E nao ter controle da perda.
Acelero as decisões.
Antecipo os fatos.
Crio argumentos.
E tento me desfazer em atos.
Me iludo com uma traição.
Com falta de dedicação.
Finjo querer prioridade.
Ou então a primazia.
Invento crises por vaidade.
Talvez pra forçar a casa vazia.
Crio um desconforto virtual.
Busco soluções em um ritual.
Transformo força em fraqueza.
Faço de caminhos atalhos.
Trato com aspereza.
Saboto o foco e o trabalho.
Reclamo que não consigo.
Mas racionalmente eu sigo.
Me junto a informações distintas.
E foco em uma nova bolha.
Troco a paixão pela vida.
Deixo o vinho aberto, sem rolha.
E assim tento antecipar.
O que nunca quis acabar.
Busco o fim mais expresso.
Jogo pro ar, fico impróprio.
Me limito ao meu recesso.
Perco todo o Amor Próprio.