sábado, 30 de novembro de 2024

The end is near...

Agora é fato.
O fim tá próximo.
O último ato.
Foi muito inóspito. 

Egocentrismo aflorado.
Não sei sabe o problema.
Cada um do seu lado.
Se cria um dilemas.

O que foi falado.
Foi incompreendido.
Muda o escutado.
Troca-se o indivíduo. 

Já não temos mais papo.
Somos adormecidos.
Come o que tem no prato.
Mesmo que envelhecido.

E se torna um fardo.
Criar conexão. 
Esse é nosso caso.
Discutir relação.

Não temos a resposta.
Perdemos nosso caminho.
E o futuro não basta (que bosta)
Já me vejo sozinho. 

E se houver a cisão. 
Eu me rogo uma praga.
Fecharei o coração (pra sempre).
E ninguém mais tem vaga.

Viver em reclusão.
Só saindo pra farra.
Um ap no centrão.
Vida louca sem amarra.

Mas ainda espero.
Encontrar um sentido.
Estar muito errado.
E manter o vivido.

O desejo que tenho.
É viver do seu lado.
Te cobrir com um dengo.
E morrer sendo Amado!

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Procurando uma bússola...

Não me peça pra assumir os seus defeitos.
Não me peça pra dormir quando me deito.
Não queira que eu fale o que você quer dizer.
Nem mesmo peça pra fazer como você.

Não sei trocar minha noite pelo seu dia.
Nem acho bom nossa casa vazia.
Não me prendo a hipóteses futuras.
Mesmo querendo nosso bem, vejo agruras.

Seu desdém, sobre minhas vontades.
O som que te atrapalha de tarde.
Sua ausência, minha demência, nossa ilusão. 
Tempo voando, como andorinhas no verão. 

Já não sabe se quer ir ou se ficará. 
É um fato que me faz só pezar.
Se merecemos sofrer juntoa isolados.
Se escolhemos nos manter lado a lado.

E se isso for só por coincidência. 
Já não flui, perdemos nossa essência. 
O belo define o feio pra se promover.
A crítica é mais dura do que me ofender.

Perco meu, não fazer, e te faço pensar.
É melhor estar aqui ou em outro lugar?
Talvez as palavras sejam mais leves.
Do que a atitude de estar e ser breve.

Já não sei o caminho ou se tem chegada.
Nao tenho um instinto ou uma pegada.
Só vejo o agora e evito um torpor.
Quem vive porque Ama, também morre de Amor!

domingo, 24 de novembro de 2024

Todo o Tempo que não Temos

Não temos como criar tempo.
Por isso priorizamos.
Na conjuntura nos adaptamos.
E mantemos alguns lamentos.

Dedicamos nosso tempo.
Pra estudar, trabalhar, brincar...
Mas não temos como parar.
Por mais que prometemos.

E na falta nos escondemos.
Falta de consideração.
Falta até de intenção. 
E a desculpa é que tempo perdemos.

Não diferimos a falta de uso.
Da ausencia de nos comprometermos.
Nem mesmo sendo fraternos.
Evitamos novos abusos.

Distribuímos muitas desculpas.
E das verdades fugiremos.
Olhamos as vaidades e tememos.
As tramas discretas e escusas.

E não se pode falar mais de tempo.
Da falta, da farsa do que dedicamos.
Indica tamanha distância que criamos.
E o jeito que o tempo passa com o vento.

sábado, 16 de novembro de 2024

regime de escravidao clt

Se esforce pra parada.
Dar duro nao leva a nada.
Mãos ativas e esperança.
E não levam a bonança. 

Quem trabalha sempre cansa.
Fica com sono quem cedo madruga
Ditados pra te manter na distância.
Que dão medo e trazem agruras.

É um engano se dedicar com afinco.
Preste atenção no que falo agora.
Melhor estar bem longe do inimigo.
Se não tem armas pra ir a desforra. 

Vender tudo por bons trocados.
Te torna insano, doente.
Te julgam por ser comportado.
E cobram estar mais presente. 

Perder os seus melhores anos.
Suando as custas de outrem.
Viver já não é mais sem prantos.
Sofrer para o lucro de quem?

E assim gira a roda do mundo.
Bem fundo que chega a dar raiva.
Te tiram a voz num absurdo.
Te tornam um burro de carga.

Escrava!
Descarga!
Dispara!
Para...

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Sonhos reais, vivendo em utopia.

Eu quero ver.
Nos sonhos mais profundos
Nosso futuro sossego
Sem desventuras ou medos.
Os dois velhinhos juntos.

Um fazer nada.
Nosso merecido descanso.
Depois de tanto trabalho.
Um larzinho ou recanto. 
Pra viver sem atalho.

Vivendo feliz.
Ou na busca do ideal. 
Curtir os netos e as conquistas.
Uma viagem internacional.
Viver dias de turistas

Sobra e água fresca.
Isso é tudo que mais preciso.
Calma e muita serenidade.
Passear sem muito aviso.
Aproveitar a velha idade.

E ainda conseguir.
Pausar, quando quiser.
Ser então ilimitado.
Me dedicar a viver.
Amar e ser amado,


terça-feira, 12 de novembro de 2024

Eu tenho sorte...

Eu tenho sorte!
Porque a corda era fraca,
rompeu!
Porque a dose virou placebo,
venceu!
Porque perdeu a hora,
atrasou!
Porque não estava afiada,
cegou!

Eu tenho sorte!
De não saber física
e parou!
De ser estabanado
e enroscou!
De não ter encanado
e ventilou!
De estar m no raso 
que secou!

Eu tenho sorte!
De não ter êxito 
nem sucesso!
De um mal planejamento
sem progresso!
De não ter estudado a fundo 
retrocesso!
De não ter evadido
nem me despeço!

Eu tenho sorte!
E o acaso me ajuda.
Pouco faz quem cedo madrugada.
Pouco ganho em minha estada.
Tenho sorte nessa estrada.
Uma absurda sorte.
Que engana essa vida.
Mas está fadada a foice!

domingo, 10 de novembro de 2024

Cede com sede.

Precede a amizade.
Criada na intenção.
Se é cedo pro Amor.
Pra dor não é não.

Parece que arde.
O sol que me racha.
Se acha perdido.
Na praia ou na praça.

Padece até tarde.
E o tempo passou.
Já fui muito amigo.
Hoje não sei quem sou.

Procede á vontade.
E vai mais pra cima.
Num dia esquece.
Me tira do clima.


sábado, 9 de novembro de 2024

Retrospectiva introspectiva

Quando te vi
Você era um borrão. 
Mas a conversa fez surgir. 
Uma luz em.meu coração. 
Nada discreta.
Muito aberta.
Concreta, direta.
Sem enrolação. 
Dissemos nossos problemas,
Trocamos dilemas.
Até o que não valia a pena.
Nada, nada são. 
Mas a verdade foi boa.
Rimos muito e a toa.
E nem uma breve carona.
Foi em vão.
Porém com pouco contato.
Cresceu um calor que sou grato.
Ansiava o próximo ato.
Que seria tudo, se fosse bom.
E foi doce, foi colorido.
Já não seria mais amigo.
Podem dizer que foi corrido.
Na velocidade da paixão. 
E cresceu com respeito.
Com carinho, tudo direito.
As vezes saudade no peito.
E sem criar ilusão.
E a vontade só crescia.
Já não bastava só uns dias.
Você vinha ou eu ia.
Num eterno zigue-zague sem fim.
Logo juntos já estava.
Estar metros não bastava.
Viver junto é o que faltava.
Ter você perto de mim.
Foi difícil, foi custoso.
Um caminho tortuoso. 
Juntar um bando nervoso.
Mas era o necessário. 
Mas aí veio a mudança. 
De enredo e a insegurança. 
Já não eram dois e crianças. 
E ruiu nosso baralho.
Novos desejos, velhas vontades.
Escondidas fundas em vaidades
Questionando nossa rara idade.
Sem nenhum projeto.
Já não sei o que é fato.
Dado os ritos, novos atos.
De um teatro em salto alto.
Velhos erros e pouco certo.
Aumentando as reclamações.
Mais brigas e discussões.
Em profusão de acusações. 
Até mesmo quando tem diversão.
Perdeu parceria, paciência sumiu.
Nada de regras, gentileza fugiu.
Um teto com paredes num que ruiu.
Perdeu-se o carinho e a aceitação. 
Só resta a esperança de recuperar.
De dias melhores que estão por virar.
Não sendo familia, que seja um lar.
Lugar de respeito e compreensão. 
Se mesmo errado.
Melhor já estão bom!

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Contradições involuntárias

Cada vez mais.
Nos vemos menos.
Os dias passam.
As mágoas ficam.
A vontade diminui.
A preocupação cresce.
A tensão sobe.
O tesão desce.
A conversa aquieta.
A contradição grita.
A disposição se vai.
O cansaço fica. 
A emoção é estranha.
Em um dia normal.
A noite é sozinha.
Dormindo em casal.
A vontade,
A saudade,
A necessidade
De se falar.
A pressa,
Só pesa,
Na fuga,
De não estar.
Se esconde,
Como ontem,
No fazer,
No trabalhar.
O zelo,
Sem carinho,
O cantinho,
A falta de cuidar
O apelo,
Desespero,
O anseio,
Por falar.
É o fim,
Sem recomeço. 
Um tropeço 
No Amar!

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Ciclos de Amor eterno.

A ansiedade é o frio do desconhecido.
Era só a amiga de um amigo.
E virou tão logo e hoje.
Passamos a querer estar agora.
A vontade de estar toda hora.
De te ter pra todo sempre.
Mas pra sempre, sempre cansa.
E passa com a temperança,
a ser só quando que der.
Mesmo morando junto.
Perde-se chãos e assuntos.
E vira um quem sabe as vezes.
Quase querendo ser bem menos.
O que era farto, ficou pequeno.
E passa de vontade a não querer.
Some o que era paz.
Chega ao nunca mais.
Por lamurias e lamentos.
Vai da decepção ao fingimento.
E se antes era tudo pra você. 
A torcida agora é pra esquecer.
E a lembrança já não existe. 
Do que houve, foi ou viste.
Nem do que aconteceu.
É o fim de um caminho.
Cada qual em seu sozinho.
Foi assim que o Amor morreu...

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Metodologia de uma mente doente.

Não sei quem estou me tornando.
Nem o que tenho e quero fazer.
Nao sei onde vivo, de onde venho.
E tambem quando aparecer.
Nao sei o porque do mal tempo.
Ou como poderei sobreviver.
Não sei quanto custa o anseio.
Que resulta em não satisfazer.

Essa dura abordagem me engana.
Um estoico que a tristeza não vê.
Indiferente a alegria mundana.
Que não sente, nem dor, nem prazer!

Nessa insana dependência moral.
Que apela sempre ao racional.
Que busca viver em harmonia.
Com coragem e sabedoria.

Quem disse que é só por desejo?
O que vejo e não sei descrever.
Onde fica guardado em seu peito?
Quando posso dividir com você?
O porquê escondido da sorte?
Como se tudo fosse passar.
Quanto paga o preço na morte?
Resultado se perde em Amar.


sábado, 2 de novembro de 2024

Ciclo de Relacionamento

Tudo começa com a admiração. 
Passa pelo reconhecimento. 
Vira um respeito.
As verdades são bonitas.
Algumas até magoam.
Mas a preferência é que seja direta.
Sem invenções. 
Tudo é lindo.
Aumenta o desejo.
A vontade de estar junto.
Lado a lado.
E quando menos se espera.
Começamos a se esconder.
A esconder o que se faz.
Só pra não incomodar.
Passasse a enganar pra não magoar.
Depois inventa uma história pra ser aceito.
Distorce os fatos pra não responder.
Se distância pra não interagir.
E daí é um pulo pra mentir.
Pra iludir!
Pra fugir!
O respeito começa a sumir.
A mentira se torna comum.
Perde-se o respeito.
Criam-se demandas.
Perde-se a esperança. 
E chegamos perto do fim.
Enfim.
Triste assim.



sexta-feira, 1 de novembro de 2024

...!

A tensão. 
Atenção. 
Tesão.
Quando falta.
Ou quando acaba.
Troca o sim, pelo não!
E pode ser fim da atração!

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Observar o Amor

Observar o Amor
É Amar com outros olhos.
Sem sentir dor.

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

verdade ou mentira???

Minha escolha mais duvidosa,
pra relações, acho a mais importante.
Dar as verdades que são dolorosas
ou contar mentiras reconfortantes?

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Alma Lavada

Não adianta lavar a alma
usando criolina e aguarraz.
Sua moral desbota,
seus valor se desfaz!

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Vivendo mais um dia...

Intenso.
Tenso.
Denso.
Paro, peso e penso!
Sou eu.
Fora,
Dentro,
Íntegro ou Inteiro?
Passo, solto e safo.
Largo,
Deixo,
Paro e não tento.
Saio e peço.
Pois sou tudo que me restou.
Trago
Pra perto.
Trago
Seu pelo.
Traço
Um desenho.
E pego no sono.
Em sonho te vejo.
Desejo.
Apelo.
Só um beijo.
Talvez um laço.
De braço.
Um quente abraço.
Que acalma.
Que dá paz.
Que me passa.
Que se passa.
É o alívio pra minh'alma.
E os pensamentos.
Em ebulição. 
Viram lágrima.
Viram chuva.
Vão ao chão. 
Viram rio, passo ao lado,
Cachoeira, corredeira.
Finda ao mar.
E o carinho.
De mansinho.
Toca o sino.
Finge Amar!
E de tanto tingimento.
Fecha a ferida.
Para o sofrimento.
Lamenta o sacramento.
E cura o passamento.
Revela o nosso destino
Passa por toda a sorte.
Mostra da vida o real sentido.
A morte.
E viva bem com isso.
Viva a vida em plenitude.
Com alguém ou em solitude.
Viva!
Aproveite.
Dance.
Caminhe junto.
Se deite
Se deleite.
Pois se vive uma vez!
Pelo menos uma vez de cada vez!
Não tem caminho errado.
O errado é não caminhar.
Não seguir.
Desistir também é escolha.
Ou encolha.
E só cabe a uma pessoa escolher.
Sabe quem?
Você!

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Indiferente

Indiferente
Que não serve nem pra dar atenção.
Algo que implesmente não é.

Não faz diferença.
Não cria esperanc.
Não muda, não purga, nem traz lembranças. 

Não fede, nem cheiro tem.
Não tem gosto de nada.
Não faz mal, nem bem.

Sem vida, sem lida, sem sorte...
Nem tem vida, nem tem morte.
Não tem direção, nem norte.

Algo descalço, sem alça, sem faro.
Não é pobre, muito menos raro.
Não faz falta, não é baixa nem alta.

Fica tão distante que ninguém percebe.
Fica calada, parada, inerte.
Algo desnecessário.
Não tem data, nem horário.
Erra o caminho e está no itinerário.

No universo de coisas.
Não é nada.
Indiferente desiniciada.

Não é igual, nem diferente.
Indiferente!

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

não muda

A pessoa não aprende!
Não procura, nem pesquisa
Passa longe, não rente!
Realmente não precisa.
Porque tem quem libera.
Quem passa pano.
Quem limpa sua bunda.
E mesmo vivendo casada.
Tá aí, posando de boa.
Mas é pior que foda ruim. 
Vai toma no cu!

domingo, 6 de outubro de 2024

Cansado de insistir.

Estou cansado.
De sugerir carinho.
De ensinar atenção.
De mendigar um espacinho.
No seu dia ou no seu coração. 
Cansado de remoer a conta.
De controlar apenas o que é meu.
De regular o dinheiro.
Que o trabalho me deu.
De dividir a responsa.
E ainda ouvir que foi favor.
De ser emboscado.
De sofrer terror.
De achar que ainda vale.
Planejar a vida junto.
De ouvir as suas chaves.
Dividir os meus assuntos.
Discutir sobre a ação.
Que espero um dia ter.
De ser muito acima da média.
E todo dia dever. 
Cansado de fingir esperança.
De respirar o mesmo ar.
Nem.sei como, mas cansa.
Insistir em te Amar!