril do doce beijo!

A fome exila-se! O álcool, fantasma.
Deixa na boca a sombra de saudade...
E até o coito, com sua potestade,
Me soa agora à mais torpe das chagas!

No sofá, trono de um rei em ruína!
Sento com as vértebras da existência
A ranger, e a própria consciência.
Me repele a presença vespertina!

Repudio os humanos! Essa espécie.
Com seus sorrisos falsos, suas crenças...
O passado, álbum de pestilências! 
O presente,  um cadáver que apodrece!

Mas não renuncio à presença funérea
Da ausência, que se faz víbora e dor!
Sofro as horas, os dias, o horror.
Dos anos lentos, lânguida bactéria!

Penso o fim com a mesma morbidez.
Com que se pensa a cova em dias turvos...
E nesse horror de ângulos recurvos,
O pavor se mistura à embriaguez!

Vejo, mas não vejo! O mundo zomba.
Com imagens vis de carne e de pecado!
Ouço fundo outro eco estagnado.
Da minha alma, trancada em sua tumba!

Sinto o peso de um cérebro já morto.
Onde pulsa, entre vermes, meu pesar!
E a vida, esta gangrena, secular.
,Já não quero, neste mundo absorto!

Frustro os homens, sou farsa, sou ruína,
Sou espectro que caminha entre o horror!
Sou carcaça da esperança e do amor,
Sou naufrágio que a mágoa destina!

Afastem-se de mim! Sou moléstia!
Amo só com o fel de um pus carnívoro!
Sou torpor de um anjo apodrecido.
Que renega, mas que nojo! essa Celeste!

E desse mar de pútridas essências.
Onde a alma range em seu turvo clamor,
Renego o amor! Essa flor pestilenta.
Que só cresce e aduba toda a dor!


(Inspirado em Augusto dos Anjos)

Desistindo de tudo e de mim

Não consigo me concentrar.
O pau não endurece pra nada.
Nem tenho vontade de comer.
A bebida deixa saudade.
Eu não quero nem fuder.
Sento um tempo no sofá.
Não quero ninguém ver.
Com gente não quero estar.
O passado é só lembrança.
O presente é um não viver.
Não desisto da presença.
E a ausência só traz dor.
Sofro horas, dias, meses...
Já são anos de torpor.
Penso o fim tal como antes.
Com pitadas de pavor.
Vejo sem prestar atenção. 
Ouço tudo sem pensar.
Sinto o eco na cabeça.
E nao perco meu pesar.
Já nao quero essa vida.
De pessoas eu frustrar.
Sou cansado e faço pouco.
Meu humor é de assustar.
Fiquem longe enquanto é tempo.
Pois só magoa posso dar.
Desses todos sentimentos.
Eu não quero mais Amar!

sábado, 14 de junho de 2025

é... pra mim já deu!

Cansei de esperar.
Não fiz por merecer.
É hora de sossegar.
Pode me esquecer.
Andando de bar em bar.
Só pra me entorpecer.
Como abelha cansada de voar.
Sem flor pra enriquecer.

Paro e deixo meu Amor.
Pro meu Envelhecer.
Sei que nem tudo é dor.
Mas dói em nao te ter.
E se não serve meu mau humor.
Nao servirá o meu bem querer.
Pois nem tudo é cor.
Sei que assim vou te perder.

Tentei por várias vias.
Caminhos traçados num livro branco.
Mas sem pausas e sem vírgulas.
Tudo um dia vai acabando.
Não adianta um voo de galinha.
Que de tão baixo não trás acalento.
Nem mesmo no fim do dia.
Meu destino deixa de ser um canto.

Amanhece a noite fria.
Ja se ter o meu espanto.
A vontade que se esvaia.
O perder de todo encanto.
Acabou nossa eterna correria.
Discussão e passada de pano
Nao tem culpa, nem valentia.
Não és bruna, nem sou santo.

Ainda sinto o seu suor.
O seu cheiro em mim (porquê?)
As curvas que sempre me lembrou.
Um porquinho de lazer.
Só me resta seu doce sabor.
E a saudade vai me dizer.
Se o que fiz foi por Amor.
Ou foi só por bel prazer.

E se todo esse pezar.
Ou se um dia aparecer.
Outro aí no meu lugar.
Que te faça amolecer.
Aproveite o sol e o luar.
Novos pontos a florescer.
Eu me tranco em meu Amar.
Pois nem quero mais viver...

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Esse aí... eu julgo!

Esse corno.
Esse bosta.
Esse merda.
Com quem vivo.

Um atraso.
Um estúpido.
Um idiota.
Outro omisso.

Sai da frente.
Sai da moita.
Sai do armário. 
Dá sumiço. 

Faz de conta.
Faz sem pressa.
Faz mais hora.
Cai no vício.

Nem demora.
Nem precisa.
Nem enrola.
Vai no aviso!

Sabe a hora.
Sabe como.
Sabe quem.
Não preciso.

Da meia volta. 
Da sinistro.
Da desculpas.
Sem sentidos.

É um nada.
Um ninguém.
Um sem causa.
Invalído!

Cor, por, ativo...

O frio congelou a retina da fibra optica
A empresa sem internet fica caótica.
Tanta tecnologia e mal consegue cobrar.
São muitos dados e pouca nota a contar.

Aqui tem muita gente limitada.
Se achando esperta e atualizada.
Trocando a boa pesquisa por IA.
Só que não aprendeu a perguntar.

Ri de tudo parece uma hiena.
Faz pose de jogador pra ficar na cena.
Mas sofre calada com sua limitação.
Na hora do aperto foge da ação.

Fala mais e sempre bem alto.
Não sabe ouvir, não desce do salto.
Protege com a vida quem pouco merece.
Mas no primeiro deslize, esquece!

São todos iguais com a mais pura ilusão.
De encantar pessoas e mostrar compaixão.
Mas perde o prumo quando desmascarada.
Pois só tem um querer, ser Amada!

Romance em doze linhas (Ana Beber)

(Hoje lembrei desse daqui)...

quanto falta pra gente se ver hoje
quanto falta pra gente se ver logo
quanto falta pra gente se ver todo dia
quanto falta pra gente se ver pra sempre
quanto falta pra gente se ver dia sim dia não
quanto falta pra gente se ver às vezes
quanto falta pra gente se ver cada vez menos
quanto falta pra gente não querer se ver
quanto falta pra gente não querer se ver nunca mais
quanto falta pra gente se ver e fingir que não se viu
quanto falta pra gente se ver e não se reconhecer
quanto falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.

Ana Beber

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Omitir é diferente de mentir

Omitir não é mentir.
Mas as vezes machuca até mais.
Porque te faz lembrar e sentir.
Que o ser humano trai

Não falo só de provérbios.
Do alicerce que se desfaz.
Nem julgo o adultério.
De quem se prendeu demais.

A flecha lançada.
A água que passa no rio.
A bondade que desgasta.
O vaso que caiu.
A palavra falada.
Um mundo vil.

A vontade que some.
Perder seu nome.
A ponte que partiu. 
A luz do ontem.
O escuro hoje.
O amanhã que ninguém viu.

É o fim de um tempo.
Onde a curva forma o vento.
Tudo a sangue frio.
O caso pensado.
O fim do bailado.
O Amor que ruiu...

Puta que me pariu!

quarta-feira, 11 de junho de 2025

desistindo

Eu queria acabar com tudo. 
Cada vez mais, menos. 
Queria deixar o mundo mudo 
Esquecer dos terrenos.

Queria pausar a vida. 
Talvez até parar. 
Mas medo a força da palavra proferida. 
Me ponho a calar. 

A vida fere.
E mesmo que eu não errei.
A ferida irá sangrar.

A morte pede.
E eu dou muita sopa.
Pra esse azar!

Não sou, mas sinto... (O mito de Omito)

Não sou o Sísifo.
Mas sinto que só sifodo. 
Ou só minha foto.
Ou sou sumido.

Não sou Platão
Mas sinto que sou sombra.
Que tudo que me sobra.
Fica sempre a se esconder.

Não sou Narciso.
Mas sinto que me hipnotiso.
Frente ao espelho.
E me perco primeiro.

Não sou Medusa.
Mas sinto que fui violado.
Por uma Deusa achincalhado.
E porto por um Perseu tarado.

Nao sou Ícaro. 
Mas sinto que me queima a pele.
Que me cai a asa.
Que pego fogo como turbina da nasa.

Não sou Teseu.
Mas sinto que me taro.
Perdido num labirinto sem saída.
Em busca de mim,  um otário.

Não sou Prometeu.
Mas sinto que roubei seu fogo.
Perséfone, Deusa calipígia,
Levada ao submundo numa noite fria.

Não sou Orfeu.
Mas te busquei bem longe.
Fiz um trato obscuro.
Pra que vivas do meu lado.
Pra que vivas do meu mundo.
E eu cubro seus pecados.

Sou só eu.
Mais um no meio de bilhões.
Um ninguém sem importância. 
Sem apego ou esperança. 
Envolto em multidões. 
Esperando o que é meu!

sexta-feira, 23 de maio de 2025

eu nao esqueci

Eu nao esqueci
Nem deixei voce jogado
Completamente ignorado.
Só não tive tempo de vir.

Te deixei aqui parado.
No canto de uma nuvem fofa.
Sem graça, isolado, insossa. 
Num app fechado. 

O mundo está corrido.
E nao tive tempo de te falar.
Me desculpa meu amigo.
Nao tenho nem tempo pra mijar.
O vento é tardio.
E minhas preces nao vão ajudar.
A vida é por um fio.
Com uma navalha a dançar.

É isso, preciso e nao o posso.
Desejo e reprimo.
Como um velho negócio.
Onde vencer sô se faz com crime!

domingo, 20 de abril de 2025

Parado

Se você ficar parado.
Estará certo e errado.
Não faz parte da corrida.
Ser extremamente sofrida
Vou corre pro outro lado.
Faz do mar seu próprio lago.
Destrói o que está por cima.
Faz de conta o que existia.
Sozinho e também exilado.
Se perde no caos, um estrago.
E ainda não tem o que precisa.
Demora mais e não avisa.
Ontem pensei num atestado.
Algo pra me deixar aliviado. 
E não tenho nada em vista. 
Nem que você insista. 
Chega!!!

segunda-feira, 14 de abril de 2025

a escrita que incomoda

Não estar presente aqui
é me distanciar de mim!
Também é um pouco de cansaço. 
Um traço na bateria social.
Não escrever com constância 
me acelera o pensamento.
Força o raciocínio com mil opções 
E acaba me deixando mais lento.
Muitos poréns para o dobro de "e se..."
Alguns "senões" e muitas contradições. 
O que eu ouvi, o acontecido e o que ela disse.
Mais observações, retaliações e sandices.
A flecha lançada, a quebra do frasco.
O asco, o saco, papel amassado.
A água que passa no riacho
embaixo da ponte, com só um destino.
O grosso da coisa, o cerne e o objetivo.
A perda, o ganho, a extração e o refino.
A loucura e as agruras de um menino.
Tanta coisa, pouco tempo, só lamentos.
Decepção. 
A procura do meu sustento.
Quase a beira da ilusão.
Ainda sinto necessidades.
Vontades, valores, raciocínio em turbilhão. 
As verdades escondidas por ocasião. 
O sal, o açúcar e o tempero da União.
Pode ser que tudo me aqueça.
E até que eu me esqueça,
mas no fundo.
Bem lá no fundo!
Não!

segunda-feira, 31 de março de 2025

Exausto...

60 horas de trabalho
Mais 6 horas no sábado 
No cansaço me atrapalho.
Fico preso e nao me acho.
Com a cara lavada me vejo.
Tentando entender se me encaixo.
E se não entrego o anseio.
Recebo mais um esculacho.
Eu não quero o que tenho.
E nem tenho o que posso.
Posso pouco e nada faço
Faço e perco o que quero.
Nesse elo viro pipa.
A rodar me embaraço. 
Sou mais uma mosca frita.
Nesse creme ralo e escasso
Ando sem nenhum caminho.
A Bússola foi pro espaço. 
Meu destino vem sozinho.
Já dem cor, sem cheiro e amargo.
Querer o fim não é destino.
É desistir do que me resta.
E a falta sem sentido.
Pede um pouco mais depressa.
Se não sei objetivo.
Só procuro uma meta.
De quebrar e ser punido. 
De fugir perder as pregas.
E se ainda for vivido.
Torcerei por outra eureca.
Sem palácio, luz ou trilho.
Esse é o fim de toda festa...